Os últimos dias do quinto Beatle

Love me do!!!

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Finalmente chega ao Brasil, Baby´s in Black [aqui lançado como "Baby´s in Black, o quinto Beatle: a história de Astrid Kirchherr e Stuart Sutcliffe"], assim como o título em português sugere, o livro em forma de HQ [seguindo a linha de Persepólis] conta a história de amor entre Astrid Kirchherr e Stuart Sutcliffe.

Os dois, são personagens reais que fizeram parte da cena alemã na década de 60, na época os Beatles eram apenas mais uma banda, e como poucos sabem, era formada por um quinteto: Paul McCartney, George Harrison, John Lennon e o baterista Pete Best [Ringo ainda não tinha entrado para a banda.] e o pouco desconhecido Stuart.

Stu [como Lennon o chamava] largou a escola de arte para entrar na banda, a convite de Lennon. O destino fez com que Stu conhecer Astrid, uma jovem fotografa alemã [e que seria a primeira a registrar os Beatles como banda], o amor fez com que Stu largasse os Beatles e seguisse o caminho das artes plásticas.

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Para contar esse romance em meio ao cenário Rock alemão o artista Arne Bellstorf, usou apenas Nanquin e giz preto e com traços econômicos, mas precisos, retratou magistralmente essa história de amor.

Além do romance, temos como pano de fundo, o inicio dos Beatles e a influência de Astrid na maneira da banda agir e se vestir.

Se você gosta de HQ e dos Beatles não pode deixar de ter Baby´s in Black.

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O malditovivant volta na sexta com mais…

Convite…5 livros para ler em 2013!

Ler…ler…comer…dormir…viver.

Recentemente fui convidado pela Dona Canela, para um meme de livros. A Dona Canela [Clique e conheça o blog], sabe que eu adoro livros, então vai minha lista dos 5 livros para ler em 2013. Eu tenho uma lista de uns 10 livros pra ler, sem contar os livros que estão parados esperando a hora certa de sair da prateleira.

Aqui vai minha listinha.

Van Gogh--The Life

Van Gogh: Este livro foi finalmente ganhou uma tradução, lançado nos meados de 2010 lá fora, e só no final do ano passado chegou por aqui. Esta bela edição de capa dura, faz um estudo da vida do pintor e suas obras. Pra quem gosta de arte é uma boa pedida. Era para ter comprado no final do ano, mas acabei deixando pra lá. Logo mais ele entra pra minha coleção.

Capa genial

Capa genial

Meu segundo livro da lista é Hitler de Ian Kershaw: O livro traça um estudo sobre o império nazista e seu criador, mostrando os acertos e os erros que levaram o fim do Nazismo. Ian Kershaw é o mais renomado estudioso deste período negro da história, além do bom texto o livro é recheado de boas imagens da época. Tentei comprar o livro na bienal do ano passado, mas além da capa estar estragada, o livro custava 10% mais.

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Demônios de Fiodor Dostoiévski (Editora 34): Faz uns cinco anos que eu quero esse livro. A história se baseia em uma tragédia ocorrida em 1869, onde um jovem é assassinado por um grupo niilista. Com base nesse fato Dostoiévski cria um clássico, quase maior que Crime e Castigo. A ideia central do livro é destruir e desmascarar as organizações idealistas e mostrar como uma pessoa que luta contra um monstro, pode se tornar um monstro maior ainda.

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Professor do Desejo do Philip Roth: O livro foi originalmente lançado em 1977 e agora teve seu relançamento, e conta a história do professor David Kepesh, personagem que já conheço de outro livro de Roth, Animal Agonizante. Quem conhece meu blog sabe o quanto eu gosto deste escritor.

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Homem no Escuro do Paul Auster: Li meu primeiro Paul Auster no ano passado [clique aqui e leia sobre] gostei muito da maneira que ele constrói seus personagens. Nesse livro seu personagem central é um crítico literário aposentado, que está de cama após sofrer um acidente. Para resolver seus problemas ele cria tramas no cair da noite para confrontar e explicar fatos de sua vida.

Agora repasso o post pra Taci, para Luane Silvestre, a Beca Rena, Vickawaii e as Cowgirls from Hell.

O malditovivant volta na quarta com novos posts.

Commando – A autobiografia de Johnny Ramone.

Um líder solitário, Johnny foi o real pai da filosofia Punk, ele criou o Ramones, o maior expoente do movimento. Mesmo sem parecer, ou mesmo demonstrar, Johnny tinha um plano que só daria certo se fosse levado com mão de ferro.

Apesar de Joey ser o Frontman da banda, quem dava as cartas era Johnny. Ele criou o estilo Ramone de ser, e também criou o uniforme da banda. Foi de Johnny a ideia de acrescentar o sobrenome Ramone em todos os integrantes, criando a família Ramones.

Johnny tinha uma meta, conseguir um milhão de dólares, e se mandar da Califórnia, apesar de ter amigos por lá, Johnny odiava tudo aquilo, o calor os inimigos, e em especial a infância pobre. Seu Pai nunca pode comprar uma casa, por conta do baixo salário ele sempre estava em busca de uma casa para alugar. Johnny não queria mais essa vida.

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O livro também aborda a vida amorosa do guitarrista com a sua mulher, Linda, que antes havia namorado Joey Ramone. A “traição” [aos olhos de Joey] provocou o corte de relações entre o vocalista e o guitarrista, mas isso, não impediu que a banda prosseguisse até 1996, mas acabou afetando muito o desempenho no palco.

Além do drama o livro é recheado de momentos engraçados, como a relação com os fãs e como não dava atenção as celebridades que sempre apareciam no camarim para conversar sobre o show.

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Leia, Commando – A autobiografia de Johnny Ramone.

Maldito vivant volta na segunda.

Primeira Leitura do ano – Cosmópolis.

“Um rato se tornou a unidade monetária”

Não sou muito de trocar presentes com meus irmãos, geralmente só compro o presente da minha mãe, do meu velho amigo e da Charmander. Nesse ano eu troquei livros com minha irmã, ela pediu o famoso “50 Tons de Cinza” e eu pedi Cosmópolis do Don DeLillo, eu e minha irmã temos gostos diferentes, seria pretensão dizer que meu livro é melhor, ou que é bem mais escrito. Não sou esse tipo de pessoa. Mas meu livro é bem melhor.
Eu nunca havia lido nada do Don DeLillo, mas já tinha lido algumas críticas do seu trabalho, mas não foi o escritor que me levou a ler Cosmópolis, e sim David Cronenberg o diretor do filme. Quem acompanha meu blog, sabe o quanto eu gosto deste diretor [clique aqui e leia sobre] a minha ideia inicial, era ler o livro e em seguida alugar o filme. Então uma semana depois das festas comecei a ler Cosmópolis.

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O livro gira em torno de Eric Parker, um exemplo clássico de profissional “Self Made Man[Homem que se faz sozinho] Parker vem de uma família pobre, consegue se formar e ao final do ano 2000 com seus 28 anos, Parker se torna o homem mais rico do mundo e uma espécie de “Guru” dos negócios. Parker tem tudo, nada que exista na terra não pode ser comprado.

Em uma manhã Eric decide cortar o cabelo, pega sua limusine que serve de base/escritório e tenta chegar ao barbeiro que fica a dez quadras de seu apartamento. Neste mesmo dia a cidade está mergulhada no Caos, o presidente está em visita na cidade, um grupo anti-capitalismo promete atacar a Times Square, e ainda existe uma ameaça anônima que a equipe de segurança não conseguiu detectar.

Parker inicia sua simples caminhada [a ida ao barbeiro] com o intuito de ver o seu fim. O fim da sua fortuna, das suas certezas e a sua individualidade [em uma passagem cheia de significado], mas tendo controle sobre tudo o que está acontecendo. Essa corrida para ver o fim é um reflexo do mundo anestesiado que ele mesmo criou, Parker precisa voltar a sentir e só perdendo tudo, ele pode voltar a se sentir vivo.

No meio da caminhada ele encontra os mais diferentes personagens [seus analistas] que querem a todo custo evitar que ele realize o seu desejo, mesmo ninguem sabendo sua real vontade. Cada analista mostra uma personalidade diferente desta nova sociedade, a mãe solteira bem sucedida [mas ainda mãe], o jovem sem amigos, o velho segurança [um homem experiente que deve se rebaixar ao mais novo], entre outras personalidades.

Dois trechos do livro:

“A chuva em seu rosto era boa, e o cheiro de azedo também era uma coisa boa e certa, mas era a ameaça da morte ao cair da noite que lhe falava de modo mais decisivo sobre algum princípio do destino que ele sempre soubera que um dia haveria de se esclarecer. Agora ele podia dar início à atividade de viver.”

“Eric fez um rolo apertado com as calças, escondendo a arma bem no meio, e largou todas as suas roupas na calçada. [...] Eram apenas figurantes numa cena de multidão, com ordem de permanecerem imóveis, mas a experiência era forte, tão total e aberta que ele mal conseguia imaginar-se fora dela [...] – Oi! Era a pessoa mais perto dele, uma mulher deitada de bruços, com um braço estendido, palma virada parar cima. Seu cabelo era ruivo ou louro arruivado. Talvez fosse acaju. O que é acaju? Uma cor castanho-avermelhada. Ou canela. O nome era mais bonito.”

Se você procura uma leitura diferente, Cosmópolis pode ser o seu livro. Eu que nunca havia lido nada do DeLillo, já coloquei outro livro do escritor na minha lista e espero que seja bem escrito como Cosmópolis.

O malditovivant, volta na quarta com muito mais.

Livro: A Verdadeira Vida de Sebastian Knight

“Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão”. Vladimir Nabokov

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Na última bienal do livro eu comprei dois clássicos do Nabokov: O Olho [terminei de ler antes da virada do ano] e A Verdadeira Vida de Sebastian Knight [Lido no inicio de Dezembro]  dos republicados pela editora Alfaguara só me falta o Original de Laura, que foi lançado postumamente, porém não o configuro como um verdadeiro livro de Nabokov já que foi lançado sem autorização do mesmo.

A Verdadeira Vida de Sebastian Knight foi publicado em 1941, catorze anos antes do seu mais famoso livro Lolita, de inicio o livro não chamou atenção da crítica. Hoje o livro é tido como “quase pós-moderno”, por conta da técnica empregada por Nabokov. O livro também sérvio de experimento para criar o estilo narrativo de Lolita.

Chega de enaltecer Nabokov e vamos à história: No livro seguimos os passos do indignado V. , o meio irmão de Sebastian Knight. O motivo da indignação foi a  biografia lançada pelo secretário do irmão [um dos desafetos de V.]. Sebastian era um famoso escritor de seu tempo, que chegou a produzir obras respeitadas no meio e apesar de ser russo, negava suas origens e só escrevia em Inglês [uma comparação velada do próprio Nabokov com sua carreira].

V. , não encontra traços de seus própria história no meio da biografia escrita pelo secretário, isso o deixa mais indignado ainda. Antes de Sebastian falecer, ele delegou a seu irmão mais novo a missão de queimar todos os seus segredos e cuidar de seus últimos pertences.

DSCF0010No meio de sua missão V. encontra algo que sequer devia ter lido. Os rastros de um amor de Sebastian. Isso e o desejo de sepultar essa “falsa biografia” [como o personagem mesmo diz] faz com que V. saia em disparada ao encontro do passado do irmão.

Com ajuda de trechos de livros e memórias de correspondência ele percorre os passos de seu famoso irmão e tenta a todo custo revisitar os mais importantes momentos da vida do irmão. Mas no meio dessa busca, por vezes nosso narrador se perde, entre o que realmente aconteceu e o que ele acredita que aconteceu.

V. tenta tanto vivenciar a vida de Sebastian e elucidar os seus últimos momentos que ele acaba vivendo a vida do Irmão, como no encontro de amigos [num passeio de trem a caminho da Rússia] e até se apaixonando por uma das amantes de Sebastian.

Um dos maiores trunfos do livro é a sensação literária, Nabokov tenta criar [e consegue] uma narração simples, mas passando a ideia de que estamos lendo um livro dentro de outro, o livro na verdade “seria a real” apuração da vida de Sebastian Knight e escrita pelo seu irmão V. e mesmo o livro tendo ares sérios e detetivescos o livro se torna engraçado por conta das trapalhadas do personagem central, que tenta completar os espaços em branco das memórias com teorias por vezes absurdas.

Ao mesmo tempo em que ficamos interessados pela vida de Sebastian e seus livros. Em especial quando o irmão mostra de onde ele tirou as inspirações para as temáticas dos livros. A Verdadeira Vida de Sebastian Knight é um livro que merece ser lido e que mostra todo o potencial e genialidade de Nabokov.

Trecho do livro:

“Mas o herói permanece, pois, por mais que eu tente, não consigo sair doe meu papel: A máscara de Sebastian prega-se ao meu rosto, a semelhança não se desmancha. Eu sou Sebastian, ou Sebastian é eu, ou talvez nós dois sejamos alguém que nenhum de nós conhece.”

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O malditovivant volta na segunda com mais novidades.

Releitura do ano: O Grande Gatsby

“Precisamos decidir como podemos ser valiosos, em vez de pensar em quão valiosos somos.” Scott Fitzgerald.

 

Post Publicado originalmente em 19 de Janeiro de 2011

 

As festas de final de ano haviam chegado, minha busca por um presente para minha mãe me levou a um encontro casual com um livro. [Sim este livro é um personagem dotado de vida, pq ele me escolheu.]

Havia acabado de entrar no Sebo, quando menos espero um livro cai , quando levanto a sua capa branca, leio as letras douradas o nome de F.Scott Fitzgerald, aquela era sua Magnus Opus: O Grande Gatsby.

Comprei o livro por uma bagatela de 4 mangos. Passou a semana do Natal, começou a semana do Ano Novo e eu inicie a leitura. Fazia alguns anos que eu tinha vontade de ler algo do Fitzgerald e nada melhor do que um encontro casual.

Sinopse: Nick Carraway, um jovem comerciante de Midwest, fica amigo de seu vizinho Jay Gatsby, um milionário conhecido pelas festas animadas que dava na sua mansão em Long Island. A fortuna de Gatsby é motivo de rumores; nenhum dos convidados que Nick conhece na festa de Gatsby sabe muito bem sobre o passado do anfitrião.

Gatsby é famoso pelas festas, realizadas na sua mansão em West Egg. Todos os sábados, centenas de pessoas dirigem-se à casa de Gatsby para as alegres festas. Nick em seguida já se encontra na cena das festas, embora ele afirme que despreza inteiramente entretenimentos sem cultura. Mais tarde, Nick descobre que o milionário só mantinha estas festas na esperança que Daisy, seu antigo amor, fosse a uma delas por acaso.  Enquanto isso, Nick e Jordan começam um relacionamento, que Nick já prediz que será apenas superficial.

Fitzgerald nesse livro constrói de maneira exemplar uma critica direta ao modo de vida dos americanos no pós-guerra. Esse era o momento em que a sociedade de consumo estava se formando e dentro dele o famoso lema “American Way” estava se tornando a nova ideologia da sociedade.

Fitzgerald fazia parte dessa sociedade e tendo criado Nick [narrador] baseado em sua vivencia. Nick é um amante da sociedade e venera o modo de vida das pessoas a sua volta, mas mesmo assim ele reconhece todos os defeitos dessa sociedade que está sempre apegada aos bens matérias.

Quando ele conhece seu vizinho ele passa a ter uma idéia um pouco diferente da sociedade boemia e chega a fazer parte, pq ele sente que no fundo os mistérios de Gatsby o tornam um homem comum assim como ele [Nick].

Se isto era verdade, ele deve ter sentido que perdera  aquele seu cálido e antigo mundo, pago um preço demasiado alto por haver vivido com um único sonho. Deve ter fitado, através das folhas assustadoras um céu desconhecido – e sentindo um arrepio, ao verificar quão grotesca é uma rosa, e de que maneira crua cria a luz do sol sobre a relva que acabara de brotar. Um mundo novo, material, mas, não obstante, irreal, onde pobres fantasmas, a respirar sonhos, como se estes fossem o próprio ar, pairavam, fortuitamente, em torno…como aquela figura fantástica, cinérea, que deslizava em sua direção por entre as árvores amorfas.

Malditovivant volta na sexta com novas dicas.

Paul Auster e seu conto de uma Nação Anestesiada [Sunset Park]

Um presente de coração.

Na semana do meu aniversário ganhei do meu grande amigo  o até então mais novo livro de Paul Auster, Sunset Park. Anos antes eu havia presenteado ele com livro do autor, e eu mesmo não tinha lido nada dele [essa foi uma das razões para ganhar o livro], antes de começar a ler meu amigo fez um discurso emocionado falando da grandiosidade do escritor e chegou a comparar com Philip Routh [outro escritor que temos em comum].

Na semana seguinte comecei a ler, gostei tanto do livro que o devorei em uma semana, logo depois engatei o livro Serena [clique aqui e leia sobre]. E devo confessar, Paul Auster é um grande escritor e merece a atenção de todos.

Sunset Park se passa nos Estados Unidos entre 2008 e 2009 [logo após a grade crise] seu personagem principal é Miles Heller um jovem que tinha um futuro promissor, mas a morte do irmão e o sentimento de culpa, o fez fugir de tudo [família, amigos e faculdade]. Miles passou a  viver como nômade durante vários anos, nunca criando laços com ninguém, sempre trabalhando nas coisas mais inusitadas.

Na Califórnia ele conhece a jovem Pilar [a personagem que serve como esperança em sua vida] o romance transcorre normalmente até uma das irmãs de Pilar começar a chantagear Miles. Pilar ainda está no colegial [ele precisa esperar ela completar a maioridade]. Por conta disso Miles resolve aceitar a proposta do seu único amigo da época da Faculdade que ainda tem contato, Bing Nathan.

Bing é um idealista, que montou uma comuna em uma das casas desapropriadas no centro de Nova York, Miles vai se juntar a mais duas pessoas que ele nunca viu na vida. Alice uma garota que está prestes a concluir o seu mestrado em cinema. Ellen uma jovem atormentada que perdeu o rumo da vida, que está entre ser corretora e viver do sonho de ser artista.

Mas voltar para Nova York também é reencontrar todo o passado que Miles deixou para trás, principalmente seu pai Moris Heller, dono a Heller Books, empresa que vive uma crise por conta dessa nova sociedade que não lê, ou como ele mesmo coloca: “uma sociedade que cultiva a ignorância”.

Apesar da grande quantidade de personagens a trama é muito bem amarrada e mostra um pouco dessa nova fase do escritor, uma fase mais pessimista, sem acreditar em um futuro tão brilhante que a sua geração idealizou. Isso reflete nos seus personagens, onde nenhum deles é feliz, por mais que eles lutem a felicidade se torna inalcançável. Outro sentimento forte presente em todos os seus personagens é a fuga.

Seus personagens também fazem parte do retrato desta “Nova América” de Obama, um povo que se enfeitiçou por um discurso de mudança, mas que não saiu do lugar e continua paralisada por uma profunda crise econômica e moral.

Agora vá para a livraria e procure Sunset Park do Paul Auster.

O malditovivant volta na quarta com um post novo…

Uma guerra sem prateleiras

Um mundo novo a se descobrir

No primeiro bimestre do ano a gigante Amazon deu sinal que no meio do ano entraria em terras tupiniquins, isso criou um caos entre as livrarias nacionais. A “mega corporação” tem fama de centralizar os negócios e destruir concorrentes em menos de um ano.

Mas o CEO da empresa teve que pisar no freio e parece que a Amazon só chega ao Brasil no ano que vem [impostos, logística e material humano] atrasaram “a invasão”. Além desses problemas comuns que qualquer empresa estrangeira tem ao chegar no Brasil, as editoras estão relutando com a parceria. No modelo atual de negócios da Amazon, ela exige um desconto de 50% sobre o valor do E-book, mas com o direito de repassar ao consumidor pelo valor que desejar.

Esse direito de repassar o preço que quiser ao consumidor, tem afundado diversas concorrentes por todos os países que passou. Isso torna as editoras reféns do mercado, já que a Amazon “pode ser a única” loja de livros do mercado.

Aproveitando os entraves da Amazon as livrarias Brasileiras começaram a se atualizar, a livraria Cultura foi a primeira, a empresa que detém um pouco menos da metade do mercado nacional de livros [mas líder no segmento e-books], se junta a gigante Koobo e pretende lançar ate o final do mês um rival a altura do famoso e-reader Kindle da Amazon.

Com uma filosofia diferente o e-reader da livraria cultura é aberto, aceitando todos os tipos de e-books [você pode comprar um e-book na Saraiva ou na Nobel], diferente do Kindle que só aceita os livros da Amazon. Atualmente a livraria Cultura já tem o maior acervo nacional de livros digitais a parceria com a koobo promete reforçar o acervo da empresa com mais de 2,5 milhões de títulos [em sua grande maioria na língua inglesa]. A Koobo tem cinco modelos de e-reeder o único modelo confirmado por aqui eh a versão touch [com tecnologia Ink e Wi-fi]que não deve custar mais do que 500 reais.

Bonitinho…

Apesar da tentativa de evitar o domínio da Amazon essa parceira pode ser um tiro no pé da própria livraria cultura, por que apesar do baixo valor [pensando em aparelhos digitais] o e-reeder ainda é muito caro para ter apenas uma funcionalidade. Por esse mesmo valor pode se achar um tablet [mesmo que genérico] com mais funções e que com qualquer simples aplicativo pode ter a função de E-reader [já que o acervo da Livraria Cultura roda em qualquer plataforma]

Apenas 6 polegadas e tecnologia Ink

Outro dilema é o valor comercializado de um e-book. Atualmente eles são vendidos entre 15 e 30 reais, um valor ainda muito elevado. Além da concorrência com a pirataria de livros digitais a Amazon quer comercializar por valores bem menores do que os atuais.

Só o futuro vai mostrar os efeitos dessa nova parceria e a chegada dessa gigante dos livros no mercado, mas temos uma certeza, o mercado de livros vai mudar drasticamente.

Eu como leitor, não dispenso o papel, vai demorar um bom tempo para essa tecnologia me ganhar.

 O malditovivant volta na quarta

Philip Roth e o fim da sua tetralogia [Nêmesis]

“Ele perdera a magia” o Inicio do livro Humilhação do Philip Roth

O pessoal que tem o costume de acessar o meu blog, sabe que eu tenho uma admiração pelo escritor americano Philip Roth, se você der uma volta pelas “tag” de livros, vai achar bastante coisa sobre os seus livros. O escritor é tido como o último grande escritor americano, por estar perto dos seus 75 anos a morte virou um tema recorrente em seus livros, como ele certa vez disse: “Passo mais tempo em enterros do que em festas, minha geração está morrendo”.

Nêmesis faz parte de uma tetralogia [não oficial] que começou em Homem Comum, meu livro favorito e que nunca consegui escrever sobre, gostar muito de uma coisa as vezes torna o post tendencioso. Apesar de estar fazendo o post hoje [quase um ano após o livro ser lançado no Brasi] eu já o tenho a um bom tempo, comprei uma semana depois que ele chegou às lojas, eu estava muito empolgado pra terminar essa saga.

Mas não consegui ler, o livro fala de um relacionamento e de responsabilidades, na época meu relacionamento estava aos cacos e minha responsabilidade não era das maiores. Ai a cada página que eu lia, meu peito apertava um pouco mais. Então eu o coloquei de volta na estante. Em Fevereiro eu reiniciei a sua leitura, tudo havia se normalizado.

O Livro se passa em Newark em Nova Jersey  [berço do escritor e plano de fundo de muitos dos seus livros], no ano verão de 1944, nosso personagem principal é Bucky Cantor, de 23 anos, que vivia com a avó na parte pobre do bairro judeu da cidade. Sendo míope,  usava óculos de lentes grossas [isso o afastou da guerra]. Longe do campo de batalha, Bucky trabalhava na escola do bairro e era fiscal do pátio de recreio durante as férias de verão. Sem saber Bucky enfrentaria junto com suas crianças uma batalha contra a Pólio.

O inicio da queda de Bucky viria com a morte de Alan Michaels, o garoto de que ele mais gostava morreu, tudo piorou quando informado de outras mortes e de mais casos de crianças infectadas. Bucky era admirado pelos garotos do pátio, muito honesto e responsável. Ele fora criado pelos avós maternos [sua mãe morreu no parto e seu pai um ladrão] O avô, um judeu que viera sozinho da Polônia para os Estados Unidos, era um homem bastante rígido, que o ensinara “a se afirmar como homem e como judeu” [um dos temas recorrentes dos livros de Roth].

Bucky se sente totalmente responsável pelas mortes, um peso muito grande para um garoto de 23 anos, esse peso em parte vem das frustrações de seu problema de visão e a baixa estatura, que o impediu de lutar na guerra, mas Bucky tem um amor a zelar, seu amor se chama Marcia, ela também ajuda na comunidade.

Por sorte Marcia o convida para trabalhar em uma colônia de férias, um paraíso onde até o momento, está livre da Pólio, mas antes de aceitar Bucky precisa lutar com seus dilemas morais de abandonar os seus alunos.

Não vou entregar mais sobre o livro, que tem uma reviravolta e um final muito bem escrito.

Essa foi minha dica para o feriado…o malditovivant, volta no segunda com mais posts…

Retrospectiva Malditovivant [Livros]

Com o tempo me tornei um apaixonado por escrever resenhas de livros, mas estou meio preguiçoso, tenho cinco resenhas ainda pra escrever, quero colocar uma a cada quinzena. Philip Roth é meu escritor [vivo] favorito, gosto muito dos seus personagens e da sua escrita. Apesar de gostar tanto dele, não consegui até hoje escrever a resenha do seu livro Homem Comum.

Hoje é o último post de retrospectiva, sexta o blog volta com um post novo e com algumas novidades.

 

A Outra Volta do Parafuso [Muito mais que fantasmas]

Um livro gostoso de ler, você consegue ler ele facilmente em dois dias, apesar do livro ser cheio de referências ao modo Vitoriano, o mais legal que ao final do livro, existe um “pequeno debate” sobre algumas passagens, em especial para o seu final ambíguo.

 

Talento ou pura sorte ? [A Humilhação]

Um livro forte que mostra os caminhos da fama e da queda. Essa queda nos tornamos vuneráveis, principalmente nos relacionamentos. Deixando a imagem de dominadores para dominados em um piscar de olhos.

Minha releitura de fim de ano [Émilie Zola - A Morte de Olivier Bécaille]

Zola foi um dos melhores escritores francês de todos os tempos, sua maior obra foi O Germinal, nesse pequeno pocket que carrego a um bom tempo Zola se mostra mais versátil ainda a criar três pequenos contos sobre a natureza humana, um dos meus livros favoritos da minha biblioteca.

Minha primeira leitura do Ano [O Grande Gatsby]

Uma mera jogada do destino me fez encontrar esse livro, o destino também aproximou Nick e jay. Um livro que retrata fielmente a maneira de agir de uma geração que nunca voltou da guerra. O Grade Gatsby é um livro que deve ser lido.

Com um suspiro ele volta a viver [O livro – A Trégua – Mário Benedetti]

Um romance que me surpreendeu e se tornou parte da minha, não preciso falar muito o livro fala por ele mesmo.

O Blog volta na sexta com novidade…até mais…