Lars Von Trier se perde dentro da violência.

A Casa que Jack Construiu é o mais novo filme do diretor Dinamarquês, Lars Von Trier. Nele temos Matt Dillon, como Jack um assassino em série com gostos refinados.

Jack tem preferencia por matar mulheres das quais ele as acha estúpidas, mas não é essa a real razão. Jack se torna obcecado pelo crime perfeito, percebemos com o tempo que o primeiro crime foi mera obra do acaso e o segundo só não foi descoberto graças a uma chuva ou como Jack define: O grande dilúvio [uma das várias referencias bíblicas do filme].

Essa busca por perfeição é mostrada por elementos que estão fora da narrativa principal do filme. Como nos diálogos travados entre Jack e o misterioso Virgílio, no qual ele tenta explicar a todo momento suas motivações.

Esse recurso é usado em Ninfomaníaca, onde temos uma narração dos fatos, só que desta vez só descobrimos quem é esse outro personagem no ato final.

Suas respostas estão fundamentadas na história da arte, usando takes de Outros filmes do diretor [um exercício de ego] ou mesmo a própria Bíblia. Esses diálogos fazem o ponto do alto do filme, já que Von Trier se perde no meio de toda violência que cria.

O engenheiro que queria ser arquiteto, mais uma referência bíblica?

Porém esse mesmo recurso que salva o filme o torna enfadonho, ainda quando o diretor reverencia imagens de personagens autoritários [Hitler e Stalin] que servem mais para gerar polêmica do que para criar uma narrativa lógica.

Talvez Von Trier esteja preso dentro de uma espiral artística onde mostrar a maldade seja indícios de sua admiração pelo Mal e isso o impossibilite de criar algo notável.

O filme estréia oficialmente dia 1º de Novembro.

Anúncios