Lemmy um dos últimos RockStars

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Ontem veio a triste notícia de que Lemmy Kilmister havia falecido, o Baixista e líder do Motorhead já lutava com um câncer fazia algum tempo, no dia 24 ele completou 70 anos. Anos bem vividos, regado a álcool, rock and Roll e mulheres.

Diferente de muitos astros do Rock de hoje em dia, a atitude Rock And Roll não era uma opção e sim um modo de encarar a vida.

Lemmy não vivia o rock and Roll, Lemmy era o Rock and Roll.

Graças a sua atitude o Motorhead com um rock honesto e simples levou gerações para o mundo do Rock, todo mundo pelo menos uma vez não vibrou com Ace of Spade ou Please dont touch. Essas músicas eram as mais badaladas, mas não podemos nos esquecer de Orgasmatron, Eat The Rich entre outras.

Ozzy foi um grande amigo de Lemmy, ele o ajudou em quatro músicas do disco No More Tears, esse disco foi um divisor de águas na carreira do Ozzy, muito da sua longevidade se dá por conta desse disco.

Mesmo com a grana que ganhou com suas turnês ele sempre foi um cara grato, em um dos seus Shows ele agradeceu a Phil Lynot pela sua contribuição ao Rock and Roll. Para quem não sabe Lynot foi o baixista e vocalista do Thin Lizzy uma das bandas esquecidas, que mais influenciaram sua geração.

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Lemmy também tinha fama de levar uma vida simples, morava em um apto simples, não ligava muito pra isso, ele gostava da estrada, quartos de hotéis, bares e mulheres.

Lemmy um dos últimos Caras do Rock and Roll.

Esse clipe mostra a paixão dos fãs pela banda e da banda pelo seu público

O Fim da Locadora 2001

Eram sete lojas [Uma delas bem perto de casa] o tempo foi passando o VHS se tornou obsoleto e os DVDs se tornaram a resposta para a durabilidade que o antigo formato não oferecia, estávamos seguros.

Veio a internet de alta velocidade, agora você podia procurar filmes e baixar, a cartada final foi o serviço de “Streaming” [por mais que aqui ele seja oferecido da maneira mais porca possível]. E aquele espaço começou a se esvaziar.

A locadora 2001 começou a se tornar obsoleta.

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Você leitor pode dizer que eu sou saudosista e que é o caminho natural das coisas.

Mas quem não era usuário da locadora não sabe muito sobre aquele mundo, era muito bom chegar na locadora e ter alguém que entende de cinema para conversar sobre o filme que você quer ver, junto com isso sempre vinha uma boa indicação, não aquela indicação de vendedor, mas a indicação do fã.

Essa experiência é bem parecida com a das livrarias [Quem nunca bateu papo com uma vendedora], que a cada dia fecham suas portas, por conta do E-commerce, até o livro digital que foi por anos tido como o maior vilão do livro, viu perder as forças.

A 2001 tinha um dos maiores acervos de filmes [em uma locadora] na américa latina, você poderia encontrar uma enorme variedade, aquele espaço serviu de ajuda pra muita gente que estudava cinema.

Me lembro da primeira vez que eu fui em uma das suas lojas. Aluguei Sanjuro [1962] obra prima do Kurosawa, mas o cara que me ajudou a encontrar o filme, me disse que eu não poderia deixar de ver Throne of Blood [1957] e como os filmes estão interligados, não pelo roteiro e sim pela estética.

Infelizmente o serviço de Streaming é a atual realidade! Se ele é servido de uma maneira porca e com um acervo ilógico tudo bem. Somos acostumados a consumir dessa maneira.

Quem venha mais futuro….

Masp volta a usar os Cavaletes de Lina Bo Bardi

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Na noite de ontem, o malditovivant foi convidado para a reinauguração dos Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi, depois de 20 anos relegado a memória do MASP, eles voltam a ativa, com a mesma proposta de vinte anos atrás, aproximar o visitante da obra de arte.

No início de 2014 depois de assumir o cargo, Adriano Pedrosa, prometeu ressuscitar os Cavaletes de Cristal, a promessa foi cumprida, e não poderia ser em uma hora melhor, as reestruturações dos últimos anos do MASP, conseguiu tirar o museu do vermelho.

Mas o assunto central é a ideia revolucionária de Lina Bo Bardi, seus Cavaletes de Cristal, colocam o acervo sobre outra perspectiva.

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Não existe mais as paredes que sustentam as obras: Isso tira a obrigação do visitante seguir um caminho específico, sem as paredes temos uma visão geral da exposição, podemos ver artistas de períodos diferentes tentando um diálogo.

Isso também foi pensado por Lina Bo Bardi, o acervo do MASP, não é de apenas uma escola. Mas esse diálogo entre os artistas é possível, já que temos: Picasso, Matisse, Cézzane, Volpi, Renoir, Delacroix, Portinari, entre outros.

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O Visitante deixa a função de espectador para trás e se coloca “curador”.

A linha que separa o visitante da obra é excluída, deixando a exposição com um ar menos frio. Isso rompe com todas as convenções de qualquer museu. E pensando em instituições que sempre buscam aproximar o visitante do espaço essa é a melhor maneira de se fazer isso.

Verso da Obra!

Verso da Obra!

Essa maneira de expor também aguça a curiosidade do visitante, podemos ver o lado de trás das obras, as vezes com algumas marcações do artista ou mesmo o “reflexo” da obra. E como as placas de identificação estão na parte de trás da obra, eleva o exercício de investigação da obra, excelente para quem não conhece o acervo.

Pé do Cavalete

Pé do Cavalete

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A abertura oficial é hoje dia 12 de Dezembro, sem data oficial para seu termino. Aproveite a oportunidade, sendo você um amante de Museu ou mesmo uma pessoa que não gosta de arte.

Olhos da Justiça

Estréia nesta quinta nos cinemas brasileiros, a refilmagem do clássico Argentino: O Segredo dos seus Olhos [2009], essa nova versão vem com o nome de Olhos da Justiça e tem como produtor executivo o diretor do longa original, Juan José Campanella.

Quem fica a cargo da direção desta nova versão é o Bill Ray, famoso por roteirizar o primeiro filme da saga Jogos Vorazes. Como diretor sua experiência é muito pequena, tendo apenas outros dois filmes em seu currículo.

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Nesta nova versão temos um triangulo central, o amor perdido e a obsessão para desvendar um crime que liga os três personagens.

O talentoso Chiwetel Ejiofor, interpreta Ray ex-agente do FBI que volta 13 anos depois ao seu escritório para convencer a Claire [a ainda estonteante Nicole Kidman] a reabrir um antigo caso.

Este caso tem um lado pessoal. Sua ex-parceira, Jess [Julia Roberts] tem sua filha assassinada ao lado de uma mesquita que eles estavam investigando, por supostas relações com terroristas [a velha paranoia de 11 de Setembro].

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Reabrir o caso é voltar a um passado doloroso.

Ray precisa do apoio de Claire para isso, agora ela é uma das diretoras do FBI, mas a tensão sexual entre os dois continua presente, mesmo depois de 15 anos existe a dúvida de como seria a vida se com esse romance.

Ao mesmo tempo que vemos essa paixão renascer, Ray se mostra cada vez mais obcecado com o caso. Ray tenta entregar a justiça para Jess, mas se esquece de como isso pode ser doloroso para sua ex-parceira.

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Um pouco diferente do original Argentino, a ditadura dá lugar ao drama das torres Gêmeas [o Assassino da filha de Jess, é um informante, assim como no filme original].

Nesta nova versão, continuamos a encontrar várias camadas dentro do roteiro, o Assassinato [Drama] e a paixão perdida [Romance]. Mas essa versão acaba perdendo o alívio cômico, que tirava um pouco da do peso do filme.

Mesmo com esses bons acertos, o final escolhido perde um pouco a sua sutileza, mostrando uma superioridade da versão original, mas mesmo assim o filme merece ser visto, mas com a certeza de que o Oscar não virá.

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Malditovivant volta na sexta!

O Triste fim de Scott Weiland

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Faleceu na noite de ontem Scott Weiland, o ex-vocalista da banda Stone Temple Pilots, e uma das melhores vozes do rock na roll.

Ele já tinha 48 anos e não estava mais com a banda que lhe deu projeção e sim com seu projeto os The Wildabouts, banda que tem uma sonoridade bem parecida com o STP. Um estilo que mesclava com entre o Grunge e o Hard Rock [dois estilos que estão em baixa].

Weiland sempre teve uma carreira conturbada, com problemas com drogas e o abuso do álcool, em 2003 depois de um hiato do STP, se juntou ao Velvet Revolver e mostrou novamente que estava bem e que sua voz ainda era poderosa.

Slash chegou a declarar: “Eu apenas pensei que ele era um grande cantor, e ele sempre esteve na minha cabeça para essa banda. Ele era o vocalista que eu sabia que tinha o tipo de voz que serviria para o que iríamos fazer: ele tinha um tanto de John Lennon, um pouco de Jim Morrison, e um toque de David Bowie. Ele era o melhor cantor para sair por um bom tempo, na minha opinião.”

A boa parceria durou pouco tempo, em 2008 ele largou a banda, alguns diziam que era o retorno de Weiland as drogas, outros que a pressão dos fãs que não gostavam do vocalista e as constantes comparações com Axel Rose.

Nesse mesmo ano ele voltou ao STP [para a minha animação] era o retorno da banda e uma chance de mais shows. Mas em 2013 ele foi demitido mais uma vez pela banda. Até seu terrível e triste fim neste final de 2015.

Pra fechar o post vou deixar duas provas de que ele era um grande vocalista, uma com o STP e outra com o Velvelt Revolver, as duas são minhas canções favoritas das duas bandas.

 

 

Smoke a cigarette and lie some more, these conversations kill
Falling faster in my car