The Neon Demon uma alegoria ao mundo da moda [Demônio Neon]

Beauty isn’t everything. It’s the only thing

[A beleza não é tudo. É a única coisa]

Estreou ontem o mais novo filme do dinamarquês Nicolas Winding Refn, tive a sorte de ver o filme semanas antes da estreia [e ontem também]. Demônio de Neon não é um filme fácil, isso fica ainda mais claro quando vemos que a crítica de Refn não é mais dirigida ao status quo americano e sim ao mundo da moda, o mundo do efêmero.

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Para isso Refn cria imagens que a todo momento deve ser decodificada pelo espectador para que ele veja a real crítica por de trás de tantas imagens bonitas [e chocantes]. Ele as cria a todo momento [com cores, luzes, espelhos e muito mais], com uma estética de vídeo clip, que por vezes parece cansativa.

E como a crítica é voltada ao mundo da moda, ele usa dos editoriais para brinca com público.

Cada cena pensada milimetricamente é um pouco disso [assim como os editoriais de moda], como na cena em que Jesse chega em casa após uma festa deita na cama, seu corpo sai de cena e seu pé fica girando o salto, por diversas vezes já vimos isso em revistas de moda.

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Outra cena que merece um grande destaque é do fotografo Jeff [o impassível Desmond Harrington] ele é um mago do mundo da moda ao pintar o corpo de Jesse para a sessão de fotos, com isso ela se torna a sensação do mundo da moda ao mesmo tempo que sua personalidade muda. No mundo real, muito do sucesso de uma modelo está por de trás do seu primeiro fotografo.

Já vimos isso na Vogue?

Já vimos isso na Vogue?

Sinopse: Jesse [Elle Fanning] tenta o sucesso da moda na cidade grande, mas percebe que a caminhada não é tão simples, mas as coisas começam a acontecer para ela, e a estranha da cidade pequena se torna em pouco a mais desejada do mundo da moda. No meio disso ela se vê presa em uma espiral de inveja e cobiça. Jesse conhece pessoas estranhas no meio do caminho, a maquiadora Ruby [Jena Malone] e duas modelos em caminhos opostos a decadente Sarah [Abbey Lee modelo de verdade] e a montada Gigi [Bella Heathcot].

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Refn cria um mundo obscuro com personagens sórdidos como Hank [Keanu Reeves em uma bela participação especial] um dono de Hotel que não tem escrúpulos e mostra o lado mais cruel da cidade, esquecendo o Glamour que ela oferece.  E também o excêntrico Roberto Sarno [Alessandro Nivola] que vive rodeado de modelos, mas só as usa como alegoria da beleza, ele tem um dos melhore diálogos do filme também:

Roberto Sarno: A verdadeira beleza é a moeda mais elevada que temos. Sem ele, ela não seria nada.

Dean: Eu acho que você está errado.

Roberto Sarno: Desculpe-me?

Dean: Eu disse, eu acho que você está errado.

Roberto Sarno: Então você vai me dizer que é o que está dentro que conta?

Dean: Sim, isso é exatamente o que eu penso.

Roberto Sarno: Bem, eu acho, que se ela não fosse bonita … você não teria sequer a teria visto.

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Eu assisti ao filme duas vezes e gostei bastante, Demonio de Neon não é um filme fácil, ao mesmo tempo que está longe de ser uma obra prima, mas ainda assim é um filme que merece ser visto, por toda a beleza envolvida.

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Voltamos na segunda!

O Lar das Crianças Peculiares

Recentemente eu abri o espaço para novos colaboradores do site, Cauê escreve seu primeiro post para o nosso site:

Fala galera, tudo bom? Aqui quem fala é o Cauê Petito, do site Cinem(ação) e do blog PelaToca. Tenho 19 anos. Sou escritor, desenhista e amo cinema. É um prazer estar colaborando com o Maldito Vivant. Obrigado e boa leitura 😊

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Em O Lar das Crianças Peculiares, quando Jake, solitário garoto, descobre pistas para um mistério que cria realidades e eras paralelas, ele descobre também um refúgio secreto conhecido como O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares. Lá, além de conhecer as tais “crianças peculiares”, ele acaba descobrindo também sobre si mesmo. Conforme ele aprende sobre os moradores e suas estranhas habilidades, Jake percebe que”segurança” é uma ilusão, e o perigo reside na forma de poderosos e misteriosos inimigos. Jake deve desvendar quem é real, em quem pode confiar, e quem ele realmente é.

Na meia hora inicial, fica claro que O Lar das Crianças Peculiares é uma obra perfeita para ser adaptada por Tim Burton, contendo todas as excentricidades que funcionariam nas mãos do diretor. Pois bem, o filme tem todas as características que já sabemos que o diretor faz bem, o que engloba basicamente todo o lado visual da obra: direção de arte, figurino, fotografia e até os efeitos especiais, que na filmografia recente do cineasta não possuíam tanta consistência, mas aqui funcionam.

O que surpreende, no entanto, é que este é o melhor filme de Burton nos últimos anos (o que não quer dizer muito, realmente). Como não li o livro, não posso opinar em relação a fidelidade (de qualquer forma, uma obra sempre deve funcionar isoladamente, independente de seu material de origem), mas posso opinar sobre sua eficiência como filme. E o saldo é positivo.

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Que a história é uma adaptação, fica evidente no primeiro e problemático ato, que explica muitos aspectos e regras daquele mundo fantástico verbalmente, de forma apressada e com as extensas narrações em off que entregam as origens literárias da obra. Muitos dos personagens não são plenamente desenvolvidos, sendo definidos mais pelas suas habilidades (“a garota do fogo”, “o garoto invisível”, etc), do que por suas personalidades em si. É evidente que Burton está mais interessado com as possibilidades visuais.

E funciona. O Tim Burton que vemos aqui lembra o Burton de suas melhores épocas, seja no design inteligente das casas de subúrbio pequenas e idênticas umas às outras, que vimos em vários trabalhos da filmografia do diretor, nas figuras em computação gráfica que se movem como em uma animação stop motion, e nos designs dos personagens, que funcionam naquele universo contado e se mescla com a atmosfera da história.

Como direção de atores nunca foi o forte de cineasta, poucos deles realmente brilham. Asa Butterfield, que já se provou um bom ator, surge um tanto quanto inexpressivo como Jake. Ella Purnell, que interpreta Emma (“interesse amoroso” de Jake, a garota é como um balão, e usa botas de ferro para não voar por aí), recebe um pouco mais de destaque devido a sua relação com o protagonista. Enquanto Terence Stamp faz um bom trabalho como o pequeno papel que é o avô de Jake, Samuel L. Jackson interpreta Samuel L. Jackson pela centésima vez. Responsável por trazer à vida o vilão Barron, Jackson pelo menos é auxiliado por um figurino e maquiagem que assustam e possuem uma identidade visual com o resto da obra de burton. O destaque fica mesmo para Eva Green como a Srta. Peregrine. Se a personagem não é tão desenvolvida, a atriz possui um presença de tela que a torna interessante logo de início.

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No fim, O Lar das Crianças Peculiares não esconde suas origens literárias, com problemas de ritmo e exposições de roteiro, mas consegue, pelo menos, criar uma bela atmosfera, com sets e visuais perfeitos. As interações dos personagens, mesmo que rasas, conseguem deixar este filme um pouco mais peculiar (com o perdão do trocadilho), e assim, Burton realiza um trabalho acima da média em sua recente carreira.  o-lar-das-criancas-peculiares

Sonho de Consumo – The 1966 Live Recordings [Bob Dylan]

O malditovivant está fazendo 8 anos de vida, algumas novidades estão chegando, mas tudo será mostrado na semana que vem. Revendo os Posts, me lembrei de uma tag que eu deixei de usar O Sonho de Consumo.

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Resolvi resgatar a TAG com o lançamento do Dylan. Todos sabem o quanto eu gosto do Bob Dylan, e agora ele lança uma caixa com 36 CDs intitulada The 1966 Live Recordings. São gravações especiais, pois o ano de 66 foi marcado por ser uma das turnês mais longas de Dylan. E ele não estava sozinho, a The Band o acompanhava.

Entre os discos temos Shows nos Estados Unidos, na Europa [com destaque para Royal Albert Hall, em Londres onde ele fez dois shows] e na Austrália.

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Track List dos CDS

Disc 1 – Sydney, 13 April 1966 (Soundboard recorded by TCN 9 TV Australia)
Disc 2 – Sydney, 13 April 1966 (Soundboard recorded by TCN 9 TV Australia)
Disc 3 – Melbourne, 20 April 1966 (Soundboard/unknown broadcast)
Disc 4 – Copenhagen, 1 May 1966 (Soundboard)
Disc 5 – Dublin, 5 May 1966 (Soundboard)
Disc 6 – Dublin, 5 May 1966 (Soundboard)
Disc 7 – Belfast, 6 May 1966 (Soundboard)
Disc 8 – Belfast, 6 May 1966 (Soundboard)
Disc 9 – Bristol, 10 May 1966 (Soundboard/audience)
Disc 10 – Bristol, 10 May 1966 (Soundboard)
Disc 11 – Cardiff, 11 May 1966 (Soundboard)
Disc 12 – Birmingham, 12 May 1966 (Soundboard)
Disc 13 – Birmingham, 12 May 1966 (Soundboard)
Disc 14 – Liverpool, 14 May 1966 (Soundboard)
Disc 15 – Leicester, 15 May 1966 (Soundboard)
Disc 16 – Leicester, 15 May 1966 (Soundboard)
Disc 17 – Sheffield, 16 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 18 – Sheffield, 16 May 1966 (Soundboard)
Disc 19 – Manchester, 17 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 20 – Manchester, 17 May 1966 (CBS Records recording except soundcheck/soundboard)
Disc 21 – Glasgow, 19 May 1966 (Soundboard)
Disc 22 – Edinburgh, 20 May 1966 (Soundboard)
Disc 23 – Edinburgh, 20 May 1966 (Soundboard)
Disc 24 – Newcastle, 21 May 1966 (Soundboard)
Disc 25 – Newcastle, 21 May 1966 (Soundboard)
Disc 26 – Paris, 24 May 1966 (Soundboard)
Disc 27 – Paris, 24 May 1966 (Soundboard)
Disc 28 – London, 26 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 29 – London, 26 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 30 – London, 27 May 1966 (CBS Records recording)
Disc 31 – London, 27 May 1966 (CBS Records recordings)
Disc 32 – White Plains, NY, 5 February 1966 (Audience tape)
Disc 33 – Pittsburgh, PA, 6 February 1966 (Audience tape)
Disc 34 – Hempstead, NY, 26 February 1966 (Audience tape)
Disc 35 – Melbourne, 19 April 1966 (Audience tape)
Disc 36 – Stockholm, 29 April 1966 (Audience tape)

Essa caixa surgiu depois de uma pesquisa no acervo da gravadora, que percebeu a riqueza e qualidade do material encontrado, muitas das canções são bootlegs ou gravações diretas das mesas de som, mas com uma qualidade nunca vista antes.

Entre os sons encontrados, está a emblemática “Tell Me, Momma”. Que figurou em alguns dos shows na Inglaterra, mas nunca apareceu em nenhuma coletânea do cantor.

A previsão de lançamento é para o dia 11 de Novembro, mas antes disso será lançado um Disco da apresentação no Royal Albert Hall.

Um belo sonho de consumo musical.

Voltamos amanhã com Cinema.

Churros fresquinho! Churros Deliciosos no Starbucks!

O Churros é uma das maravilhas do mundo moderno, sua massa pode ser recheada com: Doce de leite, Creme, Chocolate ou até mesmo com Nutella [Claro isso não é bem visto se você é um tradicionalista da coisa]. Olhando para essa nossa paixão o Starbucks criou 3 bebidas baseadas nesse doce maravilhoso.

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O Churros Latte é uma boa pedida para os dias frios da cidade, ou para aquele fim de tarde. Seu preparo é com café espresso, leite vaporizado e espuma de leite, acrescido de essência de doce de leite e canela, traz o tradicional sabor do churros de doce de leite para o tradicional latte da Starbucks

O Churros Frappuccino é ideal para qualquer hora do dia [quem conhece os Frappucinos da casa sabe muito bem disso] ele é servido gelado e feito a base doce de leite, é batido com café e gelo e finalizado com chantilly e canela em pó.

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Para fechar temos o Espresso Churros, que vem acompanhado com um mini cookie [ou brigadeiro] feito com delicioso espresso com essência de doce de leite ganha cobertura de chantilly e canela em pó.

As bebidas são por tempo limitado, aproveita a onda dos Churros.

Voltamos…

O documentário da maior banda de todos os tempos?

Eu era bem mais novo em 1996, eu assistia o Disk MTV apresentado pela Sabrina Parlatore. Eu brincava na sala, sempre fui um cara com uma grande imaginação, eu assistia o Disk MTV porque eu gostava de música, e ele passava antes dos Cavaleiros do Zodíaco.

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A MTV foi meu primeiro contato com um mundo diferente, um mundo mais real do que aquele que eu vivia. Nesse meio tempo eu escutei Don’t Look Back in Anger, uma canção com 4 minutos e 48 segundos, que começava em um Piano e uma galera diferente entrando em uma mansão.

Foi assim que eu comecei a gostar de Oasis.

O tempo passou e eu mudei, comecei a trabalhar e tive a chance de ver os caras ao vivo, mas faltou a grana, na verdade faltou coragem de ficar na fila, eu pensei, a banda vai voltar.

E não voltou.

O Oasis acabou.

Agora depois de 7 anos do fim. Não espero mais nada!

Não sonho com um retorno.

Mas essa semana eu descobri algo bem legal, Asif Kapadia e James Gay-Rees, estão para lançar o documentário sobre a banda [o documentário se chama Supersonic]. Contando da infância pobre, até o fim.

Pelo Trailer, coisa boa vem ai, quem sabe não é a chance de uma reunião. Da maior banda de Rock dos anos 90.

Voltamos na quarta!