Llosa e o Nobel

Relendo…

O último Nobel de Literatura foi entregue a Llosa, nem por isso ele subiu no meu conceito como escritor, mas ele merece o prêmio por toda a sua obra e trabalho como Jornalista

No Outubro do ano passado eu fiz uma resenha de um dos seus livros. Ontem reli o mesmo livro e minhas impressões continuam a mesma, comentei isso com uma amiga e ela me recomendou tentar outro livro, farei isso em breve, enquanto não compro o livro republico a resenha de Elogio da Madrasta.

[Se alguém já leu o livro, por favor questione minha resenha.]

Não Achei tão bom assim (Elogio da Madrasta)

“A única verdadeira tristeza está na ausência de desejo”. Ferds

Meu final de semana passado foi bem cultural, na sexta bebi com uma amiga, no sábado assisti outra aula sobre Arte no Masp e aproveitando essa inspiração acabei comprando um novo livro [fazia mais de um mês que eu não lia, por conta de estar preso em outro livro], quando cheguei a Saraiva do Shopping Ibirapuera eu abri minha caderneta e já sabia qual livro da minha lista eu iria comprar.

Fui ousado escolhi Mario Vargas Llosa , com o livro Elogio da Madrasta, muitas pessoas estavam falando dele [e o livro não era de auto-ajuda] e acima de tudo sua capa me chamava a atenção, e apesar de falarem q não se deve comprar livros pela capa. Eu só conheci o livro Homem Comum [Do Grande Philip Routh] por quem me apaixonei pela capa.

O livro era tão bem falado q no momento em que passei no caixa a moça que me atendia falou bem dele, e no momento que eu levei para embrulhar para presente a outra moça me disse: ” Bom livro pra presente, o senhor já leu ele, aposto que sim o que vc achou da parte da…”

Neste momento eu tive que interromper dizendo, que eu não tinha lido e livro e que era um costume bobo pedir para colocar para presente um livro que eu mesmo iria ler. Ai ela deu risada e disse que mesmo assim era uma boa escolha, eu fiquei de voltar e comentar o livro com ela, mas isso fica para uma outra vez.

Cheguei em casa, me arrumei novamente para sair, pq iria acontecer uma festa dentro da minha casa e eu não queria compactuar com ela. No dia seguinte o “Bom Domingo, era dia de ler o livro. Fiz um chá, tomei um bom banho, vesti meu melhor pijama de domingo e me preparei para ler [Seguindo a tradição de Nicolau Maquiavel, que dizia: ” Antes de ler, se prepare, se banhe, coloque sua melhor roupa e se prepare para os mistérios do livro se revelarem a vc”].

No Domingo cheguei até a metade, depois li alguns capítulos na semana antes de dormir até terminar com ele ontem a noite. O Livro não era tudo isso, na verdade nem metade do que eu esperava, apesar de que refleti um pouco sobre o conjunto e digo que é um livro regular[vou explicar pq].

O Livro Narra da história de três personagens, Dom Rigoberto [O pai], Alfonso ou Fonchito [O Filho] e Lucrécia [a Madrasta], temos ainda mais um personagem a empregada, mas a sua atuação é insignificante perante os outros personagens.

Dom Rigoberto se casa novamente com a bela quarentona [uso o quarentona como elogio, não um escárnio] Lucrécia os dois vivem uma vida sexual ativa, Rigoberto é um homem metódico e imaginativo e acima de tudo um “Homem Feito” antes de todo o ato sexual ele tem o costume de executar um ritual de limpeza do corpo [colocando uma parte em especial pra cada dia da semana, ora as orelhas, ora as narinas e assim vai] e ao ir para cama explora totalmente a sensualidade da sua bela mulher e no meio da suas aventuras conjugais ele mescla o sexo com a imaginação, transportando os dois para mundos de quadros, lendas mitológicas ou mesmo personagens da história.

Sua mulher ama essa diversidade dentro das 4 paredes, mas como toda a felicidade terrena, a tragédia tem q aparecer, essa tragédia é Fonchito, que de maneira “picara” seduz totalmente a mulher e os dois começam a ter um caso, que apenas apimenta mais a relação entre ela e o marido. Ela chega a sentir poderosa ou como ela mesma diz Uma rainha” e como ela mesmo suspeita a tragédia vai cair dentro deste lar.

Pq o livro se torna um pouco chato ?

O Livro é dividido muito bem entre capítulos, mas existe uma quebra de ritmo ao transportar a narrativa para a fantasia do casal, onde no começo do capítulo temos um quadro. Esse quadro será narrado como os personagens e suas aventuras de amor. Outro fator também são as descrições da higiene de Rigoberto que por muitas vezes é demorado e tedioso.

Mas ao terminar o livro eu acabei entendendo o que o autor [Llosa] tentou fazer, existe uma frase em latim [UNTI  PICTORE POESIS] que a grosso modo pode ser interpretado como o uso da pintura e da poesia completam totalmente a obra, somente com a história da cena que vc pode entender alguns quadros sem ela a obra fica fazia, creio que foi isso que ele tentou fazer ao colocar os quadros dentro de seu texto.

E por final ele transformou [Fonchito, isso é provado ao descrever as feições dele] em uma das figuras mais usadas na arte barroca, o [EROS] conhecido como o cúpido, que vive a aprontar das suas, sem medir as conseqüências de seus atos com as pessoas, o EROS não é um personagem bom como todos pensam. Ele é filho da beleza [Afrodite] e da violência [Ares Deus da Guerra]. Uma justificativa que os gregos davam ao poder arrebatador das paixões.[Ja percebeu como as paixões são assim?]

Cuidado com o Eros, ele está a solta

Agora eu convido vcs a tentar descobrir esse livro, que apesar de não ser tão bom chega a encantar e fazer vc passar raiva, ainda mais com o pequeno Fonchito ou EROS.

3 comentários em “Llosa e o Nobel

  1. debondan disse:

    Obrigada por antecipar o livro de Llosa …eu estava curiosa. Agora , com o Nobel, ele vai instigar a curiosidade de muitos como eu. Conheço pouco dele, confesso.( adorei Pantaleão e as Visitadoras) Mas graças a um artigo publicado sobre ele na revista da TAM , vindo de São paulo li a entrevista com ele e gostei . ( Confidências de um Escrevinhador ) Nela ele revela sua paixão pela culinária, por viagens e por hipopótamos . Fala que qdo jovem deslumbrou-se com Os Miseráveis , de Vítor Hugo e Madame Bovary e diz , inclusive, que graças á Flaubert tornou-se um escritor. Não sei se te falei…meu livro foi selecionado para ser lançado na próxima Bienal do Livro do Rio ( foi meu presente de níver…chegou pelo correio no dia 11-10, meu dia ! ) . bjos

  2. Não li esse ainda, mas me recomendaram o “Travessuras da Menina Má”.

    Camila F.

  3. maria do carmo disse:

    gosto muito de Lhosa, se puder me empresta???

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