Uma dramédia sobre a dor [O Ruído do Gelo]

Recentemente dei a sorte de ver O Ruído do Gelo, uma Dramédia que fala de uma maneira bem humorada sobre o câncer. Só que quem assiste, deve se esquecer de todas as referências que temos sobre esse tipo de filme.

Aqui o câncer ganha um rosto, ele não é apenas uma doença. O câncer aparece como uma visita indesejada na casa do escritor Charles Faulque [vivido pelo canastrão Jean Dujardin], só que somente Charles consegue enxergar “essa pessoa misteriosa”, o estranho visitante logo se apresenta como: O seu Câncer.

Daniel Dujardin

Jean Dujardin

No primeiro momento Charles acha que aquilo é uma brincadeira, mas vai percebendo que é bem sério. Então ele tenta se livra da sua visita indesejada, por mais que destrate “a pessoa”, ela insiste em ficar. Mas o Câncer começa a mostrar intimidade e um conhecimento da vida de Charles.

Essa intimidade faz com que os dois se tornem amigos a ponto de dividirem a mesma cama. Aos poucos “o indesejável”, vai cortando os laços do escritor com todos, primeiro a sua jovem amante [interpretada pela bela Christa Theret], que é mandada embora, logo depois vem o incentivo ao abuso do álcool o que distância Charles de uma reconciliação com sua esposa Carole Faulque [em uma pequena participação de Audrey Dana].

Quase amigos

Quase amigos

Só que o Câncer quase vencedor não conta com a empregada apaixonada e cheia de recalques, que de uma hora para a outra começa a ver “o indesejado”, isso por causa de um câncer que ela também desenvolve [personificado em uma mulher]. Isso traz uma reviravolta bem divertida para o filme.

O filme é recheado de sarcasmo e humor negro, mas sem se tornar grotesco ou mesmo ofensivo. Mesmo eu não gostando de comédia o filme me surpreendeu com seu desfecho mirabolante.

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O Ruído do Gelo é uma boa pedida para a semana, fique atento a programação do canal a cabo CINEMAX.

Malditovivant, volta amanhã

Uma bebida elegante para impressionar (Café Mocha Gelado)

Não sou muito de receber pessoas em casa, mas as vezes não custa nada receber uma boa amiga [nunca os vizinhos eles são fofoqueiros]. Como nem toda a visita gosta de beber, devemos estar preparados para ser um bom anfitrião.

http://blogs.msdn.com/mswanson/articles/wallpaper.aspx

Que tal preparar um simples, porém elegante Café Mocha Gelado?

Antes um pouco sobre o Café Mocha.

O Café Mocha, é um tipo de café preparado com grãos especiais que lembram notas de chocolate meio amargo. O nome Mocha vem do seu principal ponto de comercio o porto de Mocha em Lêmen [perto do mar vermelho]. Por aqui ainda é difícil vc encontrar a bebida sendo preparada com os grãos de café Mocha.

Agora vamos a receita, sem café mocha [é claro]

INGREDIENTES [Ideal para duas pessoas]

Aviso importante: Antes de preparar aqui vai uma regra elementar, sempre que for preparar uma bebida, use bons ingredientes, isso garante o sucesso da receita em 90% os outros 10% vem do amor.

  • 250 ml de leite [Desnatado ou de Soja].
  • 5 cubos de gelo .
  • 6 colheres de chá de café solúvel [De preferência Nescafé].
  • Açúcar a gosto.
  • 4 colheres de chá de chocolate em pó [Eu prefiro Toddy ou barra de chocolate ralada...o q der menos trabalho].
  • Canela a gosto.

Moda de fazer

Separe o gelo e coloque todos os ingredientes de uma única vez no liquidificador, bata até que fique de uma cor só [ou melhor dizendo q fique homogêneo] depois disso adicione o gelo e coloque o liquidificador para pulsar, repita o processo até o gelo quebrar totalmente e a bebida ganhar um fina camada de gelo.

Se for chamar alguem, convem fazer uma apresentação assim

Se for chamar alguem, convem fazer uma apresentação assim

Em Transe [Trance]

 Um roteiro excelente e truques com espelho

Ontem  fui ao cinema assistir o novo filme de Danny Boyle. Em Transe se passa na Inglaterra onde acompanhamos Simon [com o brilhante James McAvoy] que trabalha em uma famosa casa de leilões de arte. Logo no inicio do filme ficamos conhecendo como funciona o sistema de segurança de uma casa de leilão e como é complicado roubar um quadro, depois que conhecemos esse sistema temos o segundo ato: O assalto.

A casa de leilão é atacada e o alvo é o famoso quadro de Goya, Bruxas no ar. Simon tem um protocolo, que é levar a obra de arte mais cara, colocar em uma mala e depositar o quadro no cofre. Só que antes disso, Simon é atacado por Franck [Vicent Cassel] que rouba a mala com o quadro, criando um crime perfeito.trance_2013-1-1280x800_scroller

Para a surpresa de Franck o quadro não está dentro da mala. E Simon está hospitalizado por ter bancado o herói. Quando ele retorna para casa, recebe a visita de Franck e seu bando. Neste momento percebemos que Simon faz parte do jogo, e para descobrir onde o quadro está escondido Franck contrata uma terapeuta que trabalha com Hipnose, Elizabeth Lamb [Rosário Dawson].

Hipnose

Hipnose

A partir da chegada de Elizabeth o filme muda totalmente de perspectiva. O assalto entra em segundo plano e dá lugar ao complexo mundo de Simon e suas obsessões. Neste momento entra a genialidade de Boyle que mostra com belas tomadas, explorando os mais variados ângulos da câmera e criando Flares [aquelas luzes que parecem arco-íris] para mostra o momento em que Simon entra em transe e seu mundo interior.

Flares

Flares

Mas toda essa beleza é carregada de simbolismo, levando a teoria ao pé da letra de  que os sonhos são feitos de recordações e momentos. Tudo que vemos no Transe de Simon, nos ajuda a desvendar o que realmente aconteceu. Ao mesmo tempo em que desvia a atenção do telespectador mostrando mais uma vez que o diretor tem total controle de seu filme e do seu público, assim como um ilusionista, que nos faz olhar para a direita, quando a ação está sendo executada na esquerda.

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Truque com espelhos

Em Transe, superou minhas expectativas e tem tudo para ser o melhor filme do ano, se for assistir vá ao cinema o deslumbre visual criado por Boyle merece ser visto em tela grande.

O malditovivant, volta na quinta com um novo post.

Novo disco do She&Him [Volume 3]

Fofura no ar…

Seguindo a tendência de mostrar o disco aos pedaços, a banda She&Him lança seu disco [Full] para o mercado. A banda que começou em 2006, fruto da amizade de M.Ward com a Bela Zooey, só teve seu primeiro disco lançado dois anos depois. Logo de cara o disco foi um sucesso [mas ainda ao publico restrito], não havia nada parecido no mercado [até aquele momento].

A Dupla só estourou mesmo em 2009 quando a bela Zooey interpretou Summer em 500 dias com ela  [clique aqui e leia] e a banda fez um cover dos Smits com a canção “Please, Please, Please Let Me Get What I Want” .

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Nesse momento a figura de Zooey [ou sua personagem Summer] elevou à banda a condição de favorita dos Indies românticos, e Zooey sua musa maior. Em 2010 a banda lança seu segundo disco Volume 2, ele não chega a ter o mesmo sucesso do anterior, mas é bem acolhido pela crítica.

Logo em seguida a banda entrou em mais uma turnê, que durou todo aquele verão. Com shows lotados. No final de 2011 a banda surpreendeu ao resgatar a tradição dos discos de Natal, e lança A Very She & Him Christmas.

O disco foi tão bem recebido, que foi um dos mais comprados no Amazon.com, além disso, a banda entrou “no caminho da modernidade” e lançou seu disco com venda em MP3.

Dois anos depois a banda volta, seguindo o mesmo estilo musical que os fez famosos em 2009, Volume 3 tem 14 faixas [uma delas reprise], e mostra novamente uma boa sintonia entre a dupla. [Clique aqui para baixar]

01 – I’ve Got Your Number, Son
02 – Never Wanted Your Love
03 – Baby
04 – I Could’ve Been Your Girl
05 – Turn to White
06 – Somebody Sweet to Talk To
07 – Something’s Haunting You
08 – Together
09 – Hold Me, Thrill Me, Kiss Me
10 – Snow Queen
11 – Sunday Girl
12 – London
13 – Shadow of Love
14 – Reprise (I Could’ve Been Your Girl)

A banda já tem uma turnê programada, mas sem previsão para chegar na américa do sul, o mais legal que a banda está viajando com a Câmera Obscura, uma banda que tem um som muito parecido com o da dupla.

A Zooey!!!!!!!

A Zooey!!!!!!!

Só nos resta torcer por uma chance, o malditovivant volta na quarta…[Mesmo com Feriado!]

Convite…5 livros para ler em 2013!

Ler…ler…comer…dormir…viver.

Recentemente fui convidado pela Dona Canela, para um meme de livros. A Dona Canela [Clique e conheça o blog], sabe que eu adoro livros, então vai minha lista dos 5 livros para ler em 2013. Eu tenho uma lista de uns 10 livros pra ler, sem contar os livros que estão parados esperando a hora certa de sair da prateleira.

Aqui vai minha listinha.

Van Gogh--The Life

Van Gogh: Este livro foi finalmente ganhou uma tradução, lançado nos meados de 2010 lá fora, e só no final do ano passado chegou por aqui. Esta bela edição de capa dura, faz um estudo da vida do pintor e suas obras. Pra quem gosta de arte é uma boa pedida. Era para ter comprado no final do ano, mas acabei deixando pra lá. Logo mais ele entra pra minha coleção.

Capa genial

Capa genial

Meu segundo livro da lista é Hitler de Ian Kershaw: O livro traça um estudo sobre o império nazista e seu criador, mostrando os acertos e os erros que levaram o fim do Nazismo. Ian Kershaw é o mais renomado estudioso deste período negro da história, além do bom texto o livro é recheado de boas imagens da época. Tentei comprar o livro na bienal do ano passado, mas além da capa estar estragada, o livro custava 10% mais.

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Demônios de Fiodor Dostoiévski (Editora 34): Faz uns cinco anos que eu quero esse livro. A história se baseia em uma tragédia ocorrida em 1869, onde um jovem é assassinado por um grupo niilista. Com base nesse fato Dostoiévski cria um clássico, quase maior que Crime e Castigo. A ideia central do livro é destruir e desmascarar as organizações idealistas e mostrar como uma pessoa que luta contra um monstro, pode se tornar um monstro maior ainda.

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Professor do Desejo do Philip Roth: O livro foi originalmente lançado em 1977 e agora teve seu relançamento, e conta a história do professor David Kepesh, personagem que já conheço de outro livro de Roth, Animal Agonizante. Quem conhece meu blog sabe o quanto eu gosto deste escritor.

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Homem no Escuro do Paul Auster: Li meu primeiro Paul Auster no ano passado [clique aqui e leia sobre] gostei muito da maneira que ele constrói seus personagens. Nesse livro seu personagem central é um crítico literário aposentado, que está de cama após sofrer um acidente. Para resolver seus problemas ele cria tramas no cair da noite para confrontar e explicar fatos de sua vida.

Agora repasso o post pra Taci, para Luane Silvestre, a Beca Rena, Vickawaii e as Cowgirls from Hell.

O malditovivant volta na quarta com novos posts.

Commando – A autobiografia de Johnny Ramone.

Um líder solitário, Johnny foi o real pai da filosofia Punk, ele criou o Ramones, o maior expoente do movimento. Mesmo sem parecer, ou mesmo demonstrar, Johnny tinha um plano que só daria certo se fosse levado com mão de ferro.

Apesar de Joey ser o Frontman da banda, quem dava as cartas era Johnny. Ele criou o estilo Ramone de ser, e também criou o uniforme da banda. Foi de Johnny a ideia de acrescentar o sobrenome Ramone em todos os integrantes, criando a família Ramones.

Johnny tinha uma meta, conseguir um milhão de dólares, e se mandar da Califórnia, apesar de ter amigos por lá, Johnny odiava tudo aquilo, o calor os inimigos, e em especial a infância pobre. Seu Pai nunca pode comprar uma casa, por conta do baixo salário ele sempre estava em busca de uma casa para alugar. Johnny não queria mais essa vida.

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O livro também aborda a vida amorosa do guitarrista com a sua mulher, Linda, que antes havia namorado Joey Ramone. A “traição” [aos olhos de Joey] provocou o corte de relações entre o vocalista e o guitarrista, mas isso, não impediu que a banda prosseguisse até 1996, mas acabou afetando muito o desempenho no palco.

Além do drama o livro é recheado de momentos engraçados, como a relação com os fãs e como não dava atenção as celebridades que sempre apareciam no camarim para conversar sobre o show.

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Leia, Commando – A autobiografia de Johnny Ramone.

Maldito vivant volta na segunda.

A melhor atuação de Matthew McConaughey [Killer Joe - Matador de Aluguel]

A volta de um ícone e o renascimento de um ator.

Na segunda passada, quebrei algumas convenções e fui ao cinema. Fazia tempo que eu não dedicava uma parte do meu tempo a tela grande. Meu melhor ano de cinema foi em 2010, eu vi um filme por semana. Voltar a velha forma é quase impossível, primeiro por conta do tempo, segundo a quantidade de filmes dublados triplicou. Eu não vou ao cinema pra ver filme dublado.

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Mas quero aqui falar de Killer Joe, uma das injustiças do Oscar. Killer Joe não foi nem citado no Oscar. Matthew McConaughey está fantástico como o assassino divertido e violento Joe, uma das suas melhores transformações. Não sei o que tem acontecido com o ator, mas ele largou aquela ideia de fazer filmes bobos com o mesmo final e investiu em bons filmes. Poder e a Lei foi um deles.

Killer Joe é dirigido pelo grande diretor William Friedkin [Se você não conhece este nome, pode parar tudo], pra quem não sabe ou não se lembra, ele dirigiu quatro clássicos: Operação França’ [1971], “O Exorcista” [1973], “Parceiros da Noite” [1980]e “Viver e Morrer em Los Angeles” [1985]. Se você não viu nenhum destes filmes, você precisa rever seus conceitos de filmes.

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Para este filme o diretor se apoia na peça escrita por Tracy Letts, que conta a história de uma família desajustada, onde Chris [mais uma boa atuação de Emile Hirsch] se vê em uma encruzilhada, quando sua mãe vende a sua cocaína e chefe do tráfico vem cobrar os três mil dólares. A única maneira de continuar vivo é matar a própria mãe e receber o valor do seguro. Chris conta com a ajuda do pai e com a madrasta [outra boa atuação de Gina Gershon], claro que cada um vai receber uma parte.

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Mas Chris não pode matar a própria mãe. Então ele contrata Killer Joe [Matthew McConaughey] um policial corrupto que tem seu preço, 25 mil dólares, porém Chris depende da morte da mãe para pagar Joe, para compensar a demora Joe pede a irmã mais nova de Chris, Dottie [Juno Temple, guarde esse nome] como calção.

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Então a história se torna uma comédia de erros, construída com os personagens mais grotescos que o cinema já viu. Chris tenta virar o guardião da virgindade da irmã, ao mesmo tempo que Joe se mostra o salvador do mundo doentio de Dottie. A cena final rodada na cozinha é memorável. Sem contar a bela fotografia das cenas de tempestade, que anuncia o caos que vem pela frente.

Killer Joe é forte [e muito melhor que qualquer filme do Tarantino], e vai na contramão dos filmes lançados por Hollywood nos dias de hoje, tanto que quase não chegou aos cinemas. Temos sorte de ter a chance de acompanhar Killer Joe na tela grande [ainda mais no Brasil].

Se puder vá ao cinema e veja Killer Joe.

O malditovivant volta na sexta.