A volta do Velho Oeste [True Grit – Bravura Indômita]

“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo” Mark Twain

O Remake de Bravura Indômita era um dos filmes que eu esperava para esse ano [e olha que sou contra remakes], e foi também um dos motivos que atrasei minha viagem de ida para MG. Na quinta antes da estréia do filme eu comprei o livro [Além de ser um remake o filme é baseado no livro de Charles Portis]. O livro nunca havia sido publicado no Brasil até então e chegou aqui em uma boa jogada de Marketing da Alfaguara.

Terminei de ler o livro horas antes do inicio do filme. Apesar de ser um livro grande, a narração é envolvente e as cenas de ação são constantes.

Igual ao livro, o filme é narrado pelo ponto de vista de Mattie Ross, uma jovem de catorze anos que viaja para outra cidade para dar um enterro digno do seu pai, que havia sido assassinado friamente por Tom Chaney. Mattie percebe que ninguém na cidade iria honrar a morte de seu Pai, então contrata um Marshal [Equivalente a Delegado] Reuben “Rooster” Cogburn.


Cogburn é o típico anti-herói, um homem beberrão, a margem da sociedade, odiado por todos, ao mesmo tempo é um homem honrado, isso atrai Mattie, que precisa de um homem durão e corajoso para o serviço. Antes de partirem um Ranger [equivalente a um policial civil] chamado La Beouf, aparece na cidade e se oferece para ajudar a capturar Tom Chaney.

Diferente de Cogburn La Beouf é a figura do herói perfeito, suas vestimentas sempre limpas e seu senso de dever vem acima de qualquer coisa, o que atrapalha os planos de Mattie, que quer o assassino do seu pai enforcado. Já o Ranger prefere entregar o ladrão com vida para as autoridades.

Assim depois de alguns desentendimentos os três partem em busca de Tom Chaney.

Em busca de Chaney

Esta nova versão é dirigida pelos irmãos Coen, famosos pelo estilo de filmagem e a criação de cenas marcantes. Nessa nova versão Mattie se torna a principal do filme, tentando mostrar um desabrochar da personagem, não é a toa que os dois homens que a acompanham tentam a todo custo brigar pela atenção de Mattie.

Nessa nova versão Le Beouf é um personagem secundário na trama e acaba se separando do bando e caindo em uma emboscada, diferente do livro, mas isso não prejudica o resultado do filme, até ajuda a entender melhor e cria um laço mais forte entre Cogburn e a pequena Mattie.

Para a escolha do elenco os irmãos Coen, colocaram Jeff Bridges como Cogburn, no filme original era interpretado por Jonh Wayne, que ganharia o Oscar pelo seu papel. Não penso em ator melhor para interpretar Cogburn, Jeff Bridges está muito bem no papel do Herói decadente, e o clima do Velho Oeste combina muito com o ator.


Para o papel do Le Beauf [q tem uma função de Galã] foi escolhido Matt Daimon e para o de Tom Chaney chamaram Josh Brolin [q apesar de ser um bom ator], tem uma aparição curta no filme.

O filme Bravura Indômita tenta resgatar mais uma vez um gênero de cinema que morre a cada dia. O Velho Oeste simbolizava a busca do homem que tentava vencer o desconhecido e desbravar novas fronteiras, mas nos dias de hoje a fronteira não existe mais, o mundo não é mais desconhecido muito menos as pessoas que habitam nele.


Homens honrados como Cogburn [O real Herói] ou Le Beouf não existem mais, infelizmente o mundo está repleto de “Tom Chaney”, não falo isso apenas na esfera da violência, mas também em relação à honra. Tom Chaney também pode ser aquele cara que te apunhala pelas costas no serviço ou mesmo aquela pessoa que vc confidencia um segredo e acaba espalhando por ai.

Infelizmente Homens de Bravura não existem mais.

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7 comentários em “A volta do Velho Oeste [True Grit – Bravura Indômita]

  1. debondan disse:

    Acho que vou amar…assim como gostei de O VENCEDOR . O velho oeste sempre exerceu um certo fascínio sobre mim. bjo

  2. Devo confessar que não é o tipo de filme que me atrai, mas pode ser bom… tenho que assistir pra saber… rs
    Beijão

    http://bycarolinafabris.com/

  3. quero ver esse filme,
    depois vou lhe dizer que eu achei
    nao sei se faz muito meu estil ode filme eheheheh
    beijos
    J^^h

  4. Vanessa Mayer disse:

    Ainda não consegui ir no cinema…=/

    Bjosss!

  5. quando eu era mais nova, eu lia todas as revistinhas tex da minha vó.
    me divertia…
    as pessoas acham que ja descbriram tudo e não há mais nada…
    mas na realidade a simplicidade caiu no esquecimento, o trivial é impensavel…
    talvez a busca pela essencia seja algo que precisamos retomar…

  6. basicamente um conquistador, esse vivant…

  7. Elvira disse:

    Eu não gosto muito de faroeste mas esse filme parece ser bom.
    Quem sabe…

    Bjs.
    Elvira

    http://evipensieri.wordpress.com/

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