20 anos de Grunge (Top 5 do grunge)

Por Humberto Domiciano

Seguindo a série sobre o grunge, desta vez vamos falar sobre os discos fundamentais do estilo. Esta lista (lá vamos nós discutir sobre elas de novo) não tem pretensões de ser definitiva. Os critérios para a escolha desses álbuns obedeceu a repercussão que cada um teve, a qualidade do trabalho e o momento em que foi lançado.

Entre as bandas, o Nirvana ganhou duas resenhas. E não faltam motivos para isso. Além de ser a principal banda, responsável por polêmicas e pelo disco mais vendido, o grupo também foi o primeiro a acabar.

Mas vamos ao que interessa, seguem abaixo algumas impressões e opiniões sobre os 5 principais discos do grunge.

Nirvana – Nevermind (1991)

Falar sobre Nevermind quase 20 anos depois é fácil. Com uma das capas mais famosas do mundo, parodiada até pelos Simpsons, e com um arsenal de pelo menos 5 grandes hits, o álbum virou clássico em seus curtos 42 minutos.

A abertura, “Smells Like Teen Spirit”, é um verdadeiro hino à rebeldia. Teve um clipe repetido à exaustão pela MTV e ganhou versão bastante engraçada de Weird Al Yancovitch (veja no player abaixo) chamada de “Smells Like Nirvana”. Mais do que qualquer coisa virou hit.

Na seqüência temos “In Bloom”, com seu começo sombrio, a música vai crescendo e ganha força, principalmente no refrão.

Sem perder o fôlego, vem “Come As You Are”, obrigatória nas aulas de baixo mundo afora, a música, na minha modesta opinião é a melhor do cd. Tem melodia e letras fortes, uma boa composição. O único ponto negativo é que Caetano Veloso gravou versão lamentável em um de seus discos.

Seguindo o play temos “Lithium”, outra boa música, que tem força e que para variar também esteve nas paradas no início dos anos 1990.

Para fechar a lista de clássicas, temos “Polly”. Quase acústico, o som ganhou talvez a sua versão definitiva no Acústico (ver resenha abaixo). Do restante, vale destacar “Something In the Way”, que tem um jeitão pelo Pink Floyd.

Pearl Jam – Ten (1991)

Outro disco fácil de resenhar. Lançado pouco antes de “Nevermind”, o álbum mostra um Pearl Jam em estado bruto. Eddie Vedder é quase um trovador. Dispara sua metralhadora em diversos sons e ao mesmo tempo encontra paz para baladas como “Black” e “Oceans”.

“Once” é uma música boa, abre bem o disco.
Mas a seqüência, com “Even Flow” é perfeita. É o tipo de música que parece que nasceu ao vivo e para ser tocada ao vivo.

Sem dar folga, começa “Alive” outra paulada, clássica, que tem versões ao vivo sensacionais até hoje.

Vale destacar também a densa “Black”, que é uma música triste, melancólica, no maior estilo grunge. Aqui a bunda molice emo passou longe.

Para completar ainda temos “Jeremy”, outra que teve clipe exibido diversas vezes na MTV, o que colaborou para as excelentes vendagens do trabalho.

Nirvana – Acústico (1993)

No auge do sucesso, o Nirvana foi convidado pela MTV para gravar um acústico. O show aconteceu em Nova York e trouxe uma banda amadurecida, apesar dos problemas causados por Kurt Cobain.

O repertório escolhido privilegiou sons de todos os álbuns da banda. “About a Girl”, de Bleach, a regravação “The Man Who Sold the World”, de David Bowie, e diversas do “Nevermind”.

Neste album é legal destacar também o clima, quase de velório, já que Cobain pediu muitas flores e velas na decoração do cenário. Ele se mataria meses depois.

Soundgarden – Badmotorfinger (1991)

Se fosse possível dividir o grunge em subestilos, o Soundgarden poderia ser enquadrado numa linha mais pesada. Com claras influências de Black Sabbath e outras bandas da origem do heavy metal, Chris Cornell, Matt Cameron, Kim Thayil e Ben Shepherd soltaram um verdadeiro petardo.

A banda, que iniciou suas atividades em 1984, também estava no seu auge. Neste trabalho “Outshined” acabou sendo o grande hit, o que levou a serem indicados para o Grammy do ano seguinte.

Temple of the Dog – Temple of the Dog (1991)

Era para ser apenas um projeto em homenagem a Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone, morto em 1990, por conta de overdose de heroína. No entanto, Chris Cornell se juntou ao então desconhecido Eddie Vedder para gravar um disco. De um lado, metade do Soundgarden, com Matt Cameron na bateria e a outra metade viraria o Pearl Jam, com Stone Gossard, Mike McCready e Jeff Ament.

O disco é pesado e possui boas músicas, só que o grupo realizou poucas apresentações ao vivo e apenas um som do play ficou conhecido.

“Hunger Strike” tem um dueto de vozes entre Cornell e Vedder que é emocionante. Existe também um clipe na MTV, que passou bastante durante os anos 1990.


Anúncios

2 comentários em “20 anos de Grunge (Top 5 do grunge)

  1. eu amo musicas que vão crecendo junto com a letra…principalmente se forem melancolicas, tristes e suicidas…bate uma empatia…..adoroooo….do acustico do nirvana vale ressaltar where did you sleep last night (ela é de mais) e adoro jeremy e black do pearl Jam….beijinhos ferds/humberto

  2. Yasmin disse:

    Suspeitissima para falar de Nirvana, gosto muito. Porém possuem informações bem observadas, por exemplo, não conhecia Soundgarden e não me arrependi de buscá-los.
    Fora isso, quero saber do livro? Chegou a lê-lo? Fiquei curiosa com a história!
    Beijos

Comente [Vamos dividir um Drink!]

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s