Uma nova Bienal do Livro, mas sempre igual

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Ontem foi dia de Bienal, apesar de estarmos na 23ª Edição, o evento ainda apresenta os problemas corriqueiros de sempre. Assim que cheguei ao metrô [Tietê] notei a falta de informação, por conta disso, muitos taxistas estavam se aproveitando dos turistas, cobrando o valor fixo de 30,00 Reais para levar até o evento.

Na estrutura interna o evento não apresenta uma grande evolução, o mesmo arranjo de sempre, o pavilhão fica dividido por letra, mas nem todos os boxes tem numeração o que dificulta encontrar um estande pequeno, no meio dos grandiosos como o da Rocco, Record, Cia das Letras e o da Saraiva.

Aquisições

Aquisições

A famosa livraria amarela vem menor nesta edição. Diferente dos anos anteriores, onde o foco era a venda e a encomenda de livros [O que pra mim não justifica sua ida a Bienal, já que temos as editoras], o intuito nesta edição é de demonstrar e vender o “Leve” seu leitor de ebooks, que entra na concorrência direta com o Kobo e com o Kindle.

A Amazon também se fez presente no evento, para defender o mercado de leitores digitais e se apresentar para o público. Um dos discursos usados foi o seu grande acervo e os valores baixos.

Em breve um Micro Post Sobre o Leve

Promoter demonstrando o Leve [Em breve um Micro Post]

Entre as editoras, a que mais me chamou atenção foi a Cia das Letras, que diferente das outras edições resolveu praticar descontos progressivos em seus livros. O stand conta com a Cia das Letras, Penguin Books e Zahar [quer uma boa dica da Zahar clique aqui].

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A Editora 34 também pratica bons valores com descontos de 30% em todos os seus livros. E assim como na outra edição encontramos todos os livros da editora, em especial todos da Coleção Leste. Em especial o livro Os Demônios que dificilmente encontramos nas livrarias.

Além disso, a editora tem um dos melhores atendimentos da feira, com uma equipe que realmente entende de livros. Um dos erros mais comuns dos expositores.

Outro Stand competente é o São Marcos, uma espécie de Sebo da Bienal, lá você encontra de tudo, mas sempre livros em bom estado. Cito um exemplo O Livro da Mitologia [Editora Martin Claret] na editora ele custa 67 reais, no São Marcos, achei por 50 reais. Mas você tem que ser rápido, muita coisa ele tem apenas um exemplar.

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Mesmo com a grande variedade de editoras, senti falta da LPM, que sempre leva todo o seu acervo de livros. E da Objetiva que vem com o Selo da Alfaguara. Um dos motivos da minha falência na bienal passada.

Conversei com pessoas que vieram de fora de São Paulo [Minas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul]: Em geral elas ressaltaram a oportunidade de boas compras e ainda conhecer melhor a cidade de São Paulo.

Flutuando entre altos e baixos a Bienal ainda se mostra um evento importante para o Brasileiro. Mas o modelo se mostra cada vez mais cansado, quem sabe uma renovação em 2016.

O malditovivant retorna na segunda.