Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um. Mário Quintana
Se fosse vivo, hj o Poeta Mário Quintana estaria fazendo 104 anos, considerado o Poeta das coisas simples, sua pena sempre foi carregada de lirismo e ironia. Mário Quintana começou a carreira como jornalista, escreveu para o jornal Correio do Povo, onde tinha uma coluna na parte de cultura.
A prova de sua ironia são algumas das suas famosas frases:
“O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar.”
“Nós vivemos a temer o futuro; mas é o passado quem nos atropela e mata”
“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.”
“Se alguém acha que estás escrevendo muito bem, desconfia… O crime perfeito não deixa vestígios.”
Em sua carreira como escritor, produziu obras para adultos e crianças, seus livros mais famosos são Rua dos Cataventos, Esconderijo do Tempo e Caderno H.
Quintana também se destacou na tradução de livros. Graças a ele muitos autores chegaram ao Brasil, entre eles temos Virginia Woolf com Mr.Dolloway e o clássico Em busca do Tempo Perdido de Marcel Proust [Obra com mais de 2.000 páginas dividida em 3 livros], essa é a sua tradução mais conhecida.
Apesar de todo o sucesso e reconhecimento o escritor não conseguiu uma cadeira entre os imortais [Academia Brasileira de Letras], ele foi indicado 3 vezes, mas mesmo assim não conseguiu o título, mas a situação nunca o deprimiu ao contrário foi motivo de piada.
Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro.

Para finalizar o post fica um poema de Quintana. Bom Final de Semana a Todos.
Eu escrevi um poema triste
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!






















