Travessia de Verão [Truman Capote]

Navegando pelo Instagram acabei conhecendo @fantasticafabricadeideias da  Mariana Ripardo, seu perfil é na sua paixão sobre literatura, como eu já havia lido A Sangue Frio e ela havia acabado de ler Travessia de Verão, resolvi fazer o convite por sorte ela aceitou.

“Oi, sou Mariana Ripardo, moro em Fortaleza, estudo Direito e sonho ser professora. Sou apaixonada por leitura, viciada em comprar livros, gosto muito de assistir séries de TV e amo viajar.“ @fantasticafabricadeideias.

Publicado postumamente o livro Travessia de Verão tem uma história interessante antes mesmo de começar, com o momento de sua descoberta. O livro tinha sido deixado por Truman Capote por volta do ano de 1950 em um apartamento em Brooklyn Heights e foi guardado pelo zelador do prédio até 2004, quando foi levado ao público e leiloado.

Alan Schwarts relata, no final do livro, como foi difícil, na responsabilidade de trustee das obras de Truman, decidir se iria publicar o livro que Truman nunca tinha mencionado a existência, muito menos a vontade de publicar. Hoje, estou bastante satisfeita com a escolha de Alan, que me deu a possibilidade de ler esse livro excelente.

Esse foi o primeiro romance de Capote que li. Antes disso só tinha lido o conto Bonequinha de Luxo, quando era bem mais nova, na época que descobri a minha paixão ao filme nele baseado. Travessia de Verão tem pouco mais de 100 páginas, é bastante agradável de ler e a primeira vista tem um enredo bem simples, mas surpreende.

O livro se passa num período pós segunda guerra e contra a história do amadurecimento uma jovem rica, Grady, que fica em casa durante um verão, em Nova York, enquanto seus pais viajam para a Europa. Somos levados por Truman Capote a conhecer os relacionamentos de Grady com a mãe, a irmã e dois rapazes, Peter, um amigo de infância por quem Grady tem um instinto protetor, e Clyde, um jovem judeu do Brooklyn com quem Grady mantêm um romance secreto.

Capote e seu Gato

Capote e seu Gato

Durante a exposição dos relacionamentos de Grady, Truman descreve a maneira atordoada e por vezes contraditória de agir que esse período de transição a vida adulta provoca. Mostrando pontos de vista opostos dos personagens.

Peter, o amigo de infância, sempre lembra Grady de como ela mudou em comparação a época em que se conheceram e a irmã mais velha de Grady tenta fazer com que ela amadureça e perceba a realidade.

No relacionamento de Grady e sua mãe fica evidente o conflito do pensamento de pessoas de diferentes gerações. Já o romance entre Grady e Clyde, mostra as dificuldades no relacionamento entre pessoas de classes sociais distintas.

Acredito que o livro tenha sido excelente para mim, principalmente, por me identificar tanto com a personagem principal, não só fisicamente, pelos cabelos curtos e ruivos que nós duas possuímos, mas por me lembrar do meu período de amadurecimento, da liberdade, dos relacionamentos secretos, da despreocupação em tomar decisões sérias sem ter nenhuma certeza do que está fazendo, um agir impulsivo que marcou os últimos momentos de uma vida descompromissada com a realidade da vida adulta.

Além disso a maneira que Truman conta a história, descreve Nova York de uma maneira tão palpável que para mim foi impossível não me sentir andando no Jardim Zoológico do Central Park, nas ruas de Broadway e na cobertura do apartamento da Grady, lugares que se tornaram, de alguma forma, tão familiares.

O malditovivant volta na quarta.

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