Lars Von Trier se perde dentro da violência.

A Casa que Jack Construiu é o mais novo filme do diretor Dinamarquês, Lars Von Trier. Nele temos Matt Dillon, como Jack um assassino em série com gostos refinados.

Jack tem preferencia por matar mulheres das quais ele as acha estúpidas, mas não é essa a real razão. Jack se torna obcecado pelo crime perfeito, percebemos com o tempo que o primeiro crime foi mera obra do acaso e o segundo só não foi descoberto graças a uma chuva ou como Jack define: O grande dilúvio [uma das várias referencias bíblicas do filme].

Essa busca por perfeição é mostrada por elementos que estão fora da narrativa principal do filme. Como nos diálogos travados entre Jack e o misterioso Virgílio, no qual ele tenta explicar a todo momento suas motivações.

Esse recurso é usado em Ninfomaníaca, onde temos uma narração dos fatos, só que desta vez só descobrimos quem é esse outro personagem no ato final.

Suas respostas estão fundamentadas na história da arte, usando takes de Outros filmes do diretor [um exercício de ego] ou mesmo a própria Bíblia. Esses diálogos fazem o ponto do alto do filme, já que Von Trier se perde no meio de toda violência que cria.

O engenheiro que queria ser arquiteto, mais uma referência bíblica?

Porém esse mesmo recurso que salva o filme o torna enfadonho, ainda quando o diretor reverencia imagens de personagens autoritários [Hitler e Stalin] que servem mais para gerar polêmica do que para criar uma narrativa lógica.

Talvez Von Trier esteja preso dentro de uma espiral artística onde mostrar a maldade seja indícios de sua admiração pelo Mal e isso o impossibilite de criar algo notável.

O filme estréia oficialmente dia 1º de Novembro.

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Voltamos com Ypioca!!!

Eu resolvi voltar…

A Ypioca é uma das cachaças mais antigas do Brasil, com o intuito de ampliar a experiência com a bebida escolheu os bares Méz e Quintal do Debetti, como os embaixadores da marca.

Agora as casas tem uma carta de drinks assinada por Nicola Pietroluongo, embaixador da linha Reserve da Diageo.

As experiências se dividem em três momentos. O primeiro é uma degustação dos três rótulos da linha Premium da destilaria: Ypióca 150, edição comemorativa aos 150 anos da marca, combina sabores nobres de cachaças envelhecidas em barris de bálsamo e carvalho.

A deliciosa 160

Ypióca 160, também uma edição de aniversário, tem na composição um blend único e exclusivo com malte, e apresenta um sabor surpreendente e aveludado, e a Ypióca Cinco Chaves, que celebra o conhecimento das cinco gerações de Ypióca com um blend de cachaças raras e envelhecidas em barris de carvalho e castanheira.

O segundo é composto por três mini drinks: Maranguape, feito com Ypióca Cinco Chaves, xarope de açúcar, vermute tinto, angostura, orange bitter e lascas de laranja.

Tonic 5, a base de Ypióca Cinco Chaves, tônica, limão siciliano e ramo de açúcar.

E a maravilhosa, a Caipirinha 150, feita com Ypióca 150, suco de limão siciliano, xarope de mel e lascas de limão, combinação perfeita entre o cítrico com um toque de mel.

A terceira experiência é o menu especial assinado por Nicola, que buscou referências dentro e fora do Brasil.

Se gosta de uma boa cachaça não perca!

Serviço:

Méz
Endereço: Rua Dr. Mário Ferraz, 561 – Itaim Bibi
Funcionamento: De segunda a quarta, das 12h a 01h. Quinta a sábado das 12h as 02h
Telefone para contato: 11 2538-8196 | 2538-8197

Debetti
Endereço: Rua Curumins, 11 – Cidade Jardim
Funcionamento: De quinta a domingo, das 12h as 23h
Telefone para contato: 11 3819-2229

Voltamos na quarta com Lars Von Trier

Nadal sente dores e volta mais cedo para casa [ATP Finals – Primeira Rodada]

Ao fim da primeira rodada do Grupo A do ATP Finals, veio uma triste noticia, Nadal voltou a sentir dores no joelho e se retira precocemente do torneio. Nadal vem sofrendo com uma lesão desde Pequim, quando perdeu a final para Roger Federer. Com isso acumulou uma desistência em Basel onde tentou se recuperar para estar pronto para Paris e o Finals.

Goffin vence!

Nadal chegou a ter uma melhora aparente, mas voltou a sentir dores em Paris, o que o fez desistir também desse torneio. Seu foco realmente era o Finals, torneio que ele nunca conseguiu vencer. Sua primeira partida no torneio foi contra o jovem belga Goffin, que vem de um ano incrível, com vitória em dois torneios nessa temporada.

O belga enfrentou um Nadal fora de ritmo e manteve seu saque afiado levando o primeiro Set ao tie-break e vencendo por 7-6 (6-5). Até aquele momento Nadal não dava sinais de dores, apenas se mostrava fora de ritmo como qualquer jogador em uma primeira rodada de torneio.

No segundo Set, Nadal se mostrou mais confiante, neutralizando bem o saque de Goffin e devolvendo cada vez mais fundo a bola, dificultando a segunda bola do Belga.

Com isso Nadal conseguiu equilibrar a partida levando a mais um Tie-Break 7-6 (4-7). No fim do segundo Set Nadal já demonstrava um certo incomodo na perna. O Terceiro e último Set decretou o fim de Nadal na competição.

Fim de partida Goffin vence pela primeira vez o então número 1 do mundo Nadal pelo placar de 7/6 (7-5), 6/7 (4-7) e 6/4 em 2h37 de partida. Agora com a desistência de Nadal, Pablo Carreno tem sua primeira oportunidade de jogar um ATP Finals.

Fim de torneio para o Espanhol

Dimitrov também venceu na noite de ontem, e agora decide com Goffin Amanhã a liderança do grupo. No Retrospecto, o Búlgaro leva uma vantagem de 2-0.

Hoje temos Federer vs Zverev [Os dois venceram a primeira Rodada] e Cilic vs Sock.

Amanhã voltamos com mais.

Federer e Zverev vencem [ATP Finals 1ª Rodada]

Ontem foi iniciada a largada para o último torneio de tennis do ano. O ATP Finals, reúne os oito melhores tenistas do ano em uma disputa que foge dos padrões nos demais torneios [Dois grupos onde todos se enfrentam e os quatro melhores avançam para a próxima rodada].

Esse formato dá a chance de uma recuperação e um pouco mais de emoção nas rodadas. Para evitar uma fina antecipada, Federer e Nadal foram colocados em grupos opostos, assim temos Grupo Pete Sampras [Rafael Nadal (ESP), Dominic Thiem (AUT), Grigor Dimitrov (BUL), David Goffin (BEL)] e o Grupo Boris Becker [Roger Federer (SUI), Alexander Zverev (ALE), Marin Cilic (CRO), Jack Sock (EUA)].

Este a quadra está um pouco mais lenta do que do que os últimos três torneios de quadra dura [o que demanda uma adaptação dos jogadores].

O primeiro a entrar em quadra foi Federer que enfrentou o atual campeão de Paris, Jack Sock. O Primeiro Set foi menos equilibrado Federer mostrou uma melhor adaptação ao tempo da bola e a quadra. E isso facilitou a quebra logo no primeiro game do jogo, depois disso o Suíço soube administrar a vantagem e fechou a primeira parcial em 6-4.

O Segundo Set foi mais equilibrado, com destaque para a melhora de Sock, que se manteve vivo na partida e soube fechar a porta evitando assim ser quebrado, já Federer não teve problemas em manter seu serviço, assim como em Xangai, manteve seu saque afiado não dando chance para o americano.
Assim o segundo SET foi decidido no Tie Break com 7-6 em (7-4) para o Suíço.

Salto para a vitoria

O segundo jogo do grupo teve um pouco mais de emoção, a promessa e Número 3 do mundo, Zverev passou pelo quinto colocado Marin Cilic com parciais de 6/4, 3/6 e 6/4.
Mesmo com o saque preciso do Croata, o Alemão soube neutralizar bem o seu serviço e logo na primeira oportunidade quebrou o saque de Cilic, depois disso foi só administrar o Set.
Cilic voltou melhor na segunda parcial e encontrou seu jogo em quadra, levando a partida ao terceiro Set. Neste momento Cilic continuou a dominar a partida abrindo 3-1 com belas idas a rede. Mas a efetividade começou a cair, já que Zverev conseguiu encontrar novamente o tempo da bola e com belas passadas, conseguiu retomar o controle do jogo e vencendo a partida.

Cilic parece estar fora de forma, lembrando que ele ainda não se recuperou totalmente das final de Wimbledon. Zverev está bem sólido, mesmo perdendo um Set o Alemão vem mostrando uma boa evolução e amadurecimento em quadra.

Amanhã voltamos com a tão esperada partida de Nadal, o mesmo ainda sente um incômodo no joelho e parece ser uma incógnita para o torneio, esperamos que ele tenha condições de enfrentar seu adversário.

Borg Vs McEnroe a dramática batalha dos anos 80

Estreia hoje nos cinemas brasileiros o filme Borg vs McEnroe do diretor Janus Metz, o filme conta história de uma das finais mais emblemáticas de Wimbledon, a final de 1980 onde de um lado estava o Sueco Bjorn Borg que naquele ano detinha 4 títulos consecutivos em Wimbledon e buscava seu quinto torneio, contra uma jovem estrela americana McEnroe.

Diferente de Borg, McEnroe estava crescendo como um jogador de tennis, porém seu temperamento e fama de brigão ofuscava suas conquistas e o seu jogo. Por diversas vezes McEnroe perdeu jogos e foi expulso de torneios por sua conduta anti-desportiva.

Borg sempre foi tido como o Homem de Gelo, e Janus Metz [como um amante de Tennis] explora bem as inquietações e problemas que Borg teve por sustentar a posição de imbatível em quadra e sua obsessão pela perfeição.

Mesmo não sendo um documentário o filme tenta mostrar com exatidão o que foi aquela maravilhosa final e como o homem que era tido como uma máquina estava reagindo com toda aquela pressão a sua volta. Borg estava fora de foco, a pressão de vencer Wimbledon pela quinta vez consecutiva pesava muito. O mundo amava seu Tennis, mas seus rivais queriam o seu fim, já que Borg era o homem a ser batido.

McEnroe era o seu oposto, vivia como um RockStar e buscava o reconhecimento e via em Borg [Seu ídolo] a chance de se mostrar para o mundo e encerrar de vez a fama de brigão. 

Outro bom acerto do diretor, foi na elaboração das cenas da partida, com uso de diversas câmeras e os cortes certos o filme passa a emoção da partida. O que vai agradar tanto os amantes do esporte como os que não tem interesse por ele.

Sverrir Gudnason está muito bem na pele de Bjorn Borg. Shia LaBeouf encarna muito bem o seu compatriota e dá o tom certo ao personagem.

Mesmo todos sabendo o final do filme [ou pelo menos sua grande maioria] temos o grato prazer de apreciar o drama vivido pelos dois e como eles encararam o final da partida e como isso foi um divisor de água para a carreira dos dois.

Dois pontos devem ser levantados, Borg poderia ter tido uma carreira mais vitoriosa ainda se tivesse ficado mais tempo no circuito e dificultado a quebra de Recordes de Roger Federer quase 30 anos depois. E McEnroe amargou a maldição que o seu colega e então adversário previu: “Você vai ser um campeão, mas ninguém vai querer te ter como ídolo”. 

Veja Borg Vs McEnroe…