Que vida!

 Por Humberto Domiciano

[Ando meio falho com o Blog, mas prometo me organizar, essa semana chamo o meu amigo Humberto para escrever sobre o Show do Noel que aconteceu me SP no dia dois, e só pra relembrar cliquea aqui e releia uma resenha do disco]

Uma noite fria em São Paulo, futebol na televisão e o trânsito caótico… Mesmo assim, quem compareceu ao Espaço das Américas no último dia 2 de maio pôde presenciar um belo show de rock.

A passagem de Noel Gallagher pelo Brasil ainda teve mais um show, no Rio de Janeiro, e trouxe uma boa mistura das músicas do excelente “Noel Gallagher’s High Flying Birds” com sons do Oasis.

Vale ressaltar que na comparação entre a estreia do Beady Eye, banda de Liam Gallagher com o primeiro trabalho solo de Noel, a vantagem ficou com o segundo. Desta vez, no palco, novamente o irmão ‘rejeitado’ levou a melhor.

A apresentação começou britanicamente às 22 horas, com a boa e surpreendente “(It’s Good) To Be Free” com uma levada um pouco mais arrastada. A escolha é acertada e mostra que Noel pode estar realmente livre da antiga banda.

 Sem pausa, a banda emendou a pesada “Mucky Fingers”, do álbum “Don’t Believe the Truth”.

Com uma breve introdução instrumental, chegou a vez das músicas do trabalho solo. Primeiro foi “Everybody’s On The Run”, que acabou sendo cantada por boa parte do público e talvez seja um dos melhores sons feitos por Noel nos últimos 10 anos.

A seqüência de sons novos foi bem recebida e prosseguiu com “Dream On”, “If I Had Gun” (bela balada), “The Good Rebel”, “The Death of You and Me” (outra excelente composição) e “Freeky Teeth”.

Como era de se esperar, muita gente que foi ao show esperava pelos clássicos do Oasis. O primeiro da noite foi “Supersonic”, que mesmo numa versão acústica não decepcionou. Neste ponto do show, Noel já parecia bem a vontade e reagindo a gritos de algumas pessoas pedindo a música “Masterplan”, mostrou o ‘bom humor’ britânico ao mexer a cabeça negativamente e soltar um sonoro “Fuck off…”…

 O set-list trouxe em seguida “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine” e “AKA What a Life”, duas músicas excelentes.

 “Talk Tonight”, do disco Masterplan, foi bem executada e foi emendada com “Soldier Boys and Jesus Freaks”, outro som do novo disco.

A parte final do set teve “AKA… Broken Arrow” e “(Stranded On) The Wrong Beach”, intercaladas com “Half the World Away”, balada do Oasis, presente no disco Masterplan.

 Para o bis, Noel preparou uma surpresa. Tocou pela primeira vez ao vivo, o lado-B “Let the Lord Shine a Light On Me”, que saiu no single de “AKA What a Life”.

 Logo depois, foi a vez de Whatever, que teve uma versão quase anêmica. Mas para o final a emoção foi garantida com a seqüência de Little By Little e clássica Don’t Look Back in Anger”, que foi cantada muito alto e levou muita gente às lágrimas.

 O resumo de ópera é que Noel parece ter se adaptado melhor à vida sem o irmão Liam. Canta, sem traumas, pérolas de sua antiga banda e tem empolgado. Em breve, Liam, com o Beady Eye, promete tocar Oasis em seus shows e em breve deve lançar um segundo disco. Se as previsões de uma reunião em 2015 se confirmarem, a pausa atual do grupo com certeza terá sido bem aproveitada.

 Até sexta…

O chiadinho voltou [Queremos mais Vinil]

Isso sim é alta fidelidade!!!

Até pouco tempo atrás quem era visto com um Disco de Vinil [Bolachão, Hi-Fi ou outro apelido] era chamado de retrogrado ou mesmo de dinossauro. Nos dias de hoje quem é visto com um vinil na mão, é tido como “o COOl”, o Descolado.

Tudo isso pq o Vinil voltou a ativa no mundo inteiro, bandas como os Rolling Stones, Bob Dylan [que nasceram na Era do Vinil] Blur [Bandas nascidas na era do MP3] entre outros. Estão relançando singles e álbuns clássicos no formato clássico de Vinil.

Recentemente os Rolling Stones lançaram um Single em Vinil, da canção ‘Plundered my soul’. Essa canção foi encontrada por acaso no começo do mês pela gravadora, enquanto remasterizavam o disco “Exile on Main Street” [um dos melhores discos da banda], está canção ficou perdida por 38 anos, nem Mick lembrava mais dela.

Apesar deste retorno do clássico, comprar vinil novo [sim vc pode ir em sebos e encontrar boas coisas antigas] no Brasil ainda é algo muito caro. Por exemplo: O Disco The Freewheelin do Bob Dylan pode ser encontrado na Saraiva por 175,00 Reais.

Capa Icônica

O Imposto sobre produtos importados é o grande vilão, fazendo o “Vinil NOVO” um artigo de luxo, para padrões do consumidor Brasileiro. Para amenizar esse problema a antiga empresa carioca Polysom, comprada pelo dono da Deck Disco vai religar as máquinas e colocar alguns discos para serem produzidos aqui no Brasil.

Artistas com a Pitty e a Nação Zumbi já aderiram ao Vinil, artistas que entraram recentemente no meio musical também entraram na onda do vinil: Tulipa Ruiz e Karina Burh. O Vinil nacional é bem mais barato que o vinil importado, mas apesar de ser mais barato o vinil brasileiro não chegou a seu auge em vendas e nem a um alto rigor de qualidade.

Pitty Caprichando

Agora se você ama mesmo o Vinil, nada melhor do que se preparar para uma garimpada pelos Sebos do Centro de São Paulo. Onde normalmente podemos achar de tudo, talvez essa seja a coisa mais legal do Vinil, em segundo lugar, porque colocar ele para tocar ainda é bem melhor.

Voltamos amanhã também….

Regina Spektor volta com novidades

Ah os prédios são tão altos nos dias de hoje….

Depois de Norah Jones, agora é a vez de Regina Spektor, mostrar seu novo Single e a capa do seu álbum. Regina Spektor famosa por fazer experimentos em suas músicas, promete ousar um pouco mais, quem conhece a cantora sabe do que ela é capaz, já que em seu terceiro disco [Soviet Kietsch] ela usou uma cadeira e uma baqueta para fazer o acompanhamento de uma de suas músicas.

Neste novo álbum chamado: “What We Saw From the Cheap Seats” com previsão de lançamento para o final do mês de maio, é composto por 11 canções, sendo que uma  das canções: “Don´t Leave me” é uma nova versão da musica “Ne me quitte Pas”, só que agora cantada em inglês e com um ritmo mais alegre.

01. “Small Town Moon”
02. “Oh Marcello”
03. “Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas)”
04. “Firewood”
05. Patron Saint”
06. “How”
07. “All The Rowboats”
08. “Ballad Of A Politician”
09. “Open”
10. “The Party”
11. “Jessica”

“Ne me quitte pas” é uma musica tradicional da cultura francesa, a canção foi composta por Jacques Brel no final dos anos 50 e se tornou um sucesso mundial, sendo interpretada pela famosa Edith Piaf e outros nomes, no Brasil sua interpretação mais famosa é a da cantora Maysa.

Capa single

Junto com o novo disco Regina pretende se lançar uma turnê mundial, como o Brasil tem se tornado um lugar rentável para os músicos existe uma grande possibilidade de uma apresentação por aqui.  Lembrando que a cantora já veio para o País [junto com sua cadeira] na primeira edição do SWU.

Capa disco

Vamos aguardar mais novidades da virtuosa cantora, enquanto isso curta as novas canções e os post que já escrevi sobre ela:

Link: Paixão a Primeira Nota

Amanhã mais um post sobre filmes lá no turmadocafe.com, aproveite o café

Burning Song VII [Lou Reed - Perfect Day]

Hoje era para entrar um post de filme, mas problemas técnicos impediram o processo…

Em compensação tive uma ideia genial para posts futuros, mas antes preciso adquirir uma coisa. Assim que eu “a tiver” posso fazer os posts tranquilamente, esse burning song aconteceu ao acaso, ontem no final da noite fiquei cantarolando essa música do Lou Reed, a música faz parte do álbum Transformer, pra quem gosta de Velvet ou só dele, esse álbum é essencial.

Dá uma olhada na letra despretensiosa do Lou…

Just a perfect day
drink sangria in the park
And then later when it gets dark
we go home

Just a perfect day
feed animals in the zoo
Then later a movie too
and then home

Oh, it’s such a perfect day
I’m glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
you just keep me hanging on

Just a perfect day
problems all left alone
Weekenders on our own
it’s such fun

Just a perfect day
you made me forget myself
I thought I was someone else
someone good

Oh, it’s such a perfect day
I’m glad I spent it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
you just keep me hanging on

You’re going to reap just what you sow
You’re going to reap just what you sow
You’re going to reap just what you sow
You’re going to reap just what you sow

Amanhã tem post no turmadocafe.com

O mundo celebra o disco mais conceitual de David Bowie

“A genialidade de Bowie ao extremo”

A 40 anos atrás o mundo se rendia a David Bowie, pois em Junho 1972 ele lançaria seu álbum mais conceitual: “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”. Na época o cantor já tinha em sua carreira, quatro discos lançados [entre eles Space Oddity e The Man Who sold The World], mas esse novo disco mudaria uma geração, e afetaria os rumos não só da música, mas também a moda.

Muitas bandas se inspiraram em Ziggy, entre elas Alice in Chains e Duran Duran, além do cantor Boy George e também a banda nacional Nenhum de Nós, que fez uma versão de Starman, que foi chamada de Astronauta de Mármore e fez grande sucesso.

Nesse disco Bowie encarna Ziggy Stardust, um alienígena que vem à Terra com o intuito de passar uma mensagem de esperança nos últimos cinco anos de existência do planeta, que acabaria devido à falta de recursos naturais, mas os humanos ficam abismados com o estilo de Ziggy e ele acaba formando uma banda de rock “Spiders From Mars”, Ziggy acaba gostando do modo de vida mundano dos astros do Rock e sentindo um vazio completo Ziggy acaba se suicidando.

Ziggy se tornou um modelo de androgenia na época, e isso o credenciaria como a maior referencia do estilo Glam. Bowie viveu durante 2 anos como Ziggy, interpretava o papel do alienígena em todos os lugares, isso começou a acarretar problemas para Bowie:

“Não me deixava sozinho durante anos. Foi quando tudo começou a azedar… Minha própria personalidade como um todo havia sido afetada. Tornou-se muito perigoso. Eu realmente tinha dúvidas sobre minha própria sanidade.”

Isso fez com que Bowie largasse o personagem no final de 73, um ano e meio depois do lançamento do disco. Agora com os 40 anos do disco, a gravadora, promete relançar o disco [novamente em vinil], com alguns extras e materiais inéditos.

Vamos aguardar o relançamento desse disco, enquanto isso procure o disco na internet e escute ele inteiro, e vai gostar da aventura de Ziggy no planeta terra.

Domingo voltamos com post novo

Bom final de Semana!

 

 

 

Norah Jones ataca novamente!!!

Uma grande volta…

Norah Jones acaba de lançar seu mais novo single, intitulado Happy Pills. A canção faz parte do mais novo Disco da cantora, que se chama Little Broken Hearts. O Álbum que vai chegar as lojas no inicio de Maio, tem doze faixas que foram produzidas por Gnarls Barkley [Danger Mouse], a parceria entre os dois promete render bons frutos já que Norah participou do último disco [ROME] do produtor, esse disco ainda teve a participação de Jack White [ex-White Stripes].

Mas não foi apenas no conteúdo do álbum que Danger Mouse inspirou a artista, na arte conceitual da capa também. No estúdio onde os dois fizeram o disco havia um poster do Filme de Russ Meyer, MUDHONEY. Norah achou linda a arte, e usou a ideia para criar [copiando] a capa de seu disco.

Nas palavras de Norah: “Eu sempre estava olhando para ele (‘Mudhoney’) e pensando: ‘Isso é tão legal! Eu quero parecer com ela”.

Original

 

Versão Norah

Além das novidades desse novo single a bela cantora, já anunciou sua nova turnê pela Europa e os Estados Unidos, pra quem não se lembra em 2010 ela fez alguns shows aqui no Brasil. Um deles Gratuito no Parque da Independência em SP, eu estava lá e fiz um post bem legal sobre o evento [Clique e leia], então vamos esperar pra quem sabe no final do ano a cantora dê as caras no Brasil novamente.

Ouça Happy Pills

Os nomes das faixas também estão disponíveis:

1. Good Morning
2. Say Goodbye
3. Little Broken Hearts
4. She’s 22
5. Take It Back
6. After The Fall
7. 4 Broken Hearts
8. Travelin’ On
9. Out On The Road
10. Happy Pills
11. Miriam
12. All A Dream

O Blog volta no domingo com a Imagem da Semana.

Bom Final de Semana…

Problemas de chuva…BurningSong Burning Song VI [Bruce Springsteen - Dancing in The Dark]

Desculpa…A chuva de ontem que quase acabou com tudo aqui em MG, por sorte só levou a minha ANTENA DE INTERNET.

Nem o meu Snoopy que tava sozinho na Fazenda, teve problema, achei que hoje eu ia encontrar ele mais sujo do que tudo, cheguei lá o bicho tava branquinho como sempre.

Então como to na LAN vou fazer um post rápido sobre um som que tem me acompanhado por todos esses dias.

Bruce Springsteen com Dancing in The Dark.

Sempre que chego à fazenda cedinho, e o sol nem bem nasceu eu fico meio desanimado, mas coloco esse som dá uma boa animada…ai já vou trabalhar a todo vapor [Sou um cara moderno uso Ipod na fazenda].

 

 

Bruce Springsteen – Dancing in The Dark

I get up in the evening
And I ain´t got nothing to say
I come home in the morning
I go to bed feeling the same way
I ain´t nothing but tired
Man I´m just tired and bored with myself
Hey there baby i could use just a little help

You can´t start a fire
You can´t start a fire without a spark
This gun´s for hire
Even if we´re just dancing in the dark

Message keeps getting clearer
Radio´s on and i´m moving ´round the place
I check my look in the mirror
I wanna change my clothes, my hair, my face
Man I ain´t getting nowhere just living
In a dump like this
There´s something happening somewhere
Baby i just know that there is

You can´t start a fire
You can´t start a fire without a spark
This gun´s for hire
Even if we´re just dancing in the dark

You sit around getting older
There´s a joke here somewhere and it´s on me
I´ll shake this world off my shoulders
Come on baby the laugh´s on me

Stay on the streets of this town
And they´ll be carving you up all right
They say you gotta stay hungry
Hey baby I´m just about starving tonight
I´m dying for some action
I´m sick of sitting around here trying to write
This book
I need a love reaction
Come on now baby gimme just one look

You can´t start a fire sitting ´round crying
Over a broken heart
This gun´s for hire
Even if we´re just dancing in the dark
You can´t start a fire worrying about
Your little world falling apart
This gun´s for hire
Even if we´re just dancing in the dark
Even if we´re just dancing in the dark…

Com chuva ou sol Post no Domingo

Burning Song V [Chet Baker - Almost Blue]

Termino a semana com esse clássico de Chet Baker, Almost Blue. Uma das músicas mais “Blue” do mestre Chet, ele que como muitos outros artistas, conseguem mostrar a beleza escondida dentro da dor e da tristeza, lembrando que todo sentimento é válido se extraído a melhor parte dele.

Almost blue

Almost doing things we used to do
There’s a girl here and she’s almost you
Almost
All the things that your eyes once promised
I see in hers too
Now your eyes are red from crying

Almost blue
Flirting with this disaster became me
It named me as the fool who only aimed to be

Almost blue
It’s almost touching it will almost do
There’s a part of me that’s always true… always

Not all good things come to an end now, it is only a chosen few
I have seen such an unhappy couple

Almost me

Almost you

Almost blue

Johnny Ramone sem censura!

“Aprendi muito cedo a nunca deixar meus fãs decepcionados. São os fãs que dão um monte de felicidade.” Johnny Ramone.

Quando se fala em Punk rock, logo nos lembramos de The Clash, Sex Pistols e claro Ramones, a banda que surgiu 1974, logo alcançou sucesso com suas músicas rápidas e letras explosivas e isso popularizou o PunkRock, sua maneira de se vestir é copiada até hoje, tanto que o jeans rasgado, a camisa básica, o AllStar preto junto com a jaqueta de couro são lembrados como o uniforme de “um Ramone”.

Rock de verdade

Por trás de toda essa atitude, existia uma mente autoritária, esse era Johnny Ramone, apesar de Joey ser o Frontman da banda, quem dava as cartas era Johnny. Ele criou o estilo Ramone de ser, e também criou o uniforme da banda. Foi de Johnny a idéia de acrescentar o sobrenome Ramone em todos os integrantes, dando uma idéia de família.

E para os fãs da banda, ou mesmo quem gosta de Rock, chega em abril a biografia de Johnny Ramone, A obra vai da infância do músico aos problemas de saúde que o vitimariam [falecido em conseqüência de um câncer de próstata, em 2004], o livro também abordando também a vida amorosa do guitarrista com a sua mulher, Linda, que antes havia namorado com Joey Ramone.

A “traição” [aos olhos de Joey] provocou o corte de relações entre o vocalista dos Ramones e o guitarrista, no início dos anos 80 conflito que, contudo, não impediu que a banda prosseguisse atividade até 1996, mas acabou afetando muito o desempenho da banda.

O livro ainda conta curiosidades da banda, e as influências de Johnny [New York Dolls, Stooges, Motörhead, MC5, The Who, David Bowie] e seus outros trabalhos como produtor musical.

Eu não sou um viciado em Ramones, e muito menos ando por ai de Jeans rasgado e AllStar [Mentira eu tenho um preto que uso bastante], mas gosto muito de alguns discos da banda: Ramones [1976], Rocket Russia [1977] e Brain Drain [1989] do qual me orgulho de ter o Vinil e que sempre acabo tocando no meu toca-disco.

Assim que eu comprar o livro, eu prometo um novo post, sobre o grande Johnny Ramone.

Esse foi o som que eu conheci a banda, apesar de ser muito bom é o som errado para se conhecer Ramones.

Amanhã tem post lá no turmadocafe.com e sexta por aqui.

Morrissey vem ao Brasil…[Será mesmo?]

There is a light that never goes out  – Morrissey


Foi anunciado no inicio dessa semana que o ex-lider dos Smiths o grande Morrissey, vem ao Brasil e ainda vai fazer 3 apresentações. A Turnê que começa no Chile no dia 24 de Fevereiro e termina  na Colômbia no dia 17 de Março. Morrissey começa seus shows no Brasil em Porto Alegre no dia 7 de Março [Pepsi On Stage], depois ele desembarca no Rio de Janeiro no dia 9 de Março [Fundição Progresso] e por fim termina a “Via Sacra Brasileira” no dia 11 nos Espaços das Américas em São Paulo.

O cantor que já foi líder dos Smiths já tem 25 anos de carreira solo, e está com um novo CD [10º em estúdio] quase pronto, só falta fechar com alguma gravadora. Morrissey tem enfrentado alguns problemas para conseguir esse apoio. E nem se vê lançando o disco de maneira independente, recentemente em entrevista a revista Pitchfork ele disse:

“Não há muito que eu possa fazer a respeito. Depois que vem a público que você não tem um contrato, espera-se que alguém venha e feche com você. [...] Acho que a maioria das gravadoras querem contratar novas descobertas, para que aquela gravadora seja vista como a responsável pela ascensão daquele artista. Não há muitos selos que queiram bandas que já deixaram sua marca, porque seu sucesso já está associado a algum outro selo, em outra época. A maioria dos artistas são lembrados pelos discos que os lançaram, ou que marcaram seu sucesso. Por esse motivo, a imprensa só me menciona quando estou relacionado à história do Smiths, e o fato de que eu já tive três álbuns solo que chegaram ao número um [nas listas de mais vendidos] – ou que eu tenho 25 anos de carreira solo -, nunca é mencionado”

Essa nova turnê deve ajudar o cantor a conseguir o destaque necessário para que alguma gravadora lance o seu projeto, os valores do ingresso ainda não foram divulgados, espero que ele tenha dó do nosso bolso e pegue leve no valor do ingresso, mas já se especula que o ingresso não saia por menos de 300 reais. Gosto muito do som do Morrissey e espero conseguir ver o cantor, nessa que pode ser sua última apresentação no Brasil.

Até segunda…

Set List da última Turnê