Johnny Ramone sem censura!

“Aprendi muito cedo a nunca deixar meus fãs decepcionados. São os fãs que dão um monte de felicidade.” Johnny Ramone.

Quando se fala em Punk rock, logo nos lembramos de The Clash, Sex Pistols e claro Ramones, a banda que surgiu 1974, logo alcançou sucesso com suas músicas rápidas e letras explosivas e isso popularizou o PunkRock, sua maneira de se vestir é copiada até hoje, tanto que o jeans rasgado, a camisa básica, o AllStar preto junto com a jaqueta de couro são lembrados como o uniforme de “um Ramone”.

Rock de verdade

Por trás de toda essa atitude, existia uma mente autoritária, esse era Johnny Ramone, apesar de Joey ser o Frontman da banda, quem dava as cartas era Johnny. Ele criou o estilo Ramone de ser, e também criou o uniforme da banda. Foi de Johnny a idéia de acrescentar o sobrenome Ramone em todos os integrantes, dando uma idéia de família.

E para os fãs da banda, ou mesmo quem gosta de Rock, chega em abril a biografia de Johnny Ramone, A obra vai da infância do músico aos problemas de saúde que o vitimariam [falecido em conseqüência de um câncer de próstata, em 2004], o livro também abordando também a vida amorosa do guitarrista com a sua mulher, Linda, que antes havia namorado com Joey Ramone.

A “traição” [aos olhos de Joey] provocou o corte de relações entre o vocalista dos Ramones e o guitarrista, no início dos anos 80 conflito que, contudo, não impediu que a banda prosseguisse atividade até 1996, mas acabou afetando muito o desempenho da banda.

O livro ainda conta curiosidades da banda, e as influências de Johnny [New York Dolls, Stooges, Motörhead, MC5, The Who, David Bowie] e seus outros trabalhos como produtor musical.

Eu não sou um viciado em Ramones, e muito menos ando por ai de Jeans rasgado e AllStar [Mentira eu tenho um preto que uso bastante], mas gosto muito de alguns discos da banda: Ramones [1976], Rocket Russia [1977] e Brain Drain [1989] do qual me orgulho de ter o Vinil e que sempre acabo tocando no meu toca-disco.

Assim que eu comprar o livro, eu prometo um novo post, sobre o grande Johnny Ramone.

Esse foi o som que eu conheci a banda, apesar de ser muito bom é o som errado para se conhecer Ramones.

Amanhã tem post lá no turmadocafe.com e sexta por aqui.

Morrissey vem ao Brasil…[Será mesmo?]

There is a light that never goes out  – Morrissey


Foi anunciado no inicio dessa semana que o ex-lider dos Smiths o grande Morrissey, vem ao Brasil e ainda vai fazer 3 apresentações. A Turnê que começa no Chile no dia 24 de Fevereiro e termina  na Colômbia no dia 17 de Março. Morrissey começa seus shows no Brasil em Porto Alegre no dia 7 de Março [Pepsi On Stage], depois ele desembarca no Rio de Janeiro no dia 9 de Março [Fundição Progresso] e por fim termina a “Via Sacra Brasileira” no dia 11 nos Espaços das Américas em São Paulo.

O cantor que já foi líder dos Smiths já tem 25 anos de carreira solo, e está com um novo CD [10º em estúdio] quase pronto, só falta fechar com alguma gravadora. Morrissey tem enfrentado alguns problemas para conseguir esse apoio. E nem se vê lançando o disco de maneira independente, recentemente em entrevista a revista Pitchfork ele disse:

“Não há muito que eu possa fazer a respeito. Depois que vem a público que você não tem um contrato, espera-se que alguém venha e feche com você. [...] Acho que a maioria das gravadoras querem contratar novas descobertas, para que aquela gravadora seja vista como a responsável pela ascensão daquele artista. Não há muitos selos que queiram bandas que já deixaram sua marca, porque seu sucesso já está associado a algum outro selo, em outra época. A maioria dos artistas são lembrados pelos discos que os lançaram, ou que marcaram seu sucesso. Por esse motivo, a imprensa só me menciona quando estou relacionado à história do Smiths, e o fato de que eu já tive três álbuns solo que chegaram ao número um [nas listas de mais vendidos] – ou que eu tenho 25 anos de carreira solo -, nunca é mencionado”

Essa nova turnê deve ajudar o cantor a conseguir o destaque necessário para que alguma gravadora lance o seu projeto, os valores do ingresso ainda não foram divulgados, espero que ele tenha dó do nosso bolso e pegue leve no valor do ingresso, mas já se especula que o ingresso não saia por menos de 300 reais. Gosto muito do som do Morrissey e espero conseguir ver o cantor, nessa que pode ser sua última apresentação no Brasil.

Até segunda…

Set List da última Turnê

77 anos de Elvis

Elvis o Mito

Se Elvis estivesse vivo, teria completado ontem 77 anos, o Rei do Rock influenciou muita gente e liderou uma geração de jovens e as ajudou a se rebelar contra os padrões impostos pela sociedade da época. Elvis foi o primeiro ao dançar se insinuando e rebolando no palco [com isso ganhou o apelido de Elvis The Pelvis] sua maneira de dançar é copiada até hoje o que o tornou logo um sucesso entre as mulheres do mundo inteiro. Hoje não podemos imaginar o que seria isso, porque temos mais liberdade do que a juventude do tempo do Elvis.

Elvis também seguiu carreira no cinema, mesmo não sendo um bom ator, o rei conseguia lotar as salas de cinema por conta da sua beleza, com isso Elvis estrelou 31 filmes entre 1956 e 1969. Ele não encenava em um único gênero, ele fez comédia, romance, Western e até drama.

Seus melhores filmes foram Flaming Star (1960), Wild In The Country (1961), Follow That Dream (1962), Kid Galahad (1962), Fun in Acapulco (1963) e Viva Las Vegas (1964) [onde conheceu a bela Ann Margret, com quem teve um caso].

O Rei não tinha só amores, ele colecionava inimigos, entre eles estava o líder do RATPACK, Frank Sinatra, que certa vez chegou a dizer:

“O Rock And Roll é músicas para rebeldes e desordeiros”

Mas essa ruga desapareceria com o tempo, em meados dos anos 60 Elvis retornou da guerra com uma estrela dourada e assim acabou sendo convidado por Sinatra a sentar na cadeira em seu programa de Entrevista. Graças a esse encontro Elvis conseguiu realizar o sonho de conhecer Dean Martin, um dos seus ídolos.

Elvis e Sinatra

Elvis foi tudo isso e muito mais, só quem viveu o tempo dele sabe a importância que ele teve para uma geração de jovens, em sua grande maioria presos por uma convenção social.  Nenhuma outra pessoa influenciou tantos artistas como Elvis Presley, arisco a dizer que sem o Elvis o Rock and Roll não existiria uma prova disso são as citações de Dylan, Plant e Paul.

“Quando eu ouvi a voz de Elvis pela primeira vez eu sabia que não ia trabalhar para ninguém e ninguém seria meu chefe. Ele é o deus supremo do rock and roll hoje. Ouvir Elvis e como escapar da prisão. Eu agradeço à Deus por Elvis Presley.”

Bob Dylan.

“Elvis foi o ponto inicial, onde tudo começou para nós”

Robert Plant.

“Foi Elvis que realmente me colocou na música. Quando eu ouvi ‘Heartbreak Hotel’ eu pensei, é isso!”

Paul McCartney

Se você gosta de boa música procure e viva um pouco de Elvis, você não vai se arrepender.

Minha canção favorita do Rei…até quarta

Girando e girando rápido

Por Humberto Domiciano

[Convidei meu amigo para falar do Beady Eye um Oasis sem o Noel, antes ele fez uma resenha do disco solo dele, clica aqui

Como é de conhecimento de todos, o Oasis deixou de existir em 2009. A partir de então, os irmãos Gallagher resolveram cada um montar a sua banda. O Beady Eye, que tem Liam junto com todos os integrantes da última formação do Oasis, lançou seu trabalho primeiro. Different Gear, Still Speeding é uma boa mostra de rock n’ roll e já nos deixa ansiosos para o próximo cd…

 

Four Letter Word – Abertura típica do Oasis dos anos 90. Riff marcante, vocais limpos e batida animada. Grande som, com uma letra bem interessante e mostra um Liam talvez mais maduro…

Millionaire – Mais uma bela canção. Timbre e tema bem anos 60. É complicado não comparar com Beatles, mas a melodia é boa e cativante e novamente a letra é boa…

Liam, o BadBoy que o Rock Precisa

The RollerAqui temos o primeiro single do trabalho. Semi-balada, de certa forma melancólica. Algum fã mais atento pode lembrar um pouco de John Lennon em seus primeiros discos-solo.

Beatles and StonesO título diz tudo. Rockão bem anos 60, rápido, direto e sem firulas. Vamos passar como Beatles e Stones!!

Wind Up DreamOutra com a cara do Oasis. Tem uma levada mais preguiçosa, quase indolente, mas com bons riffs e solos. Poderia facilmente estar em algum disco da banda de Manchester.

Bring the LightAqui Liam voltou um pouco mais no tempo. O piano lembra Jerry Lee Lewis e a coisa fica mais interessante com a guitarra afiada no momento certo e com o coro feminino de fundo.

For Anyone – Primeira música ‘bonitinha’ do disco. Violão, batidinha manjada e toquezinho folk. Som agradável e só.

Kill For a DreamMais uma balada. Mas nesta, os arranjos são mais elaborados e a música vai crescendo. Bela letra, com uma mensagem muito boa. Vale destacar também os solos curtos, mas bem precisos.

Standing on the Edge of NoisePesada, barulhenta e com o título mais uma vez auto-explicativo. Lembra de leve Helter Skelter, dos Beatles. Essa anarquia é boa e faz falta para o rock moderno.

WigwamUma semi-balada. Sem nada de especial, talvez a mais fraca do disco.

Three Ring CircusRock básico, bom riff, bom solo e refrão preciso. Simples como esse tipo de som deve ser.

The Beat Goes OnTalvez a mais beatlemaníaca do disco. Arranjos sessentistas e a temática também. Mais um bom som e que serve para mostrar que Liam também consegue acertar nas suas composições.

The Morning Son – O fechamento do disco foi com bom gosto. Balada com violão, sons mais delicados. Música feita sobre a paternidade e o quanto ela pode alterar a vida de um homem.

[Amanhã eu estou lá no Turmadocafe.com para dar uma dica de filme, como hoje falamos de Oasis, amanhã é dia de falar de Lennon]

SWU para todos [Verdades e mentiras sobre o evento]

Por Humberto Domiciano

Quando o festival SWU foi anunciado no ano passado, tendo como foco a tal da sustentabilidade, confesso que não me animei muito. Sempre entendi que arte por si só é algo representativo e que faz pensar, sendo desnecessário usá-la e forçá-la a ter um discurso político ou de costumes.

O tal festival aconteceu, tendo como destaque logo uma banda que é totalmente política (Rage Against the Machine) e depois choveram críticas quanto a estrutura do local e até mesmo quanto ao cast escolhido.

Alguns meses depois, a segunda edição foi definida e com a mudança de cidade (de Itu para Paulínia) e dias melhores definidos quanto ao estilo musical, o festival pareceu mais interessante. E após a confirmação de um grande nome, o Lynyrd Skynyrd, decidi ir até o interior paulista. Acertados os detalhes, como hospedagem e acesso ao espaço dos shows, parti para os shows.

1º dia

No geral, tive boas surpresas. Zé Ramalho, que abriu o domingo, veio com um set mais leve, com covers, além das obrigatórias Eternas Ondas, Táxi Lunar e Admirável Gado Novo.

Na sequência, a chuva que se aproximava finalmente começou e causou o único momento mais tenso do festival. Com o atraso de todas as apresentações, a organização do SWU optou por antecipar a Tedeschi Trucks Band e inverter com o Ultraje a Rigor. A escolha foi boa, pois colocou o grupo norte-americano com seu som baseado no blues e no funk antes do show mais pesado que a banda brasileira faria na sequência.

Entendo ser desnecessário falar sobre a confusão entre as produções do Ultraje e do Peter Gabriel. O fato já foi noticiado e comentado e o mais importante é que a veterana banda de rock brazuca fez um baita show. O baterista Bacalhau se mostrou insano, o guitarrista Marcos Kleine deu mais peso a clássicos como Inútil, Pelado e Nada a Declarar.

Seguindo o dia, tivemos Chris Cornell, que trouxe um show acústico, que apesar de ter sons excelentes de sua carreira no Soundgarden e no Audioslave, não empolgou pelo formato escolhido.

Já com a noite caindo foi a vez do Duran Duran. Os veteranos ingleses chegaram com todo o glamour de outrora. O show foi bom, apesar dos sons mais novos não empolgarem o público. Simon LeBon segue em boa forma vocal e ao lado de duas (interessantes) cantoras deu um bom espetáculo.

Logo foi a vez de Peter Gabriel que veio com seu novo show com a New Blood Orchestra. A qualidade da apresentação é indiscutível. O projeto, talvez um dos mais ambiciosos do ex-vocalista do Genesis, é sucesso de público por onde passa. No caso do SWU, por ter um tempo reduzido, novamente o formato não agradou.

Para fechar o dia, nada mais do que o melhor. O Lynyrd Skyrnyd que veio para cá só tem um membro original. Nem mesmo as tragédias que a banda sempre foi obrigada a conviver foram capazes de abater estes músicos. O show já começou chutando a porta, com Working for MCA.

Já com o público ganho, o grupo se deu ao luxo de trazer 3 covers de blues antigos até fecharem com a emocionante Free Bird, em sua versão extendida, o que levou muitos às lágrimas, inclusive este escriba…

2º dia

Já recomposto do primeiro dia, fui para Paulínia esperando pela destruição. O dia do metal e do grunge prometia ser empolgante, mesmo com a chuva forte que insistia em cair… Apesar disso, as atrações fariam com que valesse a pena.

A segunda-feira começou com o Raimundos, que fez uma boa apresentação mesmo sem Rodolfo e Fred.

Logo depois começou o show de Duff McKagan Loaded. O ex-guitarrista do Guns n’ Roses veio com um hard básico, com algumas influências de punk, mas acabou empolgando mesmo só quando fechou a apresentação com It’s So Easy, do disco Appetite For Destruction, de sua ex-banda.

Na sequência, veio o Black Rebel Motorcycle Club, com seu som meio alternativo e meio moderninho. Confesso que não é o tipo de banda que eu compraria um disco, mas o público gostou da apresentação. Vale destacar a baterista Leah Shapiro, que além de tocar bem é bonita e estilosa.

Passada a apresentação chegou a vez da primeira porrada. O Down é um grupo americano formado pelo vocalista Phil Anselmo (ex-Pantera) e por uma porção de bons músicos do heavy metal americano, como o guitarrista Pepper Keenan (Corrosion of Conformity). O show é pesado, com bons riffs e a postura quase insana do vocalista, que em certo momento bateu o microfone na testa até sangrar. Foram apenas 50 minutos, mas intensos.

Passada a destruição, começou o show de uma banda chamada 311… Sinceramente não consegui definir o som dos caras. No começo era um popzinho, depois passou para um new-metal… Aproveitei para tomar cerveja e descansar um pouco.

Aí foi a vez do Sonic Youth. Apesar das expectativas quanto a um possível último show do grupo, a apresentação não me agradou. Acho que é uma banda superestimada. Muito barulho e pouca melodia.

Depois desse show tive a curiosidade para ver o Primus. O grupo que tem como principal foco o som do baixo fez uma apresentação peculiar, assim como o som deles. Les Claypool, o excêntrico vocalista, praticamente não se comunicou com o público. O resumo é que a banda parecia um peixe fora d’água.

E chegou a hora do Megadeth. Dave Mustaine e sua trupe trouxeram um disco novo na bagagem. No entanto, com pouco tempo, 1 hora exatamente, não puderam mostrar muita coisa. Public Enemy Nº 1 e Whose Life (Is It Anyways)?, novas, mostraram que os americanos ainda tem muita lenha para queimar.

Menos de 5 minutos depois foi a vez do Stone Temple Pilots. Talvez uma das melhores bandas do grunge, o grupo desfilou clássicos dos anos 90 e mesmo com muita chuva agradou em cheio. Um dos melhores do festival.

Quase chegando ao final foi a vez do Alice In Chains, que estreava em solo brasileiro e com o vocalista Willian Duvall. Para muitos, a banda é grunge. Para mim fica entre o hard rock e o heavy metal. O grupo não decepcionou e tocou pesado sons como Rooster, No Excuses e Would?.

Para fechar veio o Faith No More. Com uma formação quase clássica, o grupo baseou o set no álbum Killing for a Day… Fool for a Lifetime, que é o trabalho mais eclético da banda. Mike Patton mostrou que está com a voz perfeita e com seus palavrões em bom português agradou a platéia. Ao final, a banda tocou com a orquestra de Heliópolis e fechou bem o festival.

Trocando em miúdos, o SWU foi bem legal. Apesar de sujeira, resultado também da falta de educação do público e da chuva, a parte musical (o que é mais importante) correspondeu às expectativas. Em 2012, o evento será no mesmo lugar e já rumores do que o Black Sabbath será a principal atração. Aguardemos.

Post Extra: Vai pro SWU…?

 Por Humberto Domiciano

 

O SWU começa hoje em Paulínia. O festival que chega a sua segunda edição já parece ter caído no gosto do público, mesmo com o discurso baseado em temas da moda, como sustentabilidade e coisa afins…

O que mais chama a atenção desta edição é a quantidade de atrações interessantes, que devem agradar muitos públicos. Bom, segue abaixo uma lista do que deve ser visto.

 

Domingo

Ultraje a Rigor: A banda que completou 30 anos de carreira foi confirmada recentemente. Mesmo com uma formação bem diferente, o grupo promete trazer os antigos clássicos e agitar o público que estiver chegando ao local.

 Tedeschi Trucks Band: A primeira atração southern do dia chega com uma mistura interessante de blues, hard rock e rock n’ roll. Som de muito groove e que deve surpreender os presentes.

Duran Duran e seu mundo Ordinário...

 Duran Duran: Os ‘velhinhos’ chegam com todo o glamour de outrora. Apesar dos últimos discos terem sido decepcionantes, o set-list, recheado de sons conhecidos, deve salvar a lavoura.

 Peter Gabriel: Esta talvez seja a única atração com asterisco. Peter tem produzido muito nos últimos anos, sempre baseado em experimentalismos e world music. Para o Brasil, ele trará a New Blood Orchestra e tocará sem bateria, nem guitarra. Vamos ver o que dá.

 Lynyrd Skynyrd: Para fechar o dia, o pessoal do Alabama promete quebrar tudo. Será a primeira vez em solo brasileiro e com uma formação de respeito. Johnny Van Zant e Ricky Medlocke (Blackfoot) prometem incendiar o público com a obrigatória Sweet Home Alabama e as emocionais Simple Man e Freebird.

 

Segunda-feira

Duff McKagan’s Loaded: O ex-Guns n’ Roses vem com uma proposta diferente de sua banda anterior. Duff, que hoje se diz renovado, chega numa linha mais punk pop, mas deve tocar alguns sons do Guns também.

Down: A banda do ex-vocalista do Pantera, Phil Anselmo, vem com um som agressivo, numa mistura de thrash metal e heavy metal. É um grupo autêntico, que só toca coisas próprias e não faz covers do Pantera.

Megadeth: Dave Mustaine e sua trupe chegam com o novíssimo Thirteen. Além da volta do baixista Dave Ellefson, o grupo deve empolgar com sons antigos, como Symphony of Destruction, Angry Again e In My Darkest Hour.

STP - Uma das melhores bandas dos anos 90

Stone Temple Pilots: O grupo fechará aqui uma bem sucedida tour de retorno. Scott Weiland parece menos lesado e o grupo tem músicas de sobra para sustentar uma boa apresentação.

Alice in Chains: Quando o grupo resolveu voltar, mesmo com a morte de Layne Staley, muita gente torceu o nariz. Veio o disco novo e uma tour mundial e a banda voltou a ser relevante.

 

 Bom Show…

 

 

Estréia que superou as expectativas [Noel Gallagher - Solo]

Por Humberto Domiciano

Quando o Oasis anunciou em 2009, que a banda acabou uma ponta de apreensão tomou conta dos fãs. Mesmo sabendo que a volta vai acontecer (ao que tudo indica em 2015), as atenções voltaram para o que fariam os irmãos Gallagher separados.

No começo de 2011 tivemos a excelente estréia de Beady Eye com seu disco homônimo, o que elevou as expectativas para o trabalho de Noel.

Noel Gallagher’s Flying Birds é uma grata surpresa. Não que eu duvidasse da capacidade do guitarrista em produzir coisas boas, mesmo porque as principais e mais marcantes músicas do Oasis eram suas. Mas um trabalho solo sempre traz aquela carga de representar bem e agradar aos fãs mais exigentes.

O trabalho tem muita influência do antigo e do novo Oasis, o que torna a audição agradável e com certeza está entre os melhores do ano. Se ‘disputa’ entre os irmãos seguir produzindo trabalhos bons como este e com o primeiro do Beady Eye, quem gosta de boa música sairá ganhando.

Segue abaixo algumas impressões sobre o disco:

 

Everybody’s On the Run: Típico som do Oasis do início dos anos 2000. Orquestrações de fundo, introdução breve e uma boa batida. A música tem um tom épico logo de cara, com vozes de fundo. Sem dúvida um bom cartão de visitas.

Dream On: Aqui temos novamente o bom e velho Oasis. Violão, arranjos mais trabalhados e um vocal mais tranqüilo. A música vai crescendo e ganhando corpo até chegar num belo refrão. Mais uma excelente composição, que deveria estar em algum disco da banda.

If I Had a Gun: A primeira balada do disco segue a maioria das melhores composições do grupo de Manchester. Inicia com o violão, parte para arranjos mais delicados. Já tem sido tocada ao vivo e promete ser um bom momento das apresentações de Noel.

The Death of You and Me: Desde os discos Heathen Chemestry e Don’t Believe the Truth, o Oasis aposta em temas mais próximos do folk. Este som poderia perfeitamente estar em qualquer um destes discos. Noel mostra que está em boa forma e mais uma vez emociona.

(I Wanna Live In a Dream In My) Record Machine: Aqui temos a primeira música comum do disco. Uma semi-balada, que também vem sendo tocada nos primeiros shows do guitarrista.

AKA… What a Life!: Alguns fãs mais conservadores podem torcer o nariz. É uma faixa mais moderninha, com bateria programada, arranjo sampleado. Eu sinceramente gostei. Acho que tem bom gosto, apesar da falta de testosterona…

Soldier Boys and Jesus Freaks: Som que segue a mesma linha de bons arranjos, uso de instrumentos de sopro e boa letra. Uma das mais curtas do disco.

AKA… Broken Arrow: Mais uma semi-balada. Mas está é empolgante. Uma das melhores do disco. Remete às boas músicas dos anos 60 e 70. Esta foi escolhida para ser uma das músicas do bis nas apresentações de Noel.

(Stranded On) The Wrong Beach: A música lembra algo do ultimo disco do Oasis. Bateria programada de novo. Mas desta vez, o som não empolga tanto.

Stop the Clocks: A segunda balada do trabalho tem o esperado. Violões, cantos de fundo, letra bem trabalhada. Apesar disso tudo, não é a melhor composição do tipo. Noel já fez coisas melhores.

 

 

[Clique aqui e baixe o disco]

 

A Volta de Wallflowers

“Eu ainda acredito no Rock and Roll”

Em 2005 o último álbum da banda Wallflowers era lançado [Rebel, Sweetheart], depois de excursionar por ai, a banda resolveu dar uma pausa. Essa Pausa durou seis longos anos, nesse período os integrantes cuidaram de suas vidas.

Jakob Dylan lançou dois discos solos: Seeing Things de 2008 [meu favorito] e Women + Country de 2010. Esse último foi produzido pelo T-Bone Burnett, um excelente guitarrista que trabalhou com Bob Dylan de 1975 a 1976. Neste primeiro disco a crítica pegou no pé do Jakob dizendo que ele foi muito parecido com seu pai.

Mesmo com os bons trabalhos solos, Jakob se cansou de ser sozinho e vai colocar o Wallflowers novamente na estrada. Sobre isso Jakob disse:

“Não posso fazer o que faço no Wallflowers sem eles. Sinto falta disso. Estou feliz de largar o violão. Isso era algo que eu queria fazer, mas nunca planejei pegar a estrada e ser o único cara com um violão por aí. Isso nunca foi excitante pra mim. Eu comecei amando bandas e eu quero estar em uma”.

Talvez esse hiato de seis anos tenha feito um bem a todos os integrantes, quando a banda estourou com o single “One Head Light” [1996] Jakob tinha apenas 26 anos. Hoje com 41, Jokob já se mostra com uma maturidade musical bem maior que no passado. Uma prova disso são suas apresentações no programa do Elvis Costelo e no Later with Jools Holland, onde ele mostra que já conseguiu se entender como músico e fugir da sombra de seu Pai.

Abaixo meu Top 5 da banda e meu clipe favorito.

1 – Sleepwalker

2 – When You’re on Top

3 – Heroes

4 – One Headlight

5 – God Don’t Make Lonely Girls

Desculpe a baixa qualidade o You Tube não gosta de compartilhar…

Fofuras para o Natal [A very She & Him Christmas]

Uma velha tradição está que volta.

 

Nos tempos de Dean Martin e Sinatra, os discos especiais de Natal eram mais comuns. Discos recheados de clássicos que remonta o espírito natalino e trazem um pouco de calor, para a época do ano mais gelada dos lares americanos [isso vale para os sem calefação]. Até certa vez Mr. Bob Dylan entrou na onda do Natal e em 2009 lançou seu disco de Natal.

Agora chegou a vez da minha dupla favorita [Não é Sonny e Cher] She [Zooey Deschanel] e Him [Mark Ward], entrarem na onda do Natal, como todo disco de Natal não pode faltar as mais famosas melodias do tema como The Christmas Waltz [Primeiro Single lançado na Internet] que recebe o acompanhamento do piano e da Guitarra de Ward.

Temos também a divertida e super conhecida Christmas Day que recebeu um tratamento especial com coros de fundo e um solo de guitarra preciso e contagiante, Silver Bells que sempre era cantada por Sinatra, ganha uma roupagem leve ao som do Unkelele tocado por Ward.

Um dos destaques vai para It´s Cold Outside, um clássico do gênero, que apela ao uso do dueto, para retratar uma conversa de um casal, onde um precisar ir embora [Ward] e o outra insiste para que  fique[Zooey]. Esse dueto já foi praticado por dezenas de parcerias ao longo da história, a dupla mostra um contraste legal entre as vozes e ainda tem um assovio para embalar a canção [recurso bastante usado por eles].

linda como sempre

Mas não só de musicas alegres e fofas vive esse disco de Natal, Blue Christmas é uma balada triste. Essa música parece ser a preferida dos Rock stars, já sendo executada pelos Beach Boys e até pelo Rei Elvis, em uma versão romântica, mas carregada de tristeza. Nessa versão Zooey sabe colocar o tom de tristeza necessário.

The Christmas Song, não é das tristes, mas ficou muito boa no estilo melancólico usado pela dupla, a guitarra ditando o ritmo, faz toda a diferença e dá uma roupa nova e elegante, para um clássico.

O disco é muito legal e conta com 12 canções Natalinas, mas não se esqueça que é apenas um Disco de Natal e não podemos levar nada muito a sério e apenas a apreciar as músicas contagiantes e as tristes também.

Não vou disponibilizar o link, mas você já pode achar por ai. Outra coisa, como o Natal já está chegando esse seria um Presente maravilhoso para o Dono deste Blog, ainda mais se for a versão em vinil.

Vou esperar o Presente…

Miles Invade São Paulo e pequeno aviso

“Para mim a vida e a música são só uma questão de estilo” Miles Davis

 

Chegou em São Paulo a mostra “Queremos Miles!”, no Sesc Pinheiros, nela temos o prazer de ver toda a trajetória de um dos mais influentes Músicos do século XX, a mostra é bem sensorial, o tempo todo podemos ver pedaços da vida do gênio, como seu nascimento um ano depois da grande tragédia de Nova Orleans.

Conforme você avança dentro da exposição vemos a criação do lendário Miles, que passa de um garoto tímido em meio a outros talentosos até se tornar o icônico astro do Jazz [pra uns muito mais do que isso], também vemos Miles destruir sua imagem, como na época que se tornou refém da Heroína e buscou no Boxe uma maneira de escapar do vício.

Mas conseguimos ver sua superação quando o artista se reinventa e busca na mídia uma maneira de elevar seu status, esse fato é visto como alguns como apenas mais uma maneira de se destruir, com a prostituição da sua imagem, uma prova disso são as propagandas e comerciais que o astro estrelou nos anos noventa, o mais divertido dele é um comercial de energético para o mercado Japonês.

Outra curiosidade da mostra são seus trabalhos como pintor, podemos ver alguns de seus mais famosos quadros, todos pintados nos meados dos anos 90, mas nada com muita expressão. Uma das melhores projeções da mostra é do período que Miles passou na França, fazendo a trilha sonora do filme Ascenseur pour l’échafaud  [ Ascensor para o cadafalso], um dos mais expressivos filmes da Nouvelle Vague, filme esse que lançou a condição de estrela a Atriz Jeanne Moreau.

Moreau e Miles

Eu tive a oportunidade de ver a mostra quando estive no Rio no mês passado e recomendo. Para gostar do evento não precisa amar Jazz, apenas gostar de música.

 

A exposição fica no Sesc Pinheiros até 22 de Janeiro.

 

Anjo Desgarrado em SP.

Amanhã é o lançamento do Livro Anjo Desgarrado, livro da minha querida Denise Bondan [clique e leia mais] o evendo começa as 19 horas no Shopping Pátio Higienópolis [Eu vou estar fora de SP, mas desejo toda a sorte do mundo]