Um homem persistente e sua pena (John Keats)

Ela encontrou para mim raízes de doce alívio/mel selvagem e orvalho da manhã,/E em uma estranha linguagem ela disse…/“Verdadeiramente eu te amo.” John Keats em A Bela Dama sem Piedade.


Sempre que o cinema ou a música faz algum resgate de algum personagem histórico, caimos em uma onda e somos inundados por livros, DVDs, Curtas, roupas, e tudo mais q for possível vender. Vejamos o caso do Chico Xavier [sim um caso banal] com o lançamento do seu filme [q como bom filho levei minha mãe para ver] as prateleiras das lojas foram inundadas com os livros do “Médium mais querido do Brasil” [essa afirmação não é minha].

Essa onda gerou um novo “Exército” de pessoas que acreditam em reencarnarão e tudo mais que vem junto com isso.

Isso de longe é uma crítica, as vezes essa seja uma boa oportunidade para se conhecer algo bom, ou mesmo ruim. [Agora vc deve julgar]

Por outro lado as pessoas que já conheciam a “velha novidade”, nem sempre gostam que seus gostos se tornem populares [Agora sim eu coloco minha opinião].

Mas vamos deixar de imbróglio e entrar no POST de hj.


Amanhã eu pretendo ir ao cinema, ver o filme Brilho de uma Paixão que conta os últimos ano de John Keats [filme q já espero a algum tempo, apesar de não gostar de romances] não sou um desse caras da modinha. Conheço Keats a um certo tempo, ele  é um dos meus poetas favoritos, junto com Rilke e Baudelaire.

John Keats foi um Poeta que viveu na Inglaterra e morreu precocemente vítima de Tuberculose [um dos males da época]. Os caminhos de um poeta [escritor, pintor, artistas em geral] são tumultuados, Keats nasceu em berço de madeira, não tinha muito dinheiro, mas por um ideal largou a profissão de farmacêutico, para se dedicar a poesia, sua real paixão.

Começou então a escrever e no mesmo ano em que largou a profissão (1817) lançou sua primeira coletânea de poemas, no dia seguinte foi esmagado pela crítica inglesa que rebaixou seu poema ao nada.

Vc conhece o verdadeiro amor ?

 

Mas mesmo assim Keats não desistiu e continuou a escrever e a se dedicar a sua paixão. Para viver tinha a ajuda de amigos e alguns bicos em um lugar e outro. Em 1918 tenta novamente uma nova publicação, a crítica já o aceita melhor, mas não é o suficiente para o consagrar.

Nessa época ele conhece Fanny Brawne, que seria sua musa. Mas não a musa estática de Homero e Virgílio a musa de Keats servia como alma gêmea. Além de servir de inspiração, ela era o ideal de amor e também o ideal de mulher, a sua musa interagia diretamente com ele, o ajudando na confecção dos poemas e melhorando sua escrita e promovendo debates que o levariam ao aprimoramento.

Infelizmente essa união só durou 3 anos [mas belos anos] Keats contrairia tuberculose e deveria se afastar do clima britânico e ir para um local mais seco, o loca escolhido foi Roma, mas a sua ida de nada adiantou, ele morreria alguns meses depois de sua chegada.

Nesses três anos de convivência Keats teve seu período mais fértil como escritor, produzindo os mais belos textos do Romantismo Inglês.

Keats era um apaixonado, um homem que amou uma mulher mais do q tudo, esse  amor era verdadeiro e sublime, estava acima de defeito ou beleza, ele amava a existência de Fanny Brawne. E isso se torna evidente em todos os seus versos.


Pra finalizar coloco aqui uma célebre frase do poeta. [Sempre se referindo a Ela]

Meu amor é egoísta. Não posso respirar sem você

Lápide de Keats: Aqui descansa um homem cujo nome está escrito sobre a água

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4 comentários em “Um homem persistente e sua pena (John Keats)

  1. ach o que eu nunca tinha ouvido falar dele….vou pesquisar poemas…beijos

  2. Marcela disse:

    puts.. que lindo!
    eu ja sou das românticas.. eahuioaehuioae
    até escrevi um pouco um tempo atras.. huoheaoui
    mas nao conhecia Keats!
    Gostei muito!!

  3. Yasmin disse:

    Bom, achei minha musa… E ela também me trouxe tanta inspiração!
    Em relação aquela postagem, de mando em seguida o material.
    Beijos!

  4. Cris disse:

    Acho que nunca vou conseguir ler Keats! Aliás,nenhum tipo de poesia! Sou a escritora mais sem cultura do mundo! Vou ver se vejo o filme e me interesso,porque ouvi muitas referências sobre ele na época que lia Gossip Girl e mesmo assim nunca consegui ler sua obra.

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