[Especial Bienal do Livro 2012] Gente Pobre – Dostoiévski

“Sofrer e chorar significa viver.” Dostoiévski

Meu aniversário foi no dia 08 de Junho, diferente dos outros anos acabei não saindo para comemorar [deve ser reflexo da idade], fiz algo mais intimista, sai pra beber com alguns amigos e passei dois dias com uma pessoa muito importante, Essa pessoa me conhece muito bem, e sabe como eu adoro livros e como eu gosto do belo trabalho que a “Editora 34” faz com seus títulos.

Bela capa

Ela escolheu me presentear com o primeiro livro de Dostoievski: Gente Pobre. Esse livro foi lançado no ano de 1846, quando ele tinha apenas 25 anos. Esse livro lançou Dostoievski ao modesto estrelato [estamos falando de uma Rússia pobre].

Gente Pobre que é todo escrito de maneira epistolar [troca de cartas entre os personagens] relata o dia a dia de dois amantes. Um velho copista [Makar Diévuchkin] que trabalha para o governo e uma jovem bordadeira [Varvara Alieksiêievna]. Eles são dois residentes da parte mais pobre da cidade de São Petersburgo e por meio de cartas vão contando as desventuras e tristezas de sua vida, essa confidencia serve de alento para as noites frias e o destino incerto dos dois personagens.

Neste primeiro livro já podemos sentir o que seria Dostoievski. Seu estilo de escrita e seus personagens fadados a dor e os cenários clássicos do escritor, os quartos alugados de pensão e uma cidade assolado pelo frio e a pobreza

Esse mesmo personagem fadado a desgraça é um personagem que tenta por simples atos conquistar o que não pode, mas esse atos simples são um retrato de sua bondade e do seu bom espirito.

Mesmo tendo uma forte crítica social nas sua páginas, não enxergo Gente Pobre como um livro que fala da pobreza material, acho que Dostoievski foi muito além disso, a pobreza está no modo de agir e no espirito das pessoal as voltas do casal, só que no esse Pobreza infelizmente acaba vencendo no final. Pondo um fim nos sonhos puros de Makar.

Confesso que Gente Pobre não é um livro fácil de ler, mas as trocas de cartas e toda a subjetividade e como o autor faz com que você use a imaginação para cobrir as lacunas, torna o livro um clássico que deve ser lido.

Se estiver na Bienal, procure por ele… Especialmente amanhã teremos mais um post [Claro que mais uma dica de um livro]

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5 comentários em “[Especial Bienal do Livro 2012] Gente Pobre – Dostoiévski

  1. debondan disse:

    Sim, caro Ferds…o velho ( no caso jovem) Fiódor não é uma leitura fácil, por ser, como disse subjetivo e é uma delícia nos descobrir tentando preencher os silêncios que ele deixa para nós, leitores.Temos que nos curvar para este profundo conhecedor da alma humana , o maior escritor russo de todos os tempos, para dizer o mínimo!.Esta foi uma excelente dica para quem ama a boa literatura ! bjo

  2. quasedescolada disse:

    Não sei por que, mas esse livro me lembrou “Os Miseráveis”, que é complicado de ler também.
    Não conhecia “Gente Pobre”. Parece ser bem triste mesmo :C
    Beijos, Ferds.

  3. cerise disse:

    Nossa, me pareceu bem triste o livro, mas muito bonito. Se eu acabar indo na Bienal, vou dar uma procurada sim (:

    Beijos!

  4. Ingrid A. disse:

    sou uma apaixonada por essas capas em xilogravura… gostei de como descreveu o livro, deu vontade de saber como os sonhos do rapaz foram destruídos.

  5. Ingrid A. disse:

    eu adorei como vc descreveu o livro, fiquei curiosa pra saber como os sonhos do rapaz foram distruidos. sou uma apaixonada por esses trabalhos em xilogravura das capas

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