Selton Mello, Seu Jorge e a busca pelo autoconhecimento [Soundtrack]

K. Pigari

A primeira parceria cinematográfica entre Selton Mello e Seu Jorge aconteceu lá em 2006 com o curta-metragem Tarantino’s Mind, em que os dois amigos se juntam em um restaurante e discutem sobre teorias de ligações entre as personagens dos filmes do diretor Quentin Tarantino.

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Cena do curta-metragem Tarantino’s Mind

O curta foi dirigido pela dupla 300ml [conhecidos pela direção de propagandas comerciais, como a “Arca”, de Axe, e “Gigante”, da Claro, além de diversas campanhas globais para a Stella Artois]. E, para estrear seu primeiro longa-metragem nos cinemas, a dupla volta com uma nova parceria entre Selton Mello e Seu Jorge.

Soundtrack [ou “A trilha sonora de uma vida”, segundo o IMDb], conta a história de Cris [Selton Mello], um jovem artista que recebe do governo brasileiro uma licença especial para passar alguns dias em uma estação de pesquisa [polar] internacional isolada, cercada por nada além de gelo. Seu objetivo é preparar uma exposição misturando música e fotografia. Para fazê-lo, ele tira selfies que capturam as sensações causadas por uma série de músicas pré-selecionadas.

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Ao chegar no local, ele conhece o britânico especialista em aquecimento global, Mark [Ralph Ineson], o botânico brasileiro Cao [Seu Jorge], o biólogo chinês Huang [Thomas Chaanhing] e o médico e pesquisador dinamarquês Rafnar [Lukas Loughran].

Cris é recebido de uma maneira quase hostil, uma vez que o Natal e o Ano Novo estão se aproximando e a esposa de Mark está grávida [com a chegada de Cris, o especialista ambiental fica responsável por ele, não podendo voltar para casa]. O clima também não é agradável com Huang que, devido a problemas do passado, desenvolveu desprezo por artistas. Entretanto, as coisas são melhores com Rafnar e com Cao [que por também ser brasileiro faz com que Cris não se sinta tão deslocado].

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O desentendimento entre eles é causado quando Cris revela que está ali porque precisava se isolar para desenvolver um projeto de exposição, enquanto os pesquisadores estão ali desenvolvendo estudos que ajudarão a descobrir a biologia daquele lugar. [Em alguns momentos eles chegam a inferiorizar os motivos do artista estar ali].

À medida que vão convivendo, começam a se entender e ao passar muito tempo com os pesquisadores, Cris acaba descobrindo segredos do planeta terra em uma perspectiva nunca vista. E juntos, os cinco descobrem diferentes perspectivas sobre a vida e arte.

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Um dos pontos interessantes do longa é que ele traz, para a composição da trama, os áudios da missão Apollo 8, em que os três astronautas se revezaram lendo trechos do livro do Gênesis e um deles termina dizendo: “Boa noite, boa sorte, um Feliz Natal, e Deus abençoe todos vocês – todos vocês da nossa bela Terra”. Além desse, também traz o áudio de uma entrevista com o diretor Alfred Hitchcock.

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Falado em inglês [apenas alguns diálogos entre Cris e Cao são em português], Soundtrack é uma mistura de aventura e drama, medo e solidão, que aborda questões existenciais e reflexivas na jornada do artista em busca do autoconhecimento.

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Soundtrack estreia quinta-feira, 6 de julho, nos cinemas.

Octávio Café lança cappuccino rosa para o Dia dos Namorados

K. Pigari

O Dia dos Namorados [12 de junho] está logo aí e para ajudar os casais a comemorarem essa data de um jeito mais quentinho, o Octávio Café preparou um combo especial: um cappuccino rosa exclusivo, acompanhado de uma fatia do bolo Red Velvet, por R$ 22,90. O combo já está disponível em todas as unidades do Octávio, até o dia 12 de junho.

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E para comemorar o dia 12 de junho de maneira especial, a cafeteria promoverá, nessa data, um jantar em sua matriz, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996, em São Paulo, a partir das 19h.

O pacote inclui entrada, prato principal e sobremesa para dois, além de uma garrafa de vinho, um café em qualquer método de preparo para ser degustado na hora e o café Octavio de presente em uma lata decorativa para levar para casa.

Para a entrada, os namorados poderão decidir entre bolinho de risoto de provolone ou uma salada mix de folhas com cenoura e tomate ao molho de mostarda. O prato principal traz três opções: o casal pode escolher entre peixe [filé de Saint Peter grelhado, acompanhado de purê de banana da terra e legumes], massa [nhoque de mandioquinha com ragu de costela de porco gratinado], ou carne vermelha [fraldinha grelhada servida com arroz com amêndoas e tomate recheado com cream cheese]. A finalização será com a sobremesa do dia.

O valor é R$ 240,00 o casal e a casa aceita reservas.

Uma morte horrível [Quadrinho]

K.Pigari

bem parecida com sua personagem

Pénélope Bagieu é uma francesa que chamou atenção, depois de publicar em forma de livro, as ilustrações de seu blog [que em geral, contavam um pouco de sua vida cotidiana e suas viagens].

O sucesso se expandiu para grandes livrarias e Pénélope passou a fazer diversas ilustrações editoriais e campanhas publicitárias, além de desenhar outras histórias [As aventuras de Joséphine]. Hoje, aos 35 anos, Bagieu é uma das quadrinistas mais conhecidas da França.

Uma morte horrível é uma comédia romântica [carregada de ironias e dos problemas reais da vida] em quadrinhos que conta a história de Zoé, uma jovem francesa de 22 anos que trabalha como hostess em tempo integral [o que lhe garante muitas situações constrangedoras]. Ela mora com o namorado machista, grosseiro e desempregado, e não possui ambições.

Depois de um dia cansativo no trabalho e frustrada com os problemas pessoais, Zoé acaba conhecendo, por acaso, Thomas Rocher, um jovem escritor [muito famoso]. Entretanto, a menina não é nem um pouco intelectual e pouco conhece sobre literatura [ela não sabe diferenciar Balzac de Batman], dessa forma, Thomas é um completo desconhecido para ela.

O escritor, de personalidade tímida e misteriosa, está passando por uma crise de inspiração e há dois anos não consegue escrever nem uma linha sequer. Mas quando ele conhece Zoé, eles logo se tornam amigos e suas conversas, de certa forma, o inspiram.

Ela: extrovertida. Ele: tímido e culto. Eles acabam se dando bem e embarcam em um relacionamento sério e estável. Pelo menos até a chegada da editora de Thomas e a descobertas de segredos terríveis.

Chega um momento em que tudo o que se consegue pensar é: “eu não acredito nisso!” [mas fica para o leitor a missão de descobrir se esse é um ponto positivo ou não].

A narrativa é simples e fluida [o que torna a leitura agradável]. A arte também é simples, mas sem perder a beleza e o charme, além de conter cores que fazem o quadrinho ser muito mais agradável [e chamativo] esteticamente. Só não vale folhear antes de ler [o quadrinho é muito gráfico e folhea-lo pode acabar revelando demais e estragar as surpresas na hora de ler].

Conhecendo a nova revista literária Quatro Cinco Um.

O mês de maio foi um dos meses mais aguardados para os amantes de Literatura, muitos esperaram ansiosamente pelo lançamento da Quatro Cinco Um, revista que faz parte do grupo Piauí. Nos meses que antecederam a empresa investiu pesadamente em ações de marketing gerando toda essa ansiedade.

O destaque desta primeira edição é Elena Ferrante, que lançou neste mês o último volume da série Napolitana. Com essa escolha já temos ideia do que está por vir.

O editorial da revista é dedica a explicar qual a razão para a escolha do nome da revista, sim se você imaginou a sacada ela é uma homenagem a George Orwell e seu Fahrenheit 451. Um editorial que pontua bem a importância da literatura e os caminhos da revista.

Até esse momento a revista se mostra bem normal, sua primeira matéria vem falar de um assunto do momento: a batalha do feminismo e os movimentos sociais do Brasil, mas antes de iniciar o texto, temos 4 indicações de livros.

E as próximas matérias seguem o mesmo ritmo, um título bem chamativo, uma linha fina concisa e mais uma indicação de livro, logo após o texto corrido e isso se repete por todas as matérias da revista [na verdade só uma delas escapa do clichê]

Depois de passar por Política, religião, ciência, história, economia, poesia e biografias a revista fecha seu ciclo com um listão com os principais livros produzidos e “lidos” até o fechamento da edição.

Tudo isso por 17 reais, um valor bem baixo para um livro, mas muito alto para tanto “jabá” de grandes editoras. Quem sabe se fugir um pouco mais do óbvio, a quatro cinco um pode se tornar uma saída inteligente para conhecer novos livros, enquanto isso não acontece, prefiro garimpar na estante de literatura estrangeira, para ver se descubro alguma novidade.

Voltamos na quarta.

 

Corra! [Get Out]

K. Pigari

Estreou na última quinta-feira, 18 de maio, o suspense Corra!, longa escrito e dirigido por Jordan Peele [ator norte-americano conhecido por ter feito parte do elenco de MADtv].

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O filme é uma mistura de drama, suspense e terror psicológico, além de contar com um pouco de humor e, busca nisso tudo abordar a questão do racismo.

Corra! conta a história de Chris Washington [Daniel Kaluuya], um jovem afro-americano que está indo passar um final de semana na casa dos pais de sua namorada Rose Armitage [Allison Williams], a fim de conhecer a família.

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Chris questiona sua namorada para saber se ela contou para os pais que ele é negro, já que Rose e sua família são brancos. Pode parecer clichê: “uma garota branca leva seu namorado negro para conhecer sua família”, mas o desenrolar é feito de uma forma diferente e tudo pode parecer novo. Ela responde que não contou mas garante que ele não precisa se preocupar, pois sua família não é racista.

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No meio da viagem, o casal acaba atropelando um animal na estrada e com a chegada da polícia, Chris começa a sentir o clima hostil daquela região.

A mansão da família Armitage fica em um local isolado. Chris é recebido calorosamente pelos pais de sua namorada, Dean [Bradley Whitford], um neurocirurgião bem sucedido e Missy [Catherine Keener], terapeuta que usa técnicas de hipnose. Mais tarde, Chris conhece Jeremy [Caleb Jones], irmão de Rose.

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Ele também acaba conhecendo os empregados da família, Walter [Marcus Henderson], o jardineiro e, Georgina [Betty Gabriel], a empregada encarrega de tudo. Eles se comportam de maneira completamente estranha e robótica, e ambos são negros.

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Há uma cena em que Chris sai da casa no meio da noite para poder fumar um cigarro. Lá fora, num ambiente frio e com pouca luz, ele se depara com comportamentos estranhos de Walter e Georgina. Em seguida, ao voltar para casa, Missy o hipnotiza a fim de fazê-lo parar de fumar, entretanto, ela o faz relembrar traumas de infância e cair num lugar totalmente perturbador dentro da própria mente.

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Rose e Chris ficam sabendo, só depois que chegam lá, sobre o encontro anual com convidados brancos e bem vestidos da alta sociedade, que acontecerá naquele mesmo final de semana. Todos agem de maneira bastante peculiar.

Outro personagem importante é Rod [LilRel Howery], que além de ser o melhor amigo de Chris, é o único que sabe sobre a viagem. Rod é parte interessante da trama e é simplesmente hilário. Nesses momentos, o diretor consegue mesclar o humor com a tensão do filme.

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Apesar da recepção calorosa, logo Chris percebe que há algo de errado ali. Na medida em que ele vai vivendo nesse mundo totalmente branco, começa a presenciar situações perturbadoras que o levam a pensar que aquelas pessoas possuem intenções maldosas em relação a ele.

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Se você espera ver o preconceito de forma explícita em Corra!, vai se decepcionar. O filme aborda a questão retratando a paranoia racial de uma maneira satírica, mas que não deixa de causar incômodo e desconforto. Também trata, de certa forma, da apropriação cultural, mas de um modo diferente que passa a sensação de que algo está muito errado.

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