The Wall

Por K.Pigari

Na semana passada eu tive que assistir The Wall, aquele filme do Pink Floyd, para fazer um trabalho da faculdade. Pensando no filme, achei digno de um post.

O filme de 1982, do diretor Alan Parker [Coração Satânico] é baseado no álbum de mesmo nome do título e conta a história de Pink [Bob Geldof], que acaba levando para a vida adulta os traumas da infância.

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O roteiro foi escrito pelo vocalista e baixista da banda, Roger Waters, e mostra sua infância conturbada com a perda do pai, o relacionamento com a mãe super protetora, os traumas sofridos na escola devido ao cruel sistema educacional inglês da época, a relação com as drogas, o relacionamento com sua esposa e como lidava com tudo isso sendo um astro do rock.

The Wall não possui muitos diálogos, sendo mais metafórico e movido pelas músicas de fundo interpretadas por sequências de animação, que foram dirigidas pelo cartunista político Gerald Scarfe. Apenas duas músicas do disco não foram para o filme: “Hey You” e “The Show Must Go On”.

A trilha sonora se encaixa perfeitamente e é capaz de contar a história sem deixar lacunas. Como por exemplo na cena em que a música “The Happiest Days of Our Lives” é usada para fazer uma crítica aos professores que descontavam suas frustrações pessoais nos alunos: “But in the town it was well known when they got home at night, their fat and psychopathic wives would thrash then within the inches of their lives”.

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Pink sofre com sua mãe super protetora [Mother]. Então cresce, se torna um astro de rock e, sem suportar a pressão, cai em depressão. Passa então a negligenciar a esposa, que se envolve com outro homem, Pink se sente depressivo com relação a isso e preenche este sentimento comprando bens matérias [Empty Spaces], e levando uma groupie para seu quarto [Young Lust], eventualmente esta vai embora após Pink surtar e destruir seu quarto [One Of My Turns]. O empresário de Pink, junto com o gerente do hotel e alguns paramédicos o descobrem e injetam drogas nele para que este possa se apresentar [Comfortably Numb].

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Dessa forma, o filme trata de situações e traumas vividos por Roger Waters, mas que poderiam ser vividos por qualquer pessoa que não consegue se “encontrar” e se “encaixar” na sociedade. The Wall também faz grandes críticas a uma sociedade marcada pelo consumismo e pelo espetáculo.

Contudo, a construção de um “muro” imaginário, reflete que qualquer pessoa consegue superar qualquer obstáculo na sua vida.

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O Lar das Crianças Peculiares

Recentemente eu abri o espaço para novos colaboradores do site, Cauê escreve seu primeiro post para o nosso site:

Fala galera, tudo bom? Aqui quem fala é o Cauê Petito, do site Cinem(ação) e do blog PelaToca. Tenho 19 anos. Sou escritor, desenhista e amo cinema. É um prazer estar colaborando com o Maldito Vivant. Obrigado e boa leitura 😊

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Em O Lar das Crianças Peculiares, quando Jake, solitário garoto, descobre pistas para um mistério que cria realidades e eras paralelas, ele descobre também um refúgio secreto conhecido como O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. Lá, além de conhecer as tais “crianças peculiares”, ele acaba descobrindo também sobre si mesmo. Conforme ele aprende sobre os moradores e suas estranhas habilidades, Jake percebe que”segurança” é uma ilusão, e o perigo reside na forma de poderosos e misteriosos inimigos. Jake deve desvendar quem é real, em quem pode confiar, e quem ele realmente é.

Na meia hora inicial, fica claro que O Lar das Crianças Peculiares é uma obra perfeita para ser adaptada por Tim Burton, contendo todas as excentricidades que funcionariam nas mãos do diretor. Pois bem, o filme tem todas as características que já sabemos que o diretor faz bem, o que engloba basicamente todo o lado visual da obra: direção de arte, figurino, fotografia e até os efeitos especiais, que na filmografia recente do cineasta não possuíam tanta consistência, mas aqui funcionam.

O que surpreende, no entanto, é que este é o melhor filme de Burton nos últimos anos (o que não quer dizer muito, realmente). Como não li o livro, não posso opinar em relação a fidelidade (de qualquer forma, uma obra sempre deve funcionar isoladamente, independente de seu material de origem), mas posso opinar sobre sua eficiência como filme. E o saldo é positivo.

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Que a história é uma adaptação, fica evidente no primeiro e problemático ato, que explica muitos aspectos e regras daquele mundo fantástico verbalmente, de forma apressada e com as extensas narrações em off que entregam as origens literárias da obra. Muitos dos personagens não são plenamente desenvolvidos, sendo definidos mais pelas suas habilidades (“a garota do fogo”, “o garoto invisível”, etc), do que por suas personalidades em si. É evidente que Burton está mais interessado com as possibilidades visuais.

E funciona. O Tim Burton que vemos aqui lembra o Burton de suas melhores épocas, seja no design inteligente das casas de subúrbio pequenas e idênticas umas às outras, que vimos em vários trabalhos da filmografia do diretor, nas figuras em computação gráfica que se movem como em uma animação stop motion, e nos designs dos personagens, que funcionam naquele universo contado e se mescla com a atmosfera da história.

Como direção de atores nunca foi o forte de cineasta, poucos deles realmente brilham. Asa Butterfield, que já se provou um bom ator, surge um tanto quanto inexpressivo como Jake. Ella Purnell, que interpreta Emma (“interesse amoroso” de Jake, a garota é como um balão, e usa botas de ferro para não voar por aí), recebe um pouco mais de destaque devido a sua relação com o protagonista. Enquanto Terence Stamp faz um bom trabalho como o pequeno papel que é o avô de Jake, Samuel L. Jackson interpreta Samuel L. Jackson pela centésima vez. Responsável por trazer à vida o vilão Barron, Jackson pelo menos é auxiliado por um figurino e maquiagem que assustam e possuem uma identidade visual com o resto da obra de burton. O destaque fica mesmo para Eva Green como a Srta. Peregrine. Se a personagem não é tão desenvolvida, a atriz possui um presença de tela que a torna interessante logo de início.

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No fim, O Lar das Crianças Peculiares não esconde suas origens literárias, com problemas de ritmo e exposições de roteiro, mas consegue, pelo menos, criar uma bela atmosfera, com sets e visuais perfeitos. As interações dos personagens, mesmo que rasas, conseguem deixar este filme um pouco mais peculiar (com o perdão do trocadilho), e assim, Burton realiza um trabalho acima da média em sua recente carreira.  o-lar-das-criancas-peculiares

Parabéns para o livro hoje é seu dia [Dia Mundial do Livro]

Esse ano tem bienal do Livro, que já tem data marcada: A 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que neste ano acontece entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro no Pavilhão de Exposições do Anhembi [Local já conhecido pelos amantes do evento]

Como esse ano temos a Bienal e no Sábado foi o dia Internacional do Livro, revive o post com dicas de outros blogueiros:

Vickawaii [Finding Neverland]

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Sinopse: O livro conta a história de Dorian Gray, um jovem belo e ingênuo que vê a sua beleza imortalizada no retrato feito pelo artista Basil Hallward, que de tão perfeito levou Dorian a exprimir um desejo: que o retrato envelhecesse e ele continuasse belo para sempre. A partir de então, Dorian recebe cada vez mais influência do cínico aristocrata Lorde Henry Wotton e se entrega a uma vida de prazeres hedonistas e superficiais, preservando sua beleza estética enquanto o retrato de Dorian Gray revela pouco a pouco a corrupção da sua alma. 

 

Porque gosto do Livro: Além da primazia estética, que faz ser o livro mais bem escrito que eu já li, O Retrato de Dorian Gray conta uma história impactante sobre a degradação do ser humano, ambientado em uma época de hipocrisias que ao mesmo tempo valorizava a moral e bons costumes. Na verdade, O Retrato de Dorian Gray questiona o tempo todo nossas crenças e nossos próprios valores, de modo que, mesmo discordando, ficamos fascinados com as ideias e discussões apresentadas no livro. Por último, meu argumento derradeiro para convencer alguém a ler, é conferir o brilhante prefácio do livro, que aborda o valor da beleza, intensão do artista e papel da arte, concluindo que “toda arte é inútil”.

 

Erika [O Mundo das Coisas]

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Sinopse: Em O mestre e Margarida, Bulgákov narra a chegada do diabo em plena Moscou comunista dos anos 1930. E satanás não está sozinho; em sua comitiva, há uma feiticeira nua, um homem de roupas apertadas e monóculo rachado e um gato preto de ‘proporções espantosas’. Tudo começa em uma tarde de primavera, quando Satanás e seu séquito diabólico decidem visitar a cidade e encontram poetas, editores, burocratas e todo tipo de pessoas tentando levar a vida em pleno regime comunista. O que todos ali não sabem é que, depois dessa visita, nada será como antes – um rastro de destruição e loucura mudará o destino de quem cruzá-lo.

 

Porque gosto do Livro: Trata-se de um livro brilhante, que vale todas as releituras que possam ser feitas, e que revela o talento de Bulgákov de forma inquestionável. Durante toda a leitura, eu desafiei a capacidade do autor de “entrelaçar” todas as ideias (que são várias – e todas conceituais, lidando com política, religião, visão de mundo etc. – ao longo do desenvolvimento do enredo) de forma coerente e me vi surpreendida no fim, por um encerramento totalmente em linha com a história. Sem dúvida, O Mestre e Margarida é um dos meus livros favoritos!

 

Ingrid Abbade [Gosto de Canela]

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Sinopse: O Pano do Diabo traça a história das listras no Ocidente, desde a Idade Média até a contemporaneidade, questionando a origem, natureza e funcionamento dos códigos que levam o listrado a serem associados ao que é marginal, ousado e até mesmo satânico.

 

Porque gosto do Livro: Particularmente, antes de conhecer o livro, eu não fazia ideia do quanto as listras, barrados e malhados (manchados) foram (e ainda são de certa maneira) um paradigma na sociedade Ocidental – significando confusão visual, a ambiguidade do bem e do mal entre outros. Um dos pontos mais interessantes e que me fazem querer indicá-lo é a facilidade para ler mesmo sendo um livro de História Social; em nenhum momento nos sentimos “excluídos”, ou com a necessidade de ser um iniciado em historia ou indumentária para entender o que o historiador quer nos dizer.

 

Kamila P [Nova Colaboradora do Site]

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Sinopse: O livro conta a história de Humbert, um professor europeu de meia idade que se muda para os Estados Unidos, lá ele se hospeda na casa na casa das Haze, onde moram Charlotte e sua filha Dolores. Assim que ele vê a menina, uma jovem de doze anos, ele se apaixona. Um tempo depois, com o intuito de se manter próximo da menina, ele se casa com a mãe dela, entretanto, a mulher descobre os sentimentos de Humbert por sua filha, mas, antes que pudesse fazer alguma coisa, ela sofre um acidente e morre. Sem a interferência da mãe, o homem e a menina saem em uma viagem pelos Estados Unidos.

 

Porque gosto do Livro: Quando foi publicado, em 1955 e até os dias de hoje Lolita ainda causa polêmica por conta do tema que aborda. Há quem considere o livro um clássico do romance moderno, em contrapartida, há quem diga que se trata de um criminoso pervertido. Entretanto, Lolita me fez refletir sobre o que é amor e o que é obsessão e, até onde isso pode nos levar e, o que mais me chamou atenção quando cheguei ao final do livro foi a inversão de sentimentos em relação as personagens. Lolita tem um desfecho espetacular e merece ser lido pela genialidade com que foi escrito.

Aguarde mais posts sobre livros, voltamos na segunda com um Novo Post.

O primeiro palco virtual do mundo [ClapMe]

K. Pigari

Há uma semana atrás participei de uma Mostra de Tecnologia na faculdade onde estudo e, uma das palestras que tive o prazer de assistir foi sobre o tema empreendedorismo. O palestrante era um jovem jornalista que conseguiu transformar uma ideia pioneira em um grande negócio.

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A paixão por música levou Filipe Callil a criar a startup que é “o maior palco do mundo”, o ClapMe. A plataforma é um palco online onde artistas e bandas do mundo inteiro podem agendar shows e se apresentar ao vivo e de qualquer lugar para todos que estiverem conectados.

Para ter acesso aos shows, os usuários podem tanto assinar a plataforma mensalmente, como podem também adquirir tíquetes para shows específicos.

Os fãs, além de terem acesso aos shows, também podem interagir em tempo real com os artistas através de recursos como chat e vídeo e, é claro, com o Clap, ferramenta que avalia a performance e mede o sucesso da apresentação. Durante o show, o fã ainda pode pedir músicas e ser visto pelo ídolo.

Será esse o futuro?

Será esse o futuro?

Como sabemos, estamos vivendo a Era Digital, que se caracteriza pela mudança radical de paradigmas da comunicação. A internet rompeu o modelo de produção e distribuição de informação de um-para-todos e possibilitou um novo modelo, onde as relações acontecem no contexto de todos-para-todos.

Dessa forma, a internet trouxe mais opções para os usuários e os mesmos têm, mais do que nunca, maior poder de escolha para escolherem o tipo de conteúdo que desejam ver. Sendo assim, o número de usuários de serviços on demand vem crescendo cada vez mais. Plataformas como o Netflix, Spotify e agora o ClapMe, vem ganhando força no mercado.  

O ClapMe surgiu com a proposta de aproximar fãs e artista de maneira rápida e proporcionar a seus usuários shows de diversos lugares do mundo sem que o mesmo tenha que sair de sua casa.

A cerveja que derrubou o presidente

Por Humberto Domiciano

Tomei emprestado o título do livro do Joel Silveira (A feijoada que derrubou o governo), que trata dos bastidores da política, para falar um pouco da relação da cerveja com o Poder.

Desde que Guilherme IV, o duque da Baviera, implementou a Lei de Pureza Alemã em 1516, a bebida passou a ser encarada como algo diferente e até socialmente mais importante.

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Outro episódio que realça esse caráter é relativo ao imperador Napoleão Bonaparte, que experimentou uma cerveja do estilo Berliner Weisse e a definiu como a “Champagne do Norte”.

Chegando ao século XX, tivemos a Lei Seca, nos Estados Unidos, que afetou a produção cervejeira e teve um caráter fortemente político. Ainda por lá, vale destacar uma homenagem da cervejaria Evil Twin, em parceria com a brasileira Tupiniquim que fizeram a “Ich Bin Ein Berliner” que foi uma frase dita pelo ex-presidente americano John F. Kennedy, em visita à capital alemã e significa “Eu também sou berlinense”.

No Brasil, apesar de diversos presidentes terem tido problemas com álcool – consta que Jânio Quadros teria renunciado após um porre – a cerveja nunca esteve entre as preferências.

Apesar disso, o ex-presidente Lula já foi identificado como “Brahma” em investigações recentes e a cervejaria Petrópolis também é citada como possível financiadora de campanhas políticas. Será que a cerveja vai derrubar um presidente?

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O Humberto escreve quinzenalmente no site, sempre com uma nova dica de cerveja.