Hoje Kurt Cobain completaria 50 anos

Em 5 de Abril de 1994 o então Jovem Kurt Cobain escolhia morrer e assim abreviar sua carreira musical, nunca saberemos se ele fez tudo de caso pensando, ou se foi apenas mais uma daquelas noites ruins em sua vida. Ele tinha 27.

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Na data de hoje muitos comemoram seu aniversário, ele teria 50 anos. Se pensarmos friamente, Cobain teve uma carreira relâmpago. Foram apenas sete anos. Ele começou o Nirvana em 1987, mas só atingiu o auge nos meados de 1991, com o seu famoso Nevermind.

Nesse curto espaço de tempo Cobain conseguiu imprimir sua marca em uma geração. O grunge se tornou forte e fez a cabeça de muitas pessoas graças a ele. Suas letras fortes e a sonoridade frenética cantava as incertezas e a dor que essa geração carregava, mas diferente da geração anterior, suas músicas eram impressas com a Ira.

Bleach [1989], Nevermind [1991] e In Utero [1993] são discos fundamentais para quem gosta de rock. A depressão e as dificuldades de relacionamento com Courtney Love, estão presentes nas letras das suas canções. O Unplugged de 1993 que seria seu último disco, flerta com uma mudança da banda. Mas não tivemos tempo de ver o que viria depois.

Muitas pessoas gostam de exercitar a criatividade e pensar como estaria Kurt Cobain nos dias de hoje. Será que estaríamos com um novo disco [depois de várias metamorfoses], ou ele teria se tornado um recluso?

Prefiro não pensar nisso, mas acredito que estilo destrutivo do cantor nunca ajudou muito e sua morte foi uma escolha, que o salvou de decepções maiores e um destino pior.

Abaixo minhas 5 canções favoritas da Banda.

About a Girl

Heart-Shaped Box [uma letra forte]

Rape-me

Polly

Lithium [para mim a melhor música de todas da banda]

Voltamos na quarta!

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Agora sim…. The Who

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Em 2016 eu comecei o ano com os Rolling Stones e encerei com o Black Sabbath [e sua The End Tour]. Agora em 2017 The Who anunciou 3 Shows no Brasil, sinal de mais uma turnê de despedida, o mais engraçado que em mais de 50 anos, a banda nunca teve interesse de tocar em terras brasileiras.

O que vai tornar o show mais concorrido ainda. A data certa ainda não sabemos, só se especula que será em setembro e sem um local exato, existem rumores de que pode ser no Allianz Park, já que a casa tem recebido a maioria dos shows de São Paulo. Mas a empresa que organiza e gerencia o sambódromo também está brigando para trazer a banda.

O Estádio do Morumbi foi descartado, já que ele não atende as necessidades de locomoção na região.

The Who é mundialmente conhecida por seus hits: My Generation, “Won’t Get Fooled Again”, “Baba O’Riley” e “Behind Blue Eyes [que foi regravado nos anos 2000 pelo Limp Bizkit]. Mas a carreira da banda não foi feita apenas de Hits, existem dois discos que ficaram famosos pela sua engenhosidade The Who Sell Out é um deles, um disco que imita as antigas rádios Piratas de Londres, que tocavam músicas intercaladas de comerciais.

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A banda fez questão de criar comerciais de produtos inventadas e tocar entre as faixas, e a maioria eram canções recusadas de seus discos.

Tommy o quarto álbum da banda é primeira Opera-Rock da história da música e conta a saga de Tommy, onde seu pai foi considerado perdido em batalha durante a Primeira Guerra Mundial, mas retorna inesperadamente e o atual amante de sua esposa, o mata, enquanto Tommy, então com sete anos de idade, presencia tudo através de um espelho.

Seus pais o forçam a acreditar que ele não viu, ouviu e não irá falar nada a ninguém, e Tommy consequentemente se torna surdo, cego e mudo.

Tommy é um dos discos mais legais do mundo do Rock.

Para quem não conhece a banda indico minhas 5 canções favoritas da banda:

“Sister Disco”

“Sally Simpson”

“The Song Is Over”

“Love, Reign O’er Me”

Substitute

A noite do Sabbath

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Faz anos que eu espero a chance de ver o Black Sabbath ao vivo, perdi essa chance algumas vezes. Mas agora a situação era mais preocupante, seria a última turnê de uma das maiores bandas de rock da história. Uma banda que soube misturar a temática dos filmes de terror dos anos 60 com acordes de guitarra poderosos.

Ver Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler juntos era um sonho da minha adolescência [hoje com 31] é me reencontrar com um Fernando diferente e com sonhos totalmente diferentes de anos atrás.

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Para coroar esse momento, a chuva apareceu e assim Ozzy começou sua última jornada em terras Brasileiras com a magnífica Black Sabbath. Uma música que começa com um ritmo lento e termina de maneira apoteótica com os solos de Iommi e com versos que lembram uma história de filme de terror.

Is it the end, my friend?
Satan’s coming ‘round the bend
people running ‘cause they’re scared
The people better go and beware!
No, no, please, no!

Depois disso a chuva não deu mais trégua. Logo depois a banda emendou Faires Wear Boots, confesso que não é minha canção favorita, mas logo em seguida veio After Forever, uma não tão conhecida do grande público, mas uma das minhas favoritas.

Into the Void veio em seguida, bem mais pesada e rápida, e o público pode ver que a banda ainda tem força para continuar pelo menos por mais uma década.

O público estava incendiário também. Seguindo todas as ordens de Ozzy, mostrando sua habilidade de conduzir o público.

Logo depois de Snowblind, ouvimos as sirenes que anunciavam a chegada de War Pigs, canção que eu havia deixado de lado [tocava na rádio eu mudava de estação]. Sempre achei War Pigs uma música chata e com um ritmo lento e muito igual a muitas coisas que já havia ouvido.

Mas na noite de ontem foi minha vez de fazer as pazes com War Pigs. E relembrar como sua letra é forte.

Now in darkness, world stops turning
Ashes where their bodies burning
No more war pigs of the power
Hand of God has stuck the hour
Day of judgement, God is calling
On their knees, the war pigs crawling
Begging mercy for their sins
Satan, laughing, spreads his wings
Oh, Lord, yeah!

E quando eu achei que não poderia melhorar em seguida Ozzy chamou uma outra canção pouco conhecida, mas que também faz parte da minhas favoritas Behind the Wall of Sleep. E mais Sabbath com N.I.B.

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N.I.B era a música que eu esperava ouvir, e por mim o show poderia ter acabado naquele momento. O baixo entrou com tudo e mostrou a competência de Gezzer e então Ozzy começou a dar as cartas e mostrando a razão do seu apelido de Príncipe das trevas, quando todo mundo cantou:

Look into my eyes, you’ll see who I am
My name is Lucifer, please, take my hand

Follow me now, and you will not regret
Leaving the life you led before we met
You are the first to have this love of mine
Forever with me ‘till the end of time.

A banda tocou mais alguns hits e finalizou com Children on the grave, com uma explosão de guitarra e baterias, e um Ozzy em boa forma. E de bis tivemos Paranoid.

O que anunciou o fim da turnê de uma das grandes bandas do Rock. E pior ainda está por vir, a banda realmente acabou. Quem sabe teremos a chance de ver o Ozzy por aqui, mas esse trio lendário, nunca mais.

Hoje dia 05 de dezembro, um dia após o Show posso dizer que comecei meu ano muito bem com os Rolling Stones e fechei de uma maneira espetacular com o Sabbath, dificilmente o ano de 2016 será batido.

Voltamos na quarta.

Hoje acontece o festival do milênio.

Nem nos meus mais improváveis sonhos eu imaginaria uma reunião como a que vai acontecer hoje no Desert Trip na Califórnia, em um mesmo festival teremos Dylan, Stones, The Who, Neil Young, Paul MCartney e Roger Waters [esses dois últimos nem se fazem necessários dado a qualidade dos outros].

Imagine essa noite em 1965

Imagine essa noite em 1965

Diferente de outros festivais, esse é focado em seis atrações, duas por noite em um único palco, ou seja, você não precisa disputar para ver sua banda favorita. E dado a procura por ingressos, o evento vai se estender por duas semanas com a repetição dos Shows.

Hoje toca Dylan e Stones e o show se repete na próxima sexta. [Com Dylan nunca um show é igual ao outro] Depois temos Paul McCartney e Neil Young [dois estilos opostos] e para fechar Roger Waters e The Who.

Hoje possivelmente teremos o Dueto entre Mick e Dylan, já os Stones regravaram Like a Rolling Stones, isso já aconteceu algumas vezes na longa estrada dos dois monstros do Rock, e uma vez em São Paulo na turnê do Vodoo Louge.

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O que se espera para hoje é uma explosão de Hits dos Stones e várias surpresas do lado do Dylan, já que ele não se prende muito a dar o que o público espera e sim ele faz o que dá na telha, mas claro que alguns clássicos devem ser executados.

O chato mesmo é esse show não é aqui.

Voltamos na Segunda.

Sonho de Consumo – The 1966 Live Recordings [Bob Dylan]

O malditovivant está fazendo 8 anos de vida, algumas novidades estão chegando, mas tudo será mostrado na semana que vem. Revendo os Posts, me lembrei de uma tag que eu deixei de usar O Sonho de Consumo.

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Resolvi resgatar a TAG com o lançamento do Dylan. Todos sabem o quanto eu gosto do Bob Dylan, e agora ele lança uma caixa com 36 CDs intitulada The 1966 Live Recordings. São gravações especiais, pois o ano de 66 foi marcado por ser uma das turnês mais longas de Dylan. E ele não estava sozinho, a The Band o acompanhava.

Entre os discos temos Shows nos Estados Unidos, na Europa [com destaque para Royal Albert Hall, em Londres onde ele fez dois shows] e na Austrália.

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Track List dos CDS

Disc 1 – Sydney, 13 April 1966 (Soundboard recorded by TCN 9 TV Australia)
Disc 2 – Sydney, 13 April 1966 (Soundboard recorded by TCN 9 TV Australia)
Disc 3 – Melbourne, 20 April 1966 (Soundboard/unknown broadcast)
Disc 4 – Copenhagen, 1 May 1966 (Soundboard)
Disc 5 – Dublin, 5 May 1966 (Soundboard)
Disc 6 – Dublin, 5 May 1966 (Soundboard)
Disc 7 – Belfast, 6 May 1966 (Soundboard)
Disc 8 – Belfast, 6 May 1966 (Soundboard)
Disc 9 – Bristol, 10 May 1966 (Soundboard/audience)
Disc 10 – Bristol, 10 May 1966 (Soundboard)
Disc 11 – Cardiff, 11 May 1966 (Soundboard)
Disc 12 – Birmingham, 12 May 1966 (Soundboard)
Disc 13 – Birmingham, 12 May 1966 (Soundboard)
Disc 14 – Liverpool, 14 May 1966 (Soundboard)
Disc 15 – Leicester, 15 May 1966 (Soundboard)
Disc 16 – Leicester, 15 May 1966 (Soundboard)
Disc 17 – Sheffield, 16 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 18 – Sheffield, 16 May 1966 (Soundboard)
Disc 19 – Manchester, 17 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 20 – Manchester, 17 May 1966 (CBS Records recording except soundcheck/soundboard)
Disc 21 – Glasgow, 19 May 1966 (Soundboard)
Disc 22 – Edinburgh, 20 May 1966 (Soundboard)
Disc 23 – Edinburgh, 20 May 1966 (Soundboard)
Disc 24 – Newcastle, 21 May 1966 (Soundboard)
Disc 25 – Newcastle, 21 May 1966 (Soundboard)
Disc 26 – Paris, 24 May 1966 (Soundboard)
Disc 27 – Paris, 24 May 1966 (Soundboard)
Disc 28 – London, 26 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 29 – London, 26 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 30 – London, 27 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 31 – London, 27 May 1966 (CBS Records recordings)
Disc 32 – White Plains, NY, 5 February 1966 (Audience tape)
Disc 33 – Pittsburgh, PA, 6 February 1966 (Audience tape)
Disc 34 – Hempstead, NY, 26 February 1966 (Audience tape)
Disc 35 – Melbourne, 19 April 1966 (Audience tape)
Disc 36 – Stockholm, 29 April 1966 (Audience tape)

Essa caixa surgiu depois de uma pesquisa no acervo da gravadora, que percebeu a riqueza e qualidade do material encontrado, muitas das canções são bootlegs ou gravações diretas das mesas de som, mas com uma qualidade nunca vista antes.

Entre os sons encontrados, está a emblemática “Tell Me, Momma”. Que figurou em alguns dos shows na Inglaterra, mas nunca apareceu em nenhuma coletânea do cantor.

A previsão de lançamento é para o dia 11 de Novembro, mas antes disso será lançado um Disco da apresentação no Royal Albert Hall.

Um belo sonho de consumo musical.

Voltamos amanhã com Cinema.