TCM 50 filmes que você deve ver antes de Morrer 5ª Edição.

50 chances de amar o cinema.

 

Amanhã dia primeiro de Dezembro começa o festival do canal TCM com os 50 filmes que você deve ver antes de Morrer. E já virou uma tradição aqui no Blog a cobertura deste festival, onde toda a segunda eu trago a resenha dos filmes que serão apresentados na semana.

Esse ano o evento inova, levando a escolha de alguns filmes pelo público do canal. A votação foi feita via Faceboot [então eu estou fora dela], por enquanto eu tenho a prévia dos filmes escolhidos pelo TCM. E como o evento já começa com dois filmes escolhidos pelo público, vou esperar a sua divulgação para começar as resenhas.

A lista desse ano está bem mesclada com clássicos bem antigos e coisas mais recentes [recente quer dizer anos 80 e 90], o filme mais novo é Forrest Gump de 1994, um clássico, que eu assisti em VHS a muito tempo atrás, me lembro que era um VHS duplo.

Então fica ligado, que amanhã pode ter post extra.

E dá uma passada amanhã que também vai ter post lá no turma do café. Uma dica de filme novo.

Enquanto a lista oficial não aparece, dá uma olhada no que vem por ai:

 

Dia 1º de dezembro, quinta–feira
22h* – A confirmar pelo público
0h* – A confirmar pelo público

 

Dia 2 de dezembro, sexta–feira
22h* – STAR WARS – EPISÓDIO V – O IMPÉRIO CONTRA-ATACA (Star Wars– Episode V – Empire Strikes Back, 1980)
0h25* – BUTCH CASSIDY (Butch Cassidy and The Sundance Kid, 1969)

 

Dia 3 de dezembro, sábado
22h* – PATTON: REBELDE OU HERÓI? (Patton, 1970)
1h05* – O ÚLTIMO REFÚGIO (High Sierra, 1941)

 

Dia 4 de dezembro, domingo
22h* – TOP SECRET – SUPER CONFIDENCIAL (Top Secret, 1984)
23h45* – ASSIM ESTAVA ESCRITO (The Bad and The Beautiful, 1952)

 

Dia 5 de dezembro, segunda–feira
22h* – A MALVADA (All About Eve, 1950)
0h35* – O GRANDE GOLPE (The Killing, 1956)

 

Dia 6 de dezembro, terça–feira
22h* – JANELA INDISCRETA (Rear Window, 1954)
0h10* – UMA LINDA MULHER (Pretty Woman, 1990)

 

Dia 7 de dezembro, quarta–feira
22h* – MONTY PYTHON: O SENTIDO DA VIDA (Monthy Python’s The Meaning of Life, 1983)
0h* – JULGAMENTO EM NUREMBERG (Judgement at Nuremberg, 1961)

 

Dia 8 de dezembro, quinta–feira
22h* – A confirmar pelo público
0h* – A confirmar pelo público

 

Dia 9 de dezembro, sexta–feira
22h* – O SILÊNCIO DOS INOCENTES (The Silence of The Lambs, 1991)
0h15* – FUGINDO DO INFERNO (The Great Escape, 1963)

 

Dia 10 de dezembro, sábado
22h* – BATMAN (Idem, 1989)
0h25 – SERPICO (Idem, 1973)

 

Dia 11 de dezembro, domingo
22h* – A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (The Last Picture Show, 1971)
0h15* – BOM DIA VIETNÃ (Good Morning Vietnam, 1987)

 

Dia 12 de dezembro, segunda–feira
22h* – ENCURRALADO (Duel, 1971)
23h45* – O DELATOR (The Informer, 1935)

 

Dia 13 de dezembro, terça–feira
22h* – O FANTASMA APAIXONADO (The Ghost and Mrs. Muir, 1947)
0h* – O SELVAGEM DA MOTOCICLETA (Rumble Fish, 1983)

 

Dia 14 de dezembro, quarta–feira
22h* – YOJIMBO – O GUARDA–COSTAS (Yojimbo, 1961)
0h* – THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW (Idem, 1975)

 

Dia 15 de dezembro, quinta–feira
22h* – A confirmar pelo público
0h* – A confirmar pelo público

 

Dia 16 de dezembro, sexta–feira
22h* – FORREST GUMP – O CONTADOR DE HISTÓRIAS (Forrest Gump, 1994)
0h45* – DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA (Twelve Angry Men, 1957)

 

Dia 17 de dezembro, sábado
22h* – APOCALYPSE NOW (Idem, 1979)
0h55* – A MANSÃO DO TERROR (The Pit and The Pendulum, 1961)

 

Dia 18 de dezembro, domingo
22h* – A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO (The Last Temptation of Christ, 1988)
1h05* – UMA NOITE NA ÓPERA (A Night at The Opera, 1935)

 

Dia 19 de dezembro, segunda–feira
22h* – CONSCIÊNCIAS MORTAS (The Ow–Box Incident¸1943)
23h30 – CHRISTINE – O CARRO ASSASINO (Christine, 1983)

 

Dia 20 de dezembro, terça–feira
22h* – PERDIDOS NA NOITE (Midnight Cowboy, 1969)
0h10* – TORA! TORA! TORA! (Idem, 1970)

 

Dia 21 de dezembro, quarta–feira
22h* – OS BONS COMPANHEIROS (Goodfelas, 1990)
0h45* – A SOMBRA DE UMA DÚVIDA (Shadow of A Doubt, 1943)

 

Dia 22 de dezembro, quinta–feira
22h* – A confirmar pelo público
0h* – A confirmar pelo público

 

Dia 23 de dezembro, sexta–feira
22h* – UM DIA DE FÚRIA (Falling Down, 1993)
0h10* –  COMO ERA VERDE MEU VALE (How Green Was my Valley, 1941)

 

Dia 24 de dezembro, sábado
22H* – MILAGRE NA RUA 34 (The Miracle on The 34th Street¸1947)
23h50* – CONTA COMIGO (Stand by Me, 1986)

 

Dia 25 de dezembro, domingo
22h* – RAIN MAN (Idem, 1988)

Fábulas e Detetives, GRIMM a nova aposta da ABC [Será q vai ?]

Um novo seriado, quando será cortado?

Todo ano dezenas de seriados entram no ar na TV a cabo, mas a maioria não consegue se firmar e logo acaba cancelado, o que antes era uma aposta garantida, se tornou um jogo ariscado. A Universal coloca hoje no ar o seriado The GRIMM [que está tendo uma boa campanha de Marketing, apesar de não definirmos o futuro de nada], o seriado que lembra Supernatural, usa o mundo das fábulas dos irmãos GRIMM como fonte de seus monstros.

Pra quem não sabe os irmãos Grimm eram estudiosos que resolveram  preservar as histórias contatadas oralmente que eram usadas como ensinamento. Para isso adaptaram as histórias e as copilaram em livros, apesar das histórias terem sido adaptadas, elas ainda carregavam uma dose pesada de terror. Com o passar dos anos as histórias foram sendo cada vez mais suavizadas [em especial pela Disney] e são o que conhecemos hoje.

Efeitos de filme B

Partindo desse mundo encantado, o seriado nos leva aos dias atuais, onde o detetive Nick Burkhardt descobre que é descendente direto dos GRIMM, e que na verdade eles não eram escritores e sim caçadores de criaturas sobrenaturais que resolveram catalogar todos os monstros em um livro. Com  essa descoberta, o detetive começa a desconfiar dos crimes que estão sendo cometidos na sua cidade.

Carisma Zero

Eu já assisti alguns episódios, é uma série boa, peca pelo baixo desempenho nos efeitos especiais, mas pra quem já assistiu muito filme B, isso não compromete muito, talvez o maior problema do seriado seja a falta de carisma do protagonista David Giuntoli.

O seriado já garantiu seus 21 episódios vamos ver se consegue ser renovada, assista hoje as 22horas na Universal e palpite amanhã comigo.

Um crime, dois amantes, Paris e tudo ao som de Miles Davis [O Ascensor para o Cadafalso]

Florence: Eu te amo, meu amor.

Julien: Preciso de você.

Florence: Vamos fugir e viver em um mundo só nosso.

Recentemente eu tive a oportunidade de ver um dos precursores da Nouvelle Vague, “O Ascensor Para o Cadafalso”, filme de 1957, e o mais legal de tudo que consegui ver o filme no cinema. Esse foi o primeiro filme de Louis Malle como diretor, anos mais tarde ele faria o filme Black Moon e Baía do ódio. Esse filme também alçou como estrela a atriz Jeanne Moreau, que depois desse filme se tornaria uma musa do movimento, trabalhado com Truffaut e Ozon.

 O filme conta a história de um romance proibido entre Florence [Jeanne Moreau] e Julien [Maurice Rounet], Florence é casada com Simon um rico industrial de Paris, que faz acordos ilegais com países do oriente médio. Julien é o seu braço direito, um ex-militar que trabalha como espião para a empresa.

Julian, Herói e Boa vida

Florence ama Julien e os dois combinam de matar Simon e fugir de Paris nessa mesma noite. Julien trabalha no mesmo prédio de Simon, assim ele arma o plano e o executa com sucesso, mas quando está saindo para encontrar seu amor, percebe que esqueceu algo na cena do crime. Julien resolve voltar, mas enquanto se dirige para a sala, a energia do prédio é cortada deixando Julien preso dentro do elevador.

Julien tenta de todas as maneiras sair de dentro do elevador, enquanto isso do lado de fora Florence se sente traída e perdida, seu sentimento de traição só aumenta quando ela vê o carro de Julien [que havia sido roubado] fugindo de Paris. Agora Florence vaga em meio a uma Paris em busca do seu amor.

O diretor conseguiu  amarrar muito bem a trama e criar um clima angustiante o filme inteiro, se de um lado nosso Herói [tá mais para um anti-herói] Julien passa apuros para escapar do elevador. Já do lado de fora Florence vaga por Paris no meio da chuva e sempre se questionando do amor de Julien. E a trama e tão boa que não vemos esperança para o caso dos dois.

Já derramou lágrimas pelo seu amor na chuva ?

Além das boas atuações e as belas tomadas de Paris a noite, o filme tem a trilha sonora de Miles Davis, que dá o tom emocional ao drama.

Assistir a esse filme no cinema foi algo prazeroso, nem sempre temos uma oportunidade como essa. Ainda mais com uma tarde chuvosa para criar “um clima”. Para você que nunca viu, recomendo ir à locadora e procurar o filme “O Ascensor Para o Cadafalso”.

Se alguém viu, me responda…teria final melhor para o filme?

Vc está pronto pra Lomography ?

“Uma fotografia é um segredo de um segredo. Quanto mais ela te fala, menos você sabe.” Diane Arbus

 

Desde que as câmeras digitais chegaram ao mercado e logo depois se fundiram com os aparelhos celulares, o ato de tirar uma foto se tornou banal. Hoje não precisamos de um por que para justificar o clique. Apesar disso temos uma grande quantidade de fotos expostas [compartilhadas] com as pessoas, mas muito pouco físico, e a tendência é cada vez diminuir isso.

Entrando na contramão do mundo das fotos digitais, existe a Lomography. Que visa por meio de câmeras analógicas [você vai ter q mandar revelar] criar uma foto com mais qualidade e cheia de estilo. A Lomographya é uma técnica que foi empregada nas câmeras Russas no tempo da guerra fria, elas resistiram até os anos 90 quando foram redescobertas e se tornaram artigo cool.

Para não morrer o movimento da Lomographya os amantes das câmeras criaram novos modelos e mantiveram vivos até hoje.

Graças a essa comunidade existem mais de 50 tipos de câmeras Lomography.

Vou mostrar algumas delas:

Holga

Action

Golden Half

Diana F

Assim que você entra no mundo da Lomography você é convidado a participar do site onde, pode expor todos os seus trabalhos. Além disso, em cada cidade do mundo existe uma embaixada, onde você pode tirar dúvidas, expor seu material e trocar idéias, tudo ao vivo, além de pode comprar novas câmeras. A embaixada Brasileira será inaugurada agora no final do mês em SP.

Se você curte fotografia, você vai se apaixonar por Lomography, to até pensando em pedir uma pro Papai Noel.

Amanhã tem post de filme, lá na turma do Café.

SWU para todos [Verdades e mentiras sobre o evento]

Por Humberto Domiciano

Quando o festival SWU foi anunciado no ano passado, tendo como foco a tal da sustentabilidade, confesso que não me animei muito. Sempre entendi que arte por si só é algo representativo e que faz pensar, sendo desnecessário usá-la e forçá-la a ter um discurso político ou de costumes.

O tal festival aconteceu, tendo como destaque logo uma banda que é totalmente política (Rage Against the Machine) e depois choveram críticas quanto a estrutura do local e até mesmo quanto ao cast escolhido.

Alguns meses depois, a segunda edição foi definida e com a mudança de cidade (de Itu para Paulínia) e dias melhores definidos quanto ao estilo musical, o festival pareceu mais interessante. E após a confirmação de um grande nome, o Lynyrd Skynyrd, decidi ir até o interior paulista. Acertados os detalhes, como hospedagem e acesso ao espaço dos shows, parti para os shows.

1º dia

No geral, tive boas surpresas. Zé Ramalho, que abriu o domingo, veio com um set mais leve, com covers, além das obrigatórias Eternas Ondas, Táxi Lunar e Admirável Gado Novo.

Na sequência, a chuva que se aproximava finalmente começou e causou o único momento mais tenso do festival. Com o atraso de todas as apresentações, a organização do SWU optou por antecipar a Tedeschi Trucks Band e inverter com o Ultraje a Rigor. A escolha foi boa, pois colocou o grupo norte-americano com seu som baseado no blues e no funk antes do show mais pesado que a banda brasileira faria na sequência.

Entendo ser desnecessário falar sobre a confusão entre as produções do Ultraje e do Peter Gabriel. O fato já foi noticiado e comentado e o mais importante é que a veterana banda de rock brazuca fez um baita show. O baterista Bacalhau se mostrou insano, o guitarrista Marcos Kleine deu mais peso a clássicos como Inútil, Pelado e Nada a Declarar.

Seguindo o dia, tivemos Chris Cornell, que trouxe um show acústico, que apesar de ter sons excelentes de sua carreira no Soundgarden e no Audioslave, não empolgou pelo formato escolhido.

Já com a noite caindo foi a vez do Duran Duran. Os veteranos ingleses chegaram com todo o glamour de outrora. O show foi bom, apesar dos sons mais novos não empolgarem o público. Simon LeBon segue em boa forma vocal e ao lado de duas (interessantes) cantoras deu um bom espetáculo.

Logo foi a vez de Peter Gabriel que veio com seu novo show com a New Blood Orchestra. A qualidade da apresentação é indiscutível. O projeto, talvez um dos mais ambiciosos do ex-vocalista do Genesis, é sucesso de público por onde passa. No caso do SWU, por ter um tempo reduzido, novamente o formato não agradou.

Para fechar o dia, nada mais do que o melhor. O Lynyrd Skyrnyd que veio para cá só tem um membro original. Nem mesmo as tragédias que a banda sempre foi obrigada a conviver foram capazes de abater estes músicos. O show já começou chutando a porta, com Working for MCA.

Já com o público ganho, o grupo se deu ao luxo de trazer 3 covers de blues antigos até fecharem com a emocionante Free Bird, em sua versão extendida, o que levou muitos às lágrimas, inclusive este escriba…

2º dia

Já recomposto do primeiro dia, fui para Paulínia esperando pela destruição. O dia do metal e do grunge prometia ser empolgante, mesmo com a chuva forte que insistia em cair… Apesar disso, as atrações fariam com que valesse a pena.

A segunda-feira começou com o Raimundos, que fez uma boa apresentação mesmo sem Rodolfo e Fred.

Logo depois começou o show de Duff McKagan Loaded. O ex-guitarrista do Guns n’ Roses veio com um hard básico, com algumas influências de punk, mas acabou empolgando mesmo só quando fechou a apresentação com It’s So Easy, do disco Appetite For Destruction, de sua ex-banda.

Na sequência, veio o Black Rebel Motorcycle Club, com seu som meio alternativo e meio moderninho. Confesso que não é o tipo de banda que eu compraria um disco, mas o público gostou da apresentação. Vale destacar a baterista Leah Shapiro, que além de tocar bem é bonita e estilosa.

Passada a apresentação chegou a vez da primeira porrada. O Down é um grupo americano formado pelo vocalista Phil Anselmo (ex-Pantera) e por uma porção de bons músicos do heavy metal americano, como o guitarrista Pepper Keenan (Corrosion of Conformity). O show é pesado, com bons riffs e a postura quase insana do vocalista, que em certo momento bateu o microfone na testa até sangrar. Foram apenas 50 minutos, mas intensos.

Passada a destruição, começou o show de uma banda chamada 311… Sinceramente não consegui definir o som dos caras. No começo era um popzinho, depois passou para um new-metal… Aproveitei para tomar cerveja e descansar um pouco.

Aí foi a vez do Sonic Youth. Apesar das expectativas quanto a um possível último show do grupo, a apresentação não me agradou. Acho que é uma banda superestimada. Muito barulho e pouca melodia.

Depois desse show tive a curiosidade para ver o Primus. O grupo que tem como principal foco o som do baixo fez uma apresentação peculiar, assim como o som deles. Les Claypool, o excêntrico vocalista, praticamente não se comunicou com o público. O resumo é que a banda parecia um peixe fora d’água.

E chegou a hora do Megadeth. Dave Mustaine e sua trupe trouxeram um disco novo na bagagem. No entanto, com pouco tempo, 1 hora exatamente, não puderam mostrar muita coisa. Public Enemy Nº 1 e Whose Life (Is It Anyways)?, novas, mostraram que os americanos ainda tem muita lenha para queimar.

Menos de 5 minutos depois foi a vez do Stone Temple Pilots. Talvez uma das melhores bandas do grunge, o grupo desfilou clássicos dos anos 90 e mesmo com muita chuva agradou em cheio. Um dos melhores do festival.

Quase chegando ao final foi a vez do Alice In Chains, que estreava em solo brasileiro e com o vocalista Willian Duvall. Para muitos, a banda é grunge. Para mim fica entre o hard rock e o heavy metal. O grupo não decepcionou e tocou pesado sons como Rooster, No Excuses e Would?.

Para fechar veio o Faith No More. Com uma formação quase clássica, o grupo baseou o set no álbum Killing for a Day… Fool for a Lifetime, que é o trabalho mais eclético da banda. Mike Patton mostrou que está com a voz perfeita e com seus palavrões em bom português agradou a platéia. Ao final, a banda tocou com a orquestra de Heliópolis e fechou bem o festival.

Trocando em miúdos, o SWU foi bem legal. Apesar de sujeira, resultado também da falta de educação do público e da chuva, a parte musical (o que é mais importante) correspondeu às expectativas. Em 2012, o evento será no mesmo lugar e já rumores do que o Black Sabbath será a principal atração. Aguardemos.

Post só amanhã…

Por problemas técnicos, o post de Hoje foi transferido para amanhã…

 

Iluminando SP [Video Guerrilha]

She comes in colors everywhere/She combs her hair/She’s like a rainbow. Rolling Stones

Não posso negar meu amor pela cidade de SP, gosto do seu clima maluco, suas ruas movimentadas, os movimentos culturais e sua vida noturna. Se SP fosse uma cor, ela seria cinza, mas isso começou a mudar, o Grupo Video Guerrilha faz pela segunda vez em SP uma intervenção artística na cidade, o local escolhido foi a Augusta.

Os dias 18 e 19 aquela rua movimentada vai estar toda colorida, o grupo usa projeções eletrônicas para colorir os prédios e casas da região, criando uma galeria de arte a céu aberto, o projeto visa estimular a ocupação artística em centros urbanos e exaltar o valor arquitetônico na cidade.

 

Alguem reparou no Fernando ?

Eu participei ano passado do evento e posso garantir as projeções cria uma atmosfera diferente na cidade e deixa a minha cidade muito mais bonita. Não vou falar mais sobre isso, mas deixo o recado, quem estiver em SP não perca essa oportunidade.

 

Olha o mapinha

O evento acontece no bairro da Augusta, com inicio as 20horas e vai até as 3 da manhã, mas as vezes passa um pouco. Agora imagine você curtindo a noite de SP [com aquela pessoa especial é claro], com cores espalhadas pela cidade.

Viva São Paulo!

Conheça o novo cinema Alemão, e fuja da falta de criatividade americana.

O cinema é muito mais do que Hollywood.

Não é novidade de que uns anos pra cá o cinema convencional [leia Norte Americano] tem tido uma falta de criatividade nas suas produções, e para não perder espaço no mercado, tem inundado o seu público com Remakes dos anos 80 [Uma safra bem produtiva], ou mesmo comprando uma produção de sucesso e a americanizando [Clique aqui e leia]. Para isso existe uma alternativa, temos as boas produções Européias, neste post eu vou falar dos novos filmes da Alemanha.

O cinema Alemão é muito mais do que filmes sobre Hitler [assim como os Argentinos sobre a Ditadura], a nova safra de diretores tem tentado fugir da sombra do Nazismo, criando produções que mostram outro lado deste belo País. Em maioria seus filmes são inspirados no movimento francês da Nouvelle Vague [clique aqui e leia]  e carrega dentro de si uma forte crítica a sociedade criando produções que visam o entretenimento ao mesmo tempo em que trabalha o pensamento crítico.

Das novas produções podemos destacar alguns bons filmes:

A Coca não combina com Lênin

Adeus Lênin (2003) – Um Drama carregado de Comédia.  Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner [Katrin Sab] passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander [Daniel Brühl], temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.

Do mesmo roteirista de Adeus Lênin, temos Para que serve o Amor só em Pensamento? (2004) é um dos Dramas mais bonitos que já assisti em toda a minha vida. Porém muito raro, ele conta a história de um caso real que aconteceu na Alemanha, que ficou conhecido como o Clube do Suicídio. O filme tem uma fotografia excelente, que tenta captar toda a beleza da vida dos personagens durante quatro dias.

Fugindo um pouco do amor, mas ainda continuando no Drama, temos A Onda (2007) , filme que ficou famoso, por retratar um caso verídico que ocorreu em um colégio nos Estados Unidos em 1967. O filme se passa durante a semana da disciplina eletiva, O professor Rainer Wenger, que queria dar aula sobre Anarquia, acaba sendo colocado para dar aulas sobre Autocracia. Após os primeiros minutos da primeira aula, ele decide fazer um projeto com os alunos transformando a sala em um tipo de governo fascista realmente. Quando as coisas começam a sair do controle, o professor tenta parar o movimento, mas já é tarde demais.

Nesta mesma linha temos o famoso O grupo Baader Meinhof, que conta ascensão e queda de um grupo revolucionário que protestou contra os caminhos que a nova sociedade alemã em 1970. O grupo mobilizou centenas de jovens no país, mas quando as ações se tornaram extremas o Grupo se tornou uma guerrilha casada pelo governo. O filme apesar de ter um tom político muito forte é bem envolvente, em um post passado eu já falei deste filme [Clique aqui e dê uma lida]

Nesta mesma linha chega ao cinema o filme “Se não nós, quem?”, vou assistir o filme hoje e amanhã conto tudo no Turma do Café. Agora vá para a locadora e viva o cinema Alemão.

Minha Releitura do Ano: O Amor, o deserto e a busca por respostas [O Céu que nos Protege]

- Adeus – disse o moribundo ao espelho que colocaram a sua frente.

- Não vamos mais nos ver.

Paul Valery.

[Eu havia encomendado alguns livros assim que cheguei a SP, mas com a demora e a falta do que fazer resolvi reler O Céu que nos Protege, apesar de ter me mudado para MG, deixei alguns livros de referencia aqui na minha antiga casa, este livro é um deles. Algumas pessoas podem achar ridículo reler um livro, mas vejo isso como uma redescoberta do livro. A pessoa que sou “Hoje” é diferente da que eu fui ontem, e minha percepção do livro também vai mudar. Para a minha surpresa esse livro continua maravilho e muito atual, na verdade me fascinou muito mais do que na primeira vez, se um dia puder ler, procure este livro, mas tenha a mente aberta, bons livros não são feitos para uma mente fechada]

Acabei de ler na tarde de ontem o livro: O céu que nos protege. Mais um daqueles casos que eu me apaixonei pela capa e comprei o livro, como nas outras ocasiões acabei me dando bem. O Livro foi escrito por Paul Bowles, um americano falecido no final de 1999, que viveu a maior parte da sua vida nos desertos do continente Africano.

Em toda a sua vida, esteve acompanhado de outros escritores e artistas. Que eram atraídos para sua casa, graças ao modo de vida de Bowles, que incluía o uso de drogas e as várias experiências sexuais. Bowles era amigo pessoal de Truman Capote e Tennessee Willians [outros grandes escritores da literatura americana].

O livro se passa inteiro no deserto Africano, e acompanha um casal Port e Kit [Morresby, achei bonito o som do sobrenome] e seu amigo Tunner. O casal está em uma crise de relacionamentodepois de dez anos juntos, o desejo sexual se esgotou o que restou é uma espécie de companheirismo acompanhado de um distanciamento moral.

Port é um aventureiro “boa vida”, nunca trabalhou uma única vez em sua vida, resolveu viajar o mundo e escolheu justamente a África, para escapar do final da guerra que ainda assola a Europa [me refiro a 2ª Grande Guerra].  Port no fundo ainda ama Kit, mas não sabe como reavivar o fogo desta paixão.

Apaixonado pela capa

Kit é uma mulher totalmente imprevisível e de temperamento instável, desde de pequena foi cercada de presságios que com o passar dos anos fica mais forte.  Apesar disso Kit tem idéias parecidas a de Port, mas Kit não sabe como se expressar perto de toda a pontêcialidade de Port.

Tunner é um amigo de longa data, um pouco mais jovem que o casal, vive a se divertir no meio do deserto, sempre em busca de sexo fácil e uma boa garrafa de espumante. Aos poucos Tunner começa a se interessar por Kit, “não por ela ser bela e sim por ter pena (ela ser mulher) e ele por estar entediado (e ser Homem).Como ele resume neste fragmento do texto.

Tunner aos poucos começa a se tornar um estorvo na tentativa de reconciliação, então Port tenta a cada momento afastar seu amigo. Entre estes bons personagens ainda surge um casal de trapaceiros que os segue em cada parada.

Se vc acha q este livro é um simples romance água com açúcar vc está totalmente enganado. Pq meio aos conflitos amorosos [desejos], estão também os conflitos morais e espirituais. Além do deserto e os problemas que eles enfrentam a cada cidade diferente.

Está viagem que tinha a função de unir o casal, vai mostrar todos os caminhos traiçoeiros que cercam a moral do “Ser Humano”. Ou como afirmava Thomas Hobbes:  “O Homem é o Lobo do Homem”


O livro é muito bem escrito, e sua trama apesar de complexa e cheia de pequenas histórias permanece sempre bem amarrada ao livro.

Vou deixar aqui duas passagens do livro:

O grito dele prosseguiu sobre a imagem final: Manchas de sangue cru e vermelho sobre a terra. Sangue sobre excremento. O momento supremo, muito acima do deserto, quando dois elementos, sangue e excremento, há muito mantidos separados, se fundem. Uma estrela negra aparece, um ponto de escuridão na claridade do céu noturno. Ponto de escuridão e portal para o repouso. Estenda a mão, penetre o tecido fino do céu que nos protege, repouse.

Esta segunda passagem é Kit relembrando um dos seus diálogos com Port, depois de um belo dia de verão em um dos jardins da Europa.

Port havia dito: - A morte está sempre a caminho, mas o fato de você não saber quando vai chegar parece depreciar a finitude da vida. É essa terrível precisão que nós tanto detestamos. Mas, por não sabermos, passamos a pensar na vida como um poço inesgotável. No entanto, as coisas acontecem só um certo número de vezes e um número muito pequeno na verdade. Quantas vezes mais você se relembrará uma certa tarde de sua infância, alguma tarde que é tão profundamente parte do seu ser que você não consegue nem conceber sua vida sem ela? Talvez quatro ou cinco vezes mais. Talvez mesmo nunca. Quantas vezes mais você vai ver a lua cheia nascer? Talvez vinte. E, no entanto, tudo parece ilimitado.

O Céu que nos protege de Paul Bowles pode ser encontrado em qualquer livraria pelo valor médio de 42,00 Reais.

Post Extra: Vai pro SWU…?

 Por Humberto Domiciano

 

O SWU começa hoje em Paulínia. O festival que chega a sua segunda edição já parece ter caído no gosto do público, mesmo com o discurso baseado em temas da moda, como sustentabilidade e coisa afins…

O que mais chama a atenção desta edição é a quantidade de atrações interessantes, que devem agradar muitos públicos. Bom, segue abaixo uma lista do que deve ser visto.

 

Domingo

Ultraje a Rigor: A banda que completou 30 anos de carreira foi confirmada recentemente. Mesmo com uma formação bem diferente, o grupo promete trazer os antigos clássicos e agitar o público que estiver chegando ao local.

 Tedeschi Trucks Band: A primeira atração southern do dia chega com uma mistura interessante de blues, hard rock e rock n’ roll. Som de muito groove e que deve surpreender os presentes.

Duran Duran e seu mundo Ordinário...

 Duran Duran: Os ‘velhinhos’ chegam com todo o glamour de outrora. Apesar dos últimos discos terem sido decepcionantes, o set-list, recheado de sons conhecidos, deve salvar a lavoura.

 Peter Gabriel: Esta talvez seja a única atração com asterisco. Peter tem produzido muito nos últimos anos, sempre baseado em experimentalismos e world music. Para o Brasil, ele trará a New Blood Orchestra e tocará sem bateria, nem guitarra. Vamos ver o que dá.

 Lynyrd Skynyrd: Para fechar o dia, o pessoal do Alabama promete quebrar tudo. Será a primeira vez em solo brasileiro e com uma formação de respeito. Johnny Van Zant e Ricky Medlocke (Blackfoot) prometem incendiar o público com a obrigatória Sweet Home Alabama e as emocionais Simple Man e Freebird.

 

Segunda-feira

Duff McKagan’s Loaded: O ex-Guns n’ Roses vem com uma proposta diferente de sua banda anterior. Duff, que hoje se diz renovado, chega numa linha mais punk pop, mas deve tocar alguns sons do Guns também.

Down: A banda do ex-vocalista do Pantera, Phil Anselmo, vem com um som agressivo, numa mistura de thrash metal e heavy metal. É um grupo autêntico, que só toca coisas próprias e não faz covers do Pantera.

Megadeth: Dave Mustaine e sua trupe chegam com o novíssimo Thirteen. Além da volta do baixista Dave Ellefson, o grupo deve empolgar com sons antigos, como Symphony of Destruction, Angry Again e In My Darkest Hour.

STP - Uma das melhores bandas dos anos 90

Stone Temple Pilots: O grupo fechará aqui uma bem sucedida tour de retorno. Scott Weiland parece menos lesado e o grupo tem músicas de sobra para sustentar uma boa apresentação.

Alice in Chains: Quando o grupo resolveu voltar, mesmo com a morte de Layne Staley, muita gente torceu o nariz. Veio o disco novo e uma tour mundial e a banda voltou a ser relevante.

 

 Bom Show…