Uma morte horrível [Quadrinho]

K.Pigari

bem parecida com sua personagem

Pénélope Bagieu é uma francesa que chamou atenção, depois de publicar em forma de livro, as ilustrações de seu blog [que em geral, contavam um pouco de sua vida cotidiana e suas viagens].

O sucesso se expandiu para grandes livrarias e Pénélope passou a fazer diversas ilustrações editoriais e campanhas publicitárias, além de desenhar outras histórias [As aventuras de Joséphine]. Hoje, aos 35 anos, Bagieu é uma das quadrinistas mais conhecidas da França.

Uma morte horrível é uma comédia romântica [carregada de ironias e dos problemas reais da vida] em quadrinhos que conta a história de Zoé, uma jovem francesa de 22 anos que trabalha como hostess em tempo integral [o que lhe garante muitas situações constrangedoras]. Ela mora com o namorado machista, grosseiro e desempregado, e não possui ambições.

Depois de um dia cansativo no trabalho e frustrada com os problemas pessoais, Zoé acaba conhecendo, por acaso, Thomas Rocher, um jovem escritor [muito famoso]. Entretanto, a menina não é nem um pouco intelectual e pouco conhece sobre literatura [ela não sabe diferenciar Balzac de Batman], dessa forma, Thomas é um completo desconhecido para ela.

O escritor, de personalidade tímida e misteriosa, está passando por uma crise de inspiração e há dois anos não consegue escrever nem uma linha sequer. Mas quando ele conhece Zoé, eles logo se tornam amigos e suas conversas, de certa forma, o inspiram.

Ela: extrovertida. Ele: tímido e culto. Eles acabam se dando bem e embarcam em um relacionamento sério e estável. Pelo menos até a chegada da editora de Thomas e a descobertas de segredos terríveis.

Chega um momento em que tudo o que se consegue pensar é: “eu não acredito nisso!” [mas fica para o leitor a missão de descobrir se esse é um ponto positivo ou não].

A narrativa é simples e fluida [o que torna a leitura agradável]. A arte também é simples, mas sem perder a beleza e o charme, além de conter cores que fazem o quadrinho ser muito mais agradável [e chamativo] esteticamente. Só não vale folhear antes de ler [o quadrinho é muito gráfico e folhea-lo pode acabar revelando demais e estragar as surpresas na hora de ler].

Octavio Café promove degustação nessa quarta-feira

Como sabemos, o Dia Internacional do Café é comemorado em 14 de abril, entretanto, em 2005, a bebida ganhou uma data nacional exclusiva para ser comemorada: 24 de Maio – Dia Nacional do Café. Incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos por sugestão da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, a data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras.

Para comemorar a data que contempla essa bebida tão gostosa e indispensável no nosso café da manhã e em vários [e qualquer] outros momentos do dia, o Octavio Café promove nessa quarta-feira, 24 de maio, uma degustação gratuita.

Em qualquer uma de suas lojas, estará disponível a degustação dos cafés Noir e Octavio.

O café Noir é a torra mais escura da linha de clássicos da cafeteria, com sabor intenso e notas de chocolate e açúcar queimado. Na degustação será possível a comparação do Noir com o house blend Octavio, de sabor balanceado com notas de caramelo e amêndoas.

A degustação acontecerá das 16h às 17h, em todas as unidades do Octavio Café: em São Paulo, na matriz da Av. Brigadeiro Faria Lima, 2996, e na loja do Shopping Eldorado. E, nos espaços Octavio no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Visitando uma das lojas você tem a oportunidade de aprender um pouco mais sobre os grãos e provar essa bebida quentinha e maravilhosa

Conhecendo a nova revista literária Quatro Cinco Um.

O mês de maio foi um dos meses mais aguardados para os amantes de Literatura, muitos esperaram ansiosamente pelo lançamento da Quatro Cinco Um, revista que faz parte do grupo Piauí. Nos meses que antecederam a empresa investiu pesadamente em ações de marketing gerando toda essa ansiedade.

O destaque desta primeira edição é Elena Ferrante, que lançou neste mês o último volume da série Napolitana. Com essa escolha já temos ideia do que está por vir.

O editorial da revista é dedica a explicar qual a razão para a escolha do nome da revista, sim se você imaginou a sacada ela é uma homenagem a George Orwell e seu Fahrenheit 451. Um editorial que pontua bem a importância da literatura e os caminhos da revista.

Até esse momento a revista se mostra bem normal, sua primeira matéria vem falar de um assunto do momento: a batalha do feminismo e os movimentos sociais do Brasil, mas antes de iniciar o texto, temos 4 indicações de livros.

E as próximas matérias seguem o mesmo ritmo, um título bem chamativo, uma linha fina concisa e mais uma indicação de livro, logo após o texto corrido e isso se repete por todas as matérias da revista [na verdade só uma delas escapa do clichê]

Depois de passar por Política, religião, ciência, história, economia, poesia e biografias a revista fecha seu ciclo com um listão com os principais livros produzidos e “lidos” até o fechamento da edição.

Tudo isso por 17 reais, um valor bem baixo para um livro, mas muito alto para tanto “jabá” de grandes editoras. Quem sabe se fugir um pouco mais do óbvio, a quatro cinco um pode se tornar uma saída inteligente para conhecer novos livros, enquanto isso não acontece, prefiro garimpar na estante de literatura estrangeira, para ver se descubro alguma novidade.

Voltamos na quarta.

 

Corra! [Get Out]

K. Pigari

Estreou na última quinta-feira, 18 de maio, o suspense Corra!, longa escrito e dirigido por Jordan Peele [ator norte-americano conhecido por ter feito parte do elenco de MADtv].

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O filme é uma mistura de drama, suspense e terror psicológico, além de contar com um pouco de humor e, busca nisso tudo abordar a questão do racismo.

Corra! conta a história de Chris Washington [Daniel Kaluuya], um jovem afro-americano que está indo passar um final de semana na casa dos pais de sua namorada Rose Armitage [Allison Williams], a fim de conhecer a família.

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Chris questiona sua namorada para saber se ela contou para os pais que ele é negro, já que Rose e sua família são brancos. Pode parecer clichê: “uma garota branca leva seu namorado negro para conhecer sua família”, mas o desenrolar é feito de uma forma diferente e tudo pode parecer novo. Ela responde que não contou mas garante que ele não precisa se preocupar, pois sua família não é racista.

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No meio da viagem, o casal acaba atropelando um animal na estrada e com a chegada da polícia, Chris começa a sentir o clima hostil daquela região.

A mansão da família Armitage fica em um local isolado. Chris é recebido calorosamente pelos pais de sua namorada, Dean [Bradley Whitford], um neurocirurgião bem sucedido e Missy [Catherine Keener], terapeuta que usa técnicas de hipnose. Mais tarde, Chris conhece Jeremy [Caleb Jones], irmão de Rose.

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Ele também acaba conhecendo os empregados da família, Walter [Marcus Henderson], o jardineiro e, Georgina [Betty Gabriel], a empregada encarrega de tudo. Eles se comportam de maneira completamente estranha e robótica, e ambos são negros.

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Há uma cena em que Chris sai da casa no meio da noite para poder fumar um cigarro. Lá fora, num ambiente frio e com pouca luz, ele se depara com comportamentos estranhos de Walter e Georgina. Em seguida, ao voltar para casa, Missy o hipnotiza a fim de fazê-lo parar de fumar, entretanto, ela o faz relembrar traumas de infância e cair num lugar totalmente perturbador dentro da própria mente.

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Rose e Chris ficam sabendo, só depois que chegam lá, sobre o encontro anual com convidados brancos e bem vestidos da alta sociedade, que acontecerá naquele mesmo final de semana. Todos agem de maneira bastante peculiar.

Outro personagem importante é Rod [LilRel Howery], que além de ser o melhor amigo de Chris, é o único que sabe sobre a viagem. Rod é parte interessante da trama e é simplesmente hilário. Nesses momentos, o diretor consegue mesclar o humor com a tensão do filme.

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Apesar da recepção calorosa, logo Chris percebe que há algo de errado ali. Na medida em que ele vai vivendo nesse mundo totalmente branco, começa a presenciar situações perturbadoras que o levam a pensar que aquelas pessoas possuem intenções maldosas em relação a ele.

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Se você espera ver o preconceito de forma explícita em Corra!, vai se decepcionar. O filme aborda a questão retratando a paranoia racial de uma maneira satírica, mas que não deixa de causar incômodo e desconforto. Também trata, de certa forma, da apropriação cultural, mas de um modo diferente que passa a sensação de que algo está muito errado.

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Explorations a nova linha de Cafés da Nespresso [Kenya Peaberry e Laos Bolaven]

Na semana retrasada a Nespresso lançou mais uma edição limitada das suas capsulas de café, e claro nós do malditovivant e turma do café tivemos que experimentar essa novidade. A nova série de tiragem limitada vem com o nome de Explorations 1 [O que tudo indica será uma série] ela é composta por duas caixas de café um do Kenya [Peaberry] e outro de Laos [Bolaven Planteau].

Belo detalhe das Capsulas

Diferente das outras edições especiais como a Vintage [Clique aqui e leia sobre] “essa coleção” não tem degustação e a compra fica limitada a dois kits por registro Nespresso. E cada Kit [Sim, só podemos comprar os dois] sai por 120 Reais.

Agora vamos a melhor parte que é a degustação:

Lembrando que a melhor maneira de degustar cada um dos cafés é sempre sem açúcar, pois o “doce” vai mascarar todas as notas de paladar do café.

Perceba a Crema

O Kenya é bastante aromático, e muito leve no paladar, um café para ser realmente degustado e com um toque bem leve de acidez somente no final. Parece preencher totalmente o paladar.

Já o de Laos tem um aroma muito marcante de vegetais verdes, faz realmente imaginar os planaltos úmidos onde é plantado. Um corpo médio e também bastante “mole” no paladar.

Os dois cafés têm zero adstringência, ressaltando ainda mais a qualidade e a seleção dos grãos e o refinamento no processo de secagem e torra.

Claro que o valor de 120 reais por Kit acaba saindo caro, mas devemos pensar em toda a experiência do café, diferente dos outros Blends da marca, esse café não se vale como o usual do dia a dia, e sim um café especial para ser degustado em um momento especial. Por essas e outras que eu recomendo a compra do Kit.

Belos detalhes

Voltamos na Sexta.