Amores urbanos um pouco de nossa Juventude

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Estreou em cartaz nesta quinta filme Nacional, Amores Urbanos. Filme que tem a direção de Vera Egito, antes desse trabalho ela só havia trabalhado em curtas e na produção de alguns filmes, entrar no meio sempre é um caminho complicado, mas seus curtas lançados em 2009 [onde foi aclamada em Cannes como um dos talentos promissores do Brasil] a ajudaram a chegar neste novo patamar.

Lembrando que Vera Egito, também trabalhou bastante na indústria de videoclipes, com bastante criatividade, vale destacar seu trabalho em NightWalker [Clip de Thiago Pethit e com a Atriz Alice Braga].

Para seu primeiro longa [uma produção modesta nos termos orçamentários] ela nos convida a pensar a nossa juventude de hoje. Mas não falando dos jovens de 20 e poucos, mas sim dos jovens de 30 e poucos.

Filhos de famílias dos anos 70, jovens que tiveram uma liberdade mais “folgada”, uma família que sofreu com um mães e pais mais repressores, mas quiseram para seus filhos um mundo novo.

Por consequência dessa liberdade e da tentativa de não fazer seus filhos sofrerem o mesmo que eles, o amadurecimento desses novos filhos foi diferente. Hoje ter 30 anos por incrível que pareça é ainda ser jovem. Carreira e casamento não precisam mais estar consolidados como na geração passada.

Dentro desse mundo [Real] a história mostra 3 personagens [amigos], Júlia [Maria Laura Nogueira], Diego [Thiago Pethit, cantor que volta as raízes da atuação] e Micaela [Renata Gaspar talvez o rosto mais conhecido do público em geral].

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Júlia o pilar central, vive as angústias de ter 30 e ainda estagiar e as pressões que a mão impõe pelo clássico conflito de gerações. Diego vive uma crise tanto conjugal [seu parceiro] quanto a aceitação da sua família. Micaela esconde de todos a sua relação com Eduarda [participação especial de Ana Cañas].

No meio a tudo isso, temos a noite paulistana, as bebidas e os diálogos de uma geração que está perdida dentro do seu próprio tempo. O filme acerta muito bem em sua trilha sonora, um mix do que rola na noite paulistana e que faz uma identificação com os personagens.

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Outro grande acerto da diretora é sua ambientação, nos sentimos próximos de tudo e sempre temos um sentimento de completa familiaridade com os ambientes. Mas talvez seu maior erro é a falta de profundidade em Diego e Micaela, mas talvez seja até um proposital, para dar uma ideia de como essa nova geração é cada vez mais confusa e superficial.

Amores Urbanos é a chance de prestigiar o cinema nacional, fugindo da mesmice das comédias, precisamos fazer o nosso cinema crescer, comprar o ingresso e prestigiar o que é nosso é o primeiro passo.

Voltamos Segunda!

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