
Por Humberto Domiciano
O grunge foi um estilo musical marcado pelo sucesso repentino de diversas bandas, confusões e mortes prematuras.
Entre as razões para tantos acontecimentos em tão pouco tempo talvez estejam a própria temática dessas bandas, o estilo de vida dos integrantes e o próprio apelo em cima desses artistas.
Desde que o rock nasceu, histórias trágicas acompanham o estilo. Nos anos 50, Richie Valens e Buddy Holy morreram. Alguns anos depois vieram o trio Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison.
Sendo assim, entendo que o grunge não teve mais mortes do que outras épocas, mas elas foram bem marcantes.
A primeira delas aconteceu em 1990, quando Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone, teve uma overdose e morreu pouco depois do lançamento do primeiro álbum. O restante da banda passou pelo Temple of the Dog e hoje toca no Pearl Jam.
Alguns anos depois foi a vez de Kurt Cobain estourar a cabeça com um tiro e por fim ao Nirvana e simbolicamente ao próprio grunge.
No entanto, o caminho de Cobain até a morte foi bastante agitado. Shows desmarcados, cuspe e gestos obscenos para a câmera da Globo foram apenas pequenas demonstrações de seu poder de fogo. Além disso, constantes problemas com heroína e cocaína e brigas com Courtney Love rechearam o cardápio.
No final da década de 90 foi a vez do Pearl Jam experimentar a maldição. Antes de uma apresentação da banda na Noruega, no Festival Roksilde, oito fãs morreram esmagados durante tumulto. O show era um dos primeiros da turnê de “Binaural”.
Por fim, em 2002, Layne Staley, vocalista do Alice in Chains, morreu de overdose de heroína e cocaína. A banda retomou as atividades em 2007 e gravou um bom álbum, lançado em 2009.

