Parabéns para o livro hoje é seu dia. [Segunda edição]

O que você gosta de ler ?

Esse é o post número 901 e nada melhor do que um post colaborativo, chamei o pessoal que sempre comenta por essas bandas para participar da segunda edição do Parabéns para o livro [preciso mudar esse nome]. Na primeira edição tivemos uma boa variedade de livros, mas pouca coisa eu não conhecia[clique aqui e veja a primeira edição], essa nova edição ficou bem legal. Eu que sempre dou dica de livros, acho muito legal ver o que o meu leitor gosta de ler, as vezes me surpreendo vendo que é um livro que eu já indiquei, ou mesmo um livro que eu não conhecia [a parte mais legal].

Mas deixamos o papo de lado e vamos ao post:

 

A J^^h do Blog: O gas da coca

Livro: Os delírios de consumo de Becky Bloom [Sophie Kinsella]

Esse livro é maravilhoso e horroroso ao mesmo tempo. Horroroso é porque enquanto lemos, nos sentimos mal, por ver como somos traiçoeiras conoscos só para consumir, pois Becky ao longo do livro, sempre arruma uma desculpa para consumir, gastar o que não tem e comprar o que nem precisa!!!!! Me identifiquei com várias das desculpas dela!!! Terrível!!!! Mas é muito bom para nos fazer refletir como o consumo afeta nossas vidas…..Ainda bem que nunca cheguei a situação semelhante a dela, e nem quero!!!! ahahahaha Mas que é lindo e romântico quando estamos paradas na frente de uma vitrine admirando o nosso objeto de consumo e mais, entrando na loja e o comprando é…..tanto quanto uma cena romântica em um filme bem meloso e clichê que todas e todos nós conhecemos, dizemos detestar, mas no fundo as lágrimas rolam soltas até a cabeça doer..!!!!

É isso gente!!!! Esse livro é amor!!! Amor ao consumo!!!! quem ainda não leu, deveria!!!! Ele é engraçado também

Giuliane do blog Reflexões de um Macaco Doméstico

Livro: O Senhor Das Moscas [William Golding] o livro que me fez chorar.

Um avião que a bordo levava grupo de crianças inglesas abastadas a fim de distanciar-se da Guerra, sofre um acidente, presas em uma ilha deserta, sem adultos, constitui-se uma nova civilização que progressivamente cede aos instintos, regredindo à violência, à morte, à irracionalidade. Após recusa de 21 editoras, é publicado em 1954, descrente na bondade inata dos homens e na sua capacidade de melhorar o mundo, aos poucos ganha notoriedade até propiciar ao autor um Nobel em 1983. No fim quase vi uma pontinha de otimismo, mas aí pensei: “E os adultos, quem os salvará?”.

Carolina Fabris do Fashion Tab

Livro: Dejá Morta [Kathy Reichs]

“Comprei este livro de maneira super despretenciosa. Ele estava dando bobeira na prateleira de um supermercado, com um preço super convidativo e eu não resisti, acabei levando para casa e dando uma chance para a leitura.

As primeiras páginas já prenderam minha atenção. Sabem aquele livro que você começa a ler e não consegue mais parar? Pra mim ele foi mais ou menos assim.

Um suspense gostoso misturado com um drama que não sei bem explicar, só sei dizer que vale a pena ler e se imaginar envolvido na trama.”

Julia Gomes do  Lingua feminina

Livro: Senhora [José de Alencar]

Pq gosto do livro?

Por ser um romance que mostra uma mulher forte, apesar dos sentimentos que nutre. Não tem como não se render a esta leitura e não ficar curioso como terminara essa decisão de Aurélia Camargo e o final é surpreendente, pelo menos para mim. E como o autor descreve bem o cenário também é muito legal imaginar o Brasil da época 1875.

Cerise do Cerise n’ Pepper

Livro: Alice a paus des Merveilles [Lewis Carrol]

Fiz a foto com a última edição que eu ganhei, é em francês e tem ilustrações maravilhosas. Tenho uma pequena coleção de livros de Alice pois sou completamente apaixonada desde que conheci essa história pelo desenho da Disney, de 1951.

O que me faz gostar tanto é por ser uma criança deixando sua imaginação fluir. Gosto de mundos mágicos e acho que todo mundo deveria ter um momento Alice de vez em quando e se deixar levar pra Wonderland pra fugir um pouco do nosso mundo.

Taci do Blog Confronto de ideias

Livro: Questões do Coração [Emily Giffin]

“Amei de coração todas suas páginas. Intenso, verdadeiro, tocante.

É um livro que te ensina a aprender a amar as pessoas, principalmente as que estão ao nosso lado, pois, são as mais difíceis, de mantê-las ao nosso lado, em nossos momentos mais difíceis. Tenho vivido isso neste momento da minha vida e sinceramente, não é fácil.

Foi o livro que simplesmente olhei e pela capa comprei. Não havia ouvido falar dele em momento algum e me surpreendi.

Ingrid do Glamit

Livro: A Trégua [Mario Benedetti]

Bem, escolhi esse livro porque o ganhei de presente de uma pessoa muito importante pra mim, logo, é um dos meus presentes mais queridos. Como me deram com muito carinho li cada página com toda atenção e identificação..

É um romance lindo e bem diferente. Ao invés de vermos o amor pela visão feminina, dessa vez é um homem que nos conta como é se apaixonar por uma mulher mais nova. Se sentir vivo novamente, ganhar esperança e ter uma trégua numa vida cinza e monótona.

Fabio Faller do Turma do Café

Livro: Noites Brancas [Dostoiévski]

Gosto desse livro por ser talvez o único romance de Dostoiévski, publicado em 1848 antes do autor ser preso. Duas coisas me chamaram muito a atenção antes mesmo de ler o livro,o conceito da Noite Branca, fenômeno muito comum na Europa onde o sol se põe e permanece um pouco abaixo da linha do horizonte deixando as noites claras, ou seja, brancas, e a definição do romance dado pelo próprio autor que disse ser o romance de um sonhador. Em uma noite branca de São Petersburgo, o sonhador sem nome, encontra uma linda mulher aos prantos à beira do rio Fontanka. A atmosfera criada pelo autor torna-se o ambiente ideal para o encontro entre essas duas pessoas perdidas e solitárias. Em quatro noites o sonhador e a jovem Nastenka vão se conhecendo cada vez melhor e tornando-se “velhos amigos”.

 ”Escute-me só por um momento! Perdoe-me se lhe digo mais uma coisa… É o seguinte: não posso deixar de aqui voltar amanhã. Sou um sonhador; a minha vida real tão reduzida que momentos como estes que agora vivo são para mim de tal modo preciosos que não poderei evitar de os reproduzir nos meus sonhos. Sonharei consigo toda a noite, toda a semana, todo o ano. Voltarei obrigatoriamente aqui amanhã, justamente aqui, a este mesmo local, a esta mesma hora, e sentir-me-ei feliz por recordar o que hoje aconteceu. Doravante, este lugar é sagrado para mim.”

Foi uma excelente edição deste post, alguns livros eu já cheguei a ler outros fiquei curioso para conhecer. E agora que temos essas boas dicas, vamos a livraria, conhecer um mundo novo.

Lembrando que amanhã tem dica de filme no Turmadocafé.com

E na sexta estamos de volta…com mais livros….

Nova coleção Folha [Literatura Ibero Americana]

Não gosto de ler a folha, mas ela tem boas coleções

Chega as bancas a nova coleção da Folha: Ibero-Americana oferece uma seleção com obras de 25 autores da língua Ibero-Americana. Autores consagrados como, Mario Vargas Llosa, Enrique Vila-Matas, José Saramago, Pablo Neruda entre outros, enriquecem uma coleção pensada e desenvolvida para homenagear a língua Ibero-Americana [Brasil, Portugal, Argentina, Espanha, Peru, Chile, Colômbia, Cuba e México].

Comprei o primeiro volume e gostei do material dos livros e do seu acabamento, o material chega a lembrar outra coleção da folha [Mestres do Jazz] só que as folhas internas são em papel avena e não em papel liso. Se você usa a desculpa de não comprar livros por conta do preço, essa a sua chance de se redimir cada edição sai por 16,90[quase a metade de um livro novo].

Como regra em toda a coleção de jornal, se você perde um volume tem a chance de compra-lo na semana seguinte, por que além da nova edição a folha costuma sempre mandar a edição anterior. A Folha dá a oportunidade de comprar a coleção completa, só entrar no site do jornal e procurar por coleções, mas se você é uma pessoa calma vai comprando uma por uma, assim você tem a chance de ler um livro por semana [fica a dica].

Os livros da coleção:

  1. Jorge Luis Borges O Livro de Areia
  2. Federico García Lorca – Sonetos do Amor Obscuro e Divã Do Tamarit
  3. Mario Vargas Llosa – Tia Júlia e o Escrevinhador
  4. António Lobo Antunes – Memória de Elefante
  5. Ernesto Sabato – O Túnel
  6. Enrique Vila-Matas – Suicídios Exemplares
  7. José Saramago – Ensaio sobre a Lucidez
  8. Mario Benedetti – A Trégua
  9. Pablo Neruda - Navegações e Regressos
  10. Adolfo Bioy Casares – Histórias Fantásticas
  11. Raduan Nassar – Um Copo de Cólera
  12. Ricardo Piglia – Respiração Artificial
  13. Javier Cerca – Soldados de Salamina
  14. Roberto Bolaño – Estrela Distante
  15. Moacyr Scliar – A Mulher que Escreveu a Bíblia
  16. Alan Pauls – História do Pranto
  17. Miguel Sousa Tavares – No Teu Deserto
  18. Lygia Fagundes Telles – As Meninas
  19. Guillermo Cabrera Infante – A Ninfa Inconstante
  20. Sergio Pitol – Vida Conjugal
  21. Milton Hatoum – Cinzas do Norte
  22. Laura Restrepo – Delírio
  23. Inês Pedrosa – Fazes-me Falta
  24. Hilda Hilst – Exercícios
  25. Juan Carlos Onetti – 47 Contos de Juan Carlos Onetti

Fica a dica, o blog volta na quarta com mais posts….

Um Gatsby pós 11 de Setembro [Terras Baixas]

“O que você faz quando seus sonhos são reduzidos a pó ?” Ferds

Escritor e amante do Críquete

O tempo tem me atrapalhado, muitas coisas ao mesmo tempo, mas agora me encontrei, e to conseguindo ter tempo para ler, mas demorei um pouco a mais em Terras Baixas o livro de Joseph O´Neill, estranhamente esse livro se tornou famoso, após o presidente Obama indicar a sua leitura, antes de comprar o livro eu nem sabia disso, não sou um simpatizante de Obama, só tenho uma opinião sobre ele: “Um homem normal com uma grande ferramenta de Marketing por trás dele”.

Mas não estou aqui para falar sobre minhas ideias políticas e sim para contar sobre Terras Baixas. Hans e Rachel, um jovem casal que se muda para os Estados Unidos, Hans é Holandês, metódico e amante de Críquete, Rachel é uma Inglesa impetuosa e dominante. A vida do casal ia muito bem, a experiência de uma nova cidade e o sucesso de Hans e a chegada do “Herdeiro” coroava o bom relacionamento da família.

Mas presenciar a queda das torres gêmeas traria o medo para dentro dessa promissora família, de uma hora para outra toda a segurança e a felicidade sumira, Rachel começa a se sentir só, e resolve voltar para casa levando seu filho, Hans não sabe o que dizer e não consegue impedir a sua ida. Nesse momento nosso protagonista entra em uma espiral de dor e vazio. Isolando dentro de seu apartamento improvisando no Chelsea [Já que o seu foi evacuado] Hans entra em depressão.

Trecho do livro:

“Deitada ao meu lado no escuro, Rachel disse, “Tomei uma decisão. Vou levar Jake para Londres. Vou conversar com Alan Watson amanhã sobre uma licença do escritório”. Estávamos de costas um para o outro. Não me mexi. Não abri a boca.

“Não vejo outra saída”, disse Rachel. “Só que não é justo pro nosso filho.”

Mais uma vez, não falei nada. Rachel disse, “Passou pela minha cabeça quando eu estava fazendo as malas e voltando pra Tribeca. E depois? Começar outra vez como se nada tivesse acontecido? Pra que? Pra que a gente possa manter esse grande estilo de vida nova-iorquino? Pra que eu possa arriscar minha vida todos os dias por um trabalho que me mantém longe do meu filho? Quando a gente nem precisa do dinheiro? Quando a gente nem aproveita ele mais? É insano, Hans”.

Hans tenta uma reação e busca nos moradores do seu prédio e da cidade de Manhattan, uma saída para a sua dor e vazio, só que ele se envolve com os tipos mais estranhos, como seu vizinho que se veste como um anjo [Sim usando asas e todos os apetrechos] ou um crítico de culinária que acaba tendo que escrever sobre os lugares mais baratos para imigrantes.

Entre as figuras emblemáticas que conhece estão Chuck Rukinson [O nosso Gatsby Moreno] ele obcecado pela ideia do sonho americano, aonde alguém do nada chega ao topo, Hans se sente maravilhado com o Chuck, e suas artimanhas, Chuck tira Hans da letargia, e mergulha o Holandês em um mundo repleto de imigrantes e negócios duvidosos. Chuck alimenta o sonho de montar um estádio de Críquete nos Estados Unidos e mesmo Hans sabendo que é algo impossível ele apoia o amigo.

Nesse meio tempo Hans se divide entre trabalhar e visitar seu filho na Inglaterra. A cada visita ao filho ele sente a esposa cada vez mais distante e o sonho de ter uma família também.

Joseph O’Neill cria uma colcha de retalhos muito bem tecida, onde o passado de Hans e seu presente se misturam tirando a linearidade do texto, mas mesmo assim não quebrando o ritmo [mas requer uma leitura atenta]. O’Neill mostra ter uma grande habilidade com as palavras, criando alegorias [e frases de efeito] dentro do texto que servem para ilustrar todo o drama vivido por Hans.

“Mas no outono de 2002, até o meu trabalho, o maior dos potes e panelas que eu pusera sob o teto gotejante de minha vida, havia se tornado pequeno demais para conter minha infelicidade”.

Se você procura uma leitura diferente vá as livrarias e procure Terras Baixas de Joseph O’Neill e aproveite o mundo fantástico [mas real] criado pelo escritor.

Terras baixas, assim como o Críquete um retrato dos imigrantes

Domingo Voltamos com a imagem da semana.

Não pode faltar na sua Estante [Fotografia]: Pilgrimage

“Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso?” Goeth em dialogo do livro: Os sofrimentos do jovem Werter

 

O carnaval acabou tudo começa a engrenar novamente, e o Blog tb. Pra compensar a ausência, teremos post hoje, amanhã e Domingo. Depois na semana que vem, voltamos com a programação normal. E na próxima quinta, post lá no turmadocafe.com, se você não conhece ainda, tá perdendo tempo.

O “Não pode faltar na sua estante” de hoje é focado em fotografia, mais precisamente em Annie Leibovitz, que recentemente lançou seu mais novo livro, mas só agora ele chegou as livrarias brasileiras [Antes só adquirido via Amazon]. Seu novo livro se intitula Pilgrimage [peregrinação].

Parte interna do livro

O título diz tudo sobre o livro, pois dessa vez Annie olha para dentro de si e esquece o mundo dos retratos e inicia uma volta ao mundo por meio da fotografia, mas com a a idéia de que as coisas ficam, mas as pessoas não.

Esse trabalho que foi idealizado a mais de oito anos, só foi produzido agora, por conta de todo o turbilhão que a artista tem enfrentado, primeiro com a morte de sua parceira, a escritora Susan Sontag e depois por estar sendo processada pelo o grupo Art Capital Group alegando que ela devia milhões em empréstimos e honorários, além de outras várias dívidas adquiridas ao longo de sua carreira.

O divã de Sigmund Freud

 

A Tv baleada por Elvis

Apesar do projeto ser antigo, Annie levou apenas 3 anos para tirar todas as fotos e reunir em um livro. Durante todo o tempo que trabalhou no livro, Annie sempre foi aconselhada a parar e desistir de tudo: “Constantemente me diziam que este livro não traria dinheiro e que eu deveria deixá-lo de lado, mas eu realmente queria fazê-lo. Eu precisava salvar minha alma”.

Além da fotografia tirada nas Cataratas do Niágara [que ilustra a capa do livro], livro traz imagens da casa da escritora Virginia Woolf, do famoso divã de Sigmund Freud, da coleção de espécimes do biólogo Charles Darwin e do único vestido que sobreviveu ao tempo da escritora Emily Dickinson, as luvas que estavam no bolso de Abraham Lincoln no dia em que foi assassinado e a TV que Elvis deu um tiro em uma tarde dos anos 70.

Quarto de Virginia Wolf

Todas as fotos foram tiradas com máquina digital, [barateando os custos de produção e edição do livro] mesmo usando esse novo recurso as fotos ficaram magníficas. Lá fora além do lançamento do livro as fotos ganharam uma bela exposição no Smithsonian American Art Museum ,em Washington. Por aqui não existe previsão e nem planos para a montagem da exposição.

Annie no dia da exposição

Então se você gosta de fotografia, e quer ver um lado mais profundo de Annie Lebovitz vá à livraria adicione esse livro a sua biblioteca.

 

Pilgrimage

Autor: Leibovitz, Annie

Editora: Random House Inc

Páginas: 246

Preço: Em torno de 110 Reais.

 

 

Johnny Ramone sem censura!

“Aprendi muito cedo a nunca deixar meus fãs decepcionados. São os fãs que dão um monte de felicidade.” Johnny Ramone.

Quando se fala em Punk rock, logo nos lembramos de The Clash, Sex Pistols e claro Ramones, a banda que surgiu 1974, logo alcançou sucesso com suas músicas rápidas e letras explosivas e isso popularizou o PunkRock, sua maneira de se vestir é copiada até hoje, tanto que o jeans rasgado, a camisa básica, o AllStar preto junto com a jaqueta de couro são lembrados como o uniforme de “um Ramone”.

Rock de verdade

Por trás de toda essa atitude, existia uma mente autoritária, esse era Johnny Ramone, apesar de Joey ser o Frontman da banda, quem dava as cartas era Johnny. Ele criou o estilo Ramone de ser, e também criou o uniforme da banda. Foi de Johnny a idéia de acrescentar o sobrenome Ramone em todos os integrantes, dando uma idéia de família.

E para os fãs da banda, ou mesmo quem gosta de Rock, chega em abril a biografia de Johnny Ramone, A obra vai da infância do músico aos problemas de saúde que o vitimariam [falecido em conseqüência de um câncer de próstata, em 2004], o livro também abordando também a vida amorosa do guitarrista com a sua mulher, Linda, que antes havia namorado com Joey Ramone.

A “traição” [aos olhos de Joey] provocou o corte de relações entre o vocalista dos Ramones e o guitarrista, no início dos anos 80 conflito que, contudo, não impediu que a banda prosseguisse atividade até 1996, mas acabou afetando muito o desempenho da banda.

O livro ainda conta curiosidades da banda, e as influências de Johnny [New York Dolls, Stooges, Motörhead, MC5, The Who, David Bowie] e seus outros trabalhos como produtor musical.

Eu não sou um viciado em Ramones, e muito menos ando por ai de Jeans rasgado e AllStar [Mentira eu tenho um preto que uso bastante], mas gosto muito de alguns discos da banda: Ramones [1976], Rocket Russia [1977] e Brain Drain [1989] do qual me orgulho de ter o Vinil e que sempre acabo tocando no meu toca-disco.

Assim que eu comprar o livro, eu prometo um novo post, sobre o grande Johnny Ramone.

Esse foi o som que eu conheci a banda, apesar de ser muito bom é o som errado para se conhecer Ramones.

Amanhã tem post lá no turmadocafe.com e sexta por aqui.

Folha conta a história do País em fotos [Coleção Folha Fotos Antigas do Brasil]

“Uma fotografia é um segredo de um segredo. Quanto mais ela te fala, menos você sabe.” Diane Arbus

O Grupo Folha acerta mais uma vez na escolha das suas coleções. Depois de investir em arte [Pintores Clássicos], Musica [Jazz] e arquitetura [Arquitetos de todo o mundo], a Folha traz uma coleção que visa contar a história do nosso Brasil, pelas lentes de quem acompanhou toda a transformação do nosso país.

A coleção Folha, com 20 volumes organizados de forma temática, procura mostrar grandes acontecimentos e cenas do cotidiano do país. Trata-se, portanto, de uma história ilustrada uma história da sociedade, do cotidiano, da economia e da política do país contada por intermédio da fotografia.

A coleção registra as mudanças do Brasil entre 1840 e 1960, para montar esse projeto a coleção buscou nos acervos históricos do Instituto Moreira Salles, o Arquivo do Estado de São Paulo, a Fundação Pierre Verger e o Museu Paulista.

Foram recuperadas mais de 900 fotos para compor a coleção, as fotos estão a cargo de nomes como o francês Marc Ferrez, Augusto Malta e até outras tiradas pela lente antropológica de Pierre Verger. Além desses nomes famosos, muitas fotos foram tiradas por anônimos.

Temas dos livros:

  1. São Paulo
  2. Comércio
  3. O Povo Brasileiro
  4. O Brasil Rural
  5. Crenças e Templos
  6. Festas Populares
  7. Imigrantes
  8. Guerras e Batalha
  9. As Cidades
  10. A Indústria
  11. Cotidiano
  12. Transportes
  13. Protestos e Passeatas
  14. Sertão
  15. Obras e Construções
  16. O Café
  17. Litoral
  18. Dinheiro e Poder
  19. Arquitetura
  20. Paisagens

A coleção que começou no domingo passado, ainda pode ser encontrada nas bancas, o preço de cada volume é de 15,90. Ou você pode entrar no site da Folha e comprar a coleção completa por 254,40 Reais [Assinante] ou 302 aos demais leitores.

Quarta estamos de volta com post novo.

 

Se encontrando dentro de seu mundo [Absolvição]

“Somente diante de duas coisas somos todos iguais: a lei e a morte”

Esta é a minha primeira resenha de livro neste ano para o Blog, mas esse livro eu li nas últimas semanas de 2011, só que enrolei um pouco para fazer o post, dada a correria das festas e tudo mais.

Escritor e Professor de Cinema

Absolvição é o primeiro trabalho lançado no Brasil do escritor Italiano Antonio Monda, o livro reflete as difíceis escolhas do dia a dia, escolhas essas que definem nossas vidas e que sequer damos conta disso, Monda, tem um modo simples e direto de escrita, tornando o livro prazeroso, e por ser formado em cinema, o escritor adora citar seus filmes prediletos dentro dos diálogos, levando o leitor a procurar os filmes citados.

O Livro se passa em Nápoles onde Andrea Marigliano, um jovem ambicioso, que deixa seu vilarejo no sul da Itália para seguir carreira de advogado na cidade grande. Esforçado, é contratado pelo escritório do lendário professor Scalia, [o maior criminalista do sul], um homem aos velhos modos, que segue rigorosamente a ética e considera que ninguém é culpado até que se prove o contrário.

Aos olhos do mundo, Scalia não é mais o mesmo. Após um caso onde defendeu a máfia foi acusado injustamente de envolvimento, com isso perdeu muito prestigio em seu meio, seu comportamento adultero o levou a ser abandonado pela mulher. E agora, morando sozinho e afastado da família, tem de lutar contra uma doença fatal.

Andrea vê no professor a figura de um mentor e por vezes de um amigo [já que se sente muito sozinho], com a chegada de um caso de estupro em uma pequena cidade Italiana, Andrea acaba relembrando seu passado humilde e que a todo custou tentou esquecer. Ao mesmo tempo em que Scalia, deve rever seu maior rival dos tribunais e lutar contra a doença que a cada dia que passa avança mais.

“Mais tarde, em casa, senti que havia omitido a palavra solidão porque era a que me tocava mais de perto, e que talvez mais do que qualquer outra havia me ligado ao professor. Senti todo o seu peso quando escutei o segundo movimento do K.488, quando liguei a tevê em busca de nada e quando comecei a imaginar diante de mim todas as mulheres que eu jamais teria.”

O Livro tem uma história bem leve e envolvente, Andrea lembra um pouco Meursault de O Estrangeiro [Alberto Camus] Clique aqui e leia. Se você procura um livro bem leve para esses últimos dias de férias Absolvição é o seu livro.

5 razões para…[Comprar Livros]

“Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” Heinrich Heine

 

Fazia tempo que eu não usava essa TAG, na verdade quase um ano. Sempre pensava no tema, mas acabava desistindo de fazer, então vamos lá.

 

A discussão sobre os livros tem aumentado bastante, desde que os Tablets invadiram as prateleiras, o aparelho promete revolucionar o modo de ler livros, com a possibilidade de ter vários exemplares sempre a disposição do leitor, e ainda a um preço baixo. No Brasil o mercado de E-books não é tão grande como lá fora, mas já vemos alguns sites se especializando nisso, e até sites de livrarias vendendo o conteúdo digital.

Eu tenho um Tablet, mas ainda acho cansativo, a única coisa que eu consigo ler mesmo é o jornal, mas não dispenso ir à banca no domingo e ler o jornal físico, deitado no sofá. Mas tem gente que prefere a comodidade. Agora vou elencar 5 boas razões para comprar livros.

 

1º Prazer de procurar um livro: Legal você entra no site, vai ao buscador e digita o nome do livro, baixou pronto acabou. Isso basta pra você? Para mim não, tem que ter uma interação, O legal é ir até a loja procura o livro, conversa com a vendedora ai ela te conta algo sobre o escritor [Em geral quem trabalha em livraria entende de Livros]. Certo você não achou na Livraria, procura um sebo, o cara que trabalha no sebo vai te indicar uma pilha de livros. Você procura na pilha, conhece outros, barganha o preço do livro, leva para casa e já tem uma história com ele. [Viu o quanto de diversão você pode perder?]

 

Já perti horas e Horas em sebos

2º Todo livro guarda uma história: Não estou falando do seu conteúdo. A maioria dos meus livros tem uma história paralela, dou um exemplo: sempre que eu termino com alguma garota, eu acabo comprando um livro, isso me ajuda a ocupar a cabeça e não ficar pensando em tudo. Eu vou para uma cidade diferente, eu acabo passando em uma livraria e comprando um livro. Às vezes quando eu pego um livro na minha estante me lembro de fatos que ocorreram na época do livro. E o mais legal, seu tipo de leitura reflete na fase da sua vida, quando eu era mais novo só lia romance policiais, e pocket books [eu não tinha grana, para comprar livro grande] e assim vai.

3º A capa: Pode parecer bobo, mas é uma coisa que acontece comigo, eu gosto de ir na livraria dar uma volta, olhar os livros e comprar apenas pela beleza da capa. Sem ler a sinopse ou mesmo “a orelha” o livro. Gosto muito do trabalho dos ilustradores, vejo alguns como verdadeiras obras de arte. Em geral sempre dou sorte com livro comprado pela capa, foi assim que eu conheci Phillip Routh, achei linda a capa do livro Homem Comum. Imagina como é sem graça a capa de um livro na tela do computador.

 

Apaixonado pela capa

4º Facilidade de ler um livro físico: Já viu como é complicado ler um E-book? Você ta lendo o livro no computador aquela luz forte da tela acaba cansando você, sem contar que temos os ícones da distração por todos os lados, logo você para o livro e entra em algum site, e desse site você pula para outro e outro, quando você percebe sumiu o e-book.

5º Reler: Certo, te convenci a não comprar e-books, mas você pode optar por alugar na biblioteca, legal esse já é o caminho. Ter é ainda melhor. Você sempre pode consultar o livro, às vezes você viu alguma referência em algum filme ou algo do tipo, o livro ta na mão para consulta. E outra reler um livro é sempre uma experiência prazerosa, você não é a mesma pessoa de quando leu o livro pela primeira vez, quando for reler o livro, sua opinião sobre ele vai mudar também.

Sonho de consumo

Aqui foram cinco boas razões para comprar livros, dá uma lida e reflita sobre o assunto, até Segunda e bom final de semana.

 

Minha Releitura do Ano: O Amor, o deserto e a busca por respostas [O Céu que nos Protege]

- Adeus – disse o moribundo ao espelho que colocaram a sua frente.

- Não vamos mais nos ver.

Paul Valery.

[Eu havia encomendado alguns livros assim que cheguei a SP, mas com a demora e a falta do que fazer resolvi reler O Céu que nos Protege, apesar de ter me mudado para MG, deixei alguns livros de referencia aqui na minha antiga casa, este livro é um deles. Algumas pessoas podem achar ridículo reler um livro, mas vejo isso como uma redescoberta do livro. A pessoa que sou “Hoje” é diferente da que eu fui ontem, e minha percepção do livro também vai mudar. Para a minha surpresa esse livro continua maravilho e muito atual, na verdade me fascinou muito mais do que na primeira vez, se um dia puder ler, procure este livro, mas tenha a mente aberta, bons livros não são feitos para uma mente fechada]

Acabei de ler na tarde de ontem o livro: O céu que nos protege. Mais um daqueles casos que eu me apaixonei pela capa e comprei o livro, como nas outras ocasiões acabei me dando bem. O Livro foi escrito por Paul Bowles, um americano falecido no final de 1999, que viveu a maior parte da sua vida nos desertos do continente Africano.

Em toda a sua vida, esteve acompanhado de outros escritores e artistas. Que eram atraídos para sua casa, graças ao modo de vida de Bowles, que incluía o uso de drogas e as várias experiências sexuais. Bowles era amigo pessoal de Truman Capote e Tennessee Willians [outros grandes escritores da literatura americana].

O livro se passa inteiro no deserto Africano, e acompanha um casal Port e Kit [Morresby, achei bonito o som do sobrenome] e seu amigo Tunner. O casal está em uma crise de relacionamentodepois de dez anos juntos, o desejo sexual se esgotou o que restou é uma espécie de companheirismo acompanhado de um distanciamento moral.

Port é um aventureiro “boa vida”, nunca trabalhou uma única vez em sua vida, resolveu viajar o mundo e escolheu justamente a África, para escapar do final da guerra que ainda assola a Europa [me refiro a 2ª Grande Guerra].  Port no fundo ainda ama Kit, mas não sabe como reavivar o fogo desta paixão.

Apaixonado pela capa

Kit é uma mulher totalmente imprevisível e de temperamento instável, desde de pequena foi cercada de presságios que com o passar dos anos fica mais forte.  Apesar disso Kit tem idéias parecidas a de Port, mas Kit não sabe como se expressar perto de toda a pontêcialidade de Port.

Tunner é um amigo de longa data, um pouco mais jovem que o casal, vive a se divertir no meio do deserto, sempre em busca de sexo fácil e uma boa garrafa de espumante. Aos poucos Tunner começa a se interessar por Kit, “não por ela ser bela e sim por ter pena (ela ser mulher) e ele por estar entediado (e ser Homem).Como ele resume neste fragmento do texto.

Tunner aos poucos começa a se tornar um estorvo na tentativa de reconciliação, então Port tenta a cada momento afastar seu amigo. Entre estes bons personagens ainda surge um casal de trapaceiros que os segue em cada parada.

Se vc acha q este livro é um simples romance água com açúcar vc está totalmente enganado. Pq meio aos conflitos amorosos [desejos], estão também os conflitos morais e espirituais. Além do deserto e os problemas que eles enfrentam a cada cidade diferente.

Está viagem que tinha a função de unir o casal, vai mostrar todos os caminhos traiçoeiros que cercam a moral do “Ser Humano”. Ou como afirmava Thomas Hobbes:  “O Homem é o Lobo do Homem”


O livro é muito bem escrito, e sua trama apesar de complexa e cheia de pequenas histórias permanece sempre bem amarrada ao livro.

Vou deixar aqui duas passagens do livro:

O grito dele prosseguiu sobre a imagem final: Manchas de sangue cru e vermelho sobre a terra. Sangue sobre excremento. O momento supremo, muito acima do deserto, quando dois elementos, sangue e excremento, há muito mantidos separados, se fundem. Uma estrela negra aparece, um ponto de escuridão na claridade do céu noturno. Ponto de escuridão e portal para o repouso. Estenda a mão, penetre o tecido fino do céu que nos protege, repouse.

Esta segunda passagem é Kit relembrando um dos seus diálogos com Port, depois de um belo dia de verão em um dos jardins da Europa.

Port havia dito: - A morte está sempre a caminho, mas o fato de você não saber quando vai chegar parece depreciar a finitude da vida. É essa terrível precisão que nós tanto detestamos. Mas, por não sabermos, passamos a pensar na vida como um poço inesgotável. No entanto, as coisas acontecem só um certo número de vezes e um número muito pequeno na verdade. Quantas vezes mais você se relembrará uma certa tarde de sua infância, alguma tarde que é tão profundamente parte do seu ser que você não consegue nem conceber sua vida sem ela? Talvez quatro ou cinco vezes mais. Talvez mesmo nunca. Quantas vezes mais você vai ver a lua cheia nascer? Talvez vinte. E, no entanto, tudo parece ilimitado.

O Céu que nos protege de Paul Bowles pode ser encontrado em qualquer livraria pelo valor médio de 42,00 Reais.

Livro A Outra Volta do Parafuso [Muito mais que fantasmas]

“Não há mentira pior do que uma verdade mal compreendida por aqueles que a ouvem.” Henry James.

Antes de falar do livro, devo contar como descobri a sua existência. Eram meados de 1998 a Directv [finada empresa de Tv por satélite] havia chegado na minha casa, um ano antes o milagre da Tv a cabo já tinha chegado na minha vida [mas com a analógica TVA] A Directv trazia uma novidade para todos, não dependíamos mais da revistinha para saber o nome do filme e muito menos para saber a sua sinopse, na época o recurso era mais que novo, hoje em dia é apenas mais uma comodidade.

Em uma das tardes sozinho em casa comecei a assistir a um filme chamado os Inocentes, a sinopse contava que o filme era baseado em um clássico da literatura inglesa, escrito por Henry James que se chamava: A Outra Volta do Parafuso.

Fiquei com esse nome na cabeça [durante anos], no mês passado ele me apareceu, eu estava matando tempo na Saraiva, quando achei A Outra Volta do Parafuso, tive que comprar o livro na hora.

Um Livro de leitura simples e história envolvente, ele começa com um encontro de amigos que resolvem contar histórias assustadoras, um deles diz que conhece a história mais macabra de todos os tempos, mas para contar a história ele precisa que passem a noite na casa e esperem pelo pergaminho do conto.

Este pergaminho foi escrito pela protagonista da história que confiou ao jovem os relatos dos acontecimentos que ocorreram quando ela trabalhou de tutora em uma propriedade em Bly.

A jovem tutora deveria cuidar dos dois sobrinhos do seu empregador, ao ser contratada ela recebe instruções simples de seu empregador, ele não queria ser importunado de maneira nenhuma, ela deveria resolver os problemas por sozinha.

Chegando a Bly conhece a pequena Flora, que logo a identifica como “a garota mais doce do mundo”, seu outro protegido chegaria dois dias depois, após ser expulso da escola, sem nunca se saber o real motivo. O mistério começa quando a jovem tutora vê uma figura sinistra no alto da torre.

Esse livro se tornou um clássico pelo teatro de sombras que Henry James cria, onde não sabemos o que é real ou apenas parte do imaginário da jovem tutora [personagem fica sem nome no livro].

O Livro foi lançado pelo selo da Penguin junto com a Companhia das Letras.