Cobra Fumando

Fazia um tempo que meu grande amigo Humberto não escrevia por aqui. Esse dias em uma conversa via MSN [agora não podemos mais ir no bar tomar cerveja em plena terça-feira], ele me contou do novo disco do Whitesnake, eu curti o som novo, agora ele conta para Blog.

 

Por: Humberto Domiciano

O Whitesnake completa em 2011 seu 33º aniversário. Neste período o vocalista David Coverdale contou com diversas formações, com passagens ilustres como Ian Paice (baterista do Deep Purple), Jon Lord (também tecladista do Purple), além do guitarrista John Sykes (Thin Lizzy).

Aqui no Brasil, o grupo passou a ser conhecido depois da participação no Rock in Rio I, em 1985, e também após o marcante clipe de Is This Love.

A banda ficou parada por alguns anos até retornar em 2003, com a dupla de guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, que gravou Good to Be Bad (2008).

Desta vez com uma nova formação, mas ainda com Aldrich e Beach, a cobra branca está de volta e chega com tudo com Forevermore. O álbum, que terá lançamento oficial no dia 25, traz um grupo em ponto de bala, pronto para arrebentar.

Formação atual

Seguem alguns comentários sobre o novo trabalho:

Steal Your Heart Away Dizem que alguns jogos se ganha no apito inicial. É o caso deste som. Abertura forte, Coverdale canta com a voz rasgada, refrão pegajoso e a dupla de guitarras vão pontuando tudo. Poderia facilmente estar em algum álbum do começo dos anos 80.

All Out of Luck Neste som novamente os riffs vão ganhando corpo até Coverdale começar a cantar. Novamente dando um show de interpretação, o vocalista menciona um refrão se desenvolve em outro som, lá no final do play. Vale destacar o belo intermediário.

Love Will Set You Free A primeira faixa lançada oficialmente e que ganhou inclusive vídeo-clipe. Boa música, com certeza funcionará ao vivo. Como não poderia ser diferente, refrão contagiante e que marca na hora. Mais uma vez o solo, desta vez no final, se destaca.

No passado as capas de duplo sentido

Easier Said Than Done – Álbum do Whitesnake sem balada praticamente não existe. A primeira deste trabalho não é a minha preferida. Tem um clima final dos 80 e entraria facilmente no 1987.

Tell Me How Mais um som que não agradou tanto. Tem peso, uma boa melodia. Mas quando comparada com as primeiras e principalmente com as seguintes, perde muito de sua força.

I Need You (Shine a Light) Tem cara de balada e mesmo com um andamento mais lento, consegue ser pesada, além de ter um belo refrão. Novamente Coverdale rouba a cena cantando com soberba.

One of These Days A segunda balada do disco já é mais agradável. Violões e uma batida animadinha. Lembra um pouco a Summerdays, presente no álbum Good to Be Bad. Solo de guitarra remete vagamente a My Sweet Lord, de George Harrison.

Love and Treat Me Right – Aqui o bicho começa a pegar novamente. Riff excelente na abertura. Batidas que remetem ao Classic Whitesnake, principalmente àquele do Slide It In. E para completar um grande refrão, dos melhores que banda já produziu.

Dogs in the Street Somente bandas com bastante tempo de estrada e uma boa quantidade de discos lançados pode se dar ao luxo de fazer autorreferências. É o caso deste som. Quem conhece a carreira do Whitesnake e principalmente o álbum Slip of the Tongue, logo vai ter a sensação de dèja vu. Quase uma mistura da faixa título com Bad Boys.

Fare Thee Well – Outra balada. Desta vez, Coverdale explora o lado mais grave da sua voz e fica inevitável não comparar com Rod Stewart. No entanto, o som tem personalidade e vai crescendo até chegar a um belo refrão.

Whipping Boy Blues O nome da faixa já entrega o que teremos. O início lembra muito o trabalho de Coverdale ao lado de Jimmy Page. O som ganha força e descamba para o já conhecido hard/blues que o Whitesnake sempre fez.

My Evil Ways Talvez uma das faixas mais pesadas que a banda já gravou. No começo uma bela introdução de bateria, depois as guitarras chegam e animam a jam. Coverdale canta furiosamente e praticamente duela com a banda. Apesar de toda a força, duvido que seja possível reproduzir fielmente este belo som ao vivo.

Forevermore O encerramento não poderia ser melhor. A música começa lenta, com um violão tranquilo, bem dedilhado. Difícil não comparar com Sailing Ships. Aos poucos, o som vai crescendo e passa a lembrar outra música do Slip of the Tongue: Judgement Day. Com belos solos, o som é forte candidato a se tornar clássico. Belo fechamento.

Hoje capas mais tranquilas

Quer baixar o disco Clique Aqui

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2 comentários em “Cobra Fumando

  1. thaila sesana disse:

    olá, aquelas peças foram compradas na Havan da minha cidade
    http://www.havan.com.br

    🙂

  2. querer eu ate quero baixar o disco, mas tou com preguiça ahahahahahaha
    tempos que nao ouço eles…
    beijos
    J^^h

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