Resenha: CD Monster do Kiss [By Iza!]

Minha primeira convidada do ano é a Blogueira Iza do Cowgirls From Hell [clique aqui e leia], ela foi convidada a escrever sobre o mais novo cd do KISS, lançado no ano passado, vamos ao POST:

kissmonster

Quando o assunto é a banda Kiss é quase impossível não se lembrar do espírito festeiro típico do Hard Rock retratado bem no refrão do hino “Rock And Roll All Nite”.  Ao contrário de muitas outras bandas de gênero semelhante, o Kiss parece não ter deixado de lado suas origens e seu trabalho mais recente confirma isso.

Monster é o vigésimo álbum de estúdio, lançado em outubro de 2012 e nos trás um pouco mais de 45 minutos de um som que parece ter vindo do passado.  É um pouco estranho afirmar isso, mas insisto em apontar o quanto esse CD me parece ser nostálgico mesmo tendo apenas músicas novas. Os amantes dos gêneros mais pesados do rock estão cientes de onde quero chegar, aliás, há uma pequena “briga” entre os fãs e as bandas porque os primeiros muitas vezes não querem que seus ídolos percam a musicalidade de sempre. É normal que um artista mude musicalmente com o tempo, porém nem sempre mudança é algo bem aceito.

Voltando ao nosso foco principal, a minha percepção quanto ao álbum é que a banda procurou a simplicidade e essa tal simplicidade resultou em boas músicas. De acordo com alguns comentários que andei lendo para melhorar minha postagem, parece que os fãs mais antigos da banda estão esperando um disco bom do início ao fim há muito tempo e Monster foi bem recebido pelo público e muitos concordam comigo quanto ao fato da banda ter voltado às origens.

Agora, a setlist:

1-“Hell or Hallelujah” (Paul Stanley) – 4:07

Vocal – Paul Stanley

2-“Wall of Sound” (Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer) – 2:55

Vocal – Gene Simmons

3-“Freak” (Stanley, Thayer) – 3:35

Vocal – Paul Stanley

4-“Back to the Stone Age” (Simmons, Stanley, Thayer, Eric Singer) – 3:01

Vocal – Gene Simmons

5-“Shout Mercy” (Stanley, Thayer) – 4:04

Vocal – Paul Stanley

6-“Long Way Down (Stanley, Thayer) – 3:51

Vocal – Paul Stanley

7-“Eat Your Heart Out” (Simmons) – 4:06

Vocal -Gene Simmons

8-“The Devil Is Me” (Simmons, Stanley, Thayer) – 3:40

Vocal – Gene Simmons

9-“Outta This World” (Thayer) – 4:29

Vocal – Tommy Thayer

10-“All for the Love of Rock & Roll” (Stanley) – 3:21

Vocal – Eric Singer

11-“Take Me Down Below” (Simmons, Stanley, Thayer) – 3:24

Vocal – Gene Simmons e Paul Stanley

12- “Last Chance” (Stanley, Simmons, Thayer) – 3:05

Vocal – Paul Stanley

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De todas as músicas, minha favorita foi a energética Back to Stone Age porque ela é animada e gosto de canções assim. Quando você ouve o trabalho da banda do início ao fim, as músicas parecem ter certa continuidade e o álbum em si é de tirar o fôlego. Se você ainda não ouviu, corra porque você não irá se arrepender! :D

Para terminar o post, gostaria de agradecer a oportunidade de escrever para o Maldito Vivant que é um blog que admiro muito. Acabei me enrolando um pouco com a vida de universitária e deixei muitas coisas de lado, dentre elas meus blogs, e meu post deveria ser lançado há algum tempinho. Pois bem, pelo menos o texto já ficou pronto e vocês já podem conferir minhas opiniões.

We Rock!

Iza. Blogueira do Cowgirls From Hell, estudante de Geografia e amante do bom e velho rock n’roll.

Músicas e Cenas de filmes !!! [Parte I]

Uma trilha sonora para cada momento de nossas vidas.

No inicio do mês a Ana do blog Bolas de Meias [clique aqui e conheça] me sugeriu um tema de post, ela queria um post com minhas trilhas sonoras favoritas de filmes, fiz listas e mais listas, e comecei a ver que certas músicas só tem o significado certo quando acompanhada da cena do filme, então fiz um pouco diferente do pedido original. O resultado ficou bem legal, apesar de que alguns vídeos tem uma qualidade muito ruim.

Também tive que dividir o Post, assim na segunda, volto com continuação desta lista.

Easy Rider é um clássico da “contra cultura”, ficou muito famoso por conta do som do Steppenwolf, “Born to be wild”, mas para mim uma das melhores músicas desse filme é The Pusher [também do Steppenwolf] que aparece na cena inicial onde Peter Fonda e Dennis Hopper iniciam sua caminhada.

 

Death Proof é um dos filmes mais insanos de Quentin Tarantino, ainda mais esse que é repleto de colagens de filmes clássicos dos anos 60 e 70. Tarantino sempre acerta em cheio nas trilhas de seus filmes, o diretor resgatou a banda The Coasters e colocou a canção Down in the Mexico de volta nas paradas. Essa cena também é um tributo ao próprio Tarantino com seu primeiro sucesso Um Drink no Inferno.

 

Drive foi um dos melhores filmes que eu assisti nesse ano. [Clique aqui e leia o post] Ryan Gosling está perfeito no papel do frio Drive. Eu não gosto muito desse tipo de música que toca na abertura do filme, mas a cena é memorável. Eu vi no cinema e a profundidade e a beleza da noite refletida nos prédios torna a trilha memorável. A musica de abertura é  interpretada por Lovefoxxx do Cansei de ser Sexy e se chama NightCall.

 

Eu gosto muito de Bob Seger, mas Old Time Rock and Roll eu só fui conhecer em Risky Business, a cena da escorregada de meias do Tom Cruise é antológica, se vocês reclamaram da Lap Dance da Vanessa Ferlito, agora tem o Tom de Cueca. Tirando isso Risky Business é um filme bem divertido, que foi banido da sessão da tarde por conta do conteúdo adulto.


Educação [clique aqui e leia] foi o filme que elevou Carrey Mulligan ao estatus de estrela, na cena do primeiro encontro com o homem que mudaria sua vida, Jane volta pra casa e pensa em sua paixão ao som de Juliette Gréco com seu clássico Sous le ciel de Paris. 

 

Quase Famosos, é um filme quase que verídico da vida de Cameron Crowe, que trabalhou na revista Rolling Stone e chegou a excursionar com o Led Zepellin. A Cena em questão é uma das mais bonitas do filme, o guitarrista resolve fugir colocando quase um fim na banda, mas tudo acaba dando certo [pelo menos até aquele momento] e nada como Tiny Dancer uma das melhores musicas do Elton John.

O malditovivant volta na quarta com mais…

 

Que vida!

 Por Humberto Domiciano

[Ando meio falho com o Blog, mas prometo me organizar, essa semana chamo o meu amigo Humberto para escrever sobre o Show do Noel que aconteceu me SP no dia dois, e só pra relembrar cliquea aqui e releia uma resenha do disco]

Uma noite fria em São Paulo, futebol na televisão e o trânsito caótico… Mesmo assim, quem compareceu ao Espaço das Américas no último dia 2 de maio pôde presenciar um belo show de rock.

A passagem de Noel Gallagher pelo Brasil ainda teve mais um show, no Rio de Janeiro, e trouxe uma boa mistura das músicas do excelente “Noel Gallagher’s High Flying Birds” com sons do Oasis.

Vale ressaltar que na comparação entre a estreia do Beady Eye, banda de Liam Gallagher com o primeiro trabalho solo de Noel, a vantagem ficou com o segundo. Desta vez, no palco, novamente o irmão ‘rejeitado’ levou a melhor.

A apresentação começou britanicamente às 22 horas, com a boa e surpreendente “(It’s Good) To Be Free” com uma levada um pouco mais arrastada. A escolha é acertada e mostra que Noel pode estar realmente livre da antiga banda.

 Sem pausa, a banda emendou a pesada “Mucky Fingers”, do álbum “Don’t Believe the Truth”.

Com uma breve introdução instrumental, chegou a vez das músicas do trabalho solo. Primeiro foi “Everybody’s On The Run”, que acabou sendo cantada por boa parte do público e talvez seja um dos melhores sons feitos por Noel nos últimos 10 anos.

A seqüência de sons novos foi bem recebida e prosseguiu com “Dream On”, “If I Had Gun” (bela balada), “The Good Rebel”, “The Death of You and Me” (outra excelente composição) e “Freeky Teeth”.

Como era de se esperar, muita gente que foi ao show esperava pelos clássicos do Oasis. O primeiro da noite foi “Supersonic”, que mesmo numa versão acústica não decepcionou. Neste ponto do show, Noel já parecia bem a vontade e reagindo a gritos de algumas pessoas pedindo a música “Masterplan”, mostrou o ‘bom humor’ britânico ao mexer a cabeça negativamente e soltar um sonoro “Fuck off…”…

 O set-list trouxe em seguida “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine” e “AKA What a Life”, duas músicas excelentes.

 “Talk Tonight”, do disco Masterplan, foi bem executada e foi emendada com “Soldier Boys and Jesus Freaks”, outro som do novo disco.

A parte final do set teve “AKA… Broken Arrow” e “(Stranded On) The Wrong Beach”, intercaladas com “Half the World Away”, balada do Oasis, presente no disco Masterplan.

 Para o bis, Noel preparou uma surpresa. Tocou pela primeira vez ao vivo, o lado-B “Let the Lord Shine a Light On Me”, que saiu no single de “AKA What a Life”.

 Logo depois, foi a vez de Whatever, que teve uma versão quase anêmica. Mas para o final a emoção foi garantida com a seqüência de Little By Little e clássica Don’t Look Back in Anger”, que foi cantada muito alto e levou muita gente às lágrimas.

 O resumo de ópera é que Noel parece ter se adaptado melhor à vida sem o irmão Liam. Canta, sem traumas, pérolas de sua antiga banda e tem empolgado. Em breve, Liam, com o Beady Eye, promete tocar Oasis em seus shows e em breve deve lançar um segundo disco. Se as previsões de uma reunião em 2015 se confirmarem, a pausa atual do grupo com certeza terá sido bem aproveitada.

 Até sexta…

Norah Jones – Little Broken Hearts

O novo disco da Norah Jones acabou de sair da prensa e vazar pela internet, então chamei a Gracinha do blog Glamit [clique aqui] para escrever sobre o novo álbum da cantora:

Como o Ferds já havia postado algumas semanas atrás, a Norah Jones estava para lançar, no dia 01/05, o novo álbum “Little Broken Hearts. Pois bem o disco vazou e ele me pediu para fazer um post sobre o novo CD.

Norah provou nesse álbum que adora assumir riscos e se reinventar, sem negligenciar seu talento. Com uma pegada mais eletrônica a cantora desconstrói sua imagem  - country, blues e o jazz-pop-, e o mais importante, sem perder sua essência, assim deixando sua marca registrada em cada faixa.

Faixa 1 – Good Morning

Uma linda balada que parece nos ninar, uma música típica da Norah que não deixa os fãs carentes da sua doçura. Porém não se engane. A canção fala sobre abandonar um amante ao amanhecer pois já se sabe que o relacionamento não irá funcionar.

“I couldn’t sleep/I knew you were gone/Our loving is all I was after/But you couldn’t give it/So I’m moving on”

Faixa 2 – Say Goodbye

Uma das melhores do álbum, sensual , mas um pouco mais animada. Voz com ruído, eco e batida bem marcada. Como se ela tivesse ido embora, segura, porém se o amante dissesse que gostaria de voltar e ser melhor, ela voltaria. O CD fala disso, de um casal inconstante..

“Don’t you miss the good old days/When I let you misbehave?/Why you’re looking down like that?/I won’t let you die until come back/Please come on back”

Faixa 3 – Little Broken Hearts

A música que nomeia o álbum não poderia ser menor. Música tensa com uma letra que nos faz imaginar um casal de solteiros com seus corações partidos que buscam prazer sem conseguir se acostumar a ter alguém ao seu lado. Se tratando de um CD que parece nos levar a diversas cenas, essa me fez imaginar um bar um tanto vazio com essa música tocando na JukeBox…

“Little broken hearts of the night/Slowly picking up their knives/On the way to the fight/ Tonight they want revenge.”

Faixa 4 – She’s 22

Uma baladinha com somente teclados, guitarra dedilhada e ruídos propositais, Norah nos traz um casal que parece estar num triangulo amoroso ou tendo outros relacionamentos. Uma música suave pra demonstrar a angústia de ver quem você ama com outra pessoa, se questionando se ela o faz feliz.

“I’m holding on/To a thing that’s wrong/‘Cause we don’t belong/But you like my songs/And you make me happy/Does she make you happy?”

Faixa 5 – Take it Back

Um arranjo mais elaborado e ainda suave. A música conta sobre alguém que pede para que esse sentimento seja pego de volta já que ela não vai ser levada até seu amor. Sempre me vejo pensando em pegar estrada quando ouço essa música rs

“Won’t you take me away from here/So I’ll never find my way home/Well there’s one missing part of me”

Faixa 6 – After The Fall

Tendo diversos sons eletrônicos acredito que seja a música mais diferente do que ela costuma fazer. Com um trocadilho sobre o último álbum da cantora The Fall” a música é resumida na simples pergunta “Depois do que passou, você ainda desejaria tudo de novo?”

After the fall/I still want it all”

Faixa 7 – 4 Broken Hearts

Com arranjo mais trabalhado, bateria bem marcada e ecos, Norah retorna com um som mais sensual. Daquele jogo visto anteriormente no CD, o que resta são 4 corações partidos e uma bela estrofe..

“And we tried to be faithful/But didn’t get far/Now all we’ll be left with is 4 broken hearts/I tried to erase you/But I didn’t get far…enough away from you/Because you still can break my heart”

Faixa 8 – Travelin’ On

Minha canção favorita desde que só havia visto um video [que só tem 52 seg] da Norah no estúdio produzindo essa faixa. Sou apaixonada por processos de criação, criatividade, técnicas etc adoro ver vídeos dessa fase “estúdio” das músicas. Além desse som ter um arranjo que me ganhou de imediato: violoncelo, violão e voz, tem uma letra linda, com frases bem feitas e que fala de ser pega de surpresa pelo amor novamente.

“So call me when you get where you’re goin’/I’ll keep travelin’ on, travelin’ to you/Hey, don’t be too hard on yourself/I’ll be ok/Cuz we won’t leave this place any worse/Than when we came”

Faixa 9 – Out on the Road

A música que mais lembra a fase country da cantora. Voz limpa, batidas bem marcadas. Assim ela canta como ir embora à procura do seu paraíso sem ao menos pensar duas vezes .

“I never wanted to be taken/But now I’m feeling so left out/So I don’t care where I go/I’m leaving”

Faixa 10 – Happy Pills

Single do novo álbum que por sinal de muito bom gosto. Esse single resume o álbum, pegadas eletrônicas, mas sem fugir ao estilo dela, ritmo leve, mas com letra de atitude e arriscando sem pisar em falso. Cantar que irá tirar alguém da sua cabeça, pedir pra ser deixada em paz tão docemente não é pra qualquer uma. Já existe o clipe oficial dessa música e para conferir é só clicar!

“With you gone, i’m alive/Makes me feel like i took happy pills/And time stood still.”

Faixa 11 – Miriam

 

Uma música introspectiva, linear,  com letra forte e que propõe de maneira debochada magoar o mínimo possível o coração da Miriam.

“Miriam was it a game to you?/Was it a game to him?/Don’t tell me lies.” 

Faixa 12 – All a Dream

Última música, mas nem por isso é fraca. Outro som sensual e com letra enigmática.. Lembrando um pouco da sua fase blues, porém mais malicioso. Uma ótima música com guitarra dedilhada e um bom solo para dançar bem acompanhado.

“And feeling the warmth of your breath/Against my skin/Now I hope this isn’t only just a dream.”

  Espero que tenham gostado do post e que curtam a Norah Jones assim como eu [na primeira vez que ouvi esse álbum, ouvi duas vezes seguidas!]

Até sexta…com mais malditovivant.net

Parabéns para o livro hoje é seu dia. [Segunda edição]

O que você gosta de ler ?

Esse é o post número 901 e nada melhor do que um post colaborativo, chamei o pessoal que sempre comenta por essas bandas para participar da segunda edição do Parabéns para o livro [preciso mudar esse nome]. Na primeira edição tivemos uma boa variedade de livros, mas pouca coisa eu não conhecia[clique aqui e veja a primeira edição], essa nova edição ficou bem legal. Eu que sempre dou dica de livros, acho muito legal ver o que o meu leitor gosta de ler, as vezes me surpreendo vendo que é um livro que eu já indiquei, ou mesmo um livro que eu não conhecia [a parte mais legal].

Mas deixamos o papo de lado e vamos ao post:

 

A J^^h do Blog: O gas da coca

Livro: Os delírios de consumo de Becky Bloom [Sophie Kinsella]

Esse livro é maravilhoso e horroroso ao mesmo tempo. Horroroso é porque enquanto lemos, nos sentimos mal, por ver como somos traiçoeiras conoscos só para consumir, pois Becky ao longo do livro, sempre arruma uma desculpa para consumir, gastar o que não tem e comprar o que nem precisa!!!!! Me identifiquei com várias das desculpas dela!!! Terrível!!!! Mas é muito bom para nos fazer refletir como o consumo afeta nossas vidas…..Ainda bem que nunca cheguei a situação semelhante a dela, e nem quero!!!! ahahahaha Mas que é lindo e romântico quando estamos paradas na frente de uma vitrine admirando o nosso objeto de consumo e mais, entrando na loja e o comprando é…..tanto quanto uma cena romântica em um filme bem meloso e clichê que todas e todos nós conhecemos, dizemos detestar, mas no fundo as lágrimas rolam soltas até a cabeça doer..!!!!

É isso gente!!!! Esse livro é amor!!! Amor ao consumo!!!! quem ainda não leu, deveria!!!! Ele é engraçado também

Giuliane do blog Reflexões de um Macaco Doméstico

Livro: O Senhor Das Moscas [William Golding] o livro que me fez chorar.

Um avião que a bordo levava grupo de crianças inglesas abastadas a fim de distanciar-se da Guerra, sofre um acidente, presas em uma ilha deserta, sem adultos, constitui-se uma nova civilização que progressivamente cede aos instintos, regredindo à violência, à morte, à irracionalidade. Após recusa de 21 editoras, é publicado em 1954, descrente na bondade inata dos homens e na sua capacidade de melhorar o mundo, aos poucos ganha notoriedade até propiciar ao autor um Nobel em 1983. No fim quase vi uma pontinha de otimismo, mas aí pensei: “E os adultos, quem os salvará?”.

Carolina Fabris do Fashion Tab

Livro: Dejá Morta [Kathy Reichs]

“Comprei este livro de maneira super despretenciosa. Ele estava dando bobeira na prateleira de um supermercado, com um preço super convidativo e eu não resisti, acabei levando para casa e dando uma chance para a leitura.

As primeiras páginas já prenderam minha atenção. Sabem aquele livro que você começa a ler e não consegue mais parar? Pra mim ele foi mais ou menos assim.

Um suspense gostoso misturado com um drama que não sei bem explicar, só sei dizer que vale a pena ler e se imaginar envolvido na trama.”

Julia Gomes do  Lingua feminina

Livro: Senhora [José de Alencar]

Pq gosto do livro?

Por ser um romance que mostra uma mulher forte, apesar dos sentimentos que nutre. Não tem como não se render a esta leitura e não ficar curioso como terminara essa decisão de Aurélia Camargo e o final é surpreendente, pelo menos para mim. E como o autor descreve bem o cenário também é muito legal imaginar o Brasil da época 1875.

Cerise do Cerise n’ Pepper

Livro: Alice a paus des Merveilles [Lewis Carrol]

Fiz a foto com a última edição que eu ganhei, é em francês e tem ilustrações maravilhosas. Tenho uma pequena coleção de livros de Alice pois sou completamente apaixonada desde que conheci essa história pelo desenho da Disney, de 1951.

O que me faz gostar tanto é por ser uma criança deixando sua imaginação fluir. Gosto de mundos mágicos e acho que todo mundo deveria ter um momento Alice de vez em quando e se deixar levar pra Wonderland pra fugir um pouco do nosso mundo.

Taci do Blog Confronto de ideias

Livro: Questões do Coração [Emily Giffin]

“Amei de coração todas suas páginas. Intenso, verdadeiro, tocante.

É um livro que te ensina a aprender a amar as pessoas, principalmente as que estão ao nosso lado, pois, são as mais difíceis, de mantê-las ao nosso lado, em nossos momentos mais difíceis. Tenho vivido isso neste momento da minha vida e sinceramente, não é fácil.

Foi o livro que simplesmente olhei e pela capa comprei. Não havia ouvido falar dele em momento algum e me surpreendi.

Ingrid do Glamit

Livro: A Trégua [Mario Benedetti]

Bem, escolhi esse livro porque o ganhei de presente de uma pessoa muito importante pra mim, logo, é um dos meus presentes mais queridos. Como me deram com muito carinho li cada página com toda atenção e identificação..

É um romance lindo e bem diferente. Ao invés de vermos o amor pela visão feminina, dessa vez é um homem que nos conta como é se apaixonar por uma mulher mais nova. Se sentir vivo novamente, ganhar esperança e ter uma trégua numa vida cinza e monótona.

Fabio Faller do Turma do Café

Livro: Noites Brancas [Dostoiévski]

Gosto desse livro por ser talvez o único romance de Dostoiévski, publicado em 1848 antes do autor ser preso. Duas coisas me chamaram muito a atenção antes mesmo de ler o livro,o conceito da Noite Branca, fenômeno muito comum na Europa onde o sol se põe e permanece um pouco abaixo da linha do horizonte deixando as noites claras, ou seja, brancas, e a definição do romance dado pelo próprio autor que disse ser o romance de um sonhador. Em uma noite branca de São Petersburgo, o sonhador sem nome, encontra uma linda mulher aos prantos à beira do rio Fontanka. A atmosfera criada pelo autor torna-se o ambiente ideal para o encontro entre essas duas pessoas perdidas e solitárias. Em quatro noites o sonhador e a jovem Nastenka vão se conhecendo cada vez melhor e tornando-se “velhos amigos”.

 ”Escute-me só por um momento! Perdoe-me se lhe digo mais uma coisa… É o seguinte: não posso deixar de aqui voltar amanhã. Sou um sonhador; a minha vida real tão reduzida que momentos como estes que agora vivo são para mim de tal modo preciosos que não poderei evitar de os reproduzir nos meus sonhos. Sonharei consigo toda a noite, toda a semana, todo o ano. Voltarei obrigatoriamente aqui amanhã, justamente aqui, a este mesmo local, a esta mesma hora, e sentir-me-ei feliz por recordar o que hoje aconteceu. Doravante, este lugar é sagrado para mim.”

Foi uma excelente edição deste post, alguns livros eu já cheguei a ler outros fiquei curioso para conhecer. E agora que temos essas boas dicas, vamos a livraria, conhecer um mundo novo.

Lembrando que amanhã tem dica de filme no Turmadocafé.com

E na sexta estamos de volta…com mais livros….

Girando e girando rápido

Por Humberto Domiciano

[Convidei meu amigo para falar do Beady Eye um Oasis sem o Noel, antes ele fez uma resenha do disco solo dele, clica aqui

Como é de conhecimento de todos, o Oasis deixou de existir em 2009. A partir de então, os irmãos Gallagher resolveram cada um montar a sua banda. O Beady Eye, que tem Liam junto com todos os integrantes da última formação do Oasis, lançou seu trabalho primeiro. Different Gear, Still Speeding é uma boa mostra de rock n’ roll e já nos deixa ansiosos para o próximo cd…

 

Four Letter Word – Abertura típica do Oasis dos anos 90. Riff marcante, vocais limpos e batida animada. Grande som, com uma letra bem interessante e mostra um Liam talvez mais maduro…

Millionaire – Mais uma bela canção. Timbre e tema bem anos 60. É complicado não comparar com Beatles, mas a melodia é boa e cativante e novamente a letra é boa…

Liam, o BadBoy que o Rock Precisa

The RollerAqui temos o primeiro single do trabalho. Semi-balada, de certa forma melancólica. Algum fã mais atento pode lembrar um pouco de John Lennon em seus primeiros discos-solo.

Beatles and StonesO título diz tudo. Rockão bem anos 60, rápido, direto e sem firulas. Vamos passar como Beatles e Stones!!

Wind Up DreamOutra com a cara do Oasis. Tem uma levada mais preguiçosa, quase indolente, mas com bons riffs e solos. Poderia facilmente estar em algum disco da banda de Manchester.

Bring the LightAqui Liam voltou um pouco mais no tempo. O piano lembra Jerry Lee Lewis e a coisa fica mais interessante com a guitarra afiada no momento certo e com o coro feminino de fundo.

For Anyone – Primeira música ‘bonitinha’ do disco. Violão, batidinha manjada e toquezinho folk. Som agradável e só.

Kill For a DreamMais uma balada. Mas nesta, os arranjos são mais elaborados e a música vai crescendo. Bela letra, com uma mensagem muito boa. Vale destacar também os solos curtos, mas bem precisos.

Standing on the Edge of NoisePesada, barulhenta e com o título mais uma vez auto-explicativo. Lembra de leve Helter Skelter, dos Beatles. Essa anarquia é boa e faz falta para o rock moderno.

WigwamUma semi-balada. Sem nada de especial, talvez a mais fraca do disco.

Three Ring CircusRock básico, bom riff, bom solo e refrão preciso. Simples como esse tipo de som deve ser.

The Beat Goes OnTalvez a mais beatlemaníaca do disco. Arranjos sessentistas e a temática também. Mais um bom som e que serve para mostrar que Liam também consegue acertar nas suas composições.

The Morning Son – O fechamento do disco foi com bom gosto. Balada com violão, sons mais delicados. Música feita sobre a paternidade e o quanto ela pode alterar a vida de um homem.

[Amanhã eu estou lá no Turmadocafe.com para dar uma dica de filme, como hoje falamos de Oasis, amanhã é dia de falar de Lennon]

SWU para todos [Verdades e mentiras sobre o evento]

Por Humberto Domiciano

Quando o festival SWU foi anunciado no ano passado, tendo como foco a tal da sustentabilidade, confesso que não me animei muito. Sempre entendi que arte por si só é algo representativo e que faz pensar, sendo desnecessário usá-la e forçá-la a ter um discurso político ou de costumes.

O tal festival aconteceu, tendo como destaque logo uma banda que é totalmente política (Rage Against the Machine) e depois choveram críticas quanto a estrutura do local e até mesmo quanto ao cast escolhido.

Alguns meses depois, a segunda edição foi definida e com a mudança de cidade (de Itu para Paulínia) e dias melhores definidos quanto ao estilo musical, o festival pareceu mais interessante. E após a confirmação de um grande nome, o Lynyrd Skynyrd, decidi ir até o interior paulista. Acertados os detalhes, como hospedagem e acesso ao espaço dos shows, parti para os shows.

1º dia

No geral, tive boas surpresas. Zé Ramalho, que abriu o domingo, veio com um set mais leve, com covers, além das obrigatórias Eternas Ondas, Táxi Lunar e Admirável Gado Novo.

Na sequência, a chuva que se aproximava finalmente começou e causou o único momento mais tenso do festival. Com o atraso de todas as apresentações, a organização do SWU optou por antecipar a Tedeschi Trucks Band e inverter com o Ultraje a Rigor. A escolha foi boa, pois colocou o grupo norte-americano com seu som baseado no blues e no funk antes do show mais pesado que a banda brasileira faria na sequência.

Entendo ser desnecessário falar sobre a confusão entre as produções do Ultraje e do Peter Gabriel. O fato já foi noticiado e comentado e o mais importante é que a veterana banda de rock brazuca fez um baita show. O baterista Bacalhau se mostrou insano, o guitarrista Marcos Kleine deu mais peso a clássicos como Inútil, Pelado e Nada a Declarar.

Seguindo o dia, tivemos Chris Cornell, que trouxe um show acústico, que apesar de ter sons excelentes de sua carreira no Soundgarden e no Audioslave, não empolgou pelo formato escolhido.

Já com a noite caindo foi a vez do Duran Duran. Os veteranos ingleses chegaram com todo o glamour de outrora. O show foi bom, apesar dos sons mais novos não empolgarem o público. Simon LeBon segue em boa forma vocal e ao lado de duas (interessantes) cantoras deu um bom espetáculo.

Logo foi a vez de Peter Gabriel que veio com seu novo show com a New Blood Orchestra. A qualidade da apresentação é indiscutível. O projeto, talvez um dos mais ambiciosos do ex-vocalista do Genesis, é sucesso de público por onde passa. No caso do SWU, por ter um tempo reduzido, novamente o formato não agradou.

Para fechar o dia, nada mais do que o melhor. O Lynyrd Skyrnyd que veio para cá só tem um membro original. Nem mesmo as tragédias que a banda sempre foi obrigada a conviver foram capazes de abater estes músicos. O show já começou chutando a porta, com Working for MCA.

Já com o público ganho, o grupo se deu ao luxo de trazer 3 covers de blues antigos até fecharem com a emocionante Free Bird, em sua versão extendida, o que levou muitos às lágrimas, inclusive este escriba…

2º dia

Já recomposto do primeiro dia, fui para Paulínia esperando pela destruição. O dia do metal e do grunge prometia ser empolgante, mesmo com a chuva forte que insistia em cair… Apesar disso, as atrações fariam com que valesse a pena.

A segunda-feira começou com o Raimundos, que fez uma boa apresentação mesmo sem Rodolfo e Fred.

Logo depois começou o show de Duff McKagan Loaded. O ex-guitarrista do Guns n’ Roses veio com um hard básico, com algumas influências de punk, mas acabou empolgando mesmo só quando fechou a apresentação com It’s So Easy, do disco Appetite For Destruction, de sua ex-banda.

Na sequência, veio o Black Rebel Motorcycle Club, com seu som meio alternativo e meio moderninho. Confesso que não é o tipo de banda que eu compraria um disco, mas o público gostou da apresentação. Vale destacar a baterista Leah Shapiro, que além de tocar bem é bonita e estilosa.

Passada a apresentação chegou a vez da primeira porrada. O Down é um grupo americano formado pelo vocalista Phil Anselmo (ex-Pantera) e por uma porção de bons músicos do heavy metal americano, como o guitarrista Pepper Keenan (Corrosion of Conformity). O show é pesado, com bons riffs e a postura quase insana do vocalista, que em certo momento bateu o microfone na testa até sangrar. Foram apenas 50 minutos, mas intensos.

Passada a destruição, começou o show de uma banda chamada 311… Sinceramente não consegui definir o som dos caras. No começo era um popzinho, depois passou para um new-metal… Aproveitei para tomar cerveja e descansar um pouco.

Aí foi a vez do Sonic Youth. Apesar das expectativas quanto a um possível último show do grupo, a apresentação não me agradou. Acho que é uma banda superestimada. Muito barulho e pouca melodia.

Depois desse show tive a curiosidade para ver o Primus. O grupo que tem como principal foco o som do baixo fez uma apresentação peculiar, assim como o som deles. Les Claypool, o excêntrico vocalista, praticamente não se comunicou com o público. O resumo é que a banda parecia um peixe fora d’água.

E chegou a hora do Megadeth. Dave Mustaine e sua trupe trouxeram um disco novo na bagagem. No entanto, com pouco tempo, 1 hora exatamente, não puderam mostrar muita coisa. Public Enemy Nº 1 e Whose Life (Is It Anyways)?, novas, mostraram que os americanos ainda tem muita lenha para queimar.

Menos de 5 minutos depois foi a vez do Stone Temple Pilots. Talvez uma das melhores bandas do grunge, o grupo desfilou clássicos dos anos 90 e mesmo com muita chuva agradou em cheio. Um dos melhores do festival.

Quase chegando ao final foi a vez do Alice In Chains, que estreava em solo brasileiro e com o vocalista Willian Duvall. Para muitos, a banda é grunge. Para mim fica entre o hard rock e o heavy metal. O grupo não decepcionou e tocou pesado sons como Rooster, No Excuses e Would?.

Para fechar veio o Faith No More. Com uma formação quase clássica, o grupo baseou o set no álbum Killing for a Day… Fool for a Lifetime, que é o trabalho mais eclético da banda. Mike Patton mostrou que está com a voz perfeita e com seus palavrões em bom português agradou a platéia. Ao final, a banda tocou com a orquestra de Heliópolis e fechou bem o festival.

Trocando em miúdos, o SWU foi bem legal. Apesar de sujeira, resultado também da falta de educação do público e da chuva, a parte musical (o que é mais importante) correspondeu às expectativas. Em 2012, o evento será no mesmo lugar e já rumores do que o Black Sabbath será a principal atração. Aguardemos.

Post Extra: Vai pro SWU…?

 Por Humberto Domiciano

 

O SWU começa hoje em Paulínia. O festival que chega a sua segunda edição já parece ter caído no gosto do público, mesmo com o discurso baseado em temas da moda, como sustentabilidade e coisa afins…

O que mais chama a atenção desta edição é a quantidade de atrações interessantes, que devem agradar muitos públicos. Bom, segue abaixo uma lista do que deve ser visto.

 

Domingo

Ultraje a Rigor: A banda que completou 30 anos de carreira foi confirmada recentemente. Mesmo com uma formação bem diferente, o grupo promete trazer os antigos clássicos e agitar o público que estiver chegando ao local.

 Tedeschi Trucks Band: A primeira atração southern do dia chega com uma mistura interessante de blues, hard rock e rock n’ roll. Som de muito groove e que deve surpreender os presentes.

Duran Duran e seu mundo Ordinário...

 Duran Duran: Os ‘velhinhos’ chegam com todo o glamour de outrora. Apesar dos últimos discos terem sido decepcionantes, o set-list, recheado de sons conhecidos, deve salvar a lavoura.

 Peter Gabriel: Esta talvez seja a única atração com asterisco. Peter tem produzido muito nos últimos anos, sempre baseado em experimentalismos e world music. Para o Brasil, ele trará a New Blood Orchestra e tocará sem bateria, nem guitarra. Vamos ver o que dá.

 Lynyrd Skynyrd: Para fechar o dia, o pessoal do Alabama promete quebrar tudo. Será a primeira vez em solo brasileiro e com uma formação de respeito. Johnny Van Zant e Ricky Medlocke (Blackfoot) prometem incendiar o público com a obrigatória Sweet Home Alabama e as emocionais Simple Man e Freebird.

 

Segunda-feira

Duff McKagan’s Loaded: O ex-Guns n’ Roses vem com uma proposta diferente de sua banda anterior. Duff, que hoje se diz renovado, chega numa linha mais punk pop, mas deve tocar alguns sons do Guns também.

Down: A banda do ex-vocalista do Pantera, Phil Anselmo, vem com um som agressivo, numa mistura de thrash metal e heavy metal. É um grupo autêntico, que só toca coisas próprias e não faz covers do Pantera.

Megadeth: Dave Mustaine e sua trupe chegam com o novíssimo Thirteen. Além da volta do baixista Dave Ellefson, o grupo deve empolgar com sons antigos, como Symphony of Destruction, Angry Again e In My Darkest Hour.

STP - Uma das melhores bandas dos anos 90

Stone Temple Pilots: O grupo fechará aqui uma bem sucedida tour de retorno. Scott Weiland parece menos lesado e o grupo tem músicas de sobra para sustentar uma boa apresentação.

Alice in Chains: Quando o grupo resolveu voltar, mesmo com a morte de Layne Staley, muita gente torceu o nariz. Veio o disco novo e uma tour mundial e a banda voltou a ser relevante.

 

 Bom Show…

 

 

Estréia que superou as expectativas [Noel Gallagher - Solo]

Por Humberto Domiciano

Quando o Oasis anunciou em 2009, que a banda acabou uma ponta de apreensão tomou conta dos fãs. Mesmo sabendo que a volta vai acontecer (ao que tudo indica em 2015), as atenções voltaram para o que fariam os irmãos Gallagher separados.

No começo de 2011 tivemos a excelente estréia de Beady Eye com seu disco homônimo, o que elevou as expectativas para o trabalho de Noel.

Noel Gallagher’s Flying Birds é uma grata surpresa. Não que eu duvidasse da capacidade do guitarrista em produzir coisas boas, mesmo porque as principais e mais marcantes músicas do Oasis eram suas. Mas um trabalho solo sempre traz aquela carga de representar bem e agradar aos fãs mais exigentes.

O trabalho tem muita influência do antigo e do novo Oasis, o que torna a audição agradável e com certeza está entre os melhores do ano. Se ‘disputa’ entre os irmãos seguir produzindo trabalhos bons como este e com o primeiro do Beady Eye, quem gosta de boa música sairá ganhando.

Segue abaixo algumas impressões sobre o disco:

 

Everybody’s On the Run: Típico som do Oasis do início dos anos 2000. Orquestrações de fundo, introdução breve e uma boa batida. A música tem um tom épico logo de cara, com vozes de fundo. Sem dúvida um bom cartão de visitas.

Dream On: Aqui temos novamente o bom e velho Oasis. Violão, arranjos mais trabalhados e um vocal mais tranqüilo. A música vai crescendo e ganhando corpo até chegar num belo refrão. Mais uma excelente composição, que deveria estar em algum disco da banda.

If I Had a Gun: A primeira balada do disco segue a maioria das melhores composições do grupo de Manchester. Inicia com o violão, parte para arranjos mais delicados. Já tem sido tocada ao vivo e promete ser um bom momento das apresentações de Noel.

The Death of You and Me: Desde os discos Heathen Chemestry e Don’t Believe the Truth, o Oasis aposta em temas mais próximos do folk. Este som poderia perfeitamente estar em qualquer um destes discos. Noel mostra que está em boa forma e mais uma vez emociona.

(I Wanna Live In a Dream In My) Record Machine: Aqui temos a primeira música comum do disco. Uma semi-balada, que também vem sendo tocada nos primeiros shows do guitarrista.

AKA… What a Life!: Alguns fãs mais conservadores podem torcer o nariz. É uma faixa mais moderninha, com bateria programada, arranjo sampleado. Eu sinceramente gostei. Acho que tem bom gosto, apesar da falta de testosterona…

Soldier Boys and Jesus Freaks: Som que segue a mesma linha de bons arranjos, uso de instrumentos de sopro e boa letra. Uma das mais curtas do disco.

AKA… Broken Arrow: Mais uma semi-balada. Mas está é empolgante. Uma das melhores do disco. Remete às boas músicas dos anos 60 e 70. Esta foi escolhida para ser uma das músicas do bis nas apresentações de Noel.

(Stranded On) The Wrong Beach: A música lembra algo do ultimo disco do Oasis. Bateria programada de novo. Mas desta vez, o som não empolga tanto.

Stop the Clocks: A segunda balada do trabalho tem o esperado. Violões, cantos de fundo, letra bem trabalhada. Apesar disso tudo, não é a melhor composição do tipo. Noel já fez coisas melhores.

 

 

[Clique aqui e baixe o disco]

 

Um festival dispensável

[Hoje começa o famoso Rock In Rio, mas o evento esqueceu suas raízes Rock e caiu de cabeça no POP, pra comentar sobre o assunto eu convoquei meu amigo de longa data, um dos caras que mais entende de Rock and Roll e que a cada ano fica mais triste]

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Onde tudo começou…

20 anos de Grunge…

Por Humberto Domiciano

 

A quarta edição brasileira do Rock in Rio começa nesse final de semana. Desta vez, apesar do maior número de artistas, o rock ficou de lado.

Elton John faz Farra

Se em 1985, tivemos bandas como Queen, Whitesnake, AC/DC e Ozzy Osbourne e em 2001 tivemos Oasis, Neil Young e Queens of Stone Age, este ano vale destacar poucas atrações.

O veterano Elton John é um dos poucos que se salvam. Deve trazer seus antigos sucessos, mesmo num show mais burocrático.

Além dele, Metallica e Motorhead são tiros certos.

Por outro lado, a turma do Pro-Tools vai deitar e rolar. Artistas como Ke$ha, Stone Sour, Snow Patrol foram colocados com grande destaque.

O Rock in Rio desse ano deve ser um sucesso de público justamente por isso.

POP sexy

Só a título de comparação, o SWU, que acontece em novembro parece bem mais atraente para quem realmente vai atrás da música.

Para alguns, o Rock in Rio já virou uma marca e por isso não deve ter mais compromisso com a qualidade de suas atrações. Mas vejo que este caminho deve ser perigoso, já que coisas piores devem vir nos próximos anos…

 

Rock ta indo embora

Festival musical, hoje, infelizmente, só na Europa.