Um mundo novo a se descobrir
No primeiro bimestre do ano a gigante Amazon deu sinal que no meio do ano entraria em terras tupiniquins, isso criou um caos entre as livrarias nacionais. A “mega corporação” tem fama de centralizar os negócios e destruir concorrentes em menos de um ano.
Mas o CEO da empresa teve que pisar no freio e parece que a Amazon só chega ao Brasil no ano que vem [impostos, logística e material humano] atrasaram “a invasão”. Além desses problemas comuns que qualquer empresa estrangeira tem ao chegar no Brasil, as editoras estão relutando com a parceria. No modelo atual de negócios da Amazon, ela exige um desconto de 50% sobre o valor do E-book, mas com o direito de repassar ao consumidor pelo valor que desejar.
Esse direito de repassar o preço que quiser ao consumidor, tem afundado diversas concorrentes por todos os países que passou. Isso torna as editoras reféns do mercado, já que a Amazon “pode ser a única” loja de livros do mercado.
Aproveitando os entraves da Amazon as livrarias Brasileiras começaram a se atualizar, a livraria Cultura foi a primeira, a empresa que detém um pouco menos da metade do mercado nacional de livros [mas líder no segmento e-books], se junta a gigante Koobo e pretende lançar ate o final do mês um rival a altura do famoso e-reader Kindle da Amazon.
Com uma filosofia diferente o e-reader da livraria cultura é aberto, aceitando todos os tipos de e-books [você pode comprar um e-book na Saraiva ou na Nobel], diferente do Kindle que só aceita os livros da Amazon. Atualmente a livraria Cultura já tem o maior acervo nacional de livros digitais a parceria com a koobo promete reforçar o acervo da empresa com mais de 2,5 milhões de títulos [em sua grande maioria na língua inglesa]. A Koobo tem cinco modelos de e-reeder o único modelo confirmado por aqui eh a versão touch [com tecnologia Ink e Wi-fi]que não deve custar mais do que 500 reais.
Apesar da tentativa de evitar o domínio da Amazon essa parceira pode ser um tiro no pé da própria livraria cultura, por que apesar do baixo valor [pensando em aparelhos digitais] o e-reeder ainda é muito caro para ter apenas uma funcionalidade. Por esse mesmo valor pode se achar um tablet [mesmo que genérico] com mais funções e que com qualquer simples aplicativo pode ter a função de E-reader [já que o acervo da Livraria Cultura roda em qualquer plataforma]
Outro dilema é o valor comercializado de um e-book. Atualmente eles são vendidos entre 15 e 30 reais, um valor ainda muito elevado. Além da concorrência com a pirataria de livros digitais a Amazon quer comercializar por valores bem menores do que os atuais.
Só o futuro vai mostrar os efeitos dessa nova parceria e a chegada dessa gigante dos livros no mercado, mas temos uma certeza, o mercado de livros vai mudar drasticamente.
Eu como leitor, não dispenso o papel, vai demorar um bom tempo para essa tecnologia me ganhar.
O malditovivant volta na quarta

































