Aquecimento Zombieland (Zombies mais pops q o Papa)

“Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia”. Hamlet Ato I – Cena V

Pra comemorar a estréia de Zombieland resolvi dedicar um post a esses monstros.

A palavra “Zombie” vem do Haiti, que significa morto vivo, e está muito ligado com a tradição da religião VUDU. Nos lugares praticantes de VUDU existe a lenda de que os mestres desta religião tem o poder de trazer de volta um morto [normalmente um ente querido] e colocar ele sobre o seu controle [Mais detalhes veja o magnífico filme a Chave Mestra].

Não sou muito de acreditar no poder de magias e coisas do tipo, mas eu meio que acredito no VUDU e em seus encantamentos, assista aos extras do filme a Chave Mestra, eles assustam bem mais que o filme.

Voltando aos Zombies do cinema, os monstros tiveram seu auge no cinema nas mãos do diretor George Romero, com o seu filme a Noite dos Mortos Vivos [Clique para saber mais sobre o filme]. Não se pode falar de Zombies sem falar de Romero. O Diretor fez mais de 13 filmes com esses monstros.

Os filmes do diretor apesar de repetidamente usar o tema dos Zombies, sempre foram carregados com criticas sociedade americana. Focando principalmente nos problemas culturais entre o Norte e Sul [RedNecks] do país por conta do racismo.

George Romero

De um tempo pra cá esses monstros abandonaram o gênero Terror e migraram para a Comédia-terror: Stripers Zombies [Péssimo Filme] e Zombieland [q não vejo a hora de ver no cinema] são provas disso. Mas ainda temos outros filmes que se comprometem com o terror REC [leia sobre REC aqui] e Extermínio, que honram o gênero sanguinolento.

Os Zombies se tornaram tão populares no mundo inteiro, que em vários países temos a ZombieWalk. Que  é um movimento público organizado por um grupo de pessoas [tudo feito via Internet] onde se vestem de zumbies. E organizam uma rota através das ruas da cidade, passando por shoppings, parques e outros locais com grande público.

Aqui no Brasil essa onda já pegou, e acontece todo ano no dia de Finados e fantasiados eles caminham pelo centro da cidade.

Além dos movimentos sociais, os Zombies estão nos Videogames, quem nunca jogou Resident Evil, ou mesmo o magnífico Dead Rising Do Xbox360 [meu jogo favorito], uma mistura de terror com humor.  Pra quem não sabe Zombieland é baseado em Dead Rising.

Se vc gosta dos mortos vivos, que só param de andar com um tiro na cabeça, veja essa lista de bons filmes do gênero e assista no cinema Zombieland.

5º Extermínio

4º Dawn of the Dead

3º The Evil Dead

2º REC

1º Noite dos Mortos Vivos

Sempre Noite dos Mortos Vivos

Cuidado as vacas invadiram São Paulo (COW Parade 2010)

“Na arte só uma coisa importa: aquilo que não se pode explicar”. George Barque.

Se vc mora aqui em São Paulo, já deve ter percebido que as vacas voltaram a invadir a capital. Ao todo são 90 vacas espalhadas, que vão conviver com os moradores da cidade até março.

A “CowParade” começou em 1998, quando o artista suíço Pascal Knapp criou diversas esculturas em formato de vaca para provocar o riso. A idéia tornou-se exposição que, desde então, já passou por 58 cidades no mundo todo.

Tire uma foto com a sua vaca favorita

São Paulo foi a primeira cidade da América do Sul a receber a mostra, que passou pela capital paulista há quatro anos, além de Curitiba e Belo Horizonte [ambas em 2006] e Rio de Janeiro [2007].

Esta Cow Parade está repleta de “vacacelebridades”, sim as vacas estão cada vez mais temáticas,  “Cowby” e “Micowjackson” remetem, respectivamente, aos cantores Cauby Peixoto e Michael Jackson. Temos também as Vacas politicamente corretas como: “Cicowvia”, “100% Brasileira”, “Vá Carbono”, “Cow Seletiva” falam de sustentabilidade.


As vacas não são de toda a bondade também, em meados de 2000, uma das vacas da cidade de Estocolmo, foi raptada e decapitada em praça pública. O grupo ativista da cidade fez isso  para criticar a quantidade excessiva de propaganda nas vacas. Aqui em Belo Horizonte algumas vacas foram questionadas pela sua enorme quantidade de propaganda e seu baixo valor artístico.

[O que vc acha disso, arte ou propaganda ?]

Mas vamos ver o lado positivo, é diferente vc andar de carro e ver uma vaca parada do nada no meio da calçada.


Se vc for de sampa ou estiver em sampa, siga as vacas com o mapa abaixo.

Procure uma vaca pra vc

A grande mudança

Por Humberto Domiciano

[Estamos perto do Show do Metallica, pra aquecer os motores temos a resenha do humberto que comenta o disco: Black Album]

O Metallica chegou aos anos 1990 como uma das principais bandas de metal do mundo. Ao lado do Iron Maiden, o grupo estava no topo das paradas e tinha a tarefa de gravar um sucessor a altura de “…And Justice For All”, um petardo, com um lado mais progressivo, mas igualmente pesado.

“Metallica” ou o Black Album, chegou às lojas em 1991 e de cara deu um choque nos fãs. O peso continuava, mas a banda mostrava que nos próximos anos iria apostar em algo diferente, mais voltado ao hard rock e até mesmo ao rock tradicional.

Outro ponto que chama a atenção no disco é a presença maior do baixista Jason Newsted, que de certa forma acabou sacrificado no trabalho anterior. Além disso, a chegada do produtor Bob Rock transformaria para sempre o som do grupo. Abaixo seguem alguns comentários sobre cada som desse grande clássico do rock.

Enter Sandman: A abertura não poderia ser melhor. A música vai crescendo, cada instrumento aparecendo até desembocar em um riff vigoroso. Clássico que está nos set-lists da banda até hoje. A letra ameaçadora e os excelentes vocais de James Hetfield são outro ponto interessante do som.

Sad But True: Riff? Alguém pediu riff? Eis mais um. Sampleada por Kid Rock e por Snoop Dogg, a música também tornou-se clássica. Se o Metallica deixava de ser tão thrash metal, conseguia levar seu som para públicos e patamares improváveis.

Hollier Than Thou: Por se tartar de um disco de transição, era natural que algum traço do Metallica mais antigo aparecesse. Aqui é um bom exemplo. Música rápida (mais curta do disco) e pesada, sem frescuras.

The Unforgiven: Aqui temos a primeira polêmica. O Metallica fazendo baladas? Foi o primeiro som que alçou o grupo para outros públicos, distantes do rock e principalmente do heavy metal. A banda anda gravaria mais duas músicas com o mesmo nome!

Wherever I May Roam: Temos um bom rock aqui. O início com toques orientais e a quebrada de ritmo no começo da música dão o caminho para o que virá a seguir. Outro excelente riff, desta vez de Hetfield.

Don’t Tread On Me: Outro excelente som. Vale destacar o solo perfeito de Kirk Hammett e um duelo entre ele e Hetfield na parte final da música.

Through the Never: Mais uma música que remete ao clássicos. Não só pelo refrão, mas também pelo andamento, mais rápido e com boas viradas de bateria do ‘finado’ Lars Ulrich.

Nothing Else Matters: Temos aqui outro som ‘bonitinho’ do Metallica. Presença obrigatória nos shows da banda até hoje, o som tem sua melhor versão tocada com a orquestra, no S&M.

Of Wolf and a Man: Bom som. Mais ligado ao hard rock, bom andamento de guitarra e bateria, vocais precisos e outra pedrada.

The God That Failed: Excelente linha de baixo de Jason Newsted, permeada por um bom riff de Hammett. A letra fala sobre a desilusão de Hetfield com a morte da mãe, que se recusou a se tratar de um câncer por questões religiosas.

My Friend of Misery: Riff lembra vagamente alguma coisa escondida no “… And Justice…”. Outra música legal, não ofende, mas também não empolga tanto, apesar do bom solo final.

The Struggle Within: Boa música para fechar os trabalhos. Tem a levada característica da banda, boas quebras de ritmo e vocal agressivo.

Lars...e sua batera...

George Clooney como um solitário convicto (Amor nas alturas)

“Não se pode fazer nada sem a solidão”. Picasso.

Clooney o novo Bogart

Não é de hj que eu digo que o ator George Clooney é o melhor desta geração de atores, ele vem provando isso depois que deixou de fazer filmes comerciais e começou a se focar no melhor da 7º arte.

Neste filme amor se escalas, título que não tem nada a ver com o nome original [UP in The Air] Clooney faz o papel de um homem que não tem laços como ninguém ou com nada e vive a vida dentro dos aeroportos e quartos de hotéis de todo os Estados Unidos.

Clooney [Ryan], ou melhor Ryan [Clooney]. Tem uma profissão inusitada, ele faz o papel de anjo da morte dos trabalhadores de escritório, ele é o “demissor”, onde as empresas contratam o serviço de Ryan para “fazer o trabalho sujo que um bundão da diretoria não consegue fazer” [Palavras de Ryan].

Anjo da morte e a pupila

Ele entra na empresa, pega uma sala, e começa a demitir.  Só que ele simplesmente não demite, ele tenta fazer o processo da maneira mais tranqüila e honesta possível. Tentando mostrar para o eliminado que ser demitido não é o fim da sua carreira e sim um recomeço para uma nova vida, uma vida onde vc pode deixar de ser um capacho e se entregar aos seus sonhos.

Ryan por passar mais de 320 por ano viajando de cidade em cidade, cria um estilo de vida onde tudo que ele precisa para existir é ele mesmo. Dentro desta filosofia eremita ele cria palestras motivacionais. A sua filosofia consiste em dizer como o mundo é pesado para as pessoas, e a culpa deste peso é a quantidade de coisas que elas levam consigo.

Ele usa a metáfora de que a vida da pessoa deve ser colocada dentro de uma mochila, assim ele diz: Coloque dentro desta mochila tudo que é importante pra vc, seus livros, as coisas da sua prateleira, seu animal de estimação, sua fotos, amigos, amigos dos amigos, parentes, pais e sua mulher ou namorada.


Então ele rebate: Vc sente o peso?. Como vc pode se mover se tem tudo isso em suas costas, vc não precisa acumular um monte de coisa, fotos são para pessoas que não tem memória resolva isso com um Ginko biloba, com amigos vc precisa confidenciar segredos e guardar segredos isso aumenta ainda mais o peso. Ficar preso a uma coisa é estar pronto a morrer.

A vida de Ryan está magnífica até o momento, ele está chegando perto de completar as 100.000 milhas em Vôo [q dá direito a um cartão especial e muito cobiçado]. Só que as mudanças começam a acontecer, a empresa passa por um processo de modernização com a chegada da novata Nataly [interpretada pela bela e novata Anna Kendrick].

Ela cria um processo onde as demissões podem ser feitas on-line, assim acabando com o sonho de Ryan de conquistar as sonhadas milhas. Ryan fica indignado e tenta provar ao seu chefe que este sistema de demissão é falho, levando Nataly com ele para ensinar a sua arte mortal, neste instante ele adiciona a sua bagagem Nataly, que acaba se tornando a figura de filha [algo q ele nunca conquistou].

Entre essa vida no ar ele conhece a bela Alex [interpretada pela estonteante Vera Farminga] onde cria uma relação vazia e sexual, mas que com o passar do tempo se torna mais completa a ponto de irem ao casamento de sua irmã mais nova. Irmã essa que ele mal conhece. Só que este relacionamento é mais um peso na sua bagagem.

Dividindo mais do que fluídos corporais


Apesar das piadas, o filme é triste, não por conta das demissões. E sim por conta de termos um personagem que está paralisado emocionalmente, onde sua vida acontece no presente, sem se preocupar com o futuro, só que ao mesmo tempo em que ele vive desta maneira, as suas atitudes o privam de ser feliz, ou mesmo de ser triste.

O filme é dirigido por Jason Reitman, o mesmo brilhante diretor de Juno e Obrigado por Fumar. O Filme é excelente, temos uma bela atuação de Clooney e duas beldades em gerações diferentes Vera e Anne.

Veja o Filme.

A bela e madura Vera Farminga

Parabéns São Paulo (456 anos)

Ei São Paulo…Ei São Paulo….São Paulo da garoa…São Paulo terra boa….

HJ é o aniversário de São Paulo [Minha Terra] um dos lugares mais legais para se viver no planeta. São Paulo é tudo de bom.

Dentro da minha cidade, temos uma grande variedade de culturas e etnias, convivendo em plena harmonia [quase sempre].  A maior prova disso é o bairro da liberdade.

São Paulo é uma cidade que não dorme, como diz meu amigo, podemos pedir pizza às 3 horas da manhã que ela vai chegar na sua casa em no máximo 10 minutos. Temos bares de diferentes tipos espalhados pela cidade.

Os lugares mais famosos para diversão estão espalhados entre Vila Madalena e a Vila Olímpia.

Temos o famoso parque do Ibirapuera com uma área verde de 1,587 Km, além de uma bela área verde ainda temos dentro do parque, a OCA, o Museu Afro Brasileiro, o Auditório e o Pavilhão da Bienal.


Pra se ouvir uma boa música tem a Sala São Paulo, O famoso Teatro Municipal, entre outros lugares espalhados pelos quatro cantos da cidade.

Para ver os mais variados tipos de artes, temos o Museu do Ipiranga que tem uma replica em seu jardim do Palácio de Versalhes. Temos o Masp que tem em seu acervo obras famosas de Picasso e Van Gogh. Além disso, também temos a Pinacoteca do estado e mais de 25 galerias de arte, expondo artistas novos e renomados.

Eu não troco São Paulo por nenhuma cidade do mundo…..quem me conhece sabe como eu gosto desta cidade

NON DUCOR DUCO = Não sou conduzido, conduzo,

Parabéns…Minha São Paulo…que apesar dos seus defeitos…continua a cada dia mais bela.

Uma nota leve pra curtir o fim de semana (Marc Chagall no MASP)

“A arte é a mais bela das mentiras”. Debussy

[Retornamos na Segunda, com novas notas]

Maison

Pra quem estiver em São Paulo, nada melhor do que aproveitar o final de semana vendo um pouco de arte, o Masp inaugura no sábado a exposição de Marc Chagall, onde estarão expostas 178 obras do artista Russo, mas com coração Francês.

Dentro dos 178 trabalhos expostos no Masp, podemos destacar 3 séries: As fábulas de Fontaine [Onde o artista reproduziu os contos do famoso escritor] com 23 Gravuras, A Bíblia [Com 105 gravuras aquareladas] e pra finalizar Dafne e Clóe [com 42 gravuras que narram passagens da mitologia Grega] estas gravuras são frutos de uma viagem que o artista fez ao mundo Helênico entre 1952 a 1954.

La Promenad

Assim que puder, farei questão de ver este novo acervo do museu, além disso, vc pode ver algumas outras obras, com o “Nosso Picasso e o Nosso Monet” e o belo e polêmico Puissant que passou por um longo processo de restauro e que foi finalizado no ano passado.

O Masp fica aberto de Terça a Domingo, os ingressos para o acervo custam 15,00 reais que da o direito a todas as obras, as terças a entrada é gratuita.

Aproveite!

O Mágico de Oz retorna em grande estilo

Uma nova chance para encantar crianças e adultos

Na semana de Natal eu fui presenteado por uma velha amiga, com um maravilhoso presente o DVD: O Mágico de Oz – Edição de 70º Aniversário. Foi uma grande surpresa pq na mesma semana eu tinha ido a loja e por muito pouco não comprei o DVD pra mim.

Esta é a segunda vez que a Warner Home Video, relança este filme em DVD. Anos atrás ele foi lançado tb em uma edição especial só que está edição vinha apenas com 2 DVDs e Cards especiais do filme. Na época eu tb fiquei tentado a comprar este BOX.

Nesta nova Edição que comemora os 70 Anos do lançamento deste premiado filme, o filme original acompanha mais 3 discos de extras e ainda um livro especial, com a arte do filme, cartazes, ingressos de cinema e informações dos atores.


Pra quem não conhece o filme. “O Mágico de OZ” foi um dos primeiros filmes a usar a técnica de mudança de cor no meio do filme, recurso muito usado hj no cinema para simular Flashbacks.

A primeira parte do filme é feita em Sépia [aquele estilo de fotografia meio avermelhada] após Dorothy Gale [interpretada pela  famosa e bela atriz Judy Garland] ser tragada por um ciclone ela vai parar em OZ, neste momento o filme passa a ser em cores.

A bruxa minha personagem predileta

Nos 3 DVDs de extras, podemos encontrar informações sobre a composição dos figurinos, os truques usados para se criar o ciclone e mais algumas curiosidades sobre o filme. Geralmente quando fazem estes discos com detalhes da produção, os discos ficam cansativos de se ver, por conta do excesso de conteúdo e pela maneira monótona que geralmente são apresentados. Isso não acontece neste Box, onde os extras são apresentados de maneira totalmente dinâmica, aguçando a curiosidade de todos.

Outro detalhe do Box é a disponibilidade de baixar uma versão digital do filme [um tipo de ação que vem acontecendo muito de uns tempos pra cá].

Vale a pena desembolsar uma grana para ter este Box em casa, que além de trazer um filme histórico e muito bonito, traz também um material muito completo feito em ótima qualidade.

[Detalhe especial, depois de assistir o filme eu fiz o famoso teste com o Pink Floyd, coloquei o filme e ao mesmo tempo escutei o disco The Dark Side of The Moon, é pura verdade o filme e o disco tem uma sincronização perfeita, faça o teste tb.]

Sangria a nova cara do verão

“O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria.” Shakespeare

Em todo o verão, temos alguma novidade [ou relançamento] geralmente elas viram “a modinha da estação”, anos atrás tivemos a modinha do “Saquê”. Essa bebida forte Japonesa, feita do arroz invadiu os bares brasileiros. Ai virou drink de tudo o Saquê ficou tão POP que roubou o lugar da Vodka e se tornou o aditivo ideal [e de luxo] para se fazer uma caipirinha, ainda mais se ela for de Kiwi.


[Particularmente eu prefiro caipirinha feita com cachaça e caipirinha pra mim é limão]

Deixando “Saquês” pra lá, vou contar meu caso com a Dona Sangria. A uns 3 anos atrás eu passei um feriado em MG, especificamente em Águas Claras[não estamos no MAPA] e no meio das minhas andança fui dar uma volta em Mariana [famosa cidade histórica e universitária], pq em Águas Claras não tem nada pra se fazer.

Passeando a por Mariana tarde da noite, resolvi beber alguma coisa no bar, como estava muito quente queria alguma coisa refrescante [logo pensei em cerveja] olhei o cardápio, entre as bebidas vi um nome que me chamou a atenção SANGRIA.

Pedi para o garçom uma dose para degustar, ele achou estranho [lá não tem esse costume]. Tomei a bendita e adorei, então pedi uma pra mim, para minha surpresa veio um jarro [deste de decantar vinho q dá por volta de 4 taças e meia]. Voltei pra São Paulo e não encontrei mais a bebida [para minha surpresa].

Anos depois leio a “Veja de Domingo” [Domingo passado] e vejo que a Sangria voltou a ser moda. Estou usando o termo voltou, pq a bebida não é coisa nova e muito menos inventado por Brasileiros, está “velha amiga” nasceu no Século XVI [a bebida é famosa, tanto que é usada no livro Orgulho e Preconceito].


Apesar de ter esse nome feio a bebida é muito refrescante e ideal para essa onda [insuportável] de calor. A Sangria é feita a base de vinho. Vc pode ser usar o tinto [receita original] ou o branco. Além do vinho a bebida é preparada com pedaços de frutas, dando um ar tropical, geralmente são usados laranjas e limões a versão “Mineira da bebida” era feita com pêssegos [esse de lata mesmo].

A Sangria é um Drink refrescante, de sabor leve e adocicado, mas isso pode ser um perigo, para os amantes dos drinks [como eu], quando vc se der conta já tomou duas jarras da bebida e nem viu o tempo passar.

Agora q eu dei a dica desta bebida refrescante e bem doce [Ideal para mulheres] vá a seu bar favorito e chame o seu Barman e exija Sangria.

Se não rolar, aqui temos a receita.

Antes de preparar aqui vai uma regra elementar, sempre que for preparar um DRINK, use bons ingredientes, em relação ao vinho usado nesta receita, vc não precisa comprar um vinho de 350,00 Reais, compre um vinho bom, um vinho que vc tem costume de tomar e acima de tudo que vc realmente goste [Clique aqui e veja um bom vinho Branco para ser usado]

Receita

1 garrafa de vinho tinto [Ou Branco]
1 limão cortado em fatias e um copo de suco [Sem Casca]
1 laranja cortada em fatias e um copo de suco [Sem Casca]
2 colheres de sopa de açúcar
1 dose de Brandy [Vc pode usar Contreau, ou Calvado]
2 Latinhas de Club soda [Sempre tenha em casa]

Modo de fazer

Coloque o vinho numa jarra. E adicione o suco da laranja e do limão. Adicione açúcar e o brandy. Resfrie durante a noite.  Adicione o club soda logo antes de servir [este é o pulo do gato].

Frutas para dar um ar tropical [podem substituir o limão e a laranja]: morangos fatiados, pêssegos, blueberries, kiwi.

[Aproveite o verão e beba sempre bem acompanhado, ou com um bom amigo ou uma bela garota. E lembre-se Tudo começa com um Oi!]

Uma convidada especial escreve sobre (O Morro dos Ventos Uivantes)

[Antes de começar o Post Vamos apresentar a convidada Carolina Vendimiati]

Ano passado conheci alguns Blogs novos, alguns deles se tornaram novos comparsas [Meus favoritos], no meio desta busca encontrei o Blog Aprendendo a Aprender {Clique aqui e conheça} da Senhorita Carolina Vendimiati… Certa vez eu comentei q estava lendo o livro O Morro dos Ventos Uivantes com uma amiga, ela me contou como gostava do livro, e chegamos a conversar sobre os personagens e algumas passagens dele… Demorei um pouco para terminar o livro, por falta de sincronia com minha parceira de leitura. Então nada mais justo do que invocar Carolina Vendimiati para escrever sobre o livro que tanto ela gosta e conhece.

Carolina Vendimiati é uma garota genial [apesar da pouca idade], dessas que vc não encontra em todo o lugar e ainda por cima tem um extremo bom gosto para as Artes…


Siga o Blog => http://carolinavendimiati.blogspot.com/

Minha edição é igual, só que mais puída pelo tempo

O Morro dos Ventos Uivantes é um livro de Emily Brontë que eu já li, nada mais, nada menos do que três vezes só esse ano. É um dos meus livros prediletos e uma das minhas autoras prediletas. Emily também tem duas irmãs que são escritoras famosas e minhas preferidas: Charlotte Bontë que escreveu Jane Eyre e Anne Brontë que escreveu Agnes Grey.

O livro, conta a estória do amor entre Catarina Earnshaw e Heathcliff. Heathcliff era filho de ciganos e vivia abandonado até que o Sr. Earnshaw, o pai de Catarina, o acolhe e o ama como filho. Catarina era rica e mimada, e seu irmão, um garoto muito carente de afeição por parte do pai e após a morte deste desconta toda a sua infelicidade no jovem Heathcliff. Crescida, Catarina se casa, mesmo amando Heathcliff, com Sr. Edgar Linton. Heathcliff parte e anos depois volta, muito mudado e com alguns planos de vingança.

Uma das coisas que mais me encanta nesse livro é a forma poética como a autora trata o amor. Outra é a personalidade, os relacionamentos, as ações e as diferenças entre um e outro personagem. Exemplo: a relação Catarina Earnshaw e Heathcliff.

Em Romeu e Julieta, Julieta é a mais bela de todas as mulheres para Romeu e vise-versa. No “Morro”, o amor tem os olhos bem abertos a realidade, porém é tão grande o tal, que os defeitos de nada importam.

A narrativa é extremamente sombria e misteriosa, deixando o leitor curioso, chocado e sensibilizado pelo drama dos personagens. A estória se arrasta por duas gerações e a vingança de Heathcliff também.

Agora, meu rapazinho, você é meu! E veremos se uma árvore não cresce tão torta quanto a outra, com o mesmo vento a torcê-la!”

Quem não quiser ler o livro ou não tiver tempo, pode assistir ao filme de 1992, “O Morro dos Ventos Uivantes” de Peter Kosminsky.É bem fiel a estória, mesmo que seja uma “inspirado”, dá para ter uma idéia do que é o livro. Outro filme também legal sobre o mesmo livro é o filme “O Morro dos Ventos Uivantes” de 1939 com o Laurence Oliver, que é mais fiel ao livro, só que mostra apenas a primeira parte do livro.

Versão de Laurence Oliver

O livro é perfeito para quem consegue ler um livro pacientemente e para quem gosta de personagens complexos, marcantes e, às vezes perturbados. Um livro perfeito, na minha opinião.

Beijos e obrigada!!!

Carolina Vendimiati.

Fraco para crianças, porém maravilhoso para adultos (Onde Vivem os Monstros)

“A alma das crianças é um espelho em que se retrata a natureza.” Cícero

[As 21horas nota do AO]

Max e Carol

Spike Jonze novamente mostra o seu diferencial, no filme Onde Vivem os Monstros, pra quem não se lembra o diretor se tornou famoso por dirigir os clipes de música da banda R.E.M e Bjork e depois disso se tornou o queridinho das bandas. Jonze depois que ganhou experiência dirigiu os filmes, ‘Quero Ser John Malkovich’, ‘Adaptação’ [um dos melhores filmes que eu já vi].

Onde vivem os monstros é uma adaptação do livro infantil de Maurice Sendak, onde um garoto tem uma discussão com sua mãe e acaba fugindo e indo parar em uma terra povoada por monstros.

A Disney tentou adaptar o filme em 1980, mas acabou falhando [sorte nossa], pq o livro todo tem apenas 338 palavras, com muitas lacunas em aberto, para se criar um filme. O forte do livro são suas ilustrações. Ao começar a criar o roteiro Spike conversou com Sedak e esse aconselhou o diretor: “não se preocupe porque cada um pode opinar sobre a adaptação, faça o filme como quiser, tenha sua visão sobre a história, mas sempre seja honesto com o livro”.

Seguindo esses conselhos Spike Jonze criou uma obra de arte, onde temos uma bela fotografia [de uma ilha paradisíaca, mesmo sendo habitada por monstros] e um trilha sonora de primeira [Feita por Karen O do Yeah Yeah Yeahs!].

Uma terra para ser livre

Sinopse: Max é um garoto que adora uma bagunça. Um dia ele exagera tanto que sua mãe acaba brigando com ele, com isso ele foge de casa. Max começa a ‘viajar’ e imagina que está no mar, navegando até uma ilha. O lugar é habitado por monstros e só há uma maneira de sobreviver: se autoproclamar rei da ilha. Os monstros aceitam e o coroam.

Max é um garoto comum [que tem uma fantasia de lobo] e vive a brincar com sua imaginação [diferente das crianças de hj], dentro desta ilha existem monstros [egos e personalidades e sentimentos de MAX], Carol o principal que representa o descontrole e o egoísmo, KW a sensatez e a bondade, Judith a pessimista e negativa, Bernard o profundo e calado, Alexandre o desanimado e depressivo, Douglas o consciente e inteligente, Ira o impulsivo e carente de atenção.

O Rei

Ao se proclamar rei da Ilha, Max tem a missão de deixar todos eles felizes [ou seja, controlar todos esses sentimentos], mas Max acaba dando mais atenção a Carol [por ser o descontrole, ultima frase que sua mãe disse antes do filho fugir] e isso desperta ciúmes entre os outros.

Porém Max sempre contorna as situações, inventando jogos e brincadeiras para unir os monstros. Em certo momento da sua aventura [palavras de MAX], Max sente medo e descobre que não pode ser incontrolável como Carol, e que tudo precisa ter sua medida[ele descobre q precisa lidar com seus sentimentos,  ter mais responsabilidade por tudo a sua volta e acima de tudo que as pessoas se machucam]. Então resolve voltar pra casa se tornando o único garoto a ir pra ilha que não foi devorado.


O filme é lindo, os monstros foram feitos com uma mistura de CG e live action, ou seja, [existia pessoas vestidas de monstros] só que seus rostos eram articulados por efeitos especiais do computador.

Dentro de nós convivemos com vários monstros e sempre precisamos manter o controle sobre eles, mas nem sempre isso é possível pq somos passíveis de erro e isso que nos torna humanos, pq erramos, acertamos, aprendemos. E vivemos assim dia após dia. Sempre acreditando que o dia seguinte pode ser melhor.


[Vá ao cinema e liberte os monstros que existem em vc.]