O homem na montanha de prata

Por Humberto Domiciano

Falar sobre Ronnie James Dio depois de tantos artistas e pessoas que conviveram com o vocalista darem depoimentos não é uma tarefa fácil.

Dio deixa para trás um legado bastante interessante. No início de sua carreira, nos anos 60, cantava coisas próximas do R&B. Pouco depois montou o ELF e por lá fez um som mais próximo do blues.

No entanto, o grande salto foi quando Ronnie recebeu o convite de Ritchie Blackmore para fazer parte do Rainbow. Álbuns inesquecíveis como Rising e Long Live Rock n’ Roll foram lançados e uma carreira mais ligada ao hard rock e ao heavy metal tinha início.

No final dos anos 70, Dio entrou para o Black Sabbath. Lá gravou Heaven & Hell, que se tornou um clássico do heavy metal. Depois deste álbum, passou a trilhar o caminho do som mais pesado.

Ao longo desses anos, o vocalista mostrou ser uma referência para vários artistas do gênero. Com os chifrinhos, símbolo do metal, angariou ainda mais fãs e tornou-se figura carimbada nas listas de melhores.

Fica difícil destacar somente uma música relevante gravada por ele. Interpretações emocionais de “Catch the Rainbow”, “Mistreated”, “Don’t Talk to Strangers” ficarão para sempre na memória de fãs e de quem gosta de música.

Sua morte acontece justamente quando as arestas entre ele e o guitarrista Tony Iommi haviam sido aparadas e um futuro excelente da reincarnação do Black Sabbath (o Heaven & Hell) estar muito forte.

Para se ter uma ideia da repercussão de sua partida, Ozzy Osbourne, Brian May, Ritchie Blackmore, Lars Ulrich e Rob Halford lançaram comunicados sobre o assunto.

A tristeza com sua partida pode ser resumida pela letra da canção Die Young, que está no clássico Heaven & Hell. “So live for today. Tomorrow never comes. Die young, die young…”.

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3 comentários em “O homem na montanha de prata

  1. […] Autor:musica « WordPress.com Tag Feed […]

  2. Paradis disse:

    Foi muito triste! Gostava bastante do Dio e tenho uns 2 cds da carreira solo dele. Rainbow in the Dark é um clássico, já fiz até um post com esse nome em referência à música! Costumava dizer sempre qnd era adolescente: “Dio é deus”, ao menos para os fãs de heavy metal isto é uma verdade!

  3. Isadora disse:

    O interessante mesmo é perceber que ele soube traduzir-se bem em sua música: Die Young, mesmo com mais de 70 anos, ele morreu jovem, atual, presente – sempre muito presente – na música que representava, e sempre conquistando os mais jovens que a ouviam. Dio sempre foi jovem – e ao contrário do que muita gente criticava – vivia o seu mundo de fantasia como devia; e nos encantava.

    Refiro-me às críticas do jornalista Forastieri http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2010/05/17/ronnie-james-dio-o-deus-ridiculo-do-rock/, que usou de muito mal gosto na hora de tratar da morte de um ídolo. Você viu?!

    Achei o blog muito interessante! Voltarei aqui mais vezes!
    Beijo 🙂

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