Um Gatsby pós 11 de Setembro [Terras Baixas]

“O que você faz quando seus sonhos são reduzidos a pó ?” Ferds

Escritor e amante do Críquete

O tempo tem me atrapalhado, muitas coisas ao mesmo tempo, mas agora me encontrei, e to conseguindo ter tempo para ler, mas demorei um pouco a mais em Terras Baixas o livro de Joseph O´Neill, estranhamente esse livro se tornou famoso, após o presidente Obama indicar a sua leitura, antes de comprar o livro eu nem sabia disso, não sou um simpatizante de Obama, só tenho uma opinião sobre ele: “Um homem normal com uma grande ferramenta de Marketing por trás dele”.

Mas não estou aqui para falar sobre minhas ideias políticas e sim para contar sobre Terras Baixas. Hans e Rachel, um jovem casal que se muda para os Estados Unidos, Hans é Holandês, metódico e amante de Críquete, Rachel é uma Inglesa impetuosa e dominante. A vida do casal ia muito bem, a experiência de uma nova cidade e o sucesso de Hans e a chegada do “Herdeiro” coroava o bom relacionamento da família.

Mas presenciar a queda das torres gêmeas traria o medo para dentro dessa promissora família, de uma hora para outra toda a segurança e a felicidade sumira, Rachel começa a se sentir só, e resolve voltar para casa levando seu filho, Hans não sabe o que dizer e não consegue impedir a sua ida. Nesse momento nosso protagonista entra em uma espiral de dor e vazio. Isolando dentro de seu apartamento improvisando no Chelsea [Já que o seu foi evacuado] Hans entra em depressão.

Trecho do livro:

“Deitada ao meu lado no escuro, Rachel disse, “Tomei uma decisão. Vou levar Jake para Londres. Vou conversar com Alan Watson amanhã sobre uma licença do escritório”. Estávamos de costas um para o outro. Não me mexi. Não abri a boca.

“Não vejo outra saída”, disse Rachel. “Só que não é justo pro nosso filho.”

Mais uma vez, não falei nada. Rachel disse, “Passou pela minha cabeça quando eu estava fazendo as malas e voltando pra Tribeca. E depois? Começar outra vez como se nada tivesse acontecido? Pra que? Pra que a gente possa manter esse grande estilo de vida nova-iorquino? Pra que eu possa arriscar minha vida todos os dias por um trabalho que me mantém longe do meu filho? Quando a gente nem precisa do dinheiro? Quando a gente nem aproveita ele mais? É insano, Hans”.

Hans tenta uma reação e busca nos moradores do seu prédio e da cidade de Manhattan, uma saída para a sua dor e vazio, só que ele se envolve com os tipos mais estranhos, como seu vizinho que se veste como um anjo [Sim usando asas e todos os apetrechos] ou um crítico de culinária que acaba tendo que escrever sobre os lugares mais baratos para imigrantes.

Entre as figuras emblemáticas que conhece estão Chuck Rukinson [O nosso Gatsby Moreno] ele obcecado pela ideia do sonho americano, aonde alguém do nada chega ao topo, Hans se sente maravilhado com o Chuck, e suas artimanhas, Chuck tira Hans da letargia, e mergulha o Holandês em um mundo repleto de imigrantes e negócios duvidosos. Chuck alimenta o sonho de montar um estádio de Críquete nos Estados Unidos e mesmo Hans sabendo que é algo impossível ele apoia o amigo.

Nesse meio tempo Hans se divide entre trabalhar e visitar seu filho na Inglaterra. A cada visita ao filho ele sente a esposa cada vez mais distante e o sonho de ter uma família também.

Joseph O’Neill cria uma colcha de retalhos muito bem tecida, onde o passado de Hans e seu presente se misturam tirando a linearidade do texto, mas mesmo assim não quebrando o ritmo [mas requer uma leitura atenta]. O’Neill mostra ter uma grande habilidade com as palavras, criando alegorias [e frases de efeito] dentro do texto que servem para ilustrar todo o drama vivido por Hans.

“Mas no outono de 2002, até o meu trabalho, o maior dos potes e panelas que eu pusera sob o teto gotejante de minha vida, havia se tornado pequeno demais para conter minha infelicidade”.

Se você procura uma leitura diferente vá as livrarias e procure Terras Baixas de Joseph O’Neill e aproveite o mundo fantástico [mas real] criado pelo escritor.

Terras baixas, assim como o Críquete um retrato dos imigrantes

Domingo Voltamos com a imagem da semana.

Regina Spektor volta com novidades

Ah os prédios são tão altos nos dias de hoje….

Depois de Norah Jones, agora é a vez de Regina Spektor, mostrar seu novo Single e a capa do seu álbum. Regina Spektor famosa por fazer experimentos em suas músicas, promete ousar um pouco mais, quem conhece a cantora sabe do que ela é capaz, já que em seu terceiro disco [Soviet Kietsch] ela usou uma cadeira e uma baqueta para fazer o acompanhamento de uma de suas músicas.

Neste novo álbum chamado: “What We Saw From the Cheap Seats” com previsão de lançamento para o final do mês de maio, é composto por 11 canções, sendo que uma  das canções: “Don´t Leave me” é uma nova versão da musica “Ne me quitte Pas”, só que agora cantada em inglês e com um ritmo mais alegre.

01. “Small Town Moon”
02. “Oh Marcello”
03. “Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas)”
04. “Firewood”
05. Patron Saint”
06. “How”
07. “All The Rowboats”
08. “Ballad Of A Politician”
09. “Open”
10. “The Party”
11. “Jessica”

“Ne me quitte pas” é uma musica tradicional da cultura francesa, a canção foi composta por Jacques Brel no final dos anos 50 e se tornou um sucesso mundial, sendo interpretada pela famosa Edith Piaf e outros nomes, no Brasil sua interpretação mais famosa é a da cantora Maysa.

Capa single

Junto com o novo disco Regina pretende se lançar uma turnê mundial, como o Brasil tem se tornado um lugar rentável para os músicos existe uma grande possibilidade de uma apresentação por aqui.  Lembrando que a cantora já veio para o País [junto com sua cadeira] na primeira edição do SWU.

Capa disco

Vamos aguardar mais novidades da virtuosa cantora, enquanto isso curta as novas canções e os post que já escrevi sobre ela:

Link: Paixão a Primeira Nota

Amanhã mais um post sobre filmes lá no turmadocafe.com, aproveite o café

Fassbender faz um homem preso pelo seu vício em Shame.

Sexo e o vício

Fassbender, um homem elegante

Semana passada, me dei o luxo de ir ao cinema, estava com muita vontade de ver SHAME, o novo filme do ator Michael Fassbender e do diretor Steve McQueen [Não estou falando do icônico Steve McQueen]. O filme foi premiado em todos os lugares por onde passou, exceto no Oscar onde Michael Fassbender [um excelente ator] foi esquecido, esse esquecimento tem uma razão, a moralidade do Oscar.

Shame conta a história de Brandon Sullivan [Michael Fassbender] um homem bem sucedido que vive em Nova York em seu apartamento sozinho, Brandon é um homem reservado, mas Brandon esconde um grande segredo, ele é um viciado em Sexo. Viciado de se conseguir prazer no sexo frio, o sexo sem sentimentos.

Esse vício torna Brandon um caçador. Ele procura a chance do sexo casual em qualquer lugar e o diretor mostra isso de maneira exemplar, como na segunda cena do filme onde Brandon está no metro e com uma troca de olhares consegue seduzir uma passageira [uma mulher casada], ele mantém seu olhar fixo para a mulher, ela sai do trem em direção as escadas, Brandon continua no seu rastro, mas acaba perdendo ela no meio do tumulto.

Apesar de estar aprisionado pelo seu vício, Brandon mantém tudo sobre controle, graças a sua privacidade, onde ele guarda sua pornografia dentro do computador, consegue atrair mulheres para seu apartamento ou quando quer contrata uma garota de programa para saciar a sua vontade. Mas esse ambiente hermético criado por Brandon é quebrado com a chegada da sua irmã mais nova Sissy [Interpretada pela Carey Mulligan, talvez seu melhor papel após Educação].

Sissy é o oposto de Brandon, ele é organizado e bem sucedido, ela uma “amante do caos” que ainda não encontrou seu caminho na vida, essa oposição, quebra a redoma que protege Brandon, onde ele perde toda a privacidade em sua casa. Essa quebra faz com que Brandon entre em uma espiral de dor e onde começa a questionar o que ele se tornou.

McQueen, não tem medo de usar a câmera e mostra o caos que o mundo de Brandon se torna, após a chegada da irmã e ao nível de degradação de sua vida. Essas escolhas que por vezes se tornam arriscadas, fazem as cenas de nudez e sexo se torne uma obra de arte, o controle das cores e dos closes certos evita que o filme descambe para uma pornochanchada.

O caçador

Outro acerto do diretor foi na escolha das locações e da trilha sonora, a cidade acaba se torando um personagem, Nova York vira a selva ideal para o predador Brandon. Uma das cenas mais belas do filme é no momento que Brandon se sente sem casa e sai para correr pelas ruas. A trilha sonora pontua o ritmo do ator, e as luzes da cidade e a angustia de Brandon tornam a cena memorável. A cena que antecede o final também é belíssima, o vermelho toma o branco do apartamento.

Shame é um filme forte, não recomendo o filme se você é daqueles que pra tudo que assiste precisa de uma causa e um efeito. Shame não se presta a explicar o porque e nem dar uma ideia do que vem pela frente, ele na verdade faz com que a dúvida persista.

Eu diferente da maioria das pessoas que escreve sobre cinema aqui no Brasil, gostei do filme, agora vá ao cinema e tente tirar suas próprias conclusões, ou espere o filme chegar nas locadoras.

Até quarta…

A Semana VII + Projeto 52 [7/52]

Nesta semana relembrei duas tags esquecidas, Filmes e livros, desde que eu comecei a escrever no turmadocafé.com tenho negligenciado os posts de cinema aqui no blog. Mas reservei um especial pra minha amada casa. Mas isso não significa que eu vou largar a parceria com a turma do café, apenas vou escrever aqui também.

Fazia tempo que eu não fazia resenhas de livros, apesar de estar sozinho por aqui, as vezes me falta tempo para fazer as coisas que eu mais gosto. Mas vamos dosando.

A foto da semana não era pra ser essa, mas no meio da madrugada me deu uma vontade de comer morango e como eles estavam bonitos resolvi clicar para o projeto 52.

A frase da semana é ligada a um dos temas do livro desta semana, a frase foi escrita por Símon Bolivar:

“A arte de vencer se aprende nas derrotas.”

 

 

Elizabeth Taylor hoje no TCM

Como prometido, hoje faço o post com a programação do canal TCM, o especial começa hoje as 14horas e termina na madrugada da Segunda as 2 horas.

 

Sábado 14horas

A FORÇA DO CORAÇÃO [1943]

DIREÇÃO:Fred M. Wilcox

ELENCO: Donald Crisp, Elizabeth Taylor, Roddy Mcdowal

SINOPSE: O romance conta a história de Lassie, uma cadela collie de cinco anos que vivia com seu dono, o menino Joe Carraclough, na cidade inglesa de Greenall Bridge, no condado de Yorkshire. Mediante o desemprego, devido ao fechamento da mina onde a maioria dos moradores da cidade trabalhava, Sam Carraclough, o pai de Joe, vendeu Lassie por se encontrar em dificuldades financeiras. Lassie foi comprada pelo Duque de Rudling, um nobre velho e rabugento, e sua neta Priscila [Elizabeth Taylor].

 

Sábado 15:35

“IVANHOÉ, O VINGADOR DO REI” [1952]

DIREÇÃO: Richard Thorpe

ELENCO :Elizabeth Taylor, George Sanders, Joan Fontaine, Robert Taylor

SINOPSE: Os normandos, aliados do Príncipe John, estão em guerra com os saxões, ligados ao Rei Ricardo Coração-de-Leão [Norman Wooland] e Ivanhoé [Robert Taylor]. O herói dos saxões está tentando obter dinheiro para resgatar o Rei Ricardo, que foi aprisionado na Áustria quando retornava das Cruzadas, e assim promover o retorno do Rei Ricardo ao trono. Ivanhoé também está envolvido com duas belas mulheres, uma é judia e tem de lutar contra o anti-semitismo, que alguns nobres pregoam.

 

Sábado 17:30

“CLEOPATRA” [1963]

DIREÇÃO: Joseph L. Mankiewicz

ELENCO: Elizabeth Taylor, Pamela Brown, Rex Harrison, Richard Burton

SINOPSE: Elizabeth Taylor, Richard Burton, Rex Harrison e o cineasta Joseph Mankiewicz dão vida a este épico apaixonante de poder e traição que é a história da Rainha do Nilo e de suas conquistas de Julio Cesar e Marco Antonio. Um dos filmes mais caros da história e um dos maiores fracassos, ‘Cleópatra’ não deixa de ser uma produção espetacular.

 

Sábado 22horas

“QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF?” [1966]

DIREÇÃO: Mike Nichols

ELENCO: Elizabeth Taylor, George Segal, Richard Burton, Sandy Dennis

SINOPSE: Um filme revolucionário para a sua época, pela linguagem ousada e conotação sexual, “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” traz Elizabeth Taylor e Richard Burton no papel do casal de meia-idade George e Martha. Os dois estão longe de ser um modelo de relacionamento, sabem muito bem como provocar um ao outro e, com certa frequência, se pegam em discussões e chantagens. Certa noite, recebem para alguns drinques o jovem casal Nick [George Segal] e Honey [Sandy Dennis], o qual envolvem em um jogo, no início divertido, mas depois transformado em uma sessão de agressões e revelações, talvez uma prévia do que a relação dos dois jovens pudesse vir a se transformar.

 

Domingo 14horas

“A MOCIDADE É ASSIM MESMO” [1944]

DIREÇÃO: Clarence Brown

ELENCO: Anne Revere, Donald Crisp, Elizabeth Taylor, Mickey Rooney

SINOPSE: Neste eterno clássico infantil baseado na novela homônima de Enid Bagnold, Elizabeth Taylor realizou seu primeiro papel principal com apenas 11 anos. Sua interpretação da jovem jockey Velvet Brown a converteu em uma verdadeira estrela, ainda que só voltasse às telas dois anos depois, em ‘A Coragem de Lassie’. Dirigida por Clarence Brown, ‘A Mocidade é Assim’ retrata a relação de Velvet e Mike Taylor [Mickey Rooney], um ex-jockey cabeça dura inglês amargado por ter sofrido um sério acidente. A família da jovem recebe a Mike em sua casa de campo. Ali os jovens começam a construir um vínculo fortalecido pelo amor mútuo pelos equinos. Quando Velvet ganha um cavalo numa rifa, Mike [incapacitado para montar] ajuda a jovem a treinar o animal e vestir-se como jockey para correr o Grande Nacional, a corrida mais importante da Inglaterra.

 

Domingo 16:10

“O PAI DA NOIVA” [1960]

DIREÇÃO: Vincente Minnelli

ELENCO: Billie Burke, Don Taylor, Elizabeth Taylor, Joan Bennett, Spencer Tracy

SINOPSE: Stanley T. Banks é um advogado de classe media cuja única filha anuncia seu iminente casamento. Os preparativos do casamento são o motivo dos múltiplos enredos que sofrem os protagonistas desta sofisticada comédia dirigida por Vincente Minnelli. A partir do anúncio, tudo na vida de Stanley – interpretado por Spencer Tracy, quem recebeu uma indicação ao Oscar pela sua atuação -, torna-se de pernas para o ar. Sua esposa Ellie [Joan Bennett] deseja que a noiva [Elizabeth Taylor] tenha o casamento formal que ela não pode ter.

 

Domingo 17:50

“QUATRO DESTINOS” [1949]

DIREÇÃO: Mervyn Leroy

ELENCO: Elizabeth Taylor, Janet Leigh, June Allyson, Peter Lawford, Margaret O’Brien

SINOPSE: Nesta popular versão da novela clássica de Louisa May Alcott, a MGM reuniu todas as suas estrelas para protagonizar a conhecida história de quatro irmãs em pleno despertar emocional. Beth [Margaret O'Brien] é uma introvertida amante da música, Jo [June Allyson] é rebelde e quer ser escritora, Amy [Elizabeth Taylor] é a superficial e petulante, e Meg [Janet Leight], a mais velha, é a mais romântica das quatro. As irmãs moram no estado de Nova Inglaterra durante a Guerra Civil, junto com sua mãe Marmee March [Mary Astor], enquanto o pai luta no conflito bélico.

 

Domingo 20horas

“DISQUE BUTTERFIELD 8″ [1960]

DIREÇÃO:Daniel Mann

ELENCO: Dina Merrill, Eddie Fisher, Elizabeth Taylor, Mildred Dunnock, Lawrence Harvey

SINOPSE: Por sua atuação neste drama romântico, Elizabeth Taylor ganhou o Oscar® de melhor atriz, após outras quatro indicações frustradas. Baseado na novela de John O’Hara, ‘Disque Butterfield 8′ relata a história de Gloria Wandrous, uma charmosa prostituta de Nova York que leva consigo um passado perturbador e se apaixona por um homem milionário e casado. Até então, Gloria só confiava em Steve Carpenter [Eddie Fisher], um velho amigo com o qual mantinha uma relação próxima, mas platônica, mesmo que a namorada dele acreditasse no contrário. Quando conhece Weston Liggett [Laurence Harvey], um advogado rico, frio e casado, Gloria começa a questionar suas relações furtivas com os homens. Ambos descobrem que estão desesperadamente inseguros e que levam uma vida infeliz.

 

Domingo 22horas

“GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE” [1958]

DIREÇÃO: Richard Brooks

ELENCO: Burl Ives, Elizabeth Taylor, Jack Carson, Judith Anderson, Paul Newman

Sinopse: Elizabeth Taylor e Paul Newman protagonizam esta adaptação cinematográfica de 1958 do genial drama escrito por Tennessee Williams. A história centra-se em uma família atormentada e na disputa de uma herança milionária. Um dos herdeiros, Gooper Pollitt [interpretado por Jack Carson], tem vários filhos e espera a herança ansiosamente. O outro herdeiro, Brick [Newman], é um ex-jogador de futebol que caiu no alcoolismo desde o suicídio de seu “melhor amigo”, um ano antes. Brick também ressente-se com a esposa, Maggie [Taylor], por acreditar que ela teve um affaire com seu amigo falecido, e se nega a dormir com ela. Por sua excelente interpretação, Newman obteve sua primeira indicação ao Oscar®. Elizabeth Taylor brilhou como Maggie, uma mulher apaixonada e compreensiva.

 

Segunda Meia noite  [Filme impressionante]

“DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO” [1959]

DIREÇÃO: Joseph L. Mankiewicz

ELENCO: Albert Dekker, Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Mercedes Mccambridge, Montgomery Clift

SINOPSE: Dr. Cukrowicz (Montgomery Clift) é um cirurgião que realiza lobotomias em um hospital de segunda. A instituição precisa de ajuda financeira, algo que pode ser resolvido com uma doação da milionária excêntrica Mrs. Venable (Katherine Hepburn). Mas há uma condição: Venable quer que seja feita uma lobotomia em sua sobrinha problemática, Catherine, que, segundo Cukrowicz, não tem nenhum problema mental. ‘De Repente, no Último Verão’ – como outros grandes clássicos dos anos 50 – foi baseado em uma peça teatral de Tennessee Williams, autor de Uma Rua Chamada Pecado. Williams, como é comum em suas obras, desafia a sensibilidade e a censura da década de 50 com perversas temáticas sexuais – neste caso envolvendo homossexualidade e canibalismo. Dirigido por Joseph L. Mankiewickz, que sempre demonstrou grande habilidade para imprimir ritmo a roteiros centrados no diálogo ‘A Malvada’ e ‘A Condessa Descalça’, o filme destaca-se também pela atuação soberba de Montgomery Clift.

 

Voltamos no domingo com mais uma foto da semana…

Elizabeth Taylor a estrela maior

Uma estrela como a dela, nunca se apaga.

 

Uma beleza única

Hoje faz exatamente um ano que a bela atriz Elisabeth Taylor “se foi”, um dos rostos mais belos de toda a história do cinema [arrisco a dizer o mais Belo], Elisabeth começou a trabalhar no showbizz muito nova, seu primeiro papel foi aos 11 anos de idade, em um filme sobre a cadelinha Lassie. Quando seus belos olhos de cor azul-violeta entraram em cena, o mundo parou para ver e assim a bela Liz, marcaria o cinema como a maior diva de todos os tempos.

Sua beleza e sua personalidade marcante abririam as portas do mundo para a atriz, Liz era uma compulsiva colecionadora de jóias, era muito vaidosa, adorava o brilho de brincos, colares, anéis e pulseiras, além de amar maquiagens, sapatos de grife, bolsas da moda e vestidos caros, mas mesmo sem tudo isso, em trajes simples e sem pintura, ainda assim era considerada de uma beleza muito rara [o que não acontece nos dias de hoje]. Os críticos da moda consideravam sua simetria de rosto e corpo ideais.

Butterfield 8

Qualquer filme que estrelava era garantia de sucesso, mas como nem tudo é perfeito, sua vida sentimental nunca foi as mil maravilhas, em toda a sua vida acabou se casando oito vezes [sendo que duas vezes com Richard Burton], foi com ele que ela fez o meu filme favorito: Quem tem medo de Virgina Woolf? [infelizmente meu DVD foi furtado por uma amiga] onde um casal mais velho [Liz e Richard] conhecem um casal mais novo e os quatro passam a discutir a vida a dois.

Quem tem medo de Virginia Woolf?

“Quem tem medo de Virginia Woolf?” é marcada pelos diálogos ácidos e por uma Elisabeth Taylor diferente, para o papel a atriz ganhou peso, mas mesmo assim não perdeu a sua beleza, por conta da transformação a atriz recebeu o seu segundo Oscar da carreira. O primeiro veio seis anos antes com Disque Butterfield 8, onde interpreta uma Callgirl, depois do seu primeiro Oscar a atriz se tornou a mais bem paga da indústria.

Liz também se destacou por ser uma pessoa sincera, não tinha medo de ter amigos homossexuais, foi amiga de Rock Hudson [muitas pessoas abandonaram o ator ao saber de seu segredo], com quem contracenou em “Assim Caminha a Humanidade”, após a morte de seu amigo, Liz ajudou a levantar dinheiro para campanha de conscientização sobre os perigos da AIDS, entre outras ações filantrópicas.

Elisabeth Taylor teve uma vida cheia de glórias, e representa o que existiu de melhor na indústria de cinema, seus olhos e suas boas atuações nunca serão esquecidas e nem seu estilo de vida. Elisabeth Taylor é uma estrela que faz falta ao cinema.

Para quem não conhece a atriz, amanhã o TCM fará um Especial com a apresentação de seus principais filmes, amanhã farei um post extra com a sinopse e o horário de todos os filmes.

 Até amanhã…

Burning Song VII [Lou Reed - Perfect Day]

Hoje era para entrar um post de filme, mas problemas técnicos impediram o processo…

Em compensação tive uma ideia genial para posts futuros, mas antes preciso adquirir uma coisa. Assim que eu “a tiver” posso fazer os posts tranquilamente, esse burning song aconteceu ao acaso, ontem no final da noite fiquei cantarolando essa música do Lou Reed, a música faz parte do álbum Transformer, pra quem gosta de Velvet ou só dele, esse álbum é essencial.

Dá uma olhada na letra despretensiosa do Lou…

Just a perfect day
drink sangria in the park
And then later when it gets dark
we go home

Just a perfect day
feed animals in the zoo
Then later a movie too
and then home

Oh, it’s such a perfect day
I’m glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
you just keep me hanging on

Just a perfect day
problems all left alone
Weekenders on our own
it’s such fun

Just a perfect day
you made me forget myself
I thought I was someone else
someone good

Oh, it’s such a perfect day
I’m glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
you just keep me hanging on

You’re going to reap just what you sow
You’re going to reap just what you sow
You’re going to reap just what you sow
You’re going to reap just what you sow

Amanhã tem post no turmadocafe.com

Já que reclamara do Álcool, agora café (Moca Gelado!)

“Um Café pode salvar seu dia” Ferds

Na semana passada foi dia de São Patrício aposto que muita gente caiu no Irish Coffe, essa receita que vou passar [Não se acostume com isso, eu não sou a Palmirinha] é de um café mais light e ideal para uma tarde tropical.

Esse café é ideal para impressionar as visitas e mostrar que você tem um bom gosto, o Moca Gelado é um café especial preparado com Grãos Moca, que nascem perto do mar vermelho, se você for em uma cafeteria e pedir a bebida, dificilmente alguém vai te preparar a Moca Original. Em geral você compra uma adaptação do original.

Vamos a receita:

INGREDIENTES [Ideal para duas pessoas]

Aviso importante: Antes de preparar aqui vai uma regra elementar, sempre que for preparar uma bebida, use bons ingredientes, isso garante o sucesso da receita em 90% os outros 10% vem do amor.

  • 250 ml de leite [Desnatado ou de Soja].
  • 5 cubos de gelo .
  • 6 colheres de chá de café solúvel [De preferência Nescafé].
  • Açúcar a gosto.
  • 4 colheres de chá de chocolate em pó [Eu prefiro aquele dos Frades ou barra de chocolate ralada...o q der menos trabalho].
  • Canela a gosto. [Canela é sempre bom]

Moda de fazer

Separe o gelo e coloque todos os ingredientes de uma única vez no liquidificador, bata até que fique de uma cor só [ou melhor dizendo que fique homogêneo] depois disso adicione o gelo e coloque o liquidificador para pulsar, repita o processo até o gelo quebrar totalmente e a bebida ganhar um fina camada de gelo.

Se for chamar alguem, convem fazer uma apresentação assim

Anotou a dica, agora não vá tomar sozinho, chama aquela pessoa legal que você conhece e compartilhe essa maravilha.

Por conta do post não ter entrado na segunda, amanhã tem post novamente aqui no malditovivant.net

Problemas técnicos…

Por conta da chuva o Blog volta amanhã…

Mesmo assim o Haroldo te ama!

A Semana VI + Projeto 52 [6/52]

A semana já começa mais embalada por conta do Saint Patrick, por incrível que pareça o Whiskey atiça minha criatividade, ou pelo menos faz as engrenagens trabalharem melhor.

A foto da semana retrata a minha noite de São Patrício, uma garrafa de Jameson e um livro, nada mais que isso…

A Frase da semana é de Montesquieu, que sozinha já diz muita coisa:

 

“Quanto menos se pensa, mais se fala.”