Faixa a faixa o novo disco da She & Him [Volume 3]

Hoje eu convidei a Dona Canela [Clique e conheça seu Blog] para fazer mais um faixa a faixa [clique aqui e leia sobre Norah Jones], dessa vez ela escreve sobre o novo disco da dupla.

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Com o ar dos anos 50 e começo dos 60 – que sempre cercaram a dupla -  Zooey Deschanel e M.Ward lançam seu último CD: She and Him – Volume 3. Canções melodiosas, tempos de “American Way of Life” e baladas românticas dignas de  Beach Boys permeiam o conceito desse novo CD que nos promete uma viagem no tempo, uma fuga de tantos sintetizadores e assimetrias do atual pop.

Agora é só dar o play e acompanhar no faixa a faixa:

I’ve  got your number, son.

O CD já começa com uma delícia pop, toda harmoniosa, coisa que é tão rara de encontrar nos pops atuais. Começa com coro, ponte com solo de bateria, tudo como manda a influência 50’s e ainda um refrão que com certeza ficará na sua cabeça como ficou na minha e passei o dia cantarolando.

I’ve got your number, son
Cause I can try my love, I can try my love onto

Never Wanted your love

Uma música divertida, apaixonante, harmoniosa que simplesmente, todas as vezes que começa eu abro um sorriso e quando vejo estou batendo os pés e dançando na cadeira ou em qualquer lugar… Um arranjo com violinos que contagia e nos leva à uma mistura dos dois primeiros CDs da dupla.

Take a wind, take a fall
I never wanted your love, but I needed it all

Baby

Cover da cantora e compositora americana Ellie Greenwich (1940 – 2009) tratado de uma maneira que se encaixa perfeitamente no conceito do disco. Enfim ouvimos uma dupla e é maravilhoso ouvir as duas vozes como se conversassem num ritmo delicioso. Aviso: outro refrão que grudará e que com certeza, você não ficará irritado por causa disso!

 

I could’ve been your girl

Música com uma batida muito convidativa, rapidinha, dançante, Zooey com voz perfeita e a guitarra do M. Ward ainda mais evidente com um arranjo bem elaborado. O clipe da música já foi lançado (fofo demais por sinal!) com direito a coreografia inspirada nos anos 50 e comecinho dos 60 para fechar ainda melhor a ideia.

Cause I could’ve been your girl
And you could’ve been my four leaf clover

Turn to White

Surge o tão famoso ukulele da Zooey e nos leva a uma viagem pela voz dela. Eu, que moro no Rio, ouvi essa música num dia ensolarado enquanto cruzava a Ponte Rio-Niteroi e foi, definitivamente, uma coisa excepcional. Até hoje, quando ouço a música, essa imagem relaxante me vem a mente, de uma música um pouco mais melancólica.

In the light, oh, the light
Of an ever sunny day

Somebody Sweet to talk to

Zooey de novo nos presenteia com uma voz linda e melodiosa que parece guiar as nuances da música. Uma batida bem marcante, junto com os chocalhos, forma uma melodia divertida para uma letra doce sobre um desejo de reatar o namoro.

And I want you, I don’t wanna forget
If you go I’ll surely get distracted

Something’s Hauting you

Uma mistura de vozes que nos lembra os anos 60 e os Beach Boys. Música de ouvir e curtir a melodia, arranjo de violões começam guiando a música e o solo de teclado com coro é encantador

Together

Música rapidinha com um arranjo ótimo e uma pegada um pouco disco, metalizada e atípica em relação ao Volume 3, com direito a pausa com palmas e repetindo a frase:

“And we’ll all go through it together
But we all go at it alone”.

Hold me, Thrill me, Kiss me

Uma balada composta em 1952 e gravada com sucesso pelo cantor norte-americano Mel Carter em 1965, o cover feito pela dupla se encaixa perfeitamente no álbum que nos passa direto parecendo uma faixa inédita.

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Snow Queen

Com guitarra rápida a música já começa acelerada, num ritmo ótimo. Escrita pela própria Zooey ela nos leva a mudanças de ritmo no meio da música, como se fossem duas em uma só, algo novo para a dupla também. Aviso: outro refrão que ficará na mente!

“I’m the snoooooo-o-o-ow queen”

Sunday Girl

Uma música com a voz grave da Zooey, acelerada, mas ainda assim delicada como todo o disco. É uma graça ouvir a Zooey cantando em francês por alguns instantes.

“Avec une autre fille
Il est dans un autre monde
Go caucher, Sunday girl”

London

Um piano abre a música e aí ela já se tornou minha preferida. Uma das músicas mais melancólicas do CD é uma declaração de amor a Londres que me faz também querer todas aquelas nuvens nubladas da cidade no meu céu.

Oh, London, where the clouds never go away
I keep my coat on from September till May

Shadow of Love

Outra música bastante melancólica, violinos, voz grave e declarações tristonhas de amor. Mostra bastante da esfera vintage do disco e nos lembra algumas músicas do Volume 2.

O disco, formatado em 42 minutos com 14 faixas – a faixa 14 é “I Could’ve been your girl” instrumental, que mais parece músicas de abertura de um conto de fadas -, com algumas faixas melancólicas grande parte do CD é alegre, solar e reflete essa identidade da dupla que mescla entre músicas divertidas e baladas vintage. De longe, o melhor CD da dupla até agora e que todas as músicas se encaixam perfeitamente num conceito.

Novo disco do She&Him [Volume 3]

Fofura no ar…

Seguindo a tendência de mostrar o disco aos pedaços, a banda She&Him lança seu disco [Full] para o mercado. A banda que começou em 2006, fruto da amizade de M.Ward com a Bela Zooey, só teve seu primeiro disco lançado dois anos depois. Logo de cara o disco foi um sucesso [mas ainda ao publico restrito], não havia nada parecido no mercado [até aquele momento].

A Dupla só estourou mesmo em 2009 quando a bela Zooey interpretou Summer em 500 dias com ela  [clique aqui e leia] e a banda fez um cover dos Smits com a canção “Please, Please, Please Let Me Get What I Want” .

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Nesse momento a figura de Zooey [ou sua personagem Summer] elevou à banda a condição de favorita dos Indies românticos, e Zooey sua musa maior. Em 2010 a banda lança seu segundo disco Volume 2, ele não chega a ter o mesmo sucesso do anterior, mas é bem acolhido pela crítica.

Logo em seguida a banda entrou em mais uma turnê, que durou todo aquele verão. Com shows lotados. No final de 2011 a banda surpreendeu ao resgatar a tradição dos discos de Natal, e lança A Very She & Him Christmas.

O disco foi tão bem recebido, que foi um dos mais comprados no Amazon.com, além disso, a banda entrou “no caminho da modernidade” e lançou seu disco com venda em MP3.

Dois anos depois a banda volta, seguindo o mesmo estilo musical que os fez famosos em 2009, Volume 3 tem 14 faixas [uma delas reprise], e mostra novamente uma boa sintonia entre a dupla. [Clique aqui para baixar]

01 – I’ve Got Your Number, Son
02 – Never Wanted Your Love
03 – Baby
04 – I Could’ve Been Your Girl
05 – Turn to White
06 – Somebody Sweet to Talk To
07 – Something’s Haunting You
08 – Together
09 – Hold Me, Thrill Me, Kiss Me
10 – Snow Queen
11 – Sunday Girl
12 – London
13 – Shadow of Love
14 – Reprise (I Could’ve Been Your Girl)

A banda já tem uma turnê programada, mas sem previsão para chegar na américa do sul, o mais legal que a banda está viajando com a Câmera Obscura, uma banda que tem um som muito parecido com o da dupla.

A Zooey!!!!!!!

A Zooey!!!!!!!

Só nos resta torcer por uma chance, o malditovivant volta na quarta…[Mesmo com Feriado!]

Novo Jimi Hendrix movimenta o Rock.

Axis, bold as love…

Esse mês os amantes do rock and roll estão extasiados, depois da notícia do retorno de David Bowie aos palcos, chegou a vez de Jimi Hendrix, claro que ele não voltou do túmulo, mesmo depois de quatro décadas de sua morte temos um novo lançamento. O Disco intitulado “People, Hell and Angels” este que é o décimo primeiro disco do artista, foi feito com base em gravações perdidas dos anos 1968 e 1969.

Apesar de ser feito com gravações perdidas, o álbum estava nos planos do guitarrista, ele seria lançado em 1970, mas a overdose acidental acabaria com os planos de Hendrix, que buscou dentro do Blues a essência deste novo disco. Em Fevereiro foi lançado o primeiro single deste Disco, a música Somewhere, e como já era esperado se tornou a primeira na billboard.

A canção é bem leve, e mostra um vocal confiante e bem parecido com muita coisa do disco Electric Ladyland [dito por muitos como o melhor disco do guitarrista], já a guitarra está mais poderosa ainda. O que torna um pesar ao imaginar que Hendrix poderia ainda estar entre nós, mostrando seu virtuosismo.

Oficialmente o disco: “People, Hell and Angels”, será lançado amanhã e junto com eles a fundação “Hendrix Experience” vai relançar em vinil todos os álbuns já lançados, uma nova grande chance para você completar a sua coleção. Por outro lado essa jogada de marketing da empresa [hoje controlada pela irmã de Hendrix] “coloca em xeque” a veracidade deste novo Disco, ao ponto de nos questionarmos que será que Hendrix lançaria esse disco, e ainda uma capa como essa?

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Vou colocar a disposição um link do meu site favorito, onde você pode baixar o novo disco do Jimi Hendrix [Clique Aqui, por sua conta e risco].

O Malditovivant volta na quarta...

BurningSong XV – [David Bowie - Life On Mars?]

Ele voltou?

Tudo indica que ele está de volta, seu novo single foi lançado, uma nova turnê está sendo preparada, acho que finalmente teremos a volta de David Bowie. Para aguardar o seu retorno, nada melhor do que ouvir Life On Mars?. Nesse Clip ele não é apenas Bowie e sim Ziggy Stardust, vestindo um icônico terno azul.

Life On Mars?

David Bowie

It’s a God awful small affair
To the girl with the mousey hair,
But her mummy is yelling, “No!”
And her daddy has told her to go,
But her friend is no where to be seen.

Now she walks through her sunken dream
To the seats with the clearest view
And she’s hooked to the silver screen,
But the film is sadd’ning bore
For she’s lived it ten times or more.
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on

Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It’s the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he’ll ever know
He’s in the best selling show.
Is there life on Mars?

It’s on America’s tortured brow
That Mickey Mouse has grown up a cow.
Now the workers have struck for fame
‘Cause Lennon’s on sale again.

See the mice in their million hordes
From Ibeza to the Norfolk Broads.
Rule Britannia is out of bounds
To my mother, my dog, and clowns,
But the film is a sadd’ning bore
‘Cause I wrote it ten times or more.
It’s about to be writ again
As I ask you to focus on

Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It’s the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he’ll ever know
He’s in the best selling show.
Is there life on Mars?

Malditovivant, volta na segunda…

O Novo Mercado de Discos!

Cada vez mais raro, cada vez mais caro.

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Quem conhece meu blog, sabe da minha paixão pelos discos de Vinil. Na minha casa tenho um pequeno acervo, com uns 50 discos que pra mim são essenciais [mesmo sabendo que ainda falta muita coisa]. No meu acervo, passeio entre os Clássicos Nacionais: Ira! [quase todos], Engenheiros do Hawaii [Todos], um pouco de Titãs e Inocentes, entre outras bandas menos conhecidas. Das bandas Internacionais, tenho bastante coisa do AC/DC, Rolling Stones, Black Sabbath, quase tudo do Guns and Roses e do Iron Maiden entre outras “raridades” de Jazz e Blues.

Iniciei minha coleção aos 17, grana no bolso com a chegada do primeiro emprego e uma vontade de colecionar. Na época eu pagava por volta de 15 reais por disco [sempre em bom estado] ou 45 por alguma raridade. Sem contar as idas em sebos pelo centro, onde um vinil não saia por mais de 10 reais, porém nem sempre em bom estado.

Hoje com o retorno ao culto do Vinil o mercado inflou os valores. E você não consegue um bom exemplar por menos de 35 reais. Isso em um disco normal. Os discos Japoneses [melhor produtor de discos do mundo] não saem por menos de 70 reais.

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Visando esse culto, expansão do mercado e publico com paixão para colecionar, existe em São Paulo uma Feira de Vinil, voltada para comerciantes, amadores e os reais colecionadores. A primeira edição aconteceu em Junho de 2011, hoje ela acontece em datas alternadas de acordo com a disponibilidade dos organizadores, e claro do espaço. Como não tem local fixo o evento se alterna na Vila Madalena ou no centro ao lado do Bar Brahman.

Mas o real colecionador não se limita aos eventos e a lojas, a busca pelo seu disco raro, começa na rua ou mesmo colocando um anúncio gratuito na internet com a esperança de achar o sua raridade.

A próxima feira de discos ocorre dia 10 de Março, vou estar lá e volto com fotos e mais novidades sobre o evento.

O malditovivant agora volta na segunda, em busca do post número 1000!

Jamiroquai no Brasil!!!

Boas canções…

Nesses últimos anos o Brasil tem se mostrado uma Meca para as bandas internacionais, 2012 foi recheado de bons shows [para todos os gostos e tipos de bolsos] para iniciar o ano teremos Jamiroquai, a banda vem ao Brasil no inicio de fevereiro para divulgar seu novo disco o não tão aclamado Rock Dust Light Star.

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A banda já veio ao Brasil inúmeras vezes, em 2006 fui ao show, e confesso que o Jay Kay [vocalista e líder da banda] manda muito bem ao vivo. Naquela ocasião a banda apresentava seu mais recente disco Dynamite, mas não deixou de tocar seus clássicos. Apesar do seu retorno ao Brasil a banda não emplaca um bom single desde 2005 com Seven Days Of Sunny June [do disco Dynamite].

Mesmo assim a banda tem se mostrado afiada no quesito show e ainda atrai uma grande quantidade de pessoas por onde passa. A banda não tem um estilo definido, mas passeia entre o Acíd Jazz, o rock e às vezes com uma pitada de música eletrônica, essa mistura garante uma diversidade de público no show da banda.

Esse ano a banda faz show em São Paulo [Ingressos de 100 a 500 reais] no dia 7 de Fevereiro e no dia 11 em Florianópolis [Sem Valores anunciados].

SÃO PAULO (SP)
Quando:
Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013, às 21h30
Onde: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro

FLORIANÓPOLIS (SC)
Quando: segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Onde: Stage Music Park – Rodovia Maurício Sirotsky Sobrinho, 2500 – Jurerê Internacional

Para mostrar a diversidade musical, separei dois clipes da banda.

O malditovivant.net volta na quarta com mais notas…

BurningSong XIV [BIG EMPTY - STONE TEMPLES PILOTS]

Ano já está começando a todo vapor, e nada melhor do que uma bela canção de uma banda já esquecida. Stone Temple Pilots, uma das melhores bandas dos anos 90. Nem parecem que fazem 23 anos que essa banda pegava o primeiro lugar nas paradas. Pra quem não conhece a banda vale a pena dar uma procurada em especial nas canções Creep, Sour Girl e claro na Interstate love song

Eu adoro esse som.

 

Big Empty

Stone Temple Pilots

Drivin’ faster in my car
Falling farther from just what we are
Smoke a cigarette and lie some more, these conversations kill
Falling faster in my car

Time to take her home, her dizzy head is conscience laden
Time to take a ride, it leaves today no conversation

Time to take her home, her dizzy head is conscience laden
Time to wait to long, to wait to long, to wait to long

To much walkin, shoes worn thin
To much trippin and my soulds worn thin
Time to catch a ride, it leaves today, her name is what it means
To much walkin, shoes worn thin

Time to take her home, her dizzy head is conscience laden
Time to take a ride, it leaves today no conversation

Time to take her home, her dizzy head is conscience laden
Time to wait to long, to wait to long, to wait to long

Conversations kill
Conversations kill
Conversations kill

Time to take her home, her dizzy head is conscience laden
Time to take a ride, it leaves today no conversation

Time to take her home, her dizzy head is conscience laden
Time to wait to long, to wait to long, to wait to long

Conversations kill
Conversations kill
Conversations kill

Malditovivant volta na segunda com festival de cinema!

Resenha: CD Monster do Kiss [By Iza!]

Minha primeira convidada do ano é a Blogueira Iza do Cowgirls From Hell [clique aqui e leia], ela foi convidada a escrever sobre o mais novo cd do KISS, lançado no ano passado, vamos ao POST:

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Quando o assunto é a banda Kiss é quase impossível não se lembrar do espírito festeiro típico do Hard Rock retratado bem no refrão do hino “Rock And Roll All Nite”.  Ao contrário de muitas outras bandas de gênero semelhante, o Kiss parece não ter deixado de lado suas origens e seu trabalho mais recente confirma isso.

Monster é o vigésimo álbum de estúdio, lançado em outubro de 2012 e nos trás um pouco mais de 45 minutos de um som que parece ter vindo do passado.  É um pouco estranho afirmar isso, mas insisto em apontar o quanto esse CD me parece ser nostálgico mesmo tendo apenas músicas novas. Os amantes dos gêneros mais pesados do rock estão cientes de onde quero chegar, aliás, há uma pequena “briga” entre os fãs e as bandas porque os primeiros muitas vezes não querem que seus ídolos percam a musicalidade de sempre. É normal que um artista mude musicalmente com o tempo, porém nem sempre mudança é algo bem aceito.

Voltando ao nosso foco principal, a minha percepção quanto ao álbum é que a banda procurou a simplicidade e essa tal simplicidade resultou em boas músicas. De acordo com alguns comentários que andei lendo para melhorar minha postagem, parece que os fãs mais antigos da banda estão esperando um disco bom do início ao fim há muito tempo e Monster foi bem recebido pelo público e muitos concordam comigo quanto ao fato da banda ter voltado às origens.

Agora, a setlist:

1-“Hell or Hallelujah” (Paul Stanley) – 4:07

Vocal – Paul Stanley

2-“Wall of Sound” (Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer) – 2:55

Vocal – Gene Simmons

3-“Freak” (Stanley, Thayer) – 3:35

Vocal – Paul Stanley

4-“Back to the Stone Age” (Simmons, Stanley, Thayer, Eric Singer) – 3:01

Vocal – Gene Simmons

5-“Shout Mercy” (Stanley, Thayer) – 4:04

Vocal – Paul Stanley

6-“Long Way Down (Stanley, Thayer) – 3:51

Vocal – Paul Stanley

7-“Eat Your Heart Out” (Simmons) – 4:06

Vocal -Gene Simmons

8-“The Devil Is Me” (Simmons, Stanley, Thayer) – 3:40

Vocal – Gene Simmons

9-“Outta This World” (Thayer) – 4:29

Vocal – Tommy Thayer

10-“All for the Love of Rock & Roll” (Stanley) – 3:21

Vocal – Eric Singer

11-“Take Me Down Below” (Simmons, Stanley, Thayer) – 3:24

Vocal – Gene Simmons e Paul Stanley

12- “Last Chance” (Stanley, Simmons, Thayer) – 3:05

Vocal – Paul Stanley

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De todas as músicas, minha favorita foi a energética Back to Stone Age porque ela é animada e gosto de canções assim. Quando você ouve o trabalho da banda do início ao fim, as músicas parecem ter certa continuidade e o álbum em si é de tirar o fôlego. Se você ainda não ouviu, corra porque você não irá se arrepender! :D

Para terminar o post, gostaria de agradecer a oportunidade de escrever para o Maldito Vivant que é um blog que admiro muito. Acabei me enrolando um pouco com a vida de universitária e deixei muitas coisas de lado, dentre elas meus blogs, e meu post deveria ser lançado há algum tempinho. Pois bem, pelo menos o texto já ficou pronto e vocês já podem conferir minhas opiniões.

We Rock!

Iza. Blogueira do Cowgirls From Hell, estudante de Geografia e amante do bom e velho rock n’roll.

Crossfire Hurricane um documentário dos Stones que deve ser visto.

“I was born in a crossfire hurricane” Jumpin’ Jack Flash.

Os Rolling Stones estão comemorando 50 anos de carreira, sua turnê já começou por alguns lugares do mundo, dessa vez vai ser complicado ver a banda por terras Brasileiras, quem viu aquele Show na Praia de Copacabana, deve ter visto a última apresentação em solo nacional. Como parte das comemorações foi lançado diversos materiais contando um pouco da trajetória dessa grande banda, um desses é o documentário Crossfire Hurricane.

Banda Original

Banda Original

O documentário foi dirigido por Brett Morgen, o diretor fez um bom apanhado dos fatos mais polêmicos da banda, como o seu inicio e o estilo inicial quase como uma boyband [uma tendência da época], o forte assédio das fãs histéricas querendo invadir o palco a todo custo. A transformação “forçada” em Bad Boys [uma luta pessoal contra os Beatles], essa luta fica bem marcada pelas palavras de Keith “Eles usavam o chapéu branco, só nos restou o preto, precisávamos disso, por isso uso ele até hoje”.

Outro fato importante do documentário é o amadurecimento da banda, letras não era mais sobre amor ou casualidades, o misticismo e a influência literária entraram profundamente na banda. A expulsão de John Paul Jones e a sua morte, posteriormente, fez parte do processo do amadurecimento. Uma das partes mais legais desse documentário que é intercalado com imagens da época e comentários [só voz] da banda é uma frase de Charles Waltz sobre a expulsão de Jones: “Foi uma noite que vivo tentando apagar da minha memória, eu não queria estar ali naquele dia, e não foi tão simples e tranquilo como pareceu”.

Em 1969 a banda estava em plena ascensão então Mick teve a ideia de fazer um show gratuito e escolheu a Califórnia para esse Show, para ajudar na segurança a banda chamou a Gangue de Motos Hells Angels [pelo valor de 500 dólares a cada integrante] só que o show saiu do controle pela quantidade de pessoas, a gangue não conseguia mais controlar o público que tentava invadir o palco, no meio da confusão a gangue acabou matando quatro pessoas e ferindo várias outras.

Show que quase acabou com a Banda

Show que quase acabou com a Banda

Esse episódio acabaria com o prestígio da banda, e seus shows cessaram. A falta de shows e o imposto acumulado [culpa de um agente] fizeram a banda fugir do Reino Unido e se refugiar na França e graças a altas doses de drogas a banda fez seu disco mais genial: Exile on Main Street [que teve seu relançamento 2 anos atrás]. Mick conta sobre o processo criativo e como as drogas ajudaram e atrapalharam a finalização do disco: “Por conta das drogas fizemos belos arranjos, mas a equipe toda estava viciada em Heroína, inclusive os engenheiros de som, isso fez cada música demorar uma semana para ser produzida”.

Na época houve o medo da perda de Keith para as drogas. Waltz chegou a comentar: “Toda noite ele saia em busca de alguma droga nova, podíamos ter perdido um grande músico”. O lançamento do disco foi um sucesso, isso elevou a banda novamente, sua dívida estava quase paga e a opinião publica queria novamente a banda.

Ai se deu inicio a era dos Estádios e aos Mega Shows.

Assim termina o documentário, que é um deleite para quem realmente gosta de rock and roll e claro dos Stones. O documentário está em cartaz no canal a cabo HBO, agora só procurar na programação e não perder.

O malditovivant, volta na sexta com novos posts.

Músicas e Cenas de filmes !!! [Parte I]

Uma trilha sonora para cada momento de nossas vidas.

No inicio do mês a Ana do blog Bolas de Meias [clique aqui e conheça] me sugeriu um tema de post, ela queria um post com minhas trilhas sonoras favoritas de filmes, fiz listas e mais listas, e comecei a ver que certas músicas só tem o significado certo quando acompanhada da cena do filme, então fiz um pouco diferente do pedido original. O resultado ficou bem legal, apesar de que alguns vídeos tem uma qualidade muito ruim.

Também tive que dividir o Post, assim na segunda, volto com continuação desta lista.

Easy Rider é um clássico da “contra cultura”, ficou muito famoso por conta do som do Steppenwolf, “Born to be wild”, mas para mim uma das melhores músicas desse filme é The Pusher [também do Steppenwolf] que aparece na cena inicial onde Peter Fonda e Dennis Hopper iniciam sua caminhada.

 

Death Proof é um dos filmes mais insanos de Quentin Tarantino, ainda mais esse que é repleto de colagens de filmes clássicos dos anos 60 e 70. Tarantino sempre acerta em cheio nas trilhas de seus filmes, o diretor resgatou a banda The Coasters e colocou a canção Down in the Mexico de volta nas paradas. Essa cena também é um tributo ao próprio Tarantino com seu primeiro sucesso Um Drink no Inferno.

 

Drive foi um dos melhores filmes que eu assisti nesse ano. [Clique aqui e leia o post] Ryan Gosling está perfeito no papel do frio Drive. Eu não gosto muito desse tipo de música que toca na abertura do filme, mas a cena é memorável. Eu vi no cinema e a profundidade e a beleza da noite refletida nos prédios torna a trilha memorável. A musica de abertura é  interpretada por Lovefoxxx do Cansei de ser Sexy e se chama NightCall.

 

Eu gosto muito de Bob Seger, mas Old Time Rock and Roll eu só fui conhecer em Risky Business, a cena da escorregada de meias do Tom Cruise é antológica, se vocês reclamaram da Lap Dance da Vanessa Ferlito, agora tem o Tom de Cueca. Tirando isso Risky Business é um filme bem divertido, que foi banido da sessão da tarde por conta do conteúdo adulto.


Educação [clique aqui e leia] foi o filme que elevou Carrey Mulligan ao estatus de estrela, na cena do primeiro encontro com o homem que mudaria sua vida, Jane volta pra casa e pensa em sua paixão ao som de Juliette Gréco com seu clássico Sous le ciel de Paris. 

 

Quase Famosos, é um filme quase que verídico da vida de Cameron Crowe, que trabalhou na revista Rolling Stone e chegou a excursionar com o Led Zepellin. A Cena em questão é uma das mais bonitas do filme, o guitarrista resolve fugir colocando quase um fim na banda, mas tudo acaba dando certo [pelo menos até aquele momento] e nada como Tiny Dancer uma das melhores musicas do Elton John.

O malditovivant volta na quarta com mais…