Winslet e Fassbender mostram um Steve Jobs diferente [Steve Jobs 2016]

Dos três filmes que anunciei no Post passado Steve Jobs [2016] foi o que mais me agradou, não por conta da idolatria que existe sobre o mito Steve Jobs. Mas como o personagem é desmembrado para mostrar a sua fragilidade “pessoal’ ao mesmo tempo que o diretor mostra toda a força que move o mito.

Steve_Jobs_Cinegrafando

Aaron Sorkin, assina o roteiro do filme dirigido por Danny Boyle, a parceria dos dois ajudou a tirar a peso de uma biografia e criou uma película excelente usando e abusando do clássico das tragédias Gregas, onde o personagem central é apresentado sofre diversos fracassos, mas mesmo assim persiste e sua persistência e talento o leva a redenção.

Diferente do fracasso do filme anterior que tem como ator principal Ashton Kutcher [Mas quem disso que Kutcher é um bom ator?], esse filme percorre os principais feitos do genial Steve Jobs: MAC, NEXT e iMac [e a motivação que o levou a criar do IPOD].

Dentro destes três atos, sempre temos os mesmos personagens que assim como satélites, são atraídos pelo magnetismo de Steve Jobs [nem sempre pela maneira mais positiva]. Steve Wozniak [Seth Rogen], John Sculley [Jeff Daniels], Lisa [interpretada por três atrizes diferentes] e Joanna Hoffman [Kate Winslet que merecer mais Oscar] que tenta a todo custo apaziguar o Ego e manter a genialidade de Jobs sobre controle.

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Esses personagens que ao decorrer do tempo se encontram com Jobs. Mostrando a sua fragilidade, não que isso seja negativo, apenas coloca em evidência seu lado mais humano e que serve para nos aproximar do personagem central.

jobs

A escolha da dupla central do filme não poderia ser mais acertada, temos um excelente Michael Fassbender que apesar de não ter as feições de Jobs acerta na atuação poderosa, alternando entre resignado e orgulhoso. Na outra ponta temos Kate Winslet acerta na mão como a personagem que tenta controlar Jobs e mostra como ela precisa dele, apesar de sua genialidade. Seu personagem envelhece bem e por vezes se mostra como uma mãe do personagem.

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A paternidade também é um dos temas centrais do Filme. Jobs foi abandonado na maternidade, e depois recusado algumas vezes na fila da adoção. Ligado a ele temos sua filha Lisa, no qual Jobs não consegue ser um pai. Mas Jobs enxerga em John Sculley como seu pai adotivo, o homem que o ajudou a criar seu império, mas que acabou o “traindo”. Wozniak melhor amigo de Jobs briga para que ele admita o sucesso do MAC2, assim como um filho que busca o reconhecimento do Pai.

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Ainda preciso ver o Regresso, mas eu daria o Oscar de melhor ator para Michael Fassbender e de melhor filme para Steve Jobs. Mas vamos aguardar o filme estrear nos cinemas, amanhã voltamos com mais um lançamento.

 

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