Uma nova tecnologia [Hemingwrite]

Cada dia que passa uma nova invenção toma conta das nossas vidas, o celular que antes servia somente para telefonar se tornou uma nova ferramenta de conexão entre as pessoas. Estranhamente a função inicial quase não é mais usada. Tudo está sendo resolvido pelo Twitter, Whatsapp ou qualquer novo app do momento [uma indústria que não para de criar].

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O Post de hoje mostra um dos aparelhos mais comentados do momento o Hemingwrite. Ele ainda não existe comercialmente, foi criado por uma “Startup” [termo da moda] o objetivo é resgatar a simplicidade da máquina de escrever, aliado a modernidade do design, a facilidade de colocar seus arquivos em nuvem e não usar papel.

A ideia central, segundo os inventores [Patrick Paul e Adam Leeb] é criar um aparelho onde você possa se dedicar totalmente a escrita, livre de notificações das redes sociais ou verificações constantes de e-mail [problema que eu sofro].

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Outra ideia seria a durabilidade do aparelho, por conta do seu corpo robusto e não usar folhas, na verdade ele armazena mais de 1 milhão de páginas [bastante coisa]. Isso sem usar o recurso da nuvem, o que ampliaria sua capacidade para quase uma eternidade de páginas.

O aparelho é bem tentador, e tem um design maravilhoso, mas a justificativa me faz lembrar que a tecnologia serve para criar problemas e depois novas tecnologias são criadas para solucionar esses problemas.

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Mas afinal será que a Hemingwrite é realmente necessária, será que o problema não pode ser resolvido simplesmente se desligando da internet?

O aparelho está participando ao lado de outras invenções, o vencedor terá um financiamento integral e poderá chegar ao mercado no segundo semestre do ano que vem.

Vamos esperar.

Malditovivant, volta na sexta.

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Uma guerra sem prateleiras

Um mundo novo a se descobrir

No primeiro bimestre do ano a gigante Amazon deu sinal que no meio do ano entraria em terras tupiniquins, isso criou um caos entre as livrarias nacionais. A “mega corporação” tem fama de centralizar os negócios e destruir concorrentes em menos de um ano.

Mas o CEO da empresa teve que pisar no freio e parece que a Amazon só chega ao Brasil no ano que vem [impostos, logística e material humano] atrasaram “a invasão”. Além desses problemas comuns que qualquer empresa estrangeira tem ao chegar no Brasil, as editoras estão relutando com a parceria. No modelo atual de negócios da Amazon, ela exige um desconto de 50% sobre o valor do E-book, mas com o direito de repassar ao consumidor pelo valor que desejar.

Esse direito de repassar o preço que quiser ao consumidor, tem afundado diversas concorrentes por todos os países que passou. Isso torna as editoras reféns do mercado, já que a Amazon “pode ser a única” loja de livros do mercado.

Aproveitando os entraves da Amazon as livrarias Brasileiras começaram a se atualizar, a livraria Cultura foi a primeira, a empresa que detém um pouco menos da metade do mercado nacional de livros [mas líder no segmento e-books], se junta a gigante Koobo e pretende lançar ate o final do mês um rival a altura do famoso e-reader Kindle da Amazon.

Com uma filosofia diferente o e-reader da livraria cultura é aberto, aceitando todos os tipos de e-books [você pode comprar um e-book na Saraiva ou na Nobel], diferente do Kindle que só aceita os livros da Amazon. Atualmente a livraria Cultura já tem o maior acervo nacional de livros digitais a parceria com a koobo promete reforçar o acervo da empresa com mais de 2,5 milhões de títulos [em sua grande maioria na língua inglesa]. A Koobo tem cinco modelos de e-reeder o único modelo confirmado por aqui eh a versão touch [com tecnologia Ink e Wi-fi]que não deve custar mais do que 500 reais.

Bonitinho…

Apesar da tentativa de evitar o domínio da Amazon essa parceira pode ser um tiro no pé da própria livraria cultura, por que apesar do baixo valor [pensando em aparelhos digitais] o e-reeder ainda é muito caro para ter apenas uma funcionalidade. Por esse mesmo valor pode se achar um tablet [mesmo que genérico] com mais funções e que com qualquer simples aplicativo pode ter a função de E-reader [já que o acervo da Livraria Cultura roda em qualquer plataforma]

Apenas 6 polegadas e tecnologia Ink

Outro dilema é o valor comercializado de um e-book. Atualmente eles são vendidos entre 15 e 30 reais, um valor ainda muito elevado. Além da concorrência com a pirataria de livros digitais a Amazon quer comercializar por valores bem menores do que os atuais.

Só o futuro vai mostrar os efeitos dessa nova parceria e a chegada dessa gigante dos livros no mercado, mas temos uma certeza, o mercado de livros vai mudar drasticamente.

Eu como leitor, não dispenso o papel, vai demorar um bom tempo para essa tecnologia me ganhar.

 O malditovivant volta na quarta

Pra quem realmente ama fotografar [Instant Lab]

O digital e o analógico em plena sintonia.

 

A um tempo atrás eu conheci o site KickStarter [.com], um lugar onde você [amador ou profissional] pode divulgar o seu projeto e buscar apoio financeiro. Um dos projetos mais legais que eu conheci no site foi o Instant Lab, feito pela empresa Impossible [sim isso mesmo] o projeto consiste em criar um sistema similar a Polaroid para os novos celulares.

A Impossible é perita no mundo analógico, recentemente ela comprou um antigo laboratório da Rollei com o intuito de manter viva a chama dos filmes analógicos. Para criar esse novo conceito que mescla o digital e o analógico, a empresa buscou inspiração no passado com a Polaroid SX70 .

Inspiração do passado 70SX

Para criar sua foto analógica é muito simples, você escolhe a foto dentro do seu álbum, aciona o aplicativo do instant lab, encaixa sua câmera no Instant Lab, abra o Obturador, um sinal vai indicar que a exposição terminou agora só fechar o obturador e sua foto já sai instantaneamente.

A foto segue o clássico padrão da Polaroid, com a borda branca e o realce clássico de uma foto analógica. Assim você foge dos filtros de envelhecimento, criando assim uma genuína foto Analógica.

Até o fim da edição deste post a equipe da Impossible já havia conseguido o financiamento necessário para a criação do projeto, que tem um prazo de produção de 22 a 25 semanas. Depois disso será possível comprar esse novo advento fotográfico no site da Impossible [clique aqui], a Kick Start também está fazendo uma pré venda com 3 versões do Instant Lab: Simples na cor prata que vem com 1 pose [149 Dólares], Versão Black com 2 poses [299 Dólares] e uma versão Gold  com 10 poses e o direito de gravar seu nome na máquina [2.000 Dólares].

Agora que você já conhece o Instant Lab, fique atento ao site e espere mais novidades.

Voltamos na Sexta com mais…

O Romance em K7 [As verdadeiras Mix Tapes]

Não era simples, mas era mais divertido.

[Antes um aviso legal, duas pessoas voltaram a ter Blog: Carolina Fabris voltou a falar de moda com o FashionTAB e a Priscila do falecido Holmes Cruise abriu um novo blog chamado Creativity in Fashion Desing {ufa…nome grande}, dá uma clicada no link e veja as novidades]

Nesses últimos meses, você percorria a internet e só via falar de protestos contra o SOPA e o fechamento do Megaupload, a internet que conhecemos anos atrás [sim sou um usuario desde 1998] está caminhando para um rumo diferente, mas não estou aqui para discutir a falta de liberdade ou seu excesso de liberdade, venho aqui para falar das Mixtapes.

Para os mais novos, as Mixtapes são compilações de musicas em fitas, comuns anos atrás. Existiam as Mixtapes originais [criadas por gravadoras para vender hits ou popularizar bandas] e as piratas [feitas em casa]. Existia o costume de se presentear as pessoas com Mixtapes, mas não era uma coisa simples de se fazer. Uma fita k7 tem em média de 30 minutos por lado, para criar a Mixtape, você precisava arquitetar muito bem a ordem das músicas e o tempo entre cada faixa.

Cores e Modelos...

Normalmente as musicas eram gravadas direto do vinil para o K7 ou em casos extremos você copiava direto da rádio, havendo o risco de pegar alguma vinheta no meio da sua música, estragando todo o seu trabalho com a Mixtape. Mas com o tempo você acabava pegando os macetes da montagem de uma boa Mixtape.

Para a seleção das músicas não existe bem uma regra, o certo é antes de começar o projeto, é pensar quem vai receber a fita. Nesse caso é legal saber o que a pessoa não gosta de escutar, pq o intuito da Mixtape é a pessoa não pular a faixa e escutar do inicio ao fim.

Modelo mais usado pelo meu irmão

Hoje em dia existem sites especializados em Mixtape como o [http://mixtape.me/] onde você pode criar sua própria Mixtape e compartilhar no seu Blog ou enviar para algum amigo, mas ainda passa longe da dificuldade de criar uma Mixtape ao velho modo.

Se você quer criar uma Mixtape das antigas, basta correr e procurar uma fita K7 [por incrível que pareça você ainda acha pra vender] pensar nas canções e passar direto do CD para a Fita. Meu irmão quando tinha minha idade tinha o costume de criar Mixtapes para as namoradas.

Ele me passou algumas regras básicas [Não siga é muito anos 80]

– Bon Jovi é ideal para finalizar uma Fita.

– Bandas nacionais devem ser usadas com moderação.

– Tente ser eclético, mas não muito.

– E nunca finalize uma fita com Legião Urbana. [Regra de Ouro]

Eu já fiz muitas Mixtapes, me arrisquei a fazer uma em CD para uma pretendente, ficou bem original, fiz até o encarte. Agora que você conhece as regras do meu irmão, não as sigas e tente fazer uma Mixtape em Fita ou mesmo em CD, se fizer online me passa o link, vai ser legal escutar.

Até quarta com mais posts…

Vc está pronto pra Lomography ?

“Uma fotografia é um segredo de um segredo. Quanto mais ela te fala, menos você sabe.” Diane Arbus

 

Desde que as câmeras digitais chegaram ao mercado e logo depois se fundiram com os aparelhos celulares, o ato de tirar uma foto se tornou banal. Hoje não precisamos de um por que para justificar o clique. Apesar disso temos uma grande quantidade de fotos expostas [compartilhadas] com as pessoas, mas muito pouco físico, e a tendência é cada vez diminuir isso.

Entrando na contramão do mundo das fotos digitais, existe a Lomography. Que visa por meio de câmeras analógicas [você vai ter q mandar revelar] criar uma foto com mais qualidade e cheia de estilo. A Lomographya é uma técnica que foi empregada nas câmeras Russas no tempo da guerra fria, elas resistiram até os anos 90 quando foram redescobertas e se tornaram artigo cool.

Para não morrer o movimento da Lomographya os amantes das câmeras criaram novos modelos e mantiveram vivos até hoje.

Graças a essa comunidade existem mais de 50 tipos de câmeras Lomography.

Vou mostrar algumas delas:

Holga

Action

Golden Half

Diana F

Assim que você entra no mundo da Lomography você é convidado a participar do site onde, pode expor todos os seus trabalhos. Além disso, em cada cidade do mundo existe uma embaixada, onde você pode tirar dúvidas, expor seu material e trocar idéias, tudo ao vivo, além de pode comprar novas câmeras. A embaixada Brasileira será inaugurada agora no final do mês em SP.

Se você curte fotografia, você vai se apaixonar por Lomography, to até pensando em pedir uma pro Papai Noel.

Amanhã tem post de filme, lá na turma do Café.