“Se a poesia não surgir tão naturalmente como as folhas de uma árvore, é melhor que não surja mesmo” John Keats
Enfim na tarde de hj eu consegui ir ao cinema, para ver Brilho de uma Paixão, peguei a sessão das 14:45 na Reserva Cultural. Sua sala não é tão boa como a do cine BomBril, mas atendeu minhas necessidades do momento.
Como eu usei no título, a poesia e a fotografia são usadas para criar a paixão em quem assiste. A diretora Jane Campion, soube usar com maestria as paisagens da Inglaterra e a poesia de Keats para criar um clima melancólico, mas ao mesmo tempo apaixonante.
Pq melancólico?, ao entrar no cinema vc já sabe que nosso protagonista está fadado a morrer no último ato. E apaixonante pq o elo [ou melhor, a teia, como diz Keats] entre Keats e Fanny Brawne, é algo tão intenso que chega a ser surreal.
Para reviver essa paixão foram chamados dois atores, pra mim quase desconhecidos, para viver a Fanny, foi escolhida Abbie Cornish, uma garota com uma beleza estonteante e um poder de interpretação fantástico. Vide a cena onde ela recebe a notícia de que seu amor Keats havia falecido.
Ken Whishaw que faz o papel do grande Keats, não tem momentos celebres, mas passa a credibilidade necessária ao papel. Keats era uma figura bonita e ao mesmo tempo fisicamente frágil.
A diretora quando escolheu recontar essa história de amor verdadeiro, escolheu contar tudo sobre o ponto de vista de Fanny. Ela que era de boa família e vivia a se divertir em bailes e a costurar seus próprios vestidos e a lançar moda, se apaixonou pelos versos [ainda fracos] de Keats.
Mas como em toda a sociedade Vitoriana que se preze o dinheiro manda no amor [será que ainda temos isso?] e seria impossível este amor se concretizar, pq Keats morava de favor e não tinha onde cair morto. Mas Fanny não ligava para isso, e ele o sabia tanto que escreveu: “Gosto do seu amor, pq vc me ama como eu realmente sou”.
Existem outras duas cenas que são dignas de se tornarem memoráveis neste filme. A primeira é quando Fanny descobre que Keats está gravemente doente e ela recita os versos de Bright Star [Poema q dá o nome ao filme e foi feito em homenagem da amada].
A segunda é o trecho final onde Fanny aceita o luto, termina de costurar o seu vestido, corta seu cabelo e vai até a floresta recitando o seu poema.
Ao terminar o filme,[sim ele acaba tragicamente, prepare o seu lencinho]. Ainda podemos nos deleitar com trechos dos Poemas de Keats, na voz do ator que o interpreta, e faz muito bem essa parte, dando uma carga emocional forte ao poema.
Confesso que fiquei com inveja de Keats, ter um amor como os dois tiveram é algo muito poderoso, que ultrapassa o carnal, se realmente o amor existir ele é igual ao que os dois sentiram um pelo outro.
Vá ao cinema e Descubra Keats e quem sabe o amor tb.
Alegria
E o ato final


































