Philip Roth e o fim da sua tetralogia [Nêmesis]

“Ele perdera a magia” o Inicio do livro Humilhação do Philip Roth

O pessoal que tem o costume de acessar o meu blog, sabe que eu tenho uma admiração pelo escritor americano Philip Roth, se você der uma volta pelas “tag” de livros, vai achar bastante coisa sobre os seus livros. O escritor é tido como o último grande escritor americano, por estar perto dos seus 75 anos a morte virou um tema recorrente em seus livros, como ele certa vez disse: “Passo mais tempo em enterros do que em festas, minha geração está morrendo”.

Nêmesis faz parte de uma tetralogia [não oficial] que começou em Homem Comum, meu livro favorito e que nunca consegui escrever sobre, gostar muito de uma coisa as vezes torna o post tendencioso. Apesar de estar fazendo o post hoje [quase um ano após o livro ser lançado no Brasi] eu já o tenho a um bom tempo, comprei uma semana depois que ele chegou às lojas, eu estava muito empolgado pra terminar essa saga.

Mas não consegui ler, o livro fala de um relacionamento e de responsabilidades, na época meu relacionamento estava aos cacos e minha responsabilidade não era das maiores. Ai a cada página que eu lia, meu peito apertava um pouco mais. Então eu o coloquei de volta na estante. Em Fevereiro eu reiniciei a sua leitura, tudo havia se normalizado.

O Livro se passa em Newark em Nova Jersey  [berço do escritor e plano de fundo de muitos dos seus livros], no ano verão de 1944, nosso personagem principal é Bucky Cantor, de 23 anos, que vivia com a avó na parte pobre do bairro judeu da cidade. Sendo míope,  usava óculos de lentes grossas [isso o afastou da guerra]. Longe do campo de batalha, Bucky trabalhava na escola do bairro e era fiscal do pátio de recreio durante as férias de verão. Sem saber Bucky enfrentaria junto com suas crianças uma batalha contra a Pólio.

O inicio da queda de Bucky viria com a morte de Alan Michaels, o garoto de que ele mais gostava morreu, tudo piorou quando informado de outras mortes e de mais casos de crianças infectadas. Bucky era admirado pelos garotos do pátio, muito honesto e responsável. Ele fora criado pelos avós maternos [sua mãe morreu no parto e seu pai um ladrão] O avô, um judeu que viera sozinho da Polônia para os Estados Unidos, era um homem bastante rígido, que o ensinara “a se afirmar como homem e como judeu” [um dos temas recorrentes dos livros de Roth].

Bucky se sente totalmente responsável pelas mortes, um peso muito grande para um garoto de 23 anos, esse peso em parte vem das frustrações de seu problema de visão e a baixa estatura, que o impediu de lutar na guerra, mas Bucky tem um amor a zelar, seu amor se chama Marcia, ela também ajuda na comunidade.

Por sorte Marcia o convida para trabalhar em uma colônia de férias, um paraíso onde até o momento, está livre da Pólio, mas antes de aceitar Bucky precisa lutar com seus dilemas morais de abandonar os seus alunos.

Não vou entregar mais sobre o livro, que tem uma reviravolta e um final muito bem escrito.

Essa foi minha dica para o feriado…o malditovivant, volta no segunda com mais posts…

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5 comentários em “Philip Roth e o fim da sua tetralogia [Nêmesis]

  1. Ingrid A. disse:

    Eu gostei muito, muuuito mesmo da capa. fiquei interessada pelo assunto, acho q é um dos primeiros que me interessei e sempre acho os nomes dos livros dele bem criativos..

    engraçado ver seu amor por esse escritor hahaah bem q ele podia ir la no Museu pra eu arrumar um autografo pra vc, mas só o Lazaro Ramos e Reginao Casé vao la

  2. Oba! Dica de livro!! Nem poderia acrescentar mais um à lista, né? Mas vamos lá: mais um para ler. (:

  3. Iza disse:

    E que boa dica, heim?
    Acho que já ouvi falar sobre o livro, mas não me lembro bem. A história parece ser bem cativante, gostei muito da sua pequena resenha! 😀

    Beijos
    Cowgirls from HellFan Page

  4. Camila Faria disse:

    Muito bacana essa dica, sempre tive curiosidade de ler alguma coisa do Philip Roth. Mas acho que de repente vale mais a pena começar com o Homem Comum, né?

  5. De Roth, já li mais de uma dezena de obras muito mais maduras que esta, mas “Goodbye, Columbus” não deixa de ser um livro curioso, até para conhecermos a génese de toda a carreira deste grande escritor norte-americano.

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