Não pode faltar na sua Estante [Arte]: O Cubismo – Uma Revolução Estética: Nascimento e Expansão

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Finalmente chega ao Brasil pela editora Estação Liberdade o livro do Curador francês, Serge Fauchereau: “O Cubismo uma revolução estética”, livro que desvenda todo o movimento artístico de uma geração. Serge coloca o movimento Cubista como o mais importante do século 20, por romper com todas as amarras estéticas de uma época.

Os Cubistas eram Anti-Românticos, não queriam falar de amor ou mesmo da guerra, esses artistas queriam desconstruir tudo a sua volta, para depois reconstruir e dar uma nova significância. O Curador também coloca em contexto, como as novas correntes de pensamento e as descobertas no campo da Filosofia e da Psicologia auxiliaram e embasaram esses novos artistas.

Freud estava em plena evidência em com suas descobertas no estudo da mente humana, sem contar com as mudanças na cidade. A mentalidade humana e o tempo estavam sendo questionados, pois as cidades estavam crescendo e o modo de viver estava mudando.

Cézanne

Cézanne

Na parte técnica da arte, Cézanne já questionava a ideia de perspectiva. Um dos elementos importantes para a construção da técnica do cubismo.

Fauchereau coloca o Cubismo como uma arte que buscava a gosto popular, como “parecia” ser pouco regido por normas e rigor e flertar com assuntos populares e descontruir as coisas por vezes de uma maneira bem engraçada. Mas muitos colocam o Cubismo como uma arte mais voltada ao intelectual.

Picasso

Picasso

Entre outros casos, o autor mostra a participação das mulheres dentro do universo Cubista, passando pela Rússia e indo até o Brasil onde Anitta Malfatti, flertou com o movimento.

Se você gosta de Arte ou que apenas se interessa pelo movimento não pode deixar este livro de fora da prateleira.

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O Cubismo – Uma Revolução Estética: Nascimento e Expansão

Autor: Serge Fauchereau

Editora: Estação Liberdade

Tradução: Marcela Vieira e Julia Vidile

Páginas: 254

Valor: 138 reais em média

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50 momentos da National Geographic [Exposição]

Se você estiver na Zona Sul de São Paulo, não pode perder a oportunidade de ver a mostra da National Geographic, no Shopping Morumbi. A exposição já rodou por diversos lugares do mundo, trás para os amantes de fotografia [profissionais ou não] as 50 imagens históricas da revista.

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Entre as 50 imagens, temos fotos de todos os cantos do mundo, que vai de paisagens, pessoas em seu cotidiano e o mundo animal. Cada foto vem com a informação da região onde foi tirada, o seu fotografo e o ano, o mais legal fica por conta da explicação do fotografo, algumas dessas explicações acabam desmistificando a profissão.

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Como a bela foto do mergulho com leões marinhos de David Doublet, onde ele conta sobre o momento e termina dizendo: “fotografia é baseada em habilidade, mas também em ter muita sorte”.

A exposição também vem para nos mostrar que a foto é apenas um momento. E que existe muito mais sobre os personagens do que imaginamos.

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Assim como mostra William Albert Allard, na foto abaixo vemos um antigo produtor rural e vaqueiro, que por conta do progresso será despejado de sua fazenda para dar lugar a um novo futuro. O Vaqueiro contou a William que ele não sabia o que fazer depois disso, pois em toda a sua vida foi um homem do campo e não queria viver na cidade.

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Um dos detalhes dessa foto é a falta da algumas estrelas na bandeira Americana [versão antiga da bandeira]. Que dá um ar maior de poesia e drama para a foto.

Mas o momento mais me causou impacto é a foto de Thomas J. Abercrombie, um dos especialistas em oriente, que em 1967 fotografou uma mulher de burca voltando de um mercado local em Cabul, carregando uma gaiola de pássaros na cabeça.

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O Vermelho forte e a sensação de uma quase miragem [para os olhos ocidentais] fazem da foto uma das mais bonitas da exposição.

Não vou ficar entregando mais sobre a exposição.

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Vá ao Shopping Morumbi e veja com seus próprios olhos.

“National Geographic apresenta 50 Grandes Fotografias”.

Local: Atrium do Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089).

Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 22h; aos domingos, das 14h às 20h.

Entrada: gratuita.

até o dia 9 de agosto.

Aproveite, o malditovivant volta na quarta.

Frida Kahlo no Brasil

Depois de Kusama e Dalí o Instituto Tomie Ohtake, vai trazer a São Paulo no mês de setembro a Exposição: Frida Kahlo e as mulheres surrealistas no México. A mostra conta com pinturas de Maria Izquierdo, Remedios Varo, Leonora Carrington, além de Frida é claro.

A primeira vez que os trabalhos da artista surrealista chegam ao Brasil. A exposição tem tudo para ser um sucesso, a artista não é apenas reconhecida no meio artístico, mas também é um ícone da nossa cultura POP.

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Essa exposição é a chance de conhecer mais sobre o seu mundo, além de conhecer outras pintoras que foram contemporâneas ou mesmo foram influenciadas pelo estilo de Frida. Leonora é outra grande artista que deve ser vista, fugida da Inglaterra por conta do terror do Nazismo, se fixou no México e ajudou em muito o movimento surrealista.

Terra Papers

Leonora – Terra Papers

O seu trabalho por vezes chega a ser mais belo do que o de Frida. Seu estilo é muito mais parecido com o de Dali do que o de Frida.

Remedios Varo - Malabarista

Remedios Varo – Malabarista

Então prepare sua agenda para o mês de Setembro. Enquanto isso relembre o post sobre o livro de Frida [Clique aqui e leia]

Uma pausa

Dei um tempo….

 

Cheguei ao meu post número 785..não to conseguindo mais escrever, preciso de uma pausa.

Volto depois do Feriado da Carne ou no final de Março.

Mas antes de voltar eu e minha imaginação precisamos….

de Diversão

 

Novas danças

 

Pensar juntos

 

Pensar sozinho

 

Pq o mundo é uma folha em branco e precisamos pintar o nosso futuro

Laura Linney mostra como mudar sua vida [Novo seriado The Big C]

“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo” Leon Tolstoi

Laura Linney...uma Diva madura

A HBO é reconhecida pela qualidade de seus seriados, o melhor exemplo disso é o seu seriado Mad Men que está no ar desde de 2007 e já faturou todo o tipo de premiação, em especial para seu ator principal Jon Hamm [Donald Draper]. Neste Domingo a HBO investe em mais um seriado dramático.

O escolhido da vez é Big C, um seriado produzido pela “Show Time” [mesma produtora de Californication] o seriado conta a história de Cathy Jamison, uma professora de um colégio publico americano, que vive uma vida de forma muito acomodada e sem muitas expectativas, mas seu modo de ver a vida muda ao descobrir que tem câncer de pele [Melanoma um dos cânceres mais agressivos].

Mas ao invés de anunciar aos “quatro ventos” sua doença e sofrer com a piedade das pessoas ela resolve mudar seu modo de agir, Cathy escolhe viver a vida com intensidade dá uma reviravolta na sua vida. Mandando embora o seu marido [um cara q ainda não cresceu] e colocando as rédeas na vida do seu filho mais novo. Tudo isso pq ela escolhe não fazer o tratamento e apenas viver bem seus últimos e melhores dias.

Além da maravilhosa Laura Linney no papel principal [uma das mais belas atrizes de Hollywood], temos a novata que foi sensação no ano passado, Gabourey Sidibe, a estrela do filme Preciosa, que faz a aluna Andrea, outra adolescente rebelde que Cathy tentará ajudar. Outro bom ator que entra para o seriado é Reid Scott q trabalhava no seriado My Boys [recentemente cancelado] ele faz o papel do oncologista de  Cathy, e possível par amoroso.

Preciosa acha seu caminho

Apesar da temática forte, a série retrata tudo com uma dose sob medida de humor negro, [uma das marcas registradas do Show Time] e apesar de ser um câncer a causa da reviravolta na vida da professora, aprendemos q as revoluções em nossa vida precisam apenas de um empurrão para mudar e buscar uma realidade melhor.


Curto The Big C na HBO no Domingo 21:30