Nova coleção Folha [Literatura Ibero Americana]

Não gosto de ler a folha, mas ela tem boas coleções

Chega as bancas a nova coleção da Folha: Ibero-Americana oferece uma seleção com obras de 25 autores da língua Ibero-Americana. Autores consagrados como, Mario Vargas Llosa, Enrique Vila-Matas, José Saramago, Pablo Neruda entre outros, enriquecem uma coleção pensada e desenvolvida para homenagear a língua Ibero-Americana [Brasil, Portugal, Argentina, Espanha, Peru, Chile, Colômbia, Cuba e México].

Comprei o primeiro volume e gostei do material dos livros e do seu acabamento, o material chega a lembrar outra coleção da folha [Mestres do Jazz] só que as folhas internas são em papel avena e não em papel liso. Se você usa a desculpa de não comprar livros por conta do preço, essa a sua chance de se redimir cada edição sai por 16,90[quase a metade de um livro novo].

Como regra em toda a coleção de jornal, se você perde um volume tem a chance de compra-lo na semana seguinte, por que além da nova edição a folha costuma sempre mandar a edição anterior. A Folha dá a oportunidade de comprar a coleção completa, só entrar no site do jornal e procurar por coleções, mas se você é uma pessoa calma vai comprando uma por uma, assim você tem a chance de ler um livro por semana [fica a dica].

Os livros da coleção:

  1. Jorge Luis Borges O Livro de Areia
  2. Federico García Lorca – Sonetos do Amor Obscuro e Divã Do Tamarit
  3. Mario Vargas Llosa – Tia Júlia e o Escrevinhador
  4. António Lobo Antunes – Memória de Elefante
  5. Ernesto Sabato – O Túnel
  6. Enrique Vila-Matas – Suicídios Exemplares
  7. José Saramago – Ensaio sobre a Lucidez
  8. Mario Benedetti – A Trégua
  9. Pablo Neruda - Navegações e Regressos
  10. Adolfo Bioy Casares – Histórias Fantásticas
  11. Raduan Nassar – Um Copo de Cólera
  12. Ricardo Piglia – Respiração Artificial
  13. Javier Cerca – Soldados de Salamina
  14. Roberto Bolaño – Estrela Distante
  15. Moacyr Scliar – A Mulher que Escreveu a Bíblia
  16. Alan Pauls – História do Pranto
  17. Miguel Sousa Tavares – No Teu Deserto
  18. Lygia Fagundes Telles – As Meninas
  19. Guillermo Cabrera Infante – A Ninfa Inconstante
  20. Sergio Pitol – Vida Conjugal
  21. Milton Hatoum – Cinzas do Norte
  22. Laura Restrepo – Delírio
  23. Inês Pedrosa – Fazes-me Falta
  24. Hilda Hilst – Exercícios
  25. Juan Carlos Onetti – 47 Contos de Juan Carlos Onetti

Fica a dica, o blog volta na quarta com mais posts….

A Semana X + Projeto 52 [10/52]

Essa semana que se passou, escutei em todos os meios de comunicação sobre o Titanic [tanto filme quanto realidade] vi algumas coisas interessantes, outras bem banais, existe até uma história conspiratória [aos moldes de arquivo-x] de que o navio naufragado não era o real Titanic.

Pensando nisso percebi, como o tempo passa rápido, me lembro de estar na 5º série quando o filme saiu nos cinemas, na época nem Cinemark existia no Brasil, lembro que muitas garotas [hoje mulheres] saíram do cinema chorando pela história de amor entre Jack [Um Franzino Leonardo Di Caprio] e Rose [uma ruiva rechonchuda chamada Kate Winslet], lembro também que naquele ano a música My Heart Will Go on tocava em todas as rádios e todas as horas possíveis.

Acabei na época vendo o filme com minha mãe, não tinha a liberdade de ir ao cinema com amigos [eu também tinha 11 anos, mas também nunca esquentei com isso] acabei não achando o filme espetacular ou mesmo emocionante, foi legal, sempre gostei de cinema. E o melhor de tudo a sessão não estava cheia. O pessoal me criticou por não ter gostado do filme [mas sei lá coisas da época].

Outra coisa da época era achar o Di Caprio um péssimo ator, mas na verdade tínhamos ciúmes dele, as garotas não davam bola pro nosso tipo [Caras Normais] elas estavam atrás de alguém como ele [O bom Ariano]. Aposto que essa nova geração deve sofrer o mesmo, mas não vem ao caso, o caso mesmo é que o tempo está passando.

E essa é a raiz da frase da semana [e da foto], a frase tirada de uma fábula de Fontaine:

“Paciência e tempo dão mais resultado que força e raiva.”

Até segunda…

Hoje é quarta e já pede um Drink…que tal um Daikiri?

Um drink para alegrar e relaxar os músculos.

Minha estádia em SP foi bem proveitosa, fui ao cinema e ainda consegui escapar para tomar uns drinks, queria beber um Daikiri, nunca havia experimentado a bebida que é a base de RUM. A receita original é um mistério, ninguém sabe exatamente como surgiu [assim como todas as boas receitas] , mas existem duas lendas. A primeira conta que ele surgiu por volta de 1900 em uma mina de ferro controlada pelos americanos e chamada Daikiri, em Santiago de Cuba. O engenheiro Jemiings S. Cox teria criado a bebida e distribuído drinques aos mineiros, sob o pretexto de que aquele era um perfeito remédio para combater a febre amarela.

Outra versão diz que os soldados cubanos que combatiam os colonizadores espanhóis, no final do século passado, carregavam na cintura um pequeno odre [saco feito de couro para carregar bebidas] contendo uma mistura de rum branco e suco de limão. Chamavam-na de “elixir da valentia”. Depois dos espanhóis, foi a vez de os americanos invadirem a ilha, entrando pela Praia de Daikiri.

Aposto que vc já viu isso no Chapolin

Mas vamos esquecer a história e ir pra receita.

Ingredientes:

2 doses de Rum Branco [Bacardi].

1 dose de Suco de Limão .

1 colher de AÇÚCAR.

Gotas de licor de laranja [isso aqui é opcional].

Gelo [de preferência picado].

Modo de preparo [bem simples de fazer]:

Coloque dentro da coqueteleira o gelo, depois adicione o suco de limão, o açúcar e por último o RUM. Misture tudo leve até a taça e sirva.

Para melhores resultados o gele deve estar picado, o gelo em cubos, tira a elegância e um pouco do sabor do Drink.

Agora vá de Daikiri, dê um gás na sua quarta que quinta o blog volta com mais um post.

Sonho de Consumo – Marshall Fridge

Uma cerveja antes do almoço é muito bom, pra ficar pensando melhor.

Todos sabem que eu sou uma amante de uma boa bebida, pode ser um vinho, um mojito, uma caipirinha [Cachaça, por favor,], o Whiskey e claro a cerveja. Vendo esse produto inusitado resolvi colocar na minha lista de sonho de consumo. A Marshall é mundialmente famosa pelos seus amplificadores, suas caixas serviram de apoio para as maiores lendas do rock: Jimmy Hendrix, Perter Townshend [o cara do The Who], Jimmy Page entre outros.

Agora a empresa resolveu criar um objeto de fetiche para os fãs da marca e que não tocam nada além da “air guitar”, a Marshall Fridge é um frigobar no formato dos famosos amplificadores da empresa. Por fora o frigobar se disfarça bem como amplificador, sua frente é feita com peças originais da Marshall, inclusive com botões de regulagem.

Loira não inclusa, foto meramente ilustrativa!

Por dentro seu espaço foi desenhado para Longnecks e latinhas de cerveja, na propaganda oficial da empresa eles rechearam o frigobar com Budweiser [cerveja número 1 dos americanos] se fosse minha só teria cerveja verde e algumas Guinness.

Recheado com a cerveja errada

Recheado com a cerveja errada

A Marshall está vendendo essa belezinha por 299 dólares no site oficial do produto [clique aqui]. Meu aniversário está chegando [08/06] quer quiser pode me mandar um desse de presente, serei eternamente grato.

Até quarta…

A Semana IX + Projeto 52 [9/52]

Semana passada eu furei o projeto 52, mas estou aqui pra me redimir. A primeira foto foi do presente que recebi da minha querida amiga Desi  do blog Sintonias.

Logo original, criado pela Desi

Como o pessoal sabe, foi ela que criou o símbolo oficial do meu blog. No inicio desse ano eu vim com uma ideia maluca de criar um ex-libris [selo usado para identificar o dono dos livros], minha ideia inicial era fazer adesivos na forma do ex-libris e colar na parte interna dos livros.

Mas comecei a pensar no assunto e vi que não era viável e também fugia a tradição. Sem comentar com a Desi, recebo em minha casa o Carimbo pronto com a Ex-libris. Ficou lindo e adorei a ideia do chapéu sobre o livro. Foi uma surpresa maravilhosa.

Eu sai carimbando meus livros, mas falta muita coisa ainda. Quem não conhece a Desi, dá uma olhada no Blog dela ela ta vendendo uns produtos lindos, só falta ela criar uma linha masculina [conto com você].

E pra comemorar a páscoa eu vim pra SP passar com minha família, e a segunda foto é da surpresa da Nanita [gata da vizinha] q sentindo meu cheiro invadiu a minha casa [me atrapalhou na leitura do jornal], aproveitei para tirar várias fotos dela.

A frase da semana é sobre os sonhos e a realidade, tenho pensado muito nisso nesses últimos tempos, tenho algumas metas pra esses próximos anos e vou me esforçar muito pra realizar.

 Se você construiu castelos no ar, não pense que desperdiçou seu trabalho; eles estão onde deveriam estar. Agora construa os alicerces” 

Henry Thoreau

Boa semana pra todos.

Burning Song VIII [Nicole Atkins - Maybe Tonight]

Musiquinha pra alegrar o feriado…

 

Esses últimos dias da semana foram corridos, que eu nem percebi o feriado. Vou deixar vocês com uma música de uma artista pouco reconhecida, Nicole Atkins, gosto muito da voz dela e do estilo das músicas. Maybe tonight é uma delas.

 

 

I foresaw you like an old ghost story
From a family tree that was handed down to me

I’ve known you like a siren song that warns
I’ve been informed you could be the death of me

But patience bounds an eternal stone
You were meant to be mine
I draw a door with the cards of gods
In a great and faded time

I know we’ll meet again
Maybe tonight
Just tell me where and when
I know it’s never sure
Maybe tonight (2x)

Sky whispers in a baritone
That the mystery always beat what i entomb

Search the the dial for what i need to know
They don’t play the songs on my radio

 

Domingo voltamos com duas fotos da semana…

Boa Páscoa a todos

Cronenberg e a arte do Grotesco!

Cronenberg um dos meus diretores favoritos.

Não era surpresa, com a chegada de Cronenberg aos cinemas [Um Método Perigoso] eu não poderia deixar de ver o diretor em ação, eu estou me prometendo um post sobre ele, desde que o Blog começou, mas como não tenho o distanciamento certo, tenho medo de “errar na mão”. Em geral quando eu gosto muito do tema eu erro no post. Pretendo não errar muito neste.

Um Método Perigoso que está em cartaz nos cinemas é uma prova da versatilidade de Cronenberg, o diretor que faz a linha do fantástico [diferente da fantasia] usa a realidade e a Surreal para chocar as pessoas. A prova disto é sua extensa lista de filmes [31 no total, sendo 10 para a televisão] Cronenberg nunca ligou realmente para bilheteria, seus filmes em geral não são bons de bilheteria, mas Cronenberg se importa mais com a mensagem do que com a renda.

Seus melhores filmes são dos anos 80: A mosca [de 86] é uma releitura do clássico de 1956, agora o foco central é a desfiguração, com metamorfoses do corpo que trazem à tona aspectos obscuros das emoções e comportamentos humanos. Scanners [de 81] mostra uma batalha entre paranormais, mas o foco central está na conspiração do Estado Americano. Apesar desses filmes o que chamaria mais atenção seria Videodrome [de 1983], onde o diretor mistura o sadismo com a obcessão pela televisão, criando uma crítica forte sobre a sociedade e a sua sede por uma programação que degrada o ser humano.

VideoDrome

Nos anos 90 ele voltou a dirigir bons filmes, mas desta vez fugindo do grotesco e entrando nas portas proibidas do fetiche. Em Crash de 96 o diretor entra no mundo dos acidentes e dos seus fetichistas, homens e mulheres que sentem prazer fazendo sexo dentro de carros ou em cenas de acidentes.

ExistenZ [de 99] seria um retorno do diretor ao fantástico, ele então cria um Thriller sobre uma sociedade em que o mundo virtual se tornou mais importante do que o mundo real, onde as pessoas estão sempre conectadas, deixando de interagir de verdade para apenas interagir em uma interface virtual, mas esse sistema foge do controle, quando as corporações iniciam um controle deste novo mundo.

Senhores do Crime

Em 2005 e 2007 ele lançou dois filme que na minha opinião são um dos melhores que eu já assisti e retratam o mundo da violência e como as pessoas normais passam de boas a malvadas. Todos os dois filmes com o Viggo Mortensen[um dos melhores atores na atualidade] como ator principal ” A História da Violência” e ” Senhores do Crime”.

Cronenberg gosta de chocar e chamar a atenção em seus filmes, ou mostrando um pouco da realidade ou o afastando dela, mas tenho uma certeza os filmes de Cronenberg tiram o telespectador da zona de Conforto[de apenas receber a informação] e o leva a pensar sobre o assunto[não foi isso q apreendemos em videodrome].

Depois de finalizar “Um Método Perigoso”, Cronenberg já começou a trabalhar em Cosmópolis, onde tem o ator Robert Pattison como estrela [Nem eu acreditei] o filme tem previsão de estrear em agosto deste mesmo ano, vamos esperar mais surpresas de Cronenberg.

Amanhã tem post no turmadocafe.com sobre o seu último filme.

O chiadinho voltou [Queremos mais Vinil]

Isso sim é alta fidelidade!!!

Até pouco tempo atrás quem era visto com um Disco de Vinil [Bolachão, Hi-Fi ou outro apelido] era chamado de retrogrado ou mesmo de dinossauro. Nos dias de hoje quem é visto com um vinil na mão, é tido como “o COOl”, o Descolado.

Tudo isso pq o Vinil voltou a ativa no mundo inteiro, bandas como os Rolling Stones, Bob Dylan [que nasceram na Era do Vinil] Blur [Bandas nascidas na era do MP3] entre outros. Estão relançando singles e álbuns clássicos no formato clássico de Vinil.

Recentemente os Rolling Stones lançaram um Single em Vinil, da canção ‘Plundered my soul’. Essa canção foi encontrada por acaso no começo do mês pela gravadora, enquanto remasterizavam o disco “Exile on Main Street” [um dos melhores discos da banda], está canção ficou perdida por 38 anos, nem Mick lembrava mais dela.

Apesar deste retorno do clássico, comprar vinil novo [sim vc pode ir em sebos e encontrar boas coisas antigas] no Brasil ainda é algo muito caro. Por exemplo: O Disco The Freewheelin do Bob Dylan pode ser encontrado na Saraiva por 175,00 Reais.

Capa Icônica

O Imposto sobre produtos importados é o grande vilão, fazendo o “Vinil NOVO” um artigo de luxo, para padrões do consumidor Brasileiro. Para amenizar esse problema a antiga empresa carioca Polysom, comprada pelo dono da Deck Disco vai religar as máquinas e colocar alguns discos para serem produzidos aqui no Brasil.

Artistas com a Pitty e a Nação Zumbi já aderiram ao Vinil, artistas que entraram recentemente no meio musical também entraram na onda do vinil: Tulipa Ruiz e Karina Burh. O Vinil nacional é bem mais barato que o vinil importado, mas apesar de ser mais barato o vinil brasileiro não chegou a seu auge em vendas e nem a um alto rigor de qualidade.

Pitty Caprichando

Agora se você ama mesmo o Vinil, nada melhor do que se preparar para uma garimpada pelos Sebos do Centro de São Paulo. Onde normalmente podemos achar de tudo, talvez essa seja a coisa mais legal do Vinil, em segundo lugar, porque colocar ele para tocar ainda é bem melhor.

Voltamos amanhã também….

Um Gatsby pós 11 de Setembro [Terras Baixas]

“O que você faz quando seus sonhos são reduzidos a pó ?” Ferds

Escritor e amante do Críquete

O tempo tem me atrapalhado, muitas coisas ao mesmo tempo, mas agora me encontrei, e to conseguindo ter tempo para ler, mas demorei um pouco a mais em Terras Baixas o livro de Joseph O´Neill, estranhamente esse livro se tornou famoso, após o presidente Obama indicar a sua leitura, antes de comprar o livro eu nem sabia disso, não sou um simpatizante de Obama, só tenho uma opinião sobre ele: “Um homem normal com uma grande ferramenta de Marketing por trás dele”.

Mas não estou aqui para falar sobre minhas ideias políticas e sim para contar sobre Terras Baixas. Hans e Rachel, um jovem casal que se muda para os Estados Unidos, Hans é Holandês, metódico e amante de Críquete, Rachel é uma Inglesa impetuosa e dominante. A vida do casal ia muito bem, a experiência de uma nova cidade e o sucesso de Hans e a chegada do “Herdeiro” coroava o bom relacionamento da família.

Mas presenciar a queda das torres gêmeas traria o medo para dentro dessa promissora família, de uma hora para outra toda a segurança e a felicidade sumira, Rachel começa a se sentir só, e resolve voltar para casa levando seu filho, Hans não sabe o que dizer e não consegue impedir a sua ida. Nesse momento nosso protagonista entra em uma espiral de dor e vazio. Isolando dentro de seu apartamento improvisando no Chelsea [Já que o seu foi evacuado] Hans entra em depressão.

Trecho do livro:

“Deitada ao meu lado no escuro, Rachel disse, “Tomei uma decisão. Vou levar Jake para Londres. Vou conversar com Alan Watson amanhã sobre uma licença do escritório”. Estávamos de costas um para o outro. Não me mexi. Não abri a boca.

“Não vejo outra saída”, disse Rachel. “Só que não é justo pro nosso filho.”

Mais uma vez, não falei nada. Rachel disse, “Passou pela minha cabeça quando eu estava fazendo as malas e voltando pra Tribeca. E depois? Começar outra vez como se nada tivesse acontecido? Pra que? Pra que a gente possa manter esse grande estilo de vida nova-iorquino? Pra que eu possa arriscar minha vida todos os dias por um trabalho que me mantém longe do meu filho? Quando a gente nem precisa do dinheiro? Quando a gente nem aproveita ele mais? É insano, Hans”.

Hans tenta uma reação e busca nos moradores do seu prédio e da cidade de Manhattan, uma saída para a sua dor e vazio, só que ele se envolve com os tipos mais estranhos, como seu vizinho que se veste como um anjo [Sim usando asas e todos os apetrechos] ou um crítico de culinária que acaba tendo que escrever sobre os lugares mais baratos para imigrantes.

Entre as figuras emblemáticas que conhece estão Chuck Rukinson [O nosso Gatsby Moreno] ele obcecado pela ideia do sonho americano, aonde alguém do nada chega ao topo, Hans se sente maravilhado com o Chuck, e suas artimanhas, Chuck tira Hans da letargia, e mergulha o Holandês em um mundo repleto de imigrantes e negócios duvidosos. Chuck alimenta o sonho de montar um estádio de Críquete nos Estados Unidos e mesmo Hans sabendo que é algo impossível ele apoia o amigo.

Nesse meio tempo Hans se divide entre trabalhar e visitar seu filho na Inglaterra. A cada visita ao filho ele sente a esposa cada vez mais distante e o sonho de ter uma família também.

Joseph O’Neill cria uma colcha de retalhos muito bem tecida, onde o passado de Hans e seu presente se misturam tirando a linearidade do texto, mas mesmo assim não quebrando o ritmo [mas requer uma leitura atenta]. O’Neill mostra ter uma grande habilidade com as palavras, criando alegorias [e frases de efeito] dentro do texto que servem para ilustrar todo o drama vivido por Hans.

“Mas no outono de 2002, até o meu trabalho, o maior dos potes e panelas que eu pusera sob o teto gotejante de minha vida, havia se tornado pequeno demais para conter minha infelicidade”.

Se você procura uma leitura diferente vá as livrarias e procure Terras Baixas de Joseph O’Neill e aproveite o mundo fantástico [mas real] criado pelo escritor.

Terras baixas, assim como o Críquete um retrato dos imigrantes

Domingo Voltamos com a imagem da semana.