A vida de um verdadeiro Rock Star!

“Eu era um garoto branco de Yonkers, tentando ficar doidão, tentando ser cool” Steven Tyler.

Nesta sexta, chega as livrarias a biografia oficial do vocalista do Aerosmith Steven Tyler, fugindo um pouco das costumeiras polêmicas do mercado de Biografia, o livro conta a formação do personagem que se tornaria o vocalista de Band Leader do Aerosmith. A imagem do personagem foi roubada de uma das figuras mais conhecidas do Rock, Tyler um garoto pobre em um bairro pobre, se vestia em brechós e se inspirava em Mick Jagger, na maneira de andar e falar.

“Meu lema sempre foi: imite até conseguir. Se quer ser uma estrela de rock, como ensina Keith Richards, você precisa treinar seus movimentos primeiro no espelho”

Sua busca por imitar o ídolo colocou no seu caminho Joe Perry [q lembra muito Keith] e assim surgia a banda que lançou mais Hits no final dos anos 80 e inicio dos 90. Mas o caminho foi tortuoso, antes do sucesso do primeiro Disco, a banda penou muito em Boston junto com outras, o Rock estava no seu auge e todo mundo queria um pedaço do bolo.

“Éramos muito barulhentos para a maioria dos clubes e bares. Fomos expulsos do Bunratty’s Bar, em Boston, porque começamos a incorporar músicas nossas ao repertório, e os donos do clube não gostaram.”

Mas as influências de Tyler salvaram a banda da perdição, só era uma questão de tempo para a banda se encontrar e se tornar o que conhecemos hoje. [Talvez essa falta de influência que tenha estragado o novo Rock.]

“Não me tornei Steven Tyler de repente. Fui criando meu espaço, pedaço por pedaço. Steven meio que cresceu tocando em todos os clubes de Nova York, tomando ácido, andando pelo Greenwich Village, viajando e indo a eventos no Central Park. Toda essa coisa é de onde eu vim. Mais do que tudo, fui formado pelo tipo de música que eu ouvia em 1964, 65, 66. The Yardbirds, Stones, Animals, Pretty Things e seu louco baterista Viv Prince – ele era Keith Moon antes de Keith Moon se tornar o baterista louco do The Who.”

Apesar de fugir das baixarias, não pode faltar os diversos casos de internação de Tyler, até a última que quase acabou com a banda.Se você gosta do Tyler e quer saber os passos do garoto de Boston até chegar aqui, vá até as livrarias e compre o livro, prometo um post sobre o livro, mas não prometo a data, to meio emperrado com minha lista de livros.

E no final desse mês você pode ver a banda no Estádio do Morumbi.

 

Voltando com roupa nova + Clarice

Meu Blog pedia pra voltar.

 

Eu sumi! Quanto tempo sem abrir o dashboard do wordpress. Nem reconheço mais isso aqui, cheio de parafernálias [se vc é moderno pode dizer gadges] de um lado e do outro, nem sei pra que serve a metade disso, mas não estou aqui para falar do meu problema de  anacronismo.

Voltei por que senti falta de escrever, voltei também porque todo mundo me pedia pra voltar [agradeço a Taci, Raboza, Desi, Tati Felix, Debodan, Srta.Vendimiati e a Gracinha], mas antes de voltar e explicar o motivo devo desculpas a Helena Miranda e Mayara Ristow que colaboraram com a revista e me viram sumir da noite para o dia.

Falta de tempo, a vida do campo me consome muito eu levanto cedo e to indo dormir tarde por conta de outras obrigações. Sofri um bloqueio na escrita e tirei folga de tudo. Volto então a escrever. E vou tentar manter o ritmo postando na quarta e na sexta. Se tudo der certo mudo para o regime antigo.

Clarice na Cabeceira – Crônicas

No inicio do mês passado “minha querida” me emprestou um livro, não sou de pegar livro emprestado, fazia isso na época do colégio com a biblioteca, desde que eu comecei a trabalhar eu peguei gosto de comprar livros, na tentativa de formar a minha biblioteca particular.

O Livro que me foi emprestado faz parte das comemorações dos 90 anos de Clarice Lispector [Livro Publicado no ano passado]. Clarice na Cabeceira – Cronicas. Neste livro a Teresa Montero reuniu 20 artistas de diversas gerações e os convidou a escolher Crônicas da renomada escritora e compartilhar um pouco do que era Clarice.

Assim antes de cada Crônica um artista escreve um pouco da sua convivência ou mesmo de como descobriu Clarice. Esse tom de respeito [misturado com admiração] torna o livro uma bela homenagem a Clarice, ao mesmo passo que faz o leitor se sentir mais próximo da Escritora. A maioria dos “eleitos” são contemporâneos a  ela o que torna o relato muitas vezes doloroso, como é o caso de Ferreira Gullar que apresenta o conto “O caso da caneta de Ouro”.

Mesmo com essa intimidade da apresentação das Crônicas, alguns dos escolhidos fugiram um pouco da idéia da homenagear e apresentar e criaram uma atmosfera enfadonha como é o caso de Diogo Mainardi e Thalita Rebouças [mas ambos são salvos pela beleza da escrita da Clarice].

Se você estiver sem o que ler procure nas livrarias o Livro Clarice na Cabeceira – Crônicas.

Antes de Partir deixo vocês com uma das Crônicas do Livro [Uma bem gostosa de ler]

 

Das Vantagens de Ser Bobo – Clarice Lispector

 

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo. Estou pensando.”

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu, Brutus?”

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor.

E só o amor faz o bobo.

Aguardando o Novo de Philip Routh

Philip Roth meu escritor favorito

Em outubro do ano passado, o escritor Philip Routh publicou lá fora, mais um livro, Nêmeses, que encerra um ciclo composto de quatro livros: O Homem Comum [em que a nêmese é a doença e a morte - mortalidade], Indignação [a nêmese é a indignação e a guerra] e no terceiro, A Humilhação [a nêmese é a circunstância fora de controle que aflige o protagonista]. Neste romance final que tem previsão de chegada em meados de julho a Nêmese é a epidemia de pólio em 1944.

Pensando nisso resolvi reviver a memória dos leitores com a resenha do segundo livro deste ciclo: Indignação.

Em meio há livros de auto-ajuda e contos “vampirescos”, existe um escritor que se mostra ativo [e competitivo] apesar dos seus mais de meio século de vida, Philip Roth é este homem. Homem e Judeu e que novamente surpreende com outro novo livro [29º livro publicado].

3618741052_fd508decd8Muitos achavam q esse livro, seria como os últimos [O Fantasma sai de Cena, Animal Agonizante e homem comum] em que um personagem de meia idade, entra em crise existência e após flertar várias vezes com um perigo [as vezes a morte] ele acaba perdendo no final.

Este livro é totalmente diferente, em Indignação, Marcus Messner é um jovem, filho de um açougueiro Kosher [açougueiro q abate e corta sobre as regras Judaicas] que além de ser um bom filho que ajuda o pai na loja, também é um excelente aluno.

Mas tudo a sua volta começa a mudar com a aproximação da guerra da Coréia [1951], onde seu pai em um surto de paranóia começa a rastrear as pegadas do filho, que por muitas vezes está na biblioteca estudando. A perseguição é tanto q o Markie [o filho] se muda da faculdade local [em Newark, mesma cidade onde o escritor nasceu] e vai para uma mais longe, para ficar fora da paranóia do pai.

A paranóia acaba passando para o filho também, q apesar das coisas acontecerem a seu favor ele não  acredita e nem aceita sua nova realidade, até mesmo quando conhece Olivia Newton, que é um tipo de garota totalmente fora dos padrões da época.

Outro problema do nosso personagem é a chegada da guerra, que na época recrutava jovens q não estivessem na escola, ai percebemos q Markie não estuda apenas para ser mais inteligente e sim para escapar dos horrores da guerra, ou mesmo torná-la mais fácil [como ele cita, q estudaria para conseguir uma boa patente e não morrer na linha de frente].

O livro coloca dilemas da juventude de qualquer pessoa[mas não é um livro para crianças], como problemas com relacionamentos, ideais de vida e a própria resistência ao sistema [muito rígido no colégio que vai estudar].

O Livro é uma leitura maravilhosa para o final de semana, que mesmo com a riqueza de detalhes e a redação fácil de Roth, faz o livro ficar inebriante.[o vício foi grande q li em 3 dias].

Respondendo ao MEME [Meme Literário: Vale apena ler denovo!]

Recebi um MEME, da querida Aymée do Blog Macchiato. Nunca havia participado desse negócio de MEME, até achei estranho o termo, ai perguntando aqui e ali eu descobri o que significa.

O tema desse MEME, abrange o mundo dos livros, apesar de ter perguntas simples, eu demorei um pouco para responder, mas aposto que elas podem mudar caso esse mesmo questionário seja feito daqui a seis meses. Pq existem tantos livros para se ler e tão pouco tempo para se aproveitar.

Vamos parar de conversa e vamos ao jogo.

1 – Existe um livro que vc leria muitas e muitas vezes sem se cansar ? Qual ?

Émilie Zola – A Morte de Olivier Bécaille, apesar de ser um pocket book q reúne 3 contos do Mestre Zola, ele é um livro q pelo menos uma vez no ano eu releio em especial o segundo conto [Clique aqui e leia sobre o livro]

2 – Se vc pudesse escolher um livro para ler o resto da vida, qual seria ?

Mário Benedetti – A Trégua, já li muita coisa, mas esse livro ainda continua pra mim sendo o mais lindo que eu já li. Seus personagens são tão reais e intensos que podemos sentir as suas dores. [Clique e leia sobre o livro]

3 – Indique um Livro para que os outros possam ler.

Odeio indicar livros, é uma coisa bem complicada, pq varia muito da fase que vc ta passando, e muitas pessoas não estão preparadas para certos tipos de livros, por isso não gosto de indicar.

Mas vamos lá, vou indicar Philip Routh [Meu escritor favorito em atividade] seu livro O Homem Comum é uma obra prima, eu gosto tanto desse livro q até hj não consegui escrever uma resenha sobre ele.

4 – Indique 10 blogs para responder esse MEME.

Debondan [http://debondan.wordpress.com]

Jˆˆh [http://www.porjohdagort.blogspot.com]

Tary [docesrodopios.blogspot.com/]

Carolina Fabris [http://bycarolinafabris.com]

Rodrigo [http://supercueca.com/]

Tati [http://mecolore.wordpress.com/]

Paty [http://lovechips.org/]

Camila [http://naomemandeflores.wordpress.com/]

Mariana Zito [http://blog.macacospelados.com/]

A Gracinha [http://glamit.wordpress.com/]

5 – Quem me indicou

Aymée [http://macchiato.theradiancy.com/]

A volta de Sciascia [A cada um o seu]

Uma visão do mundo Italiano.


Logo após terminar de ler o Grande Gatsby, resolvi ler um dos meus presentes, ganhei o livro “A cada um o seu” de uma amiga, estranhei ser presenteado por ela, fiquei até meio sem graça pq não esperava pelo presente.

O Livro é escrito pelo Italiano Leonardo Sciascia [se pronuncia Xaxa], é publicado pela Alfaguara. Este escritor já teve seus livros publicados aqui no Brasil, mas por conta do momento da nação seus livros foram esquecidos, agora nesta segunda chance vc pode encontrar também nas prateleiras “O dia da Coruja[Livro que eu comprei em meu passeio ao Rio].

Sciascia carrega em seus livros uma grande crítica ao modelo da sociedade Italiana, atacando particularmente a Política e a Máfia. Sciascia teve grande vida política, foi eleito para diversos cargos, mas isso nunca o impediu de escrever.

Apesar do enredo simples e aos moldes de um romance Policial, Sciascia denuncia os limites da sociedade e a falsidade humana, tudo isso escrito de uma maneira leve porém irônica.

Sinopse: Numa sossegada cidadezinha na Sicília, o farmacêutico Manno recebe uma carta anônima que anuncia: Você vai morrer pelo que fez. Homem bem casado, discreto e pacato, não acredita que a ameaça seja verdadeira. Mas está enganado. No dia seguinte, sai para caçar com um amigo e ambos são brutalmente assassinados. O crime choca o vilarejo e confunde a polícia. Será que o farmacêutico era mesmo tão correto quanto se acreditava? Entre os moradores atraídos pela história, está o professor Laurana, solteirão tímido e recluso que, a partir de uma pista inicial, se envolve acidentalmente em uma intriga que se mostrará muito maior do que ele poderia suspeitar.

O Livro pode ser encontrado facilmente em qualquer livraria, pelo valor de 29.90.

Em breve o post do Livro O Dia da Coruja.

Como não amar a Italia

Minha primeira leitura do Ano [O Grande Gatsby]

“Precisamos decidir como podemos ser valiosos, em vez de pensar em quão valiosos somos.” Scott Fitzgerald.

As festas de final de ano haviam chegado, minha busca por um presente para minha mãe me levou a um encontro casual com um livro. [Sim este livro é um personagem dotado de vida, pq ele me escolheu.]

Havia acabado de entrar no Sebo, quando menos espero um livro cai , qdo levanto a sua capa branca, leio as letras douradas o nome de F.Scott Fitzgerald, aquela era sua Magnus Opus: O Grande Gatsby.

Comprei o livro por uma bagatela de 4 mangos. Passou a semana do Natal, começou a semana do Ano Novo e eu inicie a leitura. Fazia alguns anos que eu tinha vontade de ler algo do Fitzgerald e nada melhor do que um encontro casual.

Sinopse: Nick Carraway, um jovem comerciante de Midwest, fica amigo de seu vizinho Jay Gatsby, um milionário conhecido pelas festas animadas que dava na sua mansão em Long Island. A fortuna de Gatsby é motivo de rumores; nenhum dos convidados que Nick conhece na festa de Gatsby sabe muito bem sobre o passado do anfitrião.

Gatsby é famoso pelas festas, realizadas na sua mansão em West Egg. Todos os sábados, centenas de pessoas dirigem-se à casa de Gatsby para as alegres festas. Nick em seguida já se encontra na cena das festas, embora ele afirme que despreza inteiramente entretenimentos sem cultura. Mais tarde, Nick descobre que o milionário só mantinha estas festas na esperança que Daisy, seu antigo amor, fosse a uma delas por acaso.  Enquanto isso, Nick e Jordan começam um relacionamento, que Nick já prediz que será apenas superficial.

Fitzgerald nesse livro constrói de maneira exemplar uma critica direta ao modo de vida dos americanos no pós-guerra. Esse era o momento em que a sociedade de consumo estava se formando e dentro dele o famoso lema “American Way” estava se tornando a nova ideologia da sociedade.

Fitzgerald fazia parte dessa sociedade e tendo criado Nick [narrador] baseado em sua vivencia. Nick é um amante da sociedade e venera o modo de vida das pessoas a sua volta, mas mesmo assim ele reconhece todos os defeitos dessa sociedade que está sempre apegada aos bens matérias.

Quando ele conhece seu vizinho ele passa a ter uma idéia um pouco diferente da sociedade boemia e chega a fazer parte, pq ele sente que no fundo os mistérios de Gatsby o tornam um homem comum assim como ele.

Se isto era verdade, ele deve ter sentido que perdera  aquele seu cálido e antigo mundo, pago um preço demasiado alto por haver vivido com um único sonho. Deve ter fitado, através das folhas assustadoras um céu desconhecido – e sentindo um arrepio, ao verificar quão grotesca é uma rosa, e de que maneira crua cria a luz do sol sobre a relva que acabara de brotar. Um mundo novo, material, mas, não obstante, irreal, onde pobres fantasmas, a respirar sonhos, como se estes fossem o próprio ar, pairavam, fortuitamente, em torno…como aquela figura fantástica, cinérea, que deslizava em sua direção por entre as árvores amorfas.


Especial a volta do Bang-Bang [Intro]

Os velhos homens da fronteira estão de volta.

Começa hoje o especial que marca o retorno do gênero western para o cinema e a TV. Este especial foi motivado pelo excelente remake do filme clássico Bravura Indômita [The True Grit], que agora tem como ator principal Jeff Bridges no lugar de John Wayne.


Esse novo filme que tem previsão de estréia na última semana do mês de Janeiro. O Filme já saiu lá fora e  se tornou um sucessos de bilheteria [tudo bem q o ano só está começando] todo esse sucesso está aliado a tentativa de recolocar o Western [tão presente na cultura americana] novamente em voga. Os diretores desse remake são os irmãos Coen, que dirigiram o filme Onde os fracos não têm vez.

“Onde os fracos não têm vez” é uma adaptação do livro de Comarc McCarty [Onde os Velhos não tem vez] Comarc quando fez o livro tentou criar um Western moderno. Substituindo as Colts 45 por armas mais modernas, mas nunca perdendo a essência do homem honrado em busca de defender a sua fronteira.

Comarc tem outro livro do mesmo gênero só que esse se passa após a famosa guerra Civil Americana: Meridiano de Sangue. Este livro tem previsão de ir para os cinemas em 2012 pelas mãos do Ator e diretor James Franco.

O Western voltou também para as séries de tv, eu não falo de Bonansa ou Chaparal, mas sim de Justified [Q passa no Canal Space] o seriado é baseado nos livros de Elmore Leonard’s, que conta a história de Raylan Givens um delegado Federal que após balear um ladrão em Miami tem que voltar a sua terra natal no sul dos Estados Unidos.

Apesar de ser ambienta nos dias atuais, Raylan se veste e age com os velhos cowboys de Tumbstone.

Outro lugar que o Western invadiu foi o mundo dos games, Red Dead Redemption se tornou o jogo do ano de 2010, John Marston era um pistoleiro famoso, mas decidiu largar a vida perigosa e formar uma família. Um de seus comparsas se torna um dos homens mais procurados dos E.U.A, então Marston é obrigado a encontra seu antigo comparsa e agora rival. O jogo tem o mesmo estilo de Jogo da famosa franquia GTA, dando a liberdade para explorar o mapa e se envolver nos mais diversos tipos de encrenca.


Com todo esse movimento, o Bang-Bang tem tudo para voltar a ser destaque na cultura americana.

Então prepare o seu chapéu e sua bota…

 

 

Minha releitura de fim de ano [Émilie Zola - A Morte de Olivier Bécaille]

“Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa”. Émilie Zola


Reler este livro perto do fim do ano já virou uma tradição para mim, o livro é um apanhado de contos curtos do genial escritor Émilie Zola, o escritor é famoso pela sua Obra Prima: Germinal, no qual ele narra a saga de trabalhadores de minas de carvão, na busca de seus direitos.

Para compor o livro, Zola trabalhou durante dois meses em uma mina, e além de trabalhar viveu como eles, onde dormia em acampamentos e bebia em suas tavernas.

Em geral seus livros retratam a natureza humana.

Antes desse livro eu não conhecia nada sobre Zola, mas certa vez ao passar por uma livraria fui encantado pela capa deste livro [“A morte de Olivier Bécaille”uma bela composição em preto e amarelo ouro no centro o quadro de Gustave Coubert, não hesitei e comprei o livro [eu sempre fujo a lógica e compro livros pela capa, mas sempre me dou bem com isso].

Os personagens dos contos não são homens ou mulheres idealizados, eles são “reais” dotados de  paixões, volúpia, egoísmo, ódio e orgulho como realmente somos.

Le Désespéré

Agora um breve resumo dos contos:

1º Conto A morte de Olivier Bécaille

O nosso personagem principal resolve se mudar para Paris com sua jovem esposa, só que uma doença o assola o fazendo ficar acamado durante vários dias, em certa manhã ensolarada ele não consegue acordar apesar de estar totalmente consciente com o que está acontecendo a sua volta.

Ai começa a Morte de Olivier Bécaille, onde mesmo dado como morto, Olivier percebe tudo a sua volta, como a chegada da vizinha bisbilhoteira, q ajuda a preparar o “morto”, o choro da sua esposa e o bater de pregos no caixão.

“Compreendi que ela estava me vestindo com as roupas de nosso casamento, eu ainda tinha aquele traje que pensava usar em Paris em dias especiais…”

 

2º Conto Nantas [O meu favorito]

Nantas se muda para Paris em busca de um sonho “se tornar um grande senhor” só que a verdade parisiense é outra, e apesar de suas qualidades administrativas não consegue emprego.

Então na noite em que Nantas resolve se matar, o destino bate a sua porta uma empregada de uma renomada casa Francesa o procura fazendo uma proposta: assumir o filho de uma jovem rica e desesperada que havia se aventurado nos braços de um homem casado. Essa seria sua grande chance, mas qual será o preço a se pagar e de que vale o poder ?

“Eu sou uma Força” com isso ele criou uma religião para si onde a força era o fator decisivo onde ela sempre conseguia impor sua vontade

 

3º A Inundação.

Em uma fazenda no interior da França vive um senhor com seus filhos e netos a sorte estava ao seu lado sua fazenda prosperava de maneira surpreendente, até q uma noite o rio Garonne, inunda toda a cidade castigando todos o vilarejo

Sua família se refugia dentro da casa, mas com o tempo a casa começa a ser tomada pela água. A única chance de sobreviver é subir até o topo da casa e esperar pela ajuda.

“Feliz eu voltara pra a sala de repente, na grande serenidade do campo, ressoou um grito terrível, de angústia e de morte: O Garonne! O Garonne!”

Procure este livro, que é  bem curtinho [tem 121 páginas] e deve custar por volta de 15 reais, e assim aproveite uma boa tarde de leitura.

Reconstruindo uma verdade [Até mais, vejo você amanhã]

“A verdade jamais é pura e raramente é simples”. Oscar Wilde

[Aproveite a neve do Blog]

Recentemente me recomendaram o romance: “Até mais, vejo você amanhã”, segui a recomendação e comprei o livro, em 5 dias eu já tinha terminado o livro. Agora vou contar um pouco mais sobre ele.

O Livro foi escrito por Willian Maxwell, o autor fora um dos críticos da famosa revista New Yorker e trabalhou diretamente com grandes nomes de sua geração como Nabokov [Lolita], Sallinger [O Apanhador no Campo de centeio] entre outros.

Seu trabalho era revisar, publicar e resenhar sobre os contos escritos para a revista, com isso ele ganhou uma percepção da escrita muito maior do que qualquer um poderia lhe ensinar.


O escritor que faleceu em 2000 lançou doze livros em sua carreira, seu primeiro trabalho traduzido para o Português é “Até mais, vejo você amanhã”.

Os fatos do livro acontecem em 1920 em uma propriedade rural, onde a violência ainda não tinha chegado, até uma manhã qualquer, onde um dos fazendeiros que segue sua rotina do campo, é alvejado com um tiro na têmpora enquanto tirava ordenhava uma de suas vacas.

Passado esse fato o livro salta 50 anos a frente onde um homem, tenta recriar baseado nos fatos do passado o pq de toda aquela violência. Este homem era amigo do filho do assassino e essa morte colocará por fim a amizade dos dois.

Ao tentar descobrir o que aconteceu, o homem revira os jornais do passado e se lembra da “motivação” do assassinato, a traição da esposa e com isso, resolve costurar as lacunas com sua imaginação. Mas pq ele quer criar uma verdade ?

O que se perdeu com a morte de um estranho que ele sequer conhecia ?

Apesar da boa narração, o livro só ganha ritmo quando o Homem, resolve recriar as últimas semanas que antecederam o incidente.

Apesar da quebra de ritmo o livro merece ser lido.

[Vc pode encontrar o livro pelo valor de 27,90 em qualquer livraria.]

Voltei…[Feira do Livro]

Aventuramo-nos a dizer que há somente um pecado: a ignorância; e só uma salvação: o conhecimento aplicado. Heindel.

 

Depois de cinco dias “fora do AR” eu voltei. Consegui colocar em ordem meus pensamentos. As vezes algumas coisas acontecem que nos tiram do nosso centro. E apesar de todos os problemas eu continuo Alive & Kicking.

[E o melhor de tudo que agora voltei a ser quem eu sempre fui].

Nesse meu retorno vou dar uma dica de um evento na USP, é uma feira do Livro, assim como a Bienal, mas com um tamanho bem menor. A maior diferença nesta feira não é o seu tamanho e sim a obrigatoriedade de um desconto de 50%.

Entre as 133 editoras dessa edição estão também a Cosac Naify, a Ateliê Editorial, a 7 Letras, as editoras 34 e Brasiliense, Globo, Publifolha, Taschen, além das editoras especializadas em quadrinhos Conrad e Balão Editorial.


A 12ª Festa do livro da USP vai até sexta-feira, entre 9h e 21h, no saguão do prédio dos cursos de Geografia e História da universidade.

Vou estar por lá na sexta, no período da tarde…quem sabe nos vemos.

[Amanhã notinha do Filme Um Homem Misterioso]

12ª FESTA DO LIVRO DA USP

Quando: de 24 a 26/11 das 9h às 21h
Onde: saguão do prédio dos cursos de Geografia e História da USP (Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3091-1617)