Octavio Café promove degustação nessa quarta-feira

Como sabemos, o Dia Internacional do Café é comemorado em 14 de abril, entretanto, em 2005, a bebida ganhou uma data nacional exclusiva para ser comemorada: 24 de Maio – Dia Nacional do Café. Incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos por sugestão da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, a data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras.

Para comemorar a data que contempla essa bebida tão gostosa e indispensável no nosso café da manhã e em vários [e qualquer] outros momentos do dia, o Octavio Café promove nessa quarta-feira, 24 de maio, uma degustação gratuita.

Em qualquer uma de suas lojas, estará disponível a degustação dos cafés Noir e Octavio.

O café Noir é a torra mais escura da linha de clássicos da cafeteria, com sabor intenso e notas de chocolate e açúcar queimado. Na degustação será possível a comparação do Noir com o house blend Octavio, de sabor balanceado com notas de caramelo e amêndoas.

A degustação acontecerá das 16h às 17h, em todas as unidades do Octavio Café: em São Paulo, na matriz da Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996, e na loja do Shopping Eldorado. E, nos espaços Octavio no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Visitando uma das lojas você tem a oportunidade de aprender um pouco mais sobre os grãos e provar essa bebida quentinha e maravilhosa

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Conhecendo a nova revista literária Quatro Cinco Um.

O mês de maio foi um dos meses mais aguardados para os amantes de Literatura, muitos esperaram ansiosamente pelo lançamento da Quatro Cinco Um, revista que faz parte do grupo Piauí. Nos meses que antecederam a empresa investiu pesadamente em ações de marketing gerando toda essa ansiedade.

O destaque desta primeira edição é Elena Ferrante, que lançou neste mês o último volume da série Napolitana. Com essa escolha já temos ideia do que está por vir.

O editorial da revista é dedica a explicar qual a razão para a escolha do nome da revista, sim se você imaginou a sacada ela é uma homenagem a George Orwell e seu Fahrenheit 451. Um editorial que pontua bem a importância da literatura e os caminhos da revista.

Até esse momento a revista se mostra bem normal, sua primeira matéria vem falar de um assunto do momento: a batalha do feminismo e os movimentos sociais do Brasil, mas antes de iniciar o texto, temos 4 indicações de livros.

E as próximas matérias seguem o mesmo ritmo, um título bem chamativo, uma linha fina concisa e mais uma indicação de livro, logo após o texto corrido e isso se repete por todas as matérias da revista [na verdade só uma delas escapa do clichê]

Depois de passar por Política, religião, ciência, história, economia, poesia e biografias a revista fecha seu ciclo com um listão com os principais livros produzidos e “lidos” até o fechamento da edição.

Tudo isso por 17 reais, um valor bem baixo para um livro, mas muito alto para tanto “jabá” de grandes editoras. Quem sabe se fugir um pouco mais do óbvio, a quatro cinco um pode se tornar uma saída inteligente para conhecer novos livros, enquanto isso não acontece, prefiro garimpar na estante de literatura estrangeira, para ver se descubro alguma novidade.

Voltamos na quarta.

 

Corra! [Get Out]

K. Pigari

Estreou na última quinta-feira, 18 de maio, o suspense Corra!, longa escrito e dirigido por Jordan Peele [ator norte-americano conhecido por ter feito parte do elenco de MADtv].

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O filme é uma mistura de drama, suspense e terror psicológico, além de contar com um pouco de humor e, busca nisso tudo abordar a questão do racismo.

Corra! conta a história de Chris Washington [Daniel Kaluuya], um jovem afro-americano que está indo passar um final de semana na casa dos pais de sua namorada Rose Armitage [Allison Williams], a fim de conhecer a família.

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Chris questiona sua namorada para saber se ela contou para os pais que ele é negro, já que Rose e sua família são brancos. Pode parecer clichê: “uma garota branca leva seu namorado negro para conhecer sua família”, mas o desenrolar é feito de uma forma diferente e tudo pode parecer novo. Ela responde que não contou mas garante que ele não precisa se preocupar, pois sua família não é racista.

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No meio da viagem, o casal acaba atropelando um animal na estrada e com a chegada da polícia, Chris começa a sentir o clima hostil daquela região.

A mansão da família Armitage fica em um local isolado. Chris é recebido calorosamente pelos pais de sua namorada, Dean [Bradley Whitford], um neurocirurgião bem sucedido e Missy [Catherine Keener], terapeuta que usa técnicas de hipnose. Mais tarde, Chris conhece Jeremy [Caleb Jones], irmão de Rose.

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Ele também acaba conhecendo os empregados da família, Walter [Marcus Henderson], o jardineiro e, Georgina [Betty Gabriel], a empregada encarrega de tudo. Eles se comportam de maneira completamente estranha e robótica, e ambos são negros.

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Há uma cena em que Chris sai da casa no meio da noite para poder fumar um cigarro. Lá fora, num ambiente frio e com pouca luz, ele se depara com comportamentos estranhos de Walter e Georgina. Em seguida, ao voltar para casa, Missy o hipnotiza a fim de fazê-lo parar de fumar, entretanto, ela o faz relembrar traumas de infância e cair num lugar totalmente perturbador dentro da própria mente.

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Rose e Chris ficam sabendo, só depois que chegam lá, sobre o encontro anual com convidados brancos e bem vestidos da alta sociedade, que acontecerá naquele mesmo final de semana. Todos agem de maneira bastante peculiar.

Outro personagem importante é Rod [LilRel Howery], que além de ser o melhor amigo de Chris, é o único que sabe sobre a viagem. Rod é parte interessante da trama e é simplesmente hilário. Nesses momentos, o diretor consegue mesclar o humor com a tensão do filme.

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Apesar da recepção calorosa, logo Chris percebe que há algo de errado ali. Na medida em que ele vai vivendo nesse mundo totalmente branco, começa a presenciar situações perturbadoras que o levam a pensar que aquelas pessoas possuem intenções maldosas em relação a ele.

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Se você espera ver o preconceito de forma explícita em Corra!, vai se decepcionar. O filme aborda a questão retratando a paranoia racial de uma maneira satírica, mas que não deixa de causar incômodo e desconforto. Também trata, de certa forma, da apropriação cultural, mas de um modo diferente que passa a sensação de que algo está muito errado.

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Explorations a nova linha de Cafés da Nespresso [Kenya Peaberry e Laos Bolaven]

Na semana retrasada a Nespresso lançou mais uma edição limitada das suas capsulas de café, e claro nós do malditovivant e turma do café tivemos que experimentar essa novidade. A nova série de tiragem limitada vem com o nome de Explorations 1 [O que tudo indica será uma série] ela é composta por duas caixas de café um do Kenya [Peaberry] e outro de Laos [Bolaven Planteau].

Belo detalhe das Capsulas

Diferente das outras edições especiais como a Vintage [Clique aqui e leia sobre] “essa coleção” não tem degustação e a compra fica limitada a dois kits por registro Nespresso. E cada Kit [Sim, só podemos comprar os dois] sai por 120 Reais.

Agora vamos a melhor parte que é a degustação:

Lembrando que a melhor maneira de degustar cada um dos cafés é sempre sem açúcar, pois o “doce” vai mascarar todas as notas de paladar do café.

Perceba a Crema

O Kenya é bastante aromático, e muito leve no paladar, um café para ser realmente degustado e com um toque bem leve de acidez somente no final. Parece preencher totalmente o paladar.

Já o de Laos tem um aroma muito marcante de vegetais verdes, faz realmente imaginar os planaltos úmidos onde é plantado. Um corpo médio e também bastante “mole” no paladar.

Os dois cafés têm zero adstringência, ressaltando ainda mais a qualidade e a seleção dos grãos e o refinamento no processo de secagem e torra.

Claro que o valor de 120 reais por Kit acaba saindo caro, mas devemos pensar em toda a experiência do café, diferente dos outros Blends da marca, esse café não se vale como o usual do dia a dia, e sim um café especial para ser degustado em um momento especial. Por essas e outras que eu recomendo a compra do Kit.

Belos detalhes

Voltamos na Sexta.

O Cidadão Iluestre – El Ciudadano Ilustre [Filme]

Por K.Pigari
O cinema argentino, que já marcou presença no Oscar com indicações de melhor filme estrangeiro diversas vezes [Relatos Selvagens, O Médico Alemão, O Segredo dos Seus Olhos, e muitos outros], produziu em 2016 O Cidadão Ilustre.

O filme conta a história de Daniel Mantovani [Oscar Martínez], escritor argentino e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Após sair de sua cidade natal [Salas, pequeno povoado a aproximadamente 800 quilômetros de Buenos Aires] aos 20 anos [e nunca mais voltar], ele se muda para a Europa, onde vive os próximos 40 anos.

Certo dia ele aceita o convite do prefeito de Salas para receber o título de Cidadão Ilustre. O escritor decide, então, cancelar inúmeros compromissos e voltar ao povoado onde nasceu e onde moram os personagens que inspiraram a maioria de seus livros. [Atitude que toma não somente pelo afeto, mas também por vaidade].

Acontece que Daniel é um escritor melancólico que não gosta de dar entrevistas, palestras ou ser fotografado. Ao receber o Nobel de Literatura seu discurso se manifesta contra o mecanismo das premiações e, segundo ele, isso demonstra a conformidade da arte com os preceitos de determinados grupos, principalmente os intelectuais.

Ao voltar para Salas, ele é recebido com um filho, o orgulho da cidade. O autor reencontra Antonio [Dady Brieva], seu amigo de escola, que agora está casado com Irene [Andrea Frigerio], antiga namorada de Daniel. O reencontro é ácido e carregado de uma atmosfera hostil, que tenta ser mascarada com humor e falsa nostalgia.

Durante o tempo que passa em Salas, o romancista percebe que as coisas continuam exatamente iguais ao que eram no passado. Ele nota na comunidade situações que o incomodam, como por exemplo, a contradição entre inocência e ingenuidade, a falsa moralidade, as aparências que se mantém estabelecidas e, as relações que se baseiam em “troca de favores” e chantagens.

Daniel, então, começa a se opor a todo tipo de hipocrisia que o perturba e, gradativamente, o escritor passa a ser odiado pelos moradores da cidadezinha, até ser obrigado a ir embora.

Em O Cidadão Ilustre, o protagonista consegue, ao mesmo tempo, desempenhar uma figura digna de admiração e pela qual podemos chegar a nos apiedar em alguns momentos. Em contrapartida, a repulsa pelo mesmo personagem também se faz presente, em virtude de atitudes moralmente reprováveis, como a vaidade e ar de superioridade em relação à cidade e seus moradores.

O longa, que é carregado pelo cinismo, conta com um humor melancólico que se manifesta por conta da cotidianidade do povoado e de figuras estranhas que vão em busca de Daniel.

A presença do escritor incomoda [ou seja, cumpre a função artística, de acordo com a manifestação do autor]. O Cidadão Ilustre evidencia, sobretudo, a impossibilidade de convivência entre Daniel e Salas.

O Cidadão Ilustre, filme argentino com direção de Gastón Duprat e Mariano Cohn, estreou nessa quinta-feira, 11 de maio.